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GP Brasil 1995

Sem Ayrton Senna, morto durante o Grande Premio de San Marino, no ano anterior, Rubens Barrichello era a grande esperança brasileira para o Mundial de 1995. Todo o Brasil fizera de Rubinho o sucessor do tri-campeão e quase que exigia a vitória na primeira corrida do ano, disputada no dia 26 de março, em Interlagos. Os testes feitos por Barrichello e sua nova Jordan-Peugeot, em Portugal, um mês antes do início do campeonato, indicavam que 1995 bem que poderia ser mesmo o ano de Rubinho. E para isso nada melhor do que começar vencendo o Grande Premio do Brasil. O final-de-semana, porém, se revelou catastrófico para os planos do piloto brasileiro.

Na sexta-feira, dia do primeiro treino oficial, o motor Peugeot explodiu. No sábado, durante a classificação para o grid de largada, Barrichello rodou e ficou com um mediocre décimo-sexto tempo. No domingo, dia da corrida, as coisas pioraram ainda mais para o brasileiro. Até que Rubinho largou bem e com uma volta de prova, havia ultrapassado 4 carros. E isso foi o máximo que ele conseguiu durante a corrida. A Jordan passou a mostrar lentidão nas retas e perdeu várias posições. Na décima – sexta volta, Rubens Barrichello foi obrigado a abandonar por problemas hidráulicos na caixa de câmbio do seu carro.

O Grande Premio do Brasil apresentou a estréia da equipe ítalo-brasileira Forti Corse, com os pilotos Pedro Paulo Diniz e Roberto Pupo Moreno. A primeira corrida da nova equipe até que foi boa. Pupo Moreno abandonou na volta 52, quando estava em décimo – primeiro. E Diniz conseguiu chegar até o final da prova, terminando num ótimo décimo lugar. O Grande Premio do Brasil de 95 foi ganho por Michael Schumacher, com David Couthard em segundo. Mas, os dois perderam os pontos e foram desclassificados por uma decisão da Federação Internacional de Automobilismo. Depois de analisar a gasolina usada pela Benetton e pela Williams, técnicos da FIA descobriram irregularidades no combustível.

Assim, mais de 6 horas do término da corrida, Gerhard Berger, da Ferrari,que havia chegado em terceiro, foi declarado vencedor do vigésimo – quarto Grande Premio do Brasil. Quinze dias depois, reunido em Paris, o tribunal de apelações da FIA reconsiderou a decisão da Federação e devolveu a Schumacher e a Coulthard as duas primeiras colocações da prova.