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GP Brasil 1991

Interlagos, 24 de março de 1991. A primeira vitória de Ayrton Senna no Brasil foi dramática até mesmo nos treinos que definiram o grid de largada. Senna conquistou a pole somente no último instante. Este foi apenas um dos vários momentos que transformaram a corrida num festival de emoções. Com o sinal verde, Senna, como sempre, arrancou mais rápido do que todos. Nigel Mansell, de volta à equipe Williams, saiu em segundo.

O brasileiro abriu uma vantagem de 2 segundos, mas a partir da décima-segunda volta, Mansell atacou e reduziu a diferença para apenas 700 centésimos. A McLaren era mais rápida nas partes de alta velocidade e era bem mais lenta nas curvas. A Williams estava perfeita. Ayrton Senna foi salvo pelo pit-stop de 14 segundos de Mansell. Depois da parada de Senna nos boxes, o duelo voltou com a mesma intensidade. Nigel Mansell reduziu a diferença de 8 segundos para 2.9. Na volta 50, o inglês fez seu segundo pit-stop e ficou 21 segundos atrás de Senna. Desesperado para se reaproximar de Senna, Mansell errou uma mudança de marcha, rodou e abandonou a corrida. Riccardo Patrese, também com Williams, ficou com a segunda colocação, 36 segundos atrás.

A vitória, que agora parecia tranquila, voltou a assumir ares dramáticos a sete voltas para o final da prova. A McLaren ficou apenas com a sexta marcha e Senna, pelo retrovisor, via Patrese diminuir rapidamente a diferença entre os dois. Senna fazia as curvas com uma mão no volante e a outra segurando firme o câmbio, com medo de perder também a única marcha que restava. E foi assim, com muito esforço físico, e com Patrese a menos de dois segundos, que Ayrton Senna recebeu a bandeirada da vitória. No pódio, Senna mal teve forças para erguer a taça de campeão. Banhado em champagne, Ayrton Senna conquistou sua primeira vitória no Brasil, segundo ele, guiado pelas mãos de Deus.