GP Brasil 1992

A corrida brasileira, disputada no dia 5 de abril, foi a terceira da temporada de 1992. As duas primeiras provas, África do Sul e México, foram vencidas por Nigel Mansell, com seu companheiro da equipe Williams, Riccardo Patrese, chegando em segundo lugar. E em Interlagos, aconteceu mais uma dobradinha. Sempre os melhores nos treinos, Mansell e Patrese foram absolutos na corrida e confirmaram que as Williams era mesmo muito superiores aos outros carros. Riccardo Patrese largou na ponta com Mansell em segundo. Ayrton Senna, com uma McLaren pouco confiável, ficou em terceiro segurando um pelotão formado pelo parceiro Gerhard Berger, pelas Ferraris de Jean Alesi e Ivan Capelli, e pelo jovem e ousado alemão Michael Schumacher, da Benetton.

Senna e Schumacher foram os responsáveis pêlos raros momentos de emoção da prova. Por duas vezes, na primeira e na sétima volta, os dois trocaram ultrapassagens arriscadas que fizeram o público ficar em pé nas arquibancadas. Ayrton Senna permaneceu na corrida por pouco tempo. Na volta 17, quando continuava em terceiro, sua McLaren não aguentou e quebrou.  Riccardo Patrese liderou até a trigésima-primeira volta. No pit-stop, Nigel Mansell levou vantagem e assumiu o primeiro lugar. Daí para frente, as duas Williams foram se afastando cada vez mais dos outros carros. Ao final das 72 voltas de corrida, Mansell e Patrese tinham colocado uma volta de vantagem até mesmo do terceiro colocado, Michael Schumacher.