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GP Brasil 1990

Após dez anos de ausência, a Formula 1 voltou a São Paulo em 1990. O remodelado autódromo de Interlagos, com um novo traçado de pista, encurtada para 4.325 metros, sediou a segunda etapa da temporada, no dia 25 de março. Ayrton Senna, que tinha vencido a corrida de abertura do Mundial, em Phoenix, nos Estados Unidos, era o maior favorito para ganhar o Grande Premio do Brasil. E a partir dos treinos de classificação, Senna mostrou que tinha tudo para vencer pela primeira vez no Brasil.

No sábado, foi o piloto mais rápido e conquistou sua quadragésima-terceira pole-position. No domingo, dia da corrida, disparou na frente de todo mundo, assim que a largada foi dada. Para trás, ficaram Gerhard Berger, companheiro na McLaren, e a dupla da Ferrari, Alain Prost e Nigel Mansell. Enquanto o brasileiro voava lá na frente, Mansell enfrentava problemas com o comando do câmbio semi-automático do seu carro. Perdeu 35 segundos em pit-stop e a chance de conseguir uma colocação melhor (terminou a corrida em quarto lugar). Prost ultrapassou Berger, mas não conseguiu se aproximar de Senna. A distância entre os dois girava em torno dos quinze segundos.

Pouco mais da metade da prova já tinha sido percorrida, quando aconteceu a grande frustração para os 75 mil espectadores. Ayrton Senna se aproximou para colocar mais uma volta em cima do retardatário Satoru Nakajima. Na entrada da curva Bico de Pato, Senna tomou o lado de dentro, mas o piloto japonês fechou a porta. A Tyrrel esmagou o aerofólio da McLaren. Após o choque, Senna teve que entrar nos boxes para trocar o nariz do seu carro. Ficou parado durante 23 segundos e perdeu a liderança e também o segundo lugar. Com a McLaren sem o equilíbrio ideal, Senna não alcançou mais Prost e Berger e teve que se contentar com a terceira posição ao final da prova. Foi a vitória de número 40 na brilhante carreira do francês Alain Prost.