20/01/19

Brexit preocupa equipes e o automobilismo da Inglaterra

A falta de um acordo para a concretização do Brexit, a saída do Reino Unido da União Europeia, está causando preocupação a três equipes da F1 com sede na Inglaterra e à direção do automobilismo da ilha. Eles planejam escrever uma carta conjunta à primeira-ministra britânica, Thereza May, manifestando essas preocupações e pedindo uma solução para o impasse. A identidade das equipes continua em sigilo, mas se sabe que uma delas é das mais destacadas do grid.
A possível saída do Reino Unido da União Europeia no dia 29 de março sem um acordo alfandegário com membros dos outros governos poderia criar grandes problemas para a F1 em viagens a outros países europeus, pois o continente recebe nove das 10 corridas que serão realizadas de maio a setembro.
As equipes estão preocupadas com o impacto de uma saída sem acordo no transporte de bens e movimento de pessoas pelas fronteiras da Europa. Também há a questão da contratação de pessoas de países da União Europeia, especialmente nas fabricas, além do custo de importação e exportação de bens.
Sete das atuais 10 equipes da F1 têm sede na Grã-Bretanha, enquanto que 45 dos 61 títulos de construtores foram vencidos por times da região, ou seja todos os títulos que não foram vencidos pela Ferrari.
David Richards (na foto), presidente da associação dos clubes de esportes motorizados britânicos, afirmou no Autosport International Show, que estes problemas poderiam ameaçar a viabilidade das sedes no Reino Unido, que é tradicionalmente o local de base de parte do grid. Uma possível consequência, diz ele, seria as equipes tendo operações satélites na Europa.
“Algo que deveríamos estar orgulhosos é que as principais equipes e os campeões mundiais são aqui. E tornaremos sua vida mais difícil. Queremos garantir que isso não irá acontecer”, disse Richards, antigo diretor de Benetton e BAR na F1.
Como se recorda, um acordo negociado por May foi rejeitado pelo Parlamento britânico na última semana por uma diferença de 230 votos, a maior derrota sofrida pelo governo desde a Primeira Guerra Mundial.