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GP Brasil 1988

O décimo-sétimo Grande Premio brasileiro passou para a história pela quinta vitória de Alain Prost no Brasil e também por comprovar que Ayrton Senna já era o piloto mais arrojado da Formula 1. O brasileiro conquistou a pole-position nos treinos, mas, no dia da corrida, a 3 de abril, não pôde largar da primeira posição. A transmissão de sua McLaren quebrou antes da largada e os mecânicos da equipe não tiveram tempo para o conserto. Com isso, Senna teve que usar o carro reserva e largar dos boxes, atrás de todos os outros 23 pilotos. O sinal verde foi o começo da mais fantástica atuação da história. É bem verdade que Alain Prost deu um passeio na pista e venceu a prova de ponta a ponta. O final teria sido diferente, porém, se Ayrton Senna não fosse desclassificado na volta 31 ( o regulamento rezava que nenhum piloto poderia trocar de carro depois de sinalizada a bandeira verde que autoriza  o início da volta de apresentação). Senna largou como um rojão e na volta 13 já era o sexto colocado.

Na décima-nona, assumiu a segunda posição, trinta segundos atrás de Prost. Quando se aproximava velozmente do francês, Senna teve que parar nos boxes para troca de pneus. O motor da McLaren apagou e o brasileiro perdeu tempo e algumas posições. Voltou à pista para mais uma incrível recuperação, mas foi desclassificado pelo diretor da prova. Foi nesta corrida que mais um brasileiro estreou na Formula 1. Maurício Gulgemin largou em décimo-terceiro, mas correu apenas 300 metros. Sua March parou com o câmbrio quebrado