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O caminho para a F1

Depois de uma interruppção em 1976, devido à crise dos combustíveis, somente em 1979, com a utilização do álcool como alternativa, é que o automobilismo esportivo brasileiro pode acelerar novamente.

O tempo parece que passou velozmente pelos oitenta e sete anos que separam a primeira corrida realizada no Brasil dos dias de hoje. Todo este período testemunhou histórias maravilhosas e produziu uma legião de ídolos. O mito Francisco Landi, a primeira vitória de Emerson Fittipaldi em 1965, no improvisado circuito da Ilha do Fundão, no Rio de Janeiro, as emocionantes e heróicas corridas no Trampolim do Diabo e em Interlagos, as conquistas de Emerson, Piquet e Senna na Formula Um. Tudo isto só fez crescer a popularidade do automobilismo no Brasil e escreveu uma das mais belas histórias do esporte brasileiro.

caminho_brasilDez anos antes dessa retomada de velocidade, o Brasil entrava em uma nova era. No final de 1969, o autódromo de Interlagos oi sede de uma prova de Formula Ford, uma sensação européia. Um dos grandes nomes da corrida era um brasileiro que tinha ido tentar a sorte na Europa. Era a primeira vez que Emerson Fittipaldi corria por aqui, depois de ter conquistado o título de campeão ingles de Formula 3, naquele mesmo ano. A presença de Emerson e dos modernos monopostos fizeram tanto sucesso que as corridas se repetiram de 69 a 71. Mas, os famosos Torneios de Verão não se resumiram apenas nas provas de Formula Ford em São Paulo. Naqueles anos, também Rio de Janeiro, Porto Alegre e Fortaleza viram e ouviram o ronco de motores mais potentes: os das Formulas 3 e 2.

Os autódromos sempre lotados por um público entusiasmado serviram como uma espécie de senha, um sinal verde para trazer para o Brasil  a categoria mais importante do automobilismo mundial. Foi muito por causa do sucesso dos Torneios de Verão que os brasileiros passaram a assistir ao vivo as sensacionais corridas da Formula 1.