Comercialização

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O sucesso comercial  do automóvel  chegou em 1893,  quando Benz apresentou o modelo Victória. Neste modelo foi introduzido um dispositivo de direção para veículos de quatro rodas que ligava o eixo esterçante ao chassi por uma dupla mola elíptica giratória. O Vitória ficou famoso quando o barão Theodor von Liebieg viajou nele de Reichenberg, na Boêmia, até Reims e Emile Roger disputou, com ele a primeira corrida Paris-Rouen, em 1894.

O barão Theodor von Liebieg teria se submetido ao primeiro exame de motorista da história do automóvel.  Isto aconteceu logo que o barão comprou o seu modelo Victória, da Benz, em 1893. Em Reichenberg, o prefeito proibiu o uso do carro até que o barão provasse que sabia guiar.  No ano seguinte,Theodor von Liebieg levou dez dias para ir de Reichenberg até uma catedral em Reims, na França. O barão foi o pioneiro das grandes viagens internacionais que se realizaram no começo do século 20, quando o automóvel já se tornara um veículo mais confiável.

Mas a primeira viagem de automóvel quem fez foi Bertha Benz, mulher de Karl Benz no triciclo patenteado pelo marido. Em 1888, em pleno verão europeu, aproveitando que Benz dormia,  Bertha  decidiu levar seus filhos Eugen, de 15 anos, e Richard, de 13 anos, numa viagem de 120 km, de Mannheim até Pforzeheim, onde moravam alguns parentes. Bertha queria provar a importância da invenção do marido. A viagem correu bem apesar de alguns fatos curiosos como o abastecimento do veículo em uma farmácia. Apesar de seu veículo não possuir qualquer tipo de iluminação, mãe e filhos chegaram, sãos e salvos à noite em Pforzeheim.

Nos primeiros tempos do automobilismo só um entusiasta rico e muito dedicado poderia usar um carro como transporte regular. Havia poucos lugares onde o combustível pudesse ser encontrado; os dispositivos de ignição não mereciam confiança e os primeiros pneus eram incapazes de aguentar o peso do carro nos pisos acidentados das estradas durante muito tempo. Os primeiros automóveis foram construídos em número reduzido, em grande parte por causa da pouca procura. De 1909 a 1912, as indústrias começaram a preocupar-se com o perfeito funcionamento de seus veículos. E após 1912, o motor a explosão substituiu definitivamente os motores a vapor e elétrico.