A história da F1

Evolution of the F1 Car from Ruf Blacklock on Vimeo.

Nos seus 60 anos de história, o campeonato da Fórmula 1 passou por várias fases, conforme as características de cada uma delas. Um histórico da Wikipédia aponta cada uma dessas etapas:

1950-1958 – A voltas às pistas – O primeiro período do campeonato é marcado pela volta das corridas, interrompidas durante a Segunda Guerra Mundial. Esse período foi dominado por equipes e carros de fábricas _ Alfa Romeo, Ferrari, Mercedes-Benz e Maserati _ que haviam participado de competições antes da guerra. Nas primeiras temporadas foram usados carros de antes da guerra. Eles tinham motor dianteiro, pneus estreitos, com motor de 1,5 cc com condensador ou 4,5 cc aspirado naturalmente. Em 1952 e 1953, foi usado o regulamento da Fórmula 2, mais apropriado aos carros pequenos e menos potentes, que eram a maioria entre os disponíveis para disputar a Fórmula 1. A partir de 1954, os motores foram limitados a 2,5 cc e o campeonato para construtoras só foi introduzido em 1958.

1959-1980 – A época dos “garagistas” – A aerodinâmica foi ganhando importância lentamente no desenho dos carros a partir do surgimento dos aerofólios, no final dos anos 1960. No final dos anos 1970, a Lótus introduziu o efeito solo, que criava enorme downforce e aumentava consideravelmente a velocidade nas curvas. Tão grande era a pressão da força aerodinâmica dos carros sobre a pista (mais de 5 vezes o peso do carro) que eram necessárias molas extremamente duras para manter uma altura constante, deixando a suspensão virtualmente sólida, e o piloto dependia inteiramente dos pneus para enfrentar as irregularidades da pista. Essa é chamada “fase dos garagistas”, certamente querendo se referir ao pessoal que desenvolvia os carros não nas fábricas, mas nas garagens das equipes.

1981-2000 – O grande negócio – A partir dos anos 1980, a Fórmula 1 começou a tomar forma de grande negócio que é hoje. Bernie Ecclestone, que desde o início dos anos 1970, reorganizou o gerenciamento dos direitos comerciais da Fórmula 1 foi o responsável pela transformação do esporte num negócio de bilhões de dólares. Quando ele comprou a Brabham, em 1971, ganhou um lugar na Associação dos Construtores da Fórmula 1 e, em 1978, tornou-se seu presidente. Os donos dos circuitos controlavam os ganhos das equipes e negociavam com cada um delas individualmente até que Ecclestone persuadiu as equipes e negociar em conjunto, por intermédio da FOCA. Ele oferecia a Fórmula 1 aos proprietários de circuitos como um pacote, que eles deveriam pegar ou largar. Para conter o poder de Ecclestone, em 1978, o jornalista francês Jean Marie Ballestre fundou a Federacion Internationale du Sport Automobile –FISA (Federação Internacional de Automobilismo Esportivo) e durante quase dez anos as duas entidades, FISA e FOCA, travaram uma verdadeira guerra pela exploração da Fórmula 1. A contenda só terminou em 1981, quando, com a intermediação de Enzo Ferrari, as duas entidades assinaram o chamado Acordo de Concórdia, pelo qual a FOCA ficou com os direitos comerciais (inclusive da televisão) e a FISA com a responsabilidade pelos regulamentos técnicos e esportivos da Fórmula 1.


2000-2007 – A volta das fábricas – Nesse período, as regras foram alteradas frequentemente, com a intenção de melhorar as corridas, reduzir custos e evitar manipulação de resultados. As alterações incluíam o formato da etapa de classificação. O sistema de pontuação, o regulamento técnico e regras especificam sobre motores e pneus. Depois de um longo período, iniciado em 1983, em que a Fórmula 1 foi dominada por equipes especializadas em corridas, como a Williams, McLaren e  Benetton, usando motores fornecidos pelas grandes fábricas, como Mercedes-Benz, Honda, Renault e Ford, a partir de 2000 a Fórmula 1 voltou a ser dominada pelas fábricas. Começou com a criação, pela Ford, da malograda equipe Jaguar. O predomínio dos fabricantes se firmou a partir de 2006, com a volta da Renault, a presença da BMW, Toyota, Honda e da Ferrari. Mesmo a McLaren, que não é uma equipe de fábrica, passou a ter uma participação importante da Mercedes Benz.

2008-2011 – A saída das fábricas – A partir de 2008 as equipes privadas passaram a ser maioria na F1, com a saída de equipes de tradicionais fábricas de automóveis. A primeira a deixar a categoria foi a Honda, que oficializou sua desistência em dezembro de 2008, com promessa de  voltar em 2015, como fornecedora de motores à McLaren, como de fato aconteceu. A Toyota tomou o mesmo rumo em dezembro de 2009. A Renault foi deixando aos poucos a F1, com a venda, em dezembro de 2010, de suas ações ao grupo Lotus,eu recomprou em 2016, voltando com equipe própria.

O campeonato de 2008 teve equilíbrio entre as grandes equipes, como Ferrari e McLaren, mas também melhora na performance de equipes consideradas menores, como a Toro Rosso e Toyota. O campeonato teve uma final emocionante, no GP do Brasil, onde Felipe Massa foi o vencedor e já era considerado campeão até Lewis Hamilton conseguir o 5º lugar que precisava, para garantir o título com um ponto de vantagem. A temporada ficou marcada pela manobra ilegal da Renault, que envolveu Nelsinho Piquet e provocou o banimento de Flávio Briatore, chefe da equipe. Nesse ano, Rubens Barrichello quebrou o recorde de GPs disputados. A temporada de 2009 teve a surpresa do surgimento da equipe de Ross Brawn, com o espólio da Honda. Tendo como pilotos Jenson Button e Rubens Barrichello e com motores da Mercedes-Benz, a nova escuderia conquistou não só o título dos pilotos como também dos construtores. Além da Brawn GP, destacaram-se no campeonato a Red Bull e a Force Índia, equipada também com motor Mercedes. No GP da Bélgica, Giancarlo Fisichella conquistou a primeira pole, o primeiro pódio e os primeiros pontos da Force India. Na Hungria, Felipe Massa sofreu um grave acidente, que o tirou do campeonato, ao ser atingido por mola que escapou do carro de Rubens Barrichello. Em 2010, surgiram três novas equipes: a Hispania Racing Team, Virgin e Lotus. Dois anos depois, a Hispania deixaria a F1; a Virgin se tornaria a Marussia e a Lotus assumiria o nome de Caterham F1 Team. Uma novidade do campeonato foi a volta de Michael Schumacher, correndo pela Mercedes, sem repetir seus sucessos anteriores. A Williams trocou os motores da Toyota pelos Cosworth e depois viria a trocá-los pelos Mercedes. Sebastian Vettel conquistou o título na última corrida, em Abu Dhabi. O campeonato de 2011 foi marcado pelo domínio de Sebastian Vettel; a volta do KERS, a implantação da asa traseira móvel; a proibição do duto frontal e a liberação do jogo de equipe, que tinha sido proibido no ano anterior, quando Felipe Massa entregou uma corrida a Fernando Alonso. A partir desse ano, os grandes protagonistas das corridas passaram a ser os pneus, exigindo mais trocas, mais paradas nos boxes e propiciando mais ultrapassagens, mas também grandes problemas, devido à degradação.

2012-2018 – O Campeonato Mundial de Fórmula 1 de 2012 foi a 66ª temporada do automobilismo da FIA. O campeonato foi disputado em vinte rodadas, que começaram na Austrália em 18 de março e terminaram no Brasil em 25 de novembro. A temporada teve o retorno do Grande Prêmio dos Estados Unidos, realizado no Circuito das Américas, em Austin, Texas. Depois de ser cancelado em 2011, devido a protestos civis, o Grande Prêmio do Bahrein retornou ao calendário. Seis dos então campeões, Sebastian Vettel, Fernando Alonso, Jenson Button, Lewis Hamilton, Kimi Raikkonen e Michael Schumacher começaram a temporada, quebrando o recorde de cinco estabelecido em 1970. O início da temporada foi tumultuado, com sete pilotos diferentes vencendo as primeiras sete corridas, um recorde para a categoria. No Grande Prêmio da Europa, em junho, Fernando Alonso, da Ferrari, venceu sua segunda corrida do ano e, com isso, emergiu como um candidato ao título. Alonso manteve a liderança do campeonato nas sete corridas seguintes, conquistando sua terceira vitória na Alemanha e terminando no pódio no Reino Unido, Itália e Cingapura. Sebastian Vettel assumiu a liderança na décima sexta corrida e terminou em primeiro, com 13 pontos de vantagem (281 a 278). No Campeonato Racing garantiu seu terceiro título consecutivo, quando Sebastian Vettel terminou em segundo lugar no Grande Prêmio dos Estados Unidos. Numa reunião da Comissão de Fórmula 1, em Genebra, em novembro de 2011, várias equipes receberam permissão para mudar seus nomes de construtores, o nome reconhecido pela FIA como a entidade que efetivamente possui a equipe, e à qual todos os resultados são creditados, com a aprovação final do Conselho Mundial de Automobilismo concedida em dezembro daquele ano. A Lotus tornou-se conhecida como Caterham, depois da compra pela Caterham Cars, de Tony Fernandes. A Renault mudou seu nome para Lotus depois que a Lotus Cars expandiu seu programa de patrocínio de títulos para incluir equipes na Fórmula 1 e apoiar as séries GP2 e GP3. A Virgin tornou-se Marussia, após passar a ser propriedade da fábrica de carros esportivos russa Marussia Motors. Como resultado das mudanças de nome, Lotus acabou depois de chegarem a uma “conclusão amigável”. A Williams anunciou que usaria motores Renault para as temporadas de 2012 e 2013, com a opção de usa-los novamente em 2014, sob as novas regulamentações de motores. A Renault já havia fornecido motores para a Williams de 1989 a 1997, quando a equipe venceu quatro campeonatos mundiais de pilotos e cinco de construtores. Após sua pior temporada em seus trinta anos de história, na qual terminou em 9º no Campeonato Mundial de Construtores com apenas cinco pontos, a equipe passou por uma revisão técnica, empregando o ex-designer da McLaren Mike Coughlan como desenhista-chefe e promovendo Jason Somerville a chefe de aerodinâmica. Da mesma forma, a Marussia (então conhecida como Virgin Racing) passou por uma reestruturação, dividindo-se com a Wirth Research no meio da temporada, após uma revisão técnica feita pela Marussia Motors e pelo conselho de administração. A equipe também anunciou uma parceria técnica com a McLaren, que lhe concedeu acesso às instalações de testes, bem como a compra de instalações da Wirth Research. Na semana anterior ao Grande Prêmio da Índia de 2011, a Force India anunciou que o Sahara Group havia comprado uma participação de 42,5% da equipe, avaliada em US $ 100 milhões. O investimento deu ao grupo Sahara e ao diretor da equipe, Vijay Mallya, uma participação igual na equipe, com o diretor da equipe Michael Mol, controlando os 15% restantes da equipe. O Grupo Sahara se tornou o patrocinador dos direitos de nomeação da Force India. A Mercedes GP também mudou o nome de sua equipe para Mercedes AMG, em referência à empresa ligada à Mercedes-Benz. O chefe da equipe da HRT (Hispania Racing Team) Colin Kolles, deixou a equipe apontando a transferência de sua sede para a Espanha como a razão para a separação. O ex-piloto da Minardi Luís Pérez-Sala assumiu o lugar de Kolles. Em janeiro de 2012, a equipe se mudou para uma nova unidade em Valência, antes de se estabelecer em uma instalação permanente na Caixa Mágica, estádio de multiuso de Madri.
Peter Sauber renunciou ao cargo de chefe de equipe da Sauber F1 na semana anterior ao Grande Prêmio da Coréia, e anunciou Monisha Kaltenborn como sua sucessora. A nomeação fez dela a primeira chefe de equipe feminina na história de 63 anos do esporte. A Lotus optou por não aceitar a opção do contrato de Vitaly Petrov e não ofereceu a Bruno Senna um novo compromisso. Eles foram substituídos pelo campeão mundial de pilotos de 2007 Kimi Räikkönen – retornando ao esporte depois de duas temporadas competindo no Campeonato Mundial de Rali – e pelo campeão da GP2, Romain Grosjean, que, após uma ausência de dois anos, retornou ao mesmo time – então conhecido como Renault F1 – em que fez sua estreia em 2009. Petrov, mais tarde substituiu Jarno Trulli, na Caterham. Senna substituiu Rubens Barrichello, que deixou a Fórmula 1 após dez temporadas. Mais tarde, mudou-se para a IndyCar para a temporada de 2012, juntando-se à KV Racing Technology. Como Räikkönen e Grosjean, Nico Hülkenberg também retornou à Fórmula 1, juntando-se à Force India, ao lado de Paul di Resta. Adrian Sutil deixou a equipe, depois de seis anos na Force India e suas formações anteriores, Spyker e Midland. Sutil, acusado de grave lesão corporal, após supostamente agredir um membro da equipe Renault com um copo, em uma boate em Xangai, após o Grande Prêmio da China de 2011, foi considerado culpado e sentenciado a dezoito meses de prisão com sursis. A temporada de 2012 foi marcada pela disputa entre o alemão Sebastian Vettel e o espanhol Fernando Alonso. O brasileiro, Felipe Massa, que quase saiu da Ferrari, foi somente o 7º colocado no geral e Bruno Senna foi o 16º. A disputa pelo título se estendeu até o GP do Brasil, em Interlagos, marcado pela disputa intensa na chuva, com troca de pneus e estratégias, e erros de pilotos. Sebastian Vettel, era o favorito no início da competição, mas início da prova teve uma colisão com Bruno Senna, e um erro de estratégia na troca pneus, o levou para o meio do grid, fora da pontuação mínima, o que tornaria Fernando Alonso o campeão da temporada. Todavia, em uma longa recuperação, Vettel conseguiu terminar na 6ª colocação, atingindo a pontuação mínima para que pudesse se tornar o mais jovem tricampeão da história.
Na temporada de 2013, o calendário foi reduzido para dezenove corridas e teve onze equipes e vinte e dois pilotos, devido à falência da HRT no final da temporada de 2012. O campeonato teve início na Austrália, em 17 de março de 2013, e terminou no Brasil em 24 de novembro de 2013. Nessa temporada continuou em vigor o Pacto de Concórdia, renovado até 2020. A Caterham, em reformulação, dispensou o finlandês Heikki Kovalainen e o russo Vitaly Petrov, e, para substituí-los, promoveu o holandês Giedo van der Garde e contratou o francês Charles Pic, que estava na Marussia. A Ferrari contratou o espanhol Pedro de la Rosa (que estava na extinta HRT) para piloto de testes. A Force India anunciou o retorno de Adrian Sutil para ser o substituto do alemão Nico Hülkenberg, que foi para a Sauber. A Lotus contratou o finlandês Heikki Kovalainen, para o lugar de Kimi Räikkönen, nas últimas corridas da temporada. A Marussia, além de ter perdido Charles Pic, dispensou o alemão Timo Glock. Para seus lugares, promoveu o britânico Max Chilton e tentou levar da GP2 o brasileiro Luiz Razia. Entretanto, devido a problemas com patrocinadores, Razia foi dispensado e para o seu lugar, foi contratado o francês Jules Bianchi. Lewis Hamilton saiu para a Mercedes, a fim de substituir Michael Schumacher, e para o lugar dele a McLaren contratou o mexicano Sergio Perez, levado da Sauber. A Sauber dispensou o japonês Kamui Kobayashi, promoveu o mexicano Esteban Gutiérrez e levou Nico Hülkenberg, que estava na Force India. A Williams dispensou o brasileiro Bruno Senna e promoveu para o lugar dele o piloto de testes de 2012, o finlandês Valtteri Bottas. O ano de 2013 ficou marcado pela saída de Lewis Hamilton da McLaren, indo para a Mercedes; pela aposentadoria definitiva Michael Schumacher, que em 29 de dezembro do mesmo ano sofreu um grave acidente de esqui, e pela conquista por Sebastian Vettel, no GP da India, do seu tetracampeonato, faltando 4 corridas para o fim da temporada.
O Campeonato Mundial de 2014 foi a 68ª temporada da Fórmula 1 da FIA. Ela começou na Austrália, em 16 de março, e foi concluída em Abu Dhabi, em 23 de novembro. Nos 19 Grandes Prêmios da temporada, 11 equipes e 24 pilotos competiram pelo Mundial de Pilotos e Construtores. A temporada abriu uma nova era da F1, com grandes mudanças na área técnica. A configuração do motor V8 de 2,4 litros – usada entre 2006 e 2013 – foi substituída pelo que se chamou de Unidade de Potência, trazendo de volta do turbocompressor, a introdução dos motores V6 1.6, de baterias e sistemas de recuperação de energia – os ERS: o MGU-H, que recupera a energia perdida pelo calor, e o MGU-K, que recupera a energia perdida na freada. Essa temporada marcou o fim do domínio da Red Bull, pois os motores V6 Renault não vieram tão fortes quanto na temporada anterior. A Cosworth optou por não construir um motor para se adequar à nova regulamentação. Essa decisão levou a Marussia, a única equipe a usar esses motores durante a temporada de 2013, a procurar um novo fornecedor. Ela se juntou ao programa de clientes da Ferrari, que forneceu à equipe a unidade de potência. A Toro Rosso assinou um acordo com a Renault, encerrando a parceria de sete anos com a Ferrari. A Williams se separou da Renault, depois de duas temporadas, mudando para a Mercedes, com a qual firmou um acordo de longo prazo. O acordo veio depois que a Renault divulgou sua intenção de reduzir o fornecimento de motores de quatro para três equipes. O calendário teve modificações substanciais em relação a 2013. O Grande Prêmio da Rússia foi realizado no Autódromo de Sochi, e o Grande Prêmio da Áustria foi revivido com a corrida realizada no Red Bull Ring, em Spielberg. O Grande Prêmio da Índia foi suspenso, enquanto o Grande Prêmio da Coreia foi totalmente cancelado. Lewis Hamilton, da Mercedes, venceu seu segundo Mundial de Pilotos, com 384 pontos e 11 vitórias, à frente de seu companheiro de equipe, Nico Rosberg, com 317 pontos e 5 vitórias. Rosberg ganhou troféu da FIA, por ter acumulado 11 poles ao longo da temporada. A Mercedes garantiu seu primeiro título de construtores na Rússia e terminou o campeonato com 701 pontos, 296 a mais do que a Red Bull Racing. A temporada também viu as três primeiras vitórias de Daniel Ricciardo, da Red Bull, que terminou em 3º entre os pilotos. Felipe Massa, que deixou a Ferrari no final da temporada de 2013, após oito anos na equipe, transferiu-se para a Williams, para correr ao lado de Valtteri Bottas. Pastor Maldonado, substituído por Massa, mudou-se para a Lotus, ocupando o lugar deixado pelo campeão mundial de 2007, Kimi Raikkonen. Este retornou à Ferrari, a equipe pela qual competiu de 2007 a 2009. Com a parceria de Räikkönen e Fernando Alonso, foi a primeira vez, desde 1954, que a Ferrari disputou uma temporada com dois campeões mundiais na equipe. Mark Webber se aposentou da Fórmula 1 após 12 temporadas, as últimas sete com a Red Bull e mudou para o Campeonato Mundial de Endurance da FIA. Daniel Ricciardo deixou a Toro Rosso para ocupar o lugar de Webber, tornando-se o segundo piloto do programa de jovens pilotos da Red Bull a passar à equipe principal. A Toro Rosso escolheu o campeão da GP3 de 2013, Daniil Kvyat, como substituto de Ricciardo. Sergio Pérez deixou a McLaren depois de uma única temporada com a equipe, substituído pelo campeão da Fórmula Renault 3.5 Kevin Magnussen, membro do Programa de Jovens Pilotos da McLaren. Pérez mudou-se para a Force India, acompanhado por Nico Hülkenberg, que retornou à equipe após um ano com a Sauber. Paul di Resta e Adrian Sutil perderam seus assentos na equipe. Kamui Kobayashi retornou à Fórmula 1 com a Caterham depois de passar a temporada de 2013 competindo no Campeonato Mundial de Endurance. Ele fez parceria com Marcus Ericsson, que se tornou o primeiro piloto sueco na Fórmula 1, desde que Stefan Johansson se aposentou em 1991. Giedo van der Garde e Charles Pic passaram a ocupar cargos de piloto reserva em outras equipes: van der Garde na Sauber e Pic na Lotus. A Williams retornou ao seu período de “vacas gordas”, após ficar anos amargando posições intermediárias e ficar 9º lugar em 2013, à frente apenas das equipes Caterham e Marussia. A equipe de Grove contratou novos pilotos e funcionários, incluindo Felipe Massa, ex-piloto da Ferrari; atraiu novos patrocinadores, como a Martini, e construiu um carro decente para a temporada de 2014. Esse também foi o último ano de Fernando Alonso na Ferrari, e de Sebastian Vettel na Red Bull. E houve os estreantes Marcus Ericsson, pela Caterham Racing; Daniil Kvyat, pela Scuderia Toro Rosso, e Kevin Magnussen, pela McLaren.
Logo na primeira etapa, o dinamarquês Kevin Magnussen conquistou o terceiro lugar. Porém, com a desqualificação de Daniel Ricciardo, o piloto da McLaren ganhou os 18 pontos. Nesse GP da Austrália, Hamilton abandonou, e Nico Rosberg venceu. Nos quatro GPs seguintes, Hamilton venceu, com Rosberg em segundo. Nessas cinco provas, notou-se claramente que a Mercedes AMG iria vencer o campeonato. Porém, a dúvida éra: quem será o campeão de 2014: Hamilton ou Rosberg? O título foi decidido apenas na última corrida, nos Emirados Árabes. Com problemas em seu carro, Rosberg acabou chegando na 14º posição e, com a vitória, Lewis Hamilton se tornou bicampeão mundial. No GP de Mônaco, o piloto francês Jules Bianchi conquistou os únicos pontos da Marussia em toda a sua história, com um ótimo oitavo lugar, que se tornou um 9º com a adição de 5 segundos ao tempo de prova do francês por causa de uma punição. Jules acabou se acidentando gravemente no GP do Japão, em 5 de outubro de 2014: na curva, perdeu o controle e acertou a grua que estava removendo o carro de Adrian Sutil, que havia aquaplanado exatamente no mesmo ponto. A corrida aconteceu sob péssimas condições, pois um tufão se aproximava da ilha asiática, e foi finalizada pelo diretor de prova com bandeira vermelha, quando já estava ficando escuro e a chuva só aumentava. Bianchi, que em virtude do acidente ficou hospitalizado em estado vegetativo deste então, viria a falecer em 17 de julho de 2015, tornando-se o primeiro piloto a morrer na Fórmula 1, desde Ayrton Senna, em 1994.
No campeonato de 2015, 22 pilotos, representando 10 equipes disputaram 19 Grandes Prêmios, começando na Austrália, em 15 de março, e terminando em Abu Dhabi em 29 de novembro. O calendário apresentou duas mudanças significativas em relação à temporada de 2014. A primeira foi o retorno do Grande Prêmio do México, realizado pela primeira vez desde 1992. A corrida foi realizada no Autódromo Hermanos Rodríguez, localizado no centro da Cidade do México, que local de todos os GPs mexicanos nas décadas anteriores. O circuito foi substancialmente reconfigurado para acomodar o retorno do esporte. A outra foi o cancelamento do Grande Prêmio da Alemanha, deixando a nação sem um evento do Campeonato Mundial pela primeira vez em 55 anos. Hamilton garantiu seu terceiro campeonato de pilotos, faltando três corridas para o fim da temporada. O vice-campeão foi seu companheiro de equipe Nico Rosberg, 59 pontos atrás, com Sebastian Vettel, da Ferrari, em 3º. A Mercedes AMG Petronas F1 Team conquistou o Campeonato de Construtores no GP da Rússia, à frente da Ferrari e da Williams, e terminou a temporada com um recorde de 703 pontos. Hamilton também ganhou o troféu da FIA para pole position, tendo conquistado 11 na temporada. A Ferrari ganhou o primeiro prêmio DHL de Pit Stop mais rápido. Várias mudanças de equipe ocorreram antes do início da temporada. A McLaren e a Lotus mudaram os fornecedores de motores. A McLaren encerrou sua parceria de 20 anos com a Mercedes-Benz, e retornou à Honda, que foi sua fornecedora de 1988 até 1992. A Honda esteve ausente por sete anos: eles forneceram motores da British American Racing e da Jordan Grand Prix até que compraram a primeira em 2006 e depois competiram como construtores até 2008. A Lotus terminou sua associação com a Renault e fez acordo com a Mercedes, encerrando um envolvimento de 20 anos com a equipe baseada em Enstone, que operou como Benetton de 1992 até 2001; como Renault de 2002 até 2011 e como Lotus de 2012 até 2015, depois de ser fornecedora de motores da Benetton desde 1995, e ser dona da equipe de 2002 a 2010. A Caterham F1 e a Marussia entraram na administração no final da temporada de 2014. Esta última foi salva da liquidação em fevereiro de 2015, reentrando como Manor Marussia, quando novos investimentos foram garantidos e a equipe deixou a administração após um acordo com os credores. A Caterham finalmente fechou e seus ativos foram leiloados pelos administradores da empresa após o início da temporada. As formações de pilotos tiveram algumas mudanças antes da temporada de 2015 e mais uma antes do Grande Prémio de Cingapura. Fernando Alonso substituiu Kevin Magnussen na McLaren, retornando à equipe depois de ter competido por ela pela última vez em 2007. Após um acidente durante os testes de pré-temporada, Alonso não pode correr no Grande Prêmio da Austrália, e Magnussen retornou como substituto temporário. Sebastian Vettel deixou a Red Bull Racing no final da temporada de 2014 depois de cinco anos com a equipe e nove anos com seu programa de desenvolvimento júnior, para se juntar à Ferrari no lugar de Alonso. Daniil Kvyat foi promovido da Toro Rosso à Red Bull para preencher o lugar vago. A Toro Rosso optou por não renovar o contrato de Jean-Éric Vergne, que passou a competir no Campeonato de Fórmula E, além de se tornar um piloto de desenvolvimento da Ferrari. Eles foram substituídos pelo campeão de 2014 da Fórmula Renault 3.5, Carlos Sainz Jr. e o finalista de terceiro colocado do Campeonato Europeu de Fórmula 3 da FIA de 2014, Max Verstappen. O último tornou-se o piloto mais jovem a fazer uma estreia na Fórmula 1, aos 17 anos de idade, 164 dias quando começou a temporada. Esteban Gutiérrez e Adrian Sutil foram liberados pela Sauber, onde foram substituídos pelo ex-piloto da Caterham Marcus Ericsson e pelo piloto da GP2, o brasileiro Felipe Nasr. Gutiérrez e Sutil se juntaram à Ferrari e Williams respectivamente como pilotos reserva.
A Manor Marussia também teve dois novos pilotos; eles contrataram o ex-piloto da Caterham Will Stevens, para dirigir na sua primeira temporada completa no esporte. Outro ex-piloto de testes da Caterham, Roberto Merhi, assinou um contrato de curto prazo enquanto também dirigia na Fórmula Renault 3.5. Max Chilton abandonou seu lugar, indo para o campeonato Indy Lights. Alexander Rossi foi posteriormente contratado pela Manor Marussia para fazer sua estreia na Fórmula 1 no Grande Prêmio de Cingapura, substituindo Merhi. O espanhol retornou à equipe para os GPs da Rússia e Abu Dhabi, dividindo o carro com Rossi pelo restante da temporada. Kamui Kobayashi passou a correr na série Super Formula no Japão após a Caterham deixá-lo sem carro na Fórmula 1. O número de unidades de potência que um piloto poderia usar em uma temporada foi reduzido de cinco em 2014 para quatro em 2015. A única fabricante afetada, a Honda, foi autorizada a tirar proveito da regra, apesar de ter chegado após o início da temporada. As regras relativas ao desenvolvimento de motores, introduzidas na temporada anterior, foram alteradas também, com os fabricantes autorizados a executar metade do desenvolvimento permitido em 2014. Após a repercussão dos desenhos de nariz “feios” em 2014, a FIA alterou as regras para a temporada de 2015. Os narizes ficaram mais baixos do que em 2014, mantendo um corte transversal mínimo, mas eles tiveram que reduzir para um ponto a uma taxa linear fixa, efetivamente proibindo as dramáticas formas de dedos vistas em 2014, em favor de uma forma mais gradual. Além disso, o design do nariz tinha que ser simétrico e consistente com a linha central do carro, proibindo assim os designs mais exóticos, como a abordagem “twin-tusk” usada pela Lotus no chassi E22. O peso mínimo dos carros em todos os momentos durante um evento foi aumentado para 702 kg uma diferença de 10 kg de 2014, devido as preocupações levantadas no ano anterior de os pilotos fazerem dietas pouco saudáveis para não exceder o peso. A proibição dos sistemas de suspensão interligados à frente e atrás (FRIC) que haviam sido implementados em meados da temporada de 2014 foi formalizada, com os regulamentos afirmando que as suspensões dianteira e traseira tinham que ser projetadas de tal forma que qualquer mudança no desempenho tinha que ser um resultado direto de uma mudança na carga aplicada somente a elas. Os painéis anti-intrusão em ambos os lados da célula de sobrevivência foram estendidos para cima, até a borda do cockpit, e ao lado da cabeça do piloto, a fim de melhorar a segurança no caso de um impacto lateral. Blocos de derrapagem de titânio na parte inferior do carro foram tornados obrigatórios, o que levou ao retorno de faíscas criadas pelos carros quando a parte inferior da carroceria tocava na pista. Várias regras sobre penalidades foram alteradas. A substituição de uma unidade de potência completa, excedendo o número máximo permitido por temporada, já não causava uma penalidade. Essas continuaram a ser aplicadas cumulativamente para a substituição de componentes individuais da unidade de potência e, se tal penalidade fosse imposta e a posição inicial do condutor fosse tal que não pudesse ser aplicada na íntegra, o restante da penalidade não era mais transferido para a corrida seguinte, mas aplicada na forma de uma penalidade de tempo durante a corrida, correspondente ao número de espaços do grid restantes na penalidade. Essa regra foi imposta após o Grande Prêmio da Inglaterra de 2015, com efeito imediato. Além da penalidade de cinco segundos, uma nova penalidade de dez segundos foi introduzida, para ser cumprida da mesma maneira. Se um carro fosse considerado liberado de um pit stop de maneira insegura, o piloto receberia uma penalidade de dez segundos para o stop-and-go. Outras penalidades poderiam ser aplicadas se os comissários observassem que o piloto estava ciente e. independentemente disso, tentasse dirigir o carro. Se qualquer equipe ou equipamento da equipe permanecesse no grid após o sinal de quinze segundos ter sido mostrado, antes do início da volta de formação, o piloto do carro em questão teria que começar a corrida a partir da pit lane. Se o piloto em questão não obedecesse, receberia uma penalidade de dez segundos de stop&go. As regras sobre qualificação e os horários de início de algumas corridas foram ajustados. O procedimento de qualificação passou a atender a diferentes tamanhos de grid de largada: se 24 carros fossem inscritos para a corrida, 7 seriam eliminados após cada um dos dois primeiros segmentos de qualificação; se 22 fossem inscritos, seis seriam eliminados após cada segmento de qualificação e assim por diante, se menos carros fossem elegíveis. A partir do regulamento introduzido em 2014 de que uma corrida não poderia durar mais de quatro horas e seguindo as recomendações do relatório sobre o acidente de Jules Bianchi, na temporada anterior, o horário de início de cinco Grandes Prêmios foi antecipado em uma hora. Assim, os GPs da Austrália, Malásia, China, Japão e Rússia começaram uma hora mais cedo do que em 2014. Houve outras mudanças introduzidas em uma tentativa de aumentar ainda mais a segurança do esporte. Após o acidente de Bianchi, um novo procedimento chamado Virtual Safety Car (VSC) foi introduzido, após os testes realizados nos três últimos GPs de 2014. O procedimento poderia ser iniciado quando bandeiras amarelas duplas onduladas fossem necessárias em qualquer seção de um circuito onde competidores e oficiais estivessem em perigo, mas as circunstâncias não justificassem a implantação do carro de segurança real. Os pilotos passaram a ser obrigados a reduzir a velocidade, para corresponder a um limite indicado nos monitores nos seus volantes. O procedimento do safety car também foi alterado: assim que o último carro passava pelo líder, o safety car retornava à pit lane no final da volta seguinte. Se uma corrida fosse suspensa (com a bandeira vermelha), os carros não seriam mais alinhados no grid, mas teriam que prosseguir lentamente para a pit lane. A saída da pit teria sido fechada e o primeiro carro a chegar iria para lá, com os outros alinhados atrás, na ordem em que chegavam, independentemente da posição da corrida. Começando no Grande Prêmio da Bélgica, a comunicação pelo rádio de engenheiros para pilotos referentes a corridas, como as configurações de mapa de torque, recomendada para aceleração ideal, não era mais permitida. Essa restrição foi adicionada à proibição parcial de rádio implementada no final da temporada anterior. Os condutores também não podiam alterar o design do capacete durante a temporada. A Mercedes começou a temporada com uma dobradinha na Austrália, estabelecendo uma vantagem de 28 pontos já na primeira rodada. Daniel Ricciardo, da Red Bull, terminou em 6º, levando a equipe a continuar expressando suas frustrações com a Renault, pois eles foram forçados a usar sua segunda de quatro unidades de potência para o australiano no primeiro dia da temporada. A equipe também expressou seu descontentamento com o progresso da Renault em termos de potência, e Helmut Marko sugeriu que a Red Bull poderia sair da Fórmula 1 se as mudanças nas regulamentações não fossem feitas para nivelar o campo ou cortar custos de desenvolvimento. A Renault reagiu com sua ameaça de sair da Fórmula 1 como fornecedora de motores se sua reputação continuasse a ser prejudicada ou se sua participação não fosse lucrativa para a empresa. A Mercedes seguiu terminando em segundo e terceiro na Malásia, enquanto a Red Bull continuou a lutar, completando os dez primeiros uma volta atrás. Depois de quatro rodadas, Mercedes liderava a classificação, tendo conquistado 159 pontos (com Lewis Hamilton fazendo 93 de 100 possíveis). Após uma pré-temporada tumultuada em que passou por um período de administração e foi salva por um investimento tardio, a Marussia chegou a Melbourne com um carro que passou nos testes de colisão obrigatórios, mas que não havia completado nenhum teste. Após a chegada da equipe na Austrália, enquanto os carros estavam sendo montados, foi descoberto que seus computadores haviam sido limpos completamente de todos os dados e eles não poderiam competir no Grande Prêmio. Mas a equipe conseguiu colocar seus carros em funcionamento e na pista na segunda rodada na Malásia, e estabeleceu tempos dentro de 107% da liderança na qualificação, dando aos comissários motivos razoáveis para permitir que a equipe competisse. Merhi terminou a corrida três voltas atrás do vencedor, em décimo quinto, enquanto Stevens não largou. A Marussia continuou a mostrar sinais de consistência, com os dois carros se classificando dentro de 107%, começando e terminando ambos os GPs na China e no Bahrein. Eles e a McLaren foram as duas equipes que retornaram à Europa sem nenhum ponto no campeonato. A Ferrari entrou na temporada aparentemente muito mais competitiva do que na anterior, terminando no pódio na corrida de abertura. Kimi Räikkönen afirmou que o SF15-T era “muito melhor” para dirigir do que o F14 T. de 2014. Na Malásia, Vettel venceu confortavelmente e Räikkönen terminou em quarto, apesar de sofrer uma falha no pneu. A equipe terminou em terceiro e quarto na China e Raikkonen garantiu sua primeira aparição no pódio desde que voltou à Ferrari, na temporada anterior com um segundo lugar no Bahrein. Com 107 pontos, a equipe voltou à Europa 52 pontos atrás da Mercedes e 46 pontos à frente da Williams, que ficou em terceiro. A Sauber deixou as rodadas de abertura com seus primeiros pontos desde 2013. A Mercedes chegou à Espanha já com uma vantagem confortável. Lewis Hamilton havia marcado noventa e três pontos em cem possíveis, dando a ele uma vantagem de vinte e sete pontos sobre seu companheiro de equipe Nico Rosberg. Este, todavia, reduziu a diferença garantindo vitórias na Espanha e Mônaco. A última vitória foi ajudada pelo resultado de um caro erro de cálculo da equipe Mercedes que chamou Hamilton para uma parada, durante a entrada do safety car, quando ele tinha 19 segundos de vantagem e faltavam só 14 voltas. Rosberg e Sebastian Vettel não fizeram pit stop, e ambos ultrapassaram o inglês na saída da pit lane. A corrida recomeçou na volta 71 e Rosberg rapidamente se afastou, permanecendo na liderança até a bandeira quadriculada. Como resultado, a vantagem de Hamilton sobre Rosberg foi reduzida para apenas dez pontos. Enquanto isso, Button garantia os primeiros pontos da temporada da McLaren, ao terminar em 8º lugar. Os pilotos da Marussia, Stevens e Merhi, e Fernando Alonso, da McLaren, foram os únicos que não marcaram um ponto após sete rodadas. Nos GPs seguintes no Canadá, Áustria, e Inglaterra, a Mercedes se refez das críticas após o resultado em Mônaco, terminando em primeiro e segundo nas três corridas, aumentando para 160 pontos a vantagem sobre a Ferrari. A Williams conquistou os dois primeiros pódios da temporada com o terceiro lugar de Valtteri Bottas no Canadá e Felipe Massa, na Áustria. A Ferrari perdeu terreno para a Mercedes depois de um abandono na Áustria e um 8º lugar na Grã-Bretanha de Räikkönen. Um carro da Renault terminou entre os cinco primeiros apenas uma vez, em Mônaco, indicando a falta de potência. A Honda continuou a ter problemas de confiabilidade e, até ao Grande Prêmio da Inglaterra, sofreu nove abandonos e dois fracassos de largada, devido a problemas na unidade de potência. O campeonato de pilotos continuou muito disputado entre o líder Lewis Hamilton e Nico Rosberg, com a diferença entre eles nunca superior a 28 pontos após a vitória de Hamilton na décima primeira rodada na Bélgica. Sebastian Vettel, que já ficara a três pontos da liderança, após sua vitória na Malásia, e que foi o único vencedor não-Mercedes depois de 11 rodadas, não conseguiu superar os erros da equipe no Canadá e na Áustria. Caiu 59 pontos em relação a Hamilton após a 9ª etapa. Ele se recuperou na Hungria, vencendo sua segunda corrida da temporada, reduzindo a diferença para 42 pontos, mas não entrou na zona de pontuação na Bélgica, depois de uma falha de pneu na penúltima volta, ficando 67 pontos atrás do líder. Hamilton fechou a parte europeia da temporada com a 7ª vitória da temporada na Itália. Com o abandono de Rosberg nessa corrida, Hamilton entrou nas rodadas finais da temporada com uma vantagem de 53 pontos sobre seu companheiro de equipe, a maior diferença até aquele momento. A décima pole position de Hamilton na Bélgica garantiu a ele o prêmio para o maior número de pole positions durante a temporada. A Mercedes conquistou uma vantagem de 181 pontos sobre a Ferrari no Campeonato de Construtores, com a Williams em terceiro, 263 pontos atrás dos líderes. Depois de 12 rodadas, metade das equipes tinha sido representada no pódio, enquanto nove das dez marcaram pontos.
Pouco antes da décima terceira rodada em Cingapura, a Marussia anunciou que o piloto americano GP2 Alexander Rossi iria correr para a equipe, substituindo Merhi em cinco das últimas sete rodadas, enquanto o espanhol faria as duas restantes. Vettel obteve sua terceira vitória da temporada em Cingapura, diminuindo sua diferença para Nico Rosberg, segundo colocado, para apenas oito pontos.
Rosberg não conseguiu reduzir a diferença para Hamilton no Japão ou na Rússia. Apesar de ter conquistado a pole position em ambas as corridas, foi ultrapassado por Hamilton na primeira curva no Japão e abandonou na sétima volta na Rússia. Vettel capitalizou os resultados, com terceiro e segundo lugares, respectivamente, para ficar em segundo lugar, restando quatro rodadas, enquanto Hamilton ampliava sua vantagem para 66 pontos, a maior vantagem na temporada. Uma vitória nos Estados Unidos, com Rosberg e Vettel terminando em segundo e terceiro respectivamente, garantiram a Hamilton o terceiro Campeonato de Pilotos, com três corridas a serem ainda disputadas. Rosberg venceu as três, no México, no Brasil e Abu Dhabi para tomar o segundo lugar de Vettel.
Lewis Hamilton terminou a temporada ganhando não apenas o campeonato e o troféu para poles, mas também o prêmio DHL para voltas mais rápidas. A Ferrari ganhou o prêmio de pit stop da DHL, fazendo as paradas mais rápidas em sete das dezoito primeiras corridas da temporada. Tanto Hamilton quanto a Mercedes receberam seus troféus em festa em Paris no dia 4 de dezembro de 2015. Max Verstappen, da Toro Rosso, ganhou os prêmios de Estreante do Ano, Personalidade do Ano e Ação do Ano (por ultrapassar Felipe Nasr, na curva de Blanchimont no Grande Prémio da Bélgica.
Em 2016, equipes e pilotos participaram de 21 Grandes Prêmios, na temporada mais longa da história do esporte, começando na Austrália em 20 de março e terminando em Abu Dhabi em 27 de novembro. O grid passou a ter 22 carros com a entrada da equipe norte-americana Haas F1 Team. A Renault retornou ao esporte como construtora, após uma ausência de quatro anos, com a aquisição da Lotus antes do início da temporada. O calendário também se expandiu, com o retorno do Grande Prêmio da Alemanha. O Grande Prêmio da Europa foi revivido, no novo circuito na capital do Azerbaijão, Baku. Nico Rosberg conquistou seu único título no Campeonato Mundial de Pilotos na última corrida da temporada. Com nove vitórias e sete outros pódios, Rosberg venceu seu companheiro de equipe Lewis Hamilton por cinco pontos. Rosberg repetiu o sucesso do pai em 1982 e tornou-se o segundo filho de um campeão a se tornar campeão, um feito anteriormente alcançado por Damon Hill. Rosberg anunciou a aposentadoria do esporte pouco depois de conquistar o título. Desde 2009, essa foi a única temporada na década de 2010 vencida por um piloto que não fosse Sebastian Vettel ou Lewis Hamilton. No Campeonato Mundial de Construtores, a Mercedes defendeu com sucesso o título pelo segundo ano consecutivo, superando a Red Bull Racing por 297 pontos. A Ferrari terminou em terceiro lugar no geral, 70 pontos atrás. Várias mudanças de equipe ocorreram antes do início da temporada. Haas F1 Team, uma equipe formada pelo dono da equipe NASCAR Sprint Cup Series, Gene Haas, entrou para a Fórmula 1, tornando-se o primeiro time norte-americano a competir desde que a equipe Haas Lola, competiu em 1986. A sua unidade de potência foi fornecida pela Ferrari e o chassi desenvolvido por Dallara, que tinha participado da F1, pela última vez da Fórmula 1 em 2010, como fabricante de chassi para a HRT. A Renault retornou à Fórmula 1 como uma equipe completa de fábrica, depois de comprar a Lotus da Genii Capital, a empresa de capital de risco para a qual tinha vendido a mesma equipe em 2010, e forneceu motores até o final de 2014. Tanto a Red Bull Racing quanto a Scuderia Toro Rosso sofreram mudanças em relação ao suprimento de sua unidade de potência. O primeiro formalmente encerrou sua parceria de nove anos com a Renault, no final da temporada de 2015, apontando a falta de desempenho do motor Renault Energy-F1 2015 como o fator principal na mudança. A equipe continuou usando motores Renault, mas eles foram rebatidos como TAG Heuer. O chefe da equipe Christian Horner apontou a parceria da Renault com Mario Illien e sua empresa Ilmor como uma razão para ficar com o fabricante. A Toro Rosso voltou a usar as unidades da Ferrari, como fizera em 2014. Usou a unidade de potência 060 usada pelas equipes da Ferrari em 2015, depois que a fábrica italiana recebeu a aprovação do World Motor Sport Council para fornecer motores do ano anterior. A Marussia solicitou que o nome de sua equipe fosse mudado para Manor Racing, pedido atendido em janeiro de 2016. A equipe adotou o nome formal de “Manor Racing MRT” e trocou o motor Ferrari, que equipou seus carros em 2015, pelo da Mercedes, com especificação de 2016. A equipe passou por reforma administrativa, após a renúncia do chefe de equipe John Booth e do diretor esportivo Graeme Lowdon. A Sauber mudou de dono na semana anterior ao Grande Prêmio da Hungria, comprada pela Longbow Finance. Apesar da aquisição e da aposentadoria do fundador da equipe, Peter Sauber, continuou a usar a identidade da Sauber. As formações de pilotos tiveram algumas mudanças antes da temporada de 2016 e outras três enquanto estava em andamento. Romain Grosjean deixou a Lotus, no final da temporada de 2015, e assinou contrato com a recém-formada Haas F1 Team para 2016, onde foi companheiro do pelo ex-piloto da Sauber Esteban Gutiérrez. Este voltou à competição depois de passar uma temporada como piloto de teste e reserva da Ferrari. Após ter assumido a equipe Lotus, a Renault introduziu uma nova dupla de pilotos. Jolyon Palmer, o campeão da GP2 de 2014, estreou em Melbourne. Pastor Maldonado depois de assinado contrato com a Lotus anunciou que não estaria dirigindo pela Renault porque seus patrocinadores não puderam cumprir suas obrigações contratuais com a equipe. Ele foi substituído por Kevin Magnussen, liberado pela McLaren depois de ter feito uma única corrida pela equipe em 2015. A Manor também não manteve os pilotos de 2015, optando por contratar dois novatos para a campanha de 2016: Pascal Wehrlein, campeão do Deutsche Tourenwagen Masters, e Rio Haryanto, que se tornou o primeiro piloto indonésio a disputar o campeonato. Will Stevens e Roberto Merhi – que dirigiram para a equipe quando competia como Marussia – foram dispensados e ambos se mudaram para o Campeonato Mundial de Endurance da FIA com a Manor Motorsport. Alexander Rossi, que também correu pela equipe em 2015, passou a piloto de teste e reserva, antes de ir para a IndyCar. Depois de sofrer fratura de costelas e uma lesão como resultado de um acidente durante o Grande Prêmio da Austrália, Fernando Alonso foi descartado do Grande Prêmio do Bahrain, como precaução após exames médicos. O piloto reserva da McLaren e campeão da GP2 Stoffel Vandoorne, fez sua estreia na Fórmula 1, substituindo o espanhol, que voltou ao seu lugar no GP da China duas semanas depois. Daniil Kvyat e Max Verstappen trocaram de lugares antes do Grande Prêmio da Espanha, com Verstappen sendo promovido para a Red Bull Racing e Kvyat retornando à Toro Rosso. A Red Bull informou que decidiu trocar seus pilotos para aliviar a pressão sobre a Kvyat, após críticas por sua participação num acidente na primeira volta no Grande Prêmio da Rússia, e para reduzir a tensão entre Verstappen e seu companheiro de equipe Carlos Sainz Jr. na Toro Rosso. Rio Haryanto perdeu a condição de titular depois do Grande Prêmio da Alemanha, porque seus patrocinadores não conseguiram cumprir suas obrigações financeiras com a equipe. Ele continuou na equipe, piloto de teste e reserva, sendo substituído pelo piloto de testes da Renault, Esteban Ocon, que estreou na F1 com a MRT, no Grande Prêmio da Bélgica. O Grande Prêmio da Europa retornou ao calendário depois de uma ausência de quatro anos. A corrida foi transferida de Valência para um novo circuito de rua em Baku, a capital do Azerbaijão. Foi o primeiro Grande Prêmio realizado no Azerbaijão. O Grande Prêmio da Alemanha também retornou ao calendário, acontecendo no Hockenheimring, depois de ter sido cancelado em 2015, quando Nurburgring não pode receber a corrida, dentro do acordo para a alternância entre os dois circuitos. Os GPs da Malásia e da Rússia mudaram de data. O primeiro foi emparelhado com o Grande Prêmio do Japão em outubro, voltando para a época do ano em que foi realizado em 1999-2000.O segundo foi antecipado de outubro para maio, tornando-se a quarta rodada da temporada. Três corridas estavam contratadas para 2016, mas não constaram do calendário. O Grande Prêmio da América programado para ser realizado pela primeira vez no Circuito de Rua do Porto Imperial, em Nova Jersey, de acordo com um contrato de quinze anos. A corrida originalmente programada para estrear em 2013, foi adiada pelo quarto ano consecutivo. O Grande Prêmio da Índia foi retirado do calendário após a corrida de 2013, e aprovado para 2016, foi novamente deixado de fora. Em 2006, a Formula One Management assinou um contrato de sete anos para O Grande Prêmio da Coreia, no Circuito Internacional da Coréia, que tinha um contrato de sete anos, a partir de 2010, foi interrompido em 2014 e omitido do calendário pela terceira temporada consecutiva em 2016. A FIA e a Formula One Management obtiveram maior poder para mudar as regulamentações esportivas e técnicas e tomar decisões que afetavam a governança do esporte. A partir do final de semana da corrida de Mônaco, a FIA permitiu que os pilotos escolhessem projetos de capacete alternativos para um fim de semana de corrida por temporada, uma prática anteriormente proibida, pois os pilotos deviam usar o mesmo design para torná-los mais reconhecíveis pelos espectadores e audiências televisivas. Passou a ser necessário que os carros fossem projetados com uma válvula de descarga separada, em uma tentativa de aumentar o barulho dos carros, após as críticas desde a introdução da geração de motores de 2014. A FIA também optou por aumentar o número de fichas disponíveis para o desenvolvimento da unidade de energia a partir de 2016. Embora os planos iniciais dessem aos fabricantes 15 fichas para a temporada, o número foi aumentado para 32, o mesmo que em 2014, para permitir que fabricantes em dificuldades, como a Renault e a Honda, melhorassem seu desenvolvimento. Essa decisão também permitiu um desenvolvimento adicional em peças que foram inicialmente planejadas para serem fechadas, incluindo o cárter superior e inferior; acionamento da válvula; virabrequim, sistema de válvula de ar e acionamento auxiliar. A partir de 2016, o número de testes de pré-temporada foi reduzido de três para dois. A FIA formalmente aumentou o número máximo de eventos permitidos em uma temporada de 20 a 21.
A Pirelli introduziu um quinto composto para pneus secos conhecido como “ultramacio”, afirmando que eles só estariam disponíveis em circuitos de ruas. A fábrica mudou ainda mais sua abordagem para o fornecimento de pneus em 2016, levando três compostos secos para as corridas, em vez de dois. Os compostos foram divulgados duas semanas antes de cada evento. A Pirelli selecionava dois compostos para escolha dos pilotos e um terceiro, (o mais macio disponível) era dado às equipes que alcançavam a Q3. Os comissários receberam maiores poderes para impor limites de pista, com os motoristas obrigados a permanecer entre as linhas brancas marcando as bordas do circuito, exceto em casos de erro do motorista. Qualquer piloto que fizesse com que o início de uma corrida fosse abortado teria de começar a corrida do pit lane. O uso do sistema Virtual Safety Car foi expandido para sessões de treinos, para evitar o uso desnecessário de bandeiras vermelhas e interrupções de sessão. As regras sobre o uso do sistema de redução de arrasto (DRS), que é desativado nos períodos de Virtual Safety Car e as bandeiras amarelas em toda a pista, também foram emendadas. Os pilotos podiam usar o dispositivo assim que terminava o período do Virtual Safety Car, e não precisavam esperar duas voltas. O processo de qualificação foi fortemente revisado duas semanas antes do início da temporada. O formato de três períodos, introduzido em 2006, foi mantido, mas com um estilo progressivo de eliminação. No entanto, após críticas generalizadas o formato foi abandonado após duas corridas e o sistema usado entre 2006 e 2015 foi reintroduzido no Grande Prêmio da China. Os poderes dos fiscais para monitorar comunicações entre carros foram ampliados para a temporada de 2016, com o controle de corrida capaz de monitorar os contatos de rádio de cada piloto em tempo real, em uma tentativa de reprimir as irregularidades. Após uma série de penalidades polêmicas nos GPs da Inglaterra e Hungria e um debate prolongado sobre a aplicação das regras, no entanto, a FIA relaxou as restrições à radiocomunicação a partir do Grande Prêmio da Alemanha, aplicando-as apenas na volta de formação. O processo pelo qual passam os novos pilotos para obter a Superlicença também foi alterado, com restrições adicionais, incluindo a exigência de que completassem 80% de duas temporadas de uma série com contagem de pontos. O novo sistema de pontos foi aplicado retroativamente, com todos os pilotos elegíveis se qualificando automaticamente a Superlicença. As mudanças foram introduzidas após a controvérsia que cercou Max Verstappen, que obteve a Superlicença aos 16 anos de idade, após uma única temporada competindo na Fórmula 3 europeia. Pelo segundo ano consecutivo, Hamilton decidiu não exercer sua opção de trocar o número do carro para 1, como era sua prerrogativa como campeão mundial reinante, e em vez disso competiria com seu número de carreira 44. Um teste de pneus de pré-temporada foi realizado pela Pirelli no Circuito Paul Ricard na França em janeiro, para avaliar seus pneus de pista úmida. O primeiro teste das equipes de pré-temporada foi realizado um mês, depois no Circuito da Catalunha. A Ferrari foi a mais rápida em três dos quatro dias de testes, com Nico Hülkenberg no topo das folhas de tempo para a Force India, no terceiro dia. Um segundo teste, também em Barcelona, foi realizado entre 1 e 4 de março. A Ferrari terminou os dois testes com o melhor tempo definido com os pneus ultramacios recém-introduzidos, enquanto a Mercedes cobriu a maior distância nos testes, quase 5.000 km. Esses quatro dias de testes também viram as equipes examinarem um recurso proposto para a proteção da cabeça do piloto, chamado Halo (auréola). A temporada começou com o Grande Prêmio da Austrália e contou com o recém-introduzido formato de eliminatória, fortemente criticado por equipes, pilotos, fãs e pela imprensa, o que levou a uma revisão antes da corrida seguinte. A corrida terminou com uma dobradinha da Mercedes, com Nico Rosberg conquistando a vitória de Lewis Hamilton em segundo. Sebastian Vettel e Ferrari terminaram no último degrau do pódio. O companheiro de equipe, Kimi Räikkönen, abandonou com suspeita de falha turbo na volta 6. Enquanto tentava ultrapassar Esteban Gutiérrez no novo carro Haas F1 na terceira curva, Fernando Alonso bateu em alta velocidade na barreira externa antes de girar e aterrissar de cabeça para baixo contra a barreira. Gutiérrez acabou nos cascalhos com danos nos pneus traseiros, e rapidamente foi até Alonso, que conseguiu sair da cabine sem ajuda. Devido à enorme quantidade de detritos provocada pelo acidente, a corrida foi interrompida com bandeira vermelha, com os carros indo para a pit lane. Romain Grosjean terminou em sexto e a Haas se tornou a primeira equipe nova a marcar pontos em sua corrida inaugural desde que a Toyota, em 2002. Alonso não participou da corrida no Bahrain por ter sofrido fratura de costelas e um pneumotórax como resultado da colisão anterior, e foi substituído pelo novato Stoffel Vandoorne. Após a crítica generalizada ao novo formato de qualificação, as equipes votaram para abandoná-lo e reverter para o sistema utilizado em 2015. No entanto, antes do fim de semana da corrida, o Grupo de Estratégia (Strategy Working Group) manteve o estilo de eliminação para 2016. Hamilton garantiu a pole position à frente de Rosberg e Vettel. Rosberg conquistou sua segunda vitória consecutiva em 2016, seguido por Räikkönen e Hamilton. A Ferrari de Sebastian Vettel e a Renault de Jolyon Palmer retiraram-se antes da corrida começar, com falhas no motor e no sistema hidráulico, respectivamente. Após uma colisão de primeira volta com Hamilton, Valtteri Bottas foi punido e recebeu dois pontos em sua licença. No Grande Prémio da China, o formato de qualificação pelo sistema de eliminação foi permanentemente abandonado em favor do formato anterior utilizado entre 2006 e 2015. Isso rendeu a primeira pole position de Nico Rosberg do ano depois que Hamilton sofreu uma série de contratempos tanto na qualificação quanto durante a corrida. O inglês terminou no 7º lugar, com seu companheiro de equipe obtendo sua terceira vitória consecutiva na temporada. A corrida terminou sem abandonos, um feito que só foi alcançado seis vezes. O GP da Rússia teve uma série de incidentes na primeira volta envolvendo Vettel e Kvyat. O russo bateu em Vettel duas vezes, forçando-o a abandonar. Rosberg venceu a corrida com Lewis Hamilton, em segundo depois de ter começado em 10º. Antes da corrida na Espanha, Daniil Kvyat e Max Verstappen trocaram de lugar com Kvyat indo para a Toro Rosso e Verstappen para a Red Bull. O início da corrida viu Hamilton e Rosberg colidirem depois que Hamilton foi para a grama e acertou seu companheiro de equipe, entregando a liderança para Daniel Ricciardo. A corrida também teve o mais jovem vencedor Max Verstappen, que se defendeu de Kimi Räikkönen depois que a Red Bull comprometeu Ricciardo com um pit stop adicional. Em Mônaco, Ricciardo obteve a primeira pole position de sua carreira. Ajudado pelo início atrás do safety car, ele manteve a liderança por 33 voltas, mas não conseguiu vencer porque seu time cometeu um erro durante seu pit-stop. Como resultado, Lewis Hamilton herdou a liderança e venceu a sua primeira corrida da temporada. Ricciardo terminou em segundo à frente de Sergio Pérez. Em seguida, Hamilton ganhou o Grande Prêmio do Canadá, apesar de perder a liderança para Sebastian Vettel no início. Recuperou a posição com estratégia de uma parada, enquanto Vettel e Ferrari fizeram duas. Valtteri Bottas terminou em terceiro, no seu primeiro pódio da temporada. Rosberg venceu o GP da Europa com seu segundo Grand Slam da temporada e de sua carreira, à frente de Sebastian Vettel e Sergio Pérez. Hamilton terminou em 5º depois de lutar com um problema de software que limitava a capacidade de seu motor de colher energia.
Hamilton assumiu a pole position na Áustria, enquanto Rosberg começou em 6º, após uma penalidade de grid. Os dois fizeram contato, quando Hamilton tentava passar por Rosberg na última volta. O inglês venceu a corrida, enquanto Rosberg. Que teve a asa dianteira quebrada, terminou em quarto atrás de Verstappen e Räikkönen. Um inquérito dos comissários descobriu que Rosberg causou uma colisão evitável e lhe deu uma penalidade de dez segundos, que não afetou o resultado da corrida. Hamilton reduziu a diferença para Rosberg a um único ponto na etapa seguinte, na Inglaterra, onde condições difíceis fizeram com que os pilotos enfrentassem um circuito seco e diferentes níveis de aderência. Hamilton estabeleceu uma vantagem inicial, enquanto Rosberg e Verstappen lutaram em segundo lugar. Rosberg prevaleceu, mas sofreu uma falha crítica em sua caixa de câmbio no final da corrida. A Mercedes o instruiu a reajustar a caixa de câmbio e evitar usar a sétima marcha, o que motivou uma investigação dos comissários por fornecimento de assistência. Rosberg foi punido pela chamada de rádio, tendo dez segundos adicionados ao seu tempo de corrida, o que o rebaixou para terceiro atrás de Verstappen. Após o Grande Prêmio da Áustria, a Sauber era a única equipe a não marcar um único ponto no Campeonato. Lewis Hamilton tomou a liderança do campeonato de Nico Rosberg na Hungria, com uma vantagem de seis pontos. Após as penalidades para Rosberg e Button por comunicações não-autorizadas entre carros nas corridas anteriores, a FIA revogou todos os regulamentos para a rodada na Alemanha. Hamilton consolidou ainda mais sua liderança no campeonato, superando Rosberg no início. Rosberg foi ultrapassado pelos Red Bulls de Daniel Ricciardo e Max Verstappen e não conseguiu passar por eles. A corrida do alemão foi complicada ainda mais por uma penalidade de tempo por uma ultrapassagem agressiva sobre Verstappen. Apesar da vitória, Hamilton permaneceu pessimista sobre sua posição como líder do campeonato, pois faltavam nove corridas na temporada, e ele antecipava penalidades de grid por exceder troca de motor. De fato, a Mercedes optou por receber uma série de penalidades de grid, com a troca de vários componentes e Hamilton foi forçado a iniciar a corrida na Bélgica na parte de trás da grid. Ele aproveitou o contato na primeira volta entre Vettel, Räikkönen e Verstappen para abrir caminho, antes de um acidente envolvendo Kevin Magnussen em Eau Rouge forçar interrupção temporária da corrida. Quando a corrida recomeçou, Nico Rosberg liderou até a bandeira quadriculada, enquanto Hamilton terminou em terceiro depois de não conseguir passar por Daniel Ricciardo. Verstappen foi alvo de críticas crescentes sobre as suas tácticas de condução, depois de se envolver em incidentes com Räikkönen e Sergio Pérez. Rosberg reduziu a vantagem de Hamilton a dois pontos na Itália, aproveitando o início lento de Hamilton para estabelecer uma vantagem inicial que não foi desafiada durante a corrida. Hamilton caiu para o quinto lugar no início, recuperando-se para o quarto lugar nas primeiras voltas e terminando à frente de Vettel e Räikkönen, com um pit-stop menos. Vettel terminou em terceiro – seu primeiro pódio em cinco corridas – com Räikkönen em quarto, com a equipe introduzindo melhorias na unidade de potência 061 na esperança de recuperar o segundo lugar no Campeonato Mundial de Construtores da Red Bull. A falha de motor de Lewis Hamilton na Malásia foi um momento chave na luta pelo campeonato dos pilotos.
Rosberg recuperou a liderança do campeonato em Cingapura, classificando-se na pole enquanto Hamilton foi forçado a se contentar com o terceiro depois de lutar com problemas mecânicos e erros de direção. Um pit stop tardio durante a corrida permitiu a Hamilton passar Kimi Räikkönen e ocupar o terceiro lugar, que manteve até o final da corrida. Ricciardo fez os últimos esforços para pegar Rosberg, 27 segundos à frente, mas não conseguiu, 0,6 segundo atrás. Com Hamilton terminando em terceiro, Rosberg transformou a desvantagem de dois pontos em uma vantagem de oito pontos. A sequência de dez vitórias consecutivas da Mercedes chegou ao fim na Malásia. Hamilton estabeleceu uma vantagem inicial, mas abandou a 16 voltas do final da corrida quando seu motor falhou, deixando Daniel Ricciardo no controle da corrida. Nico Rosberg foi desviado por Sebastian Vettel em um acidente na primeira curva que eliminou o piloto da Ferrari. Ricciardo e Max Verstappen disputaram a liderança, depois que o abandono de Hamilton provocou segurança virtual. A Red Bull chamou os dois pilotos ao pit ao mesmo tempo e, com pneus novos, Ricciardo resistiu à pressão de Verstappen para vencer sua primeira corrida desde o Grande Prêmio da Bélgica de 2014. Nico Rosberg terminou em terceiro, apesar de ter dez segundos adicionados ao seu tempo de corrida pelo contato com Kimi Räikkönen, aumentando sua vantagem para 23 pontos. E ele aumentou a diferença para 33 pontos no Japão, onde começou na pole e venceu. Hamilton sofreu um mau começo, passando de 2º no grid para 8º no final da primeira volta. Ele foi forçado a uma corrida de recuperação, usando a estratégia de pit, mas não conseguiu passar Max Verstappen e terminou em terceiro. O resultado garantiu o 3º título consecutivo da Mercedes no campeonato dos construtores.
Nos Estados Unidos, Hamilton gradualmente começou a corroer a liderança de Rosberg. A Mercedes fez a dobradinha, com Rosberg aproveitando-se de um carro de segurança virtual, acionado por Max Verstappen, para tomar o segundo lugar de Daniel Ricciardo. Hamilton liderou outra dobradinha das Mercedes no México, com a corrida sendo ofuscada por um incidente que viu Verstappen correr e cortar parte do circuito, provocando uma mensagem de rádio irritada de Sebastian Vettel. O piloto da Red Bull foi por condução perigosa ao defender-se de Ricciardo, que terminou em terceiro à frente de Verstappen e Vettel. As condições climáticas traiçoeiras causaram várias interrupções do Grande Prêmio do Brasil, mas a Mercedes conquistou outra dobradinha. Hamilton venceu a corrida à frente de Rosberg pela terceira vez, com Max Verstappen completando o pódio. Rosberg chegou a Abu Dhabi, para a corrida final, ccom12 pontos de vantagem sobre Hamilton. O inglês garantiu a pole à frente de Rosberg e liderou desde o início. Nas últimas voltas ele desacelerou na tentativa de permitir que outros pilotos ultrapassassem Rosberg, apesar das repetidas instruções da Mercedes para não arriscar a perder a corrida para Sebastian Vettel. Hamilton venceu a corrida, mas.com o 2º lugar, Rosberg garantiu seu primeiro título de campeão de pilotos. Cinco dias depois de ganhar o título, Rosberg anunciou sua aposentadoria imediata do esporte na cerimônia de entrega do Prêmio da FIA em Viena. Ele foi o primeiro campeão a fazer isso desde Alain Prost, em 1993.
O campeonato 2017 da FIA foi o 68º Campeonato Mundial de Fórmula 1.
Equipes e pilotos competiram em 20 Grandes Prêmios, começando na Austrália em 26 de março e terminando em Abu Dhabi em 26 de novembro. Como Nico Rosberg anunciou sua aposentadoria em dezembro de 2016, a temporada de 2017 foi a primeira desde 1994, na qual o então campeão não competiu. Lewis Hamilton conquistou seu quarto título no Mundial de Pilotos, com 363 pontos, 46 pontos à frente de Sebastian Vettel, em segundo, com 317 pontos, e Valtteri Bottas, em terceiro, com 305 pontos. A Mercedes conquistou seu quarto título consecutivo, no Grande Prêmio dos Estados Unidos, com 668 pontos. A Ferrari terminou no segundo lugar com 522 pontos e a Red Bull Racing ficou em terceiro com 368 pontos. A Just Racing, empresa controladora da MRT, entrou em administração em janeiro de 2017, encerrando suas atividades em março, depois que os administradores não terem conseguido encontrar um comprador. A Sauber usou unidades de motor Ferrari do ano anterior. A Toro Rosso voltou a utilizar as unidades de potência da Renault, depois de usar as da Ferrari de 2015 em 2016. A equipe já havia usado as unidades da Renault em 2014 e 2015, antes do rompimento da relação entre a Renault e a equipe irmã Red Bull Racing. Para a vaga de Nico Rosberg a Mercedes contratou o finlandês Valtteri Bottas, que deixou a Williams. Kevin Magnussen recusou uma oferta para ficar na Renault e assinou contrato com Haas para dirigir ao lado de Romain Grosjean. Como resultado do acordo com Magnussen e da decisão da equipe de manter Grosjean, o contrato de Esteban Gutiérrez não foi renovado e mais tarde ele se transferiu para o campeonato de Fórmula E. Esteban Ocon trocou a MRT pela Force India, ocupando o lugar deixado vago pela saída de Nico Hülkenberg para a Renault. Felipe Massa, que pretendia se aposentar da Fórmula 1 no final da temporada de 2016, estendeu seu contrato com a Williams para substituir seu ex-companheiro de equipe Valtteri Bottas. Massa foi parceiro de Lance Stroll, vencedor do Campeonato Europeu de Fórmula 3 de 2016, que foi originalmente contratado pela equipe para substitui-lo. O campeão de 2015 da GP2, Stoffel Vandoorne, juntou-se à McLaren como piloto de tempo integral. Vandoorne já tinha feito uma corrida pela equipe, substituindo o lesionado Fernando Alonso no Grande Prêmio do Bahrein de 2016. Vandoorne substituiu Jenson Button, que tirou um ano sabático das corridas, mas permanecendo na equipe como piloto reserva. Pascal Wehrlein se mudou da agora extinta MRT para substituir Felipe Nasr na Sauber. Pascal Wehrlein, da Sauber, desistiu do Grande Prêmio da Austrália por precaução, depois que uma contusão na Corrida de Campeões interrompeu seu regime de treinamento, provocando preocupações de que ele não seria capaz de lidar com as maiores exigências físicas impostas aos pilotos pelos carros de 2017. O vice-campeão da GP2 de 2016, Antonio Giovinazzi, assumiu as funções dele na Sauber. Wehrlein retornou à competição no Grande Prêmio do Bahrein, com Giovinazzi retomando aos testes e às tarefas de piloto reserva. Fernando Alonso não disputou o Grande Prêmio de Mônaco, para participar das 500 Milhas de Indianapolis 500. Jenson Button, o substituiu. No Grande Prêmio da Hungria, Paul di Resta substituiu Felipe Massa, que ficou doente após o treino livre. Após o Grande Prêmio do Japão, Carlos Sainz Jr. deixou a Toro Rosso e mudou-se para a Renault, onde substituiu Jolyon Palmer. Nas rodadas finais do campeonato, a Toro Rosso alternou vários pilotos nos seus carros. Daniil Kvyat, campeão da GP2 de 2016, Pierre Gasly, do FIA World Endurance Championship, e Brendon Hartley, ex-integrante da equipe de jovens da Red Bull Junior Team, participaram da rotação. Kvyat foi finalmente liberado da equipe e do programa Red Bull. A corrida de
Baku foi renomeado, tornando-se o primeiro Grande Prêmio do Azerbaijão. A data da corrida foi alterada para evitar coincidência com as 24 Horas de Le Mans, o que havia sido uma fonte de controvérsia no Grande Prêmio da Europa de 2016. Os GPs da China e do Bahrein trocaram de lugar no calendário para a temporada de 2017. O Grande Prêmio da China tornou-se a segunda rodada da temporada de 2017, marcada para 9 de abril. O Grande Prêmio da Alemanha foi retirado do calendário depois que os proprietários dos circuitos de Hockenheimring e Nürburgring não puderam concordar com os termos comerciais com a Fórmula 1. Em setembro de 2016, a Liberty Media comprou uma participação minoritária no esporte da CVC Capital Partners, e completou a compra antes da temporada de 2017, com o objetivo de longo prazo de adotar um modelo semelhante ao usado pela US National Football League e Major League Baseball, com equipes com direito a comprar uma participação no esporte. Bernie Ecclestone deixou seu cargo de diretor executivo do Grupo de Fórmula 1 depois de quarenta anos na função. O ex-chefe de equipe Ross Brawn foi designado Diretor Administrativo no lugar de Ecclestone. Com a aquisição do esporte pela Liberty Media, as equipes receberam mais controle sobre a criação e o envio de conteúdo para mídias sociais. Sob a gestão anterior de Bernie filmadas no paddock foram automaticamente controladas pela Fórmula 1, com restrições rígidas à divulgação de conteúdo. Como resposta às mudanças generalizadas nas regulamentações técnicas que se esperava que aumentassem as velocidades nas curvas em até 40 km/h, a FIA solicitou que todos os circuitos do calendário passassem por revisões para atualizar os recursos de segurança. Novos regulamentos técnicos levaram a uma mudança significativa no design do carro dos novos carros em comparação com os de 2016. Os regulamentos técnicos sobre o design da carroceria foram revisados, com o objetivo de melhorar os tempos de volta em quatro a cinco segundos em relação à geração de 2016. Essas alterações incluíam:
• aumento da largura total dos carros para 2.000 mm;
• a carroceria poderia atingir largura máxima de 1.600 mm;
• aumento da largura da asa dianteira para 1.800 mm;
• rebaixamento da asa traseira em 150 mm e sua reposição 200 mm atrás;
• difusor traseiro maior e mais longo, estendendo-se à frente do eixo traseiro;
• borda de ataque das placas laterais antecipada para permitir às equipes maior liberdade no controle do fluxo de ar;
• aumento da largura dos pneus dianteiros e traseiros (cerca de 25% mais largos do que os pneus anteriores) para permitir que os carros tivessem mais aderência mecânica;
• peso mínimo do carro, incluindo o motorista, aumentado em 26 kg para 728 kg, com as equipes autorizados a usar 105 kg de combustível para responder ao aumento do peso mínimo.
Algumas equipes adotaram o “T-wing”, uma asa fina em forma de T montado na carroçaria, acima e à frente da asa traseira, para gerar downforce adicional. Sua criação gerou preocupações sobre o uso de dispositivos aerodinâmicos móveis – proibidos pelas regras – depois que várias asas T foram observadas vibrando durante os testes de pré-temporada. O sistema para regular o desenvolvimento da unidade de energia, a dividiu em áreas individuais, e a cada área foi atribuído a um valor de pontos, com o desenvolvimento dessas áreas deduzindo pontos da cota global de pontos de um fabricante. Foram feitas restrições às dimensões, peso e materiais usados para construir cada componente individual da unidade de potência. As equipes foram limitadas a quatro unidades de potência por temporada, independentemente do número de Grandes Prêmios. As temporadas anteriores incluíam uma quinta unidade de energia se o número de Grandes Prêmios ultrapassasse vinte. O custo da oferta de uma unidade de energia é reduzido em 1 milhão de euros em 2017, antes de uma nova redução em 2018. As câmeras não podiam mais ser montadas em hastes localizadas no nariz do carro. A Pirelli continuou a ser a única fornecedora de pneus da Fórmula 1 em 2017, vencendo uma oferta da Michelin em concorrência aberta pela FIA. A empresa ofereceu uma gama de sete diferentes compostos de pneus, cinco para seco e dois para condições úmidas. Embora ambos os compostos úmidos estivessem disponíveis em todos os Grandes Prêmios, apenas a escolha de três compostos secos era permitida às equipes para um único fim de semana de corrida. Como na temporada anterior, as equipes puderam escolher dez dos treze conjuntos de pneus para um fim de semana livre, a partir dos três compostos disponibilizados pela Pirelli. No entanto, devido ao limitado tempo de teste para os novos compostos durante as férias de inverno, a Pirelli optou por fornecer às equipes um número obrigatório de conjuntos para as primeiras cinco corridas. De acordo com as regras introduzidas em 2015, as penalidades de grid por exceder a quota de componentes da unidade de energia foram transportadas de uma corrida para a seguinte, se a penalidade não pudesse ser plenamente atendida quando aplicada. Quando este sistema foi abandonado, as equipes puderam acumular uma reserva de componentes de reposição, introduzindo vários ao mesmo tempo, cumprindo apenas uma única penalidade de grid. A partir de 2017, as equipes só podem usar um novo componente conforme sua cota por corrida, com quaisquer componentes adicionais incorrendo em novas penalidades. Essa alteração impede que as equipes “armazenem” componentes da unidade de energia sobressalente. Os fornecedores de unidades de energia passaram a ter “obrigação de fornecer”, unidades de energia para qualquer equipe, caso uma delas acabe sem um acordo. A regra foi introduzida após o colapso no relacionamento entre a Renault e suas equipes clientes Red Bull Racing e Toro Rosso no final da temporada de 2015, que deixou as duas equipes no limbo até que os acordos pudessem ser organizados. No caso de uma corrida declarada molhada, devendo começar atrás do safety car, o grid seguia os procedimentos normais de largada, uma vez que as condições fossem declaradas satisfatórias. Os pilotos se alinhavam no grid para o arranque depois que o safety car entrava na pista dos boxes, apesar de qualquer volta completada atrás do Safety Car continuar a contar para a distância total da corrida. A FIA abandonou a regra sobre os padrões de direção durante a frenagem, impondo uma mais abrangente contramanobras que poderiam colocar em risco outros pilotos. A regra tinhas sido introduzida em 2016, em meio a críticas a Max Verstappen por seu hábito de mudar de direção antes de retardar a freada para defender sua posição, o que levou a preocupação de que uma condução defensiva tão agressiva poderia provocar um acidente. A partir do Grande Prêmio da Espanha, as equipes foram obrigadas a exibir o nome do piloto e o número de corrida na carroceria externa do carro de tal forma que fossem claramente visíveis aos espectadores. As equipes tinham a opção de usar a abreviatura oficial da cronometragem; por exemplo, HAM (Hamilton) e VET (Vettel). A temporada 2017 teria mais uma vez Hamilton (Mercedes), na luta pelo título, desta vez com Sebastian Vettel (Ferrari). Foi a primeira vez que a Mercedes GP teve um concorrente direto na disputa do campeonato, pois de 2014 a 2016 a disputa era caseira (Hamilton × Rosberg). Desde a temporada de 2013 (que sagrou Sebastian Vettel tetracampeão consecutivo, 2010-13) não acontecia uma disputa entre diferentes equipes. O GP da Austrália foi vencido por Vettel, com Lewis Hamilton em segundo e Valtteri Bottas em terceiro. Com esse resultado percebeu-se que a temporada seria muito disputada e teria a volta de um duelo de pilotos de diferentes equipes. No Grande Prêmio da China, Lewis venceu, Sebastian chegou em segundo, e o campeonato ficou empatado entre os dois. O Grande Prêmio do Bahrein foi vencido pelo alemão, com o inglês em segundo. O Grande Prêmio da Rússia foi vencido por Valtteri Bottas, que conquistava sua primeira vitória na F1, com Vettel em segundo e Hamilton em quarto. Lewis venceu na Espanha e Sebastian chegou em segundo. No Grande Prêmio de Mônaco a Ferrari conquistou sua primeira dobradinha, com o alemão em primeiro. Hamilton teve problemas na classificação e não conseguiu mais do que um sétimo lugar no apertado Circuito de Mônaco. Lewis voltou ao triunfo no Grande Prêmio do Canadá, com o rival do campeonato chegando apenas em quarto, o que amenizava o prejuízo de Mônaco. No Azerbaijão, Daniel Ricciardo venceu, com Lewis e Vettel chegando em quinto e quarto respectivamente. Na Áustria, Bottas venceu mais uma; Hamilton chegou apenas em quarto e o líder do mundial em segundo. Na Inglaterra, Hamilton corria em casa, e venceu, com Vettel chegando apenas em sétimo depois de um pneu furado na última volta. O inglês estava agora a 1 ponto de se igualar ao alemão no campeonato, mas na Hungria a Ferrari deu o troco e conseguiu mais uma dobradinha, com o carro número 5 na primeira posição. Hamilton chegou apenas em quarto; seu companheiro subiu ao pódio. Depois das férias do meio de temporada, Lewis Hamilton venceu na Bélgica e na Itália, e assumiu a liderança do campeonato por 3 pontos. No Grande Prêmio de Cingapura, o alemão da Ferrari foi pole, mas depois de um toque na largada entre ele, Kimi Raikkonen e Max Verstappen, os três foram forçados a abandonar a prova. Hamilton, que havia largado em quinto, pulou para a ponta logo nas primeiras curvas e depois de uma excelente corrida, foi o vencedor e aumentou a vantagem na liderança do mundial para 28 pontos. Na Malásia, Hamilton foi segundo, com a vitória sendo de Verstappen, e Vettel, que teve de largar de ultimo, chegou em quarto; a vantagem no campeonato subia para 34 pontos. No Japão, Lewis voltou a vencer e Sebastian Vettel teve que abandonar antes de décima volta por problema de vela. A liderança do britânico dava um salto, de 34 para 59 pontos. Nos EUA Hamilton venceu com conforto; o seu rival foi segundo, e a liderança subiu mais 7 pontos (de 59 para 66 pontos). No México, com o 9º lugar, Lewis Hamilton assegurou o quarto título com 56 pontos de vantagem, com 50 ainda a serem disputados. Seu concorrente foi quarto, o que não foi suficiente para manter a luta viva. Lewis foi campeão com duas provas de antecedência.
A temporada de 2018 foi a 69ª temporada do Campeonato Mundial de Fórmula 1 da FIA. Com a saída do GP da Malásia e o retorno dos GPs da França e da Alemanha, a temporada teve 21 etapas disputadas. Começou em 25 de março, em Melbourne (Austrália) e terminou em Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos) no dia 25 de novembro. A McLaren, após três temporadas equipada com as unidades de potência Honda, encerrou sua parceria com a montadora japonesa e assinou um contrato de três anos para usar os propulsores fornecidos pela Renault. A equipe apontou o fracasso repetido da Honda em fornecer uma unidade de potência confiável e competitiva como a razão para o fim da parceria. A Toro Rosso deixou de usar os propulsores Renault e chegou a um acordo para usar as unidades de potência da Honda. Como parte do acordo, a Red Bull Racing emprestou o piloto da Toro Rosso, Carlos Sainz Jr., para a equipe de fábrica da Renault. A Sauber renovou sua parceria com a Ferrari, atualizando para unidades de potência de especificação atual depois de usar propulsores de 2016 em 2017.
A Force India foi colocada em administração judicial durante o fim de semana do Grande Prêmio da Hungria. Um consórcio liderado pelo bilionário canadense Lawrence Stroll, pai do piloto Lance Stroll, comprou os seus ativos de corrida e operações, através da empresa Racing Point. A Force India foi então excluída do campeonato por sua incapacidade de participar das corridas restantes. Isso permitiu que uma nova equipe, a Racing Point Force India, solicitasse entrada para disputar o restante da temporada, começando a partir do Grande Prêmio da Bélgica. A nova equipe foi obrigada a manter o nome “Force India”, nome com o qual tinha sido homologado o seu e os regulamentos da FIA exigem que o nome da equipe inclua o nome do seu chassi. A Racing Point Force India começou sem nenhum ponto no Campeonato de Construtores, mas os pilotos da antiga equipe mantiveram os seus no Campeonato de Pilotos.[Posteriormente, todas as equipes concordaram em permitir que a nova equipe Racing Point Force India retivesse o prêmio em dinheiro acumulado pela equipe original. O Grande Prêmio da França retornou ao calendário pela primeira vez desde 2008. A corrida foi disputada no Circuito de Paul Ricard, que recebeu o Grande Prêmio da França em 1990, antes de o evento se mudar para o Circuito de Magny-Cours. A corrida foi realizada em junho, com o Grande Prêmio do Azerbaijão antecipado para abril a fim de evitar confrontos com as celebrações do centenário da República do Azerbaijão. O Grande Prêmio da Alemanha também retornou ao calendário depois de uma ausência de um ano, com o Hockenheimring sediando a corrida. O Grande Prêmio da Malásia, que havia feito parte do campeonato entre 1999 e 2017, foi descontinuado e com isso, o Grande Prêmio da Rússia foi transferido de abril para setembro, preenchendo a vaga. Após as críticas generalizadas ao sistema de penalidades de grid em 2017, com vários pilotos começando as corridas fora das suas posições qualificadas, a FIA introduziu um conjunto revisado de regulamentos para 2018. No caso de mudança de um componente da unidade de potência, os pilotos continuavam sujeitos a uma penalidade de grid de cinco ou dez posições, dependendo do componente sendo alterado. No entanto, caso eles substituíssem um segundo componente, eram rebaixados para o final do grid inicial. Se vários pilotos fossem movidos para a parte de trás do grid, suas posições iniciais eram determinadas pela ordem em que os componentes foram alterados com base na alteração mais recente feita por piloto. As regras sobre os procedimentos de largada foram alteradas, concedendo aos comissários de corrida o poder de aplicar penalidades por partidas impróprias, mesmo que o início de um piloto não tivesse acionado o sistema de detecção automatizado. As mudanças foram introduzidas após dois incidentes em 2017: no Grande Prêmio da China, Sebastian Vettel posicionou seu carro muito longe de seu grid, para ser registrado pelo sistema de detecção; no Grande Prêmio da Áustria, o início de Valtteri Bottas foi questionado por seu tempo de reação, apesar do sistema de detecção reconhecê-lo como legal. Uma corrida suspensa devido a uma bandeira vermelha, deveria ser iniciada com largada parada. Os pilotos deveriam retornar às posições que ocupavam no momento da suspensão e o diretor da prova deveria repetir o procedimento de largada. Se as condições do circuito fossem adequadas para corridas, mas o diretor de prova considerasse inadequado o início, a prova seria retomada com o carro de segurança retornando ao pit lane e os pilotos circulando em fila única até receberem a bandeira verde. A FIA introduziu restrições mais severas nas licenças para pilotos que participavam de sessões de treinos livres. Os candidatos deveriam completar um número mínimo de corridas de Fórmula 2 ou ganhar 25 pontos durante um período de três anos. As mudanças foram introduzidas devido às preocupações sobre pilotos que não seriam capazes de atender aos padrões exigidos para competir na categoria tendo acesso aos carros de Fórmula 1. A programação de um final de semana do Grande Prêmio foi alterada, com o início da maioria das corridas europeias sendo antecipados em uma hora, na tentativa de se obter audiência maior de televisão. Todas as corridas foram programadas para começar dez minutos da hora prevista, de modo a permitir às emissoras tempo para preparar a cobertura. O teste do meio da temporada, que aconteceu no Bahrein em 2017, foi transferido para Barcelona. Os fornecedores de unidades de energia deveriam fornecer a todas as equipes, usando uma especificação idêntica de unidades de energia. A mudança foi introduzida para garantir a igualdade, depois de a equipe de trabalhos da Mercedes ter tido acesso a configurações adicionais de desempenho do motor que não estavam disponíveis para as equipes de seus clientes. A quantidade de componentes da unidade de potência que um piloto podia usar durante a temporada foi reduzida de quatro unidades de potência completas durante toda a temporada em 2017 para um novo sistema em que cada um dos componentes da unidade de potência era considerado separadamente. Portanto, em 2018, cada piloto pode usar até três motores de combustão interna (ICE), unidades geradoras de calor (MGU-H) e turbocompressores (TC); e duas de cada uma das unidades geradoras de energia cinética (MGU-K), armazenamentos de energia (ES) e eletrônica de controle (CE). Restrições contra a prática de queima de óleo, em que óleos de motor são queimados como combustível para melhorar o desempenho, também foram introduzidas. Na prática, usada pela primeira vez em 2017, equipes queimaram até 1,2 litros por cem quilômetros. Para o campeonato de 2018, esse número foi inicialmente rebaixado para um máximo de 0,6 litros por cem quilômetros. As regras foram posteriormente alteradas para obrigar as equipes a usarem uma única especificação de óleo, que devia ser declarada antes da corrida. Esses óleos estavam sujeitos a definições mais rigorosas do que é considerado “óleo”, a fim de evitar que as equipes usassem misturas exóticas destinadas a melhorar o desempenho. As equipes também foram obrigadas a informar aos comissários a massa de óleo em cada tanque de óleo antes da corrida. Outras alterações aos regulamentos técnicos exigiam que a temperatura do ar na câmara de pressão – adjacente ao turbocompressor – fosse superior a 10° C acima da temperatura ambiente. Essa regra foi introduzida em uma tentativa de limitar os ganhos de desempenho possíveis por meio do resfriamento por ar de carga. Válvulas de controle ativo, que regulam eletronicamente o fluxo de fluidos entre os componentes da unidade de potência, também foram proibidas. A FIA proibiu o uso de “barbatanas de tubarão”, uma extensão de fibra de carbono para o capô do motor com o objetivo de direcionar o fluxo de ar sobre a asa traseira. O uso da “T-wings”, uma asa secundária horizontal, montada à frente e acima da asa traseira, também foi banida. Após uma série de incidentes sérios em corridas, incluindo os acidentes fatais de Henry Surtees e Justin Wilson, em que os pilotos foram atingidos por pneus ou detritos, a FIA anunciou planos para introduzir proteção adicional obrigatória em 2018. Várias soluções foram testadas, com o design final sujeito a feedback das equipes e dos motoristas. Cada projeto foi criado para desviar os detritos da cabeça do piloto, sem comprometer sua visibilidade ou a capacidade dos comissários de segurança de acessar o cockpit e tirar um piloto e seu assento em caso de acidente grave ou emergência médica. Uma série de acidentes graves – como os acidentes fatais de Jules Bianchi e Dan Wheldon – foi recriada para simular a capacidade de dispositivos para resistir a um impacto sério. A FIA finalmente se decidiu pelo “halo”, uma estrutura em forma de wishbone montada acima e em torno da cabeça do piloto e ancorada no monocoque, à frente do cockpit. Dezessete acidentes foram examinados como estudos de caso, e a FIA concluiu que o halo teria evitado ferimentos em quinze deles. Nos outros dois casos – mais notavelmente o acidente fatal de Jules Bianchi – a FIA concluiu que, embora o halo não tivesse evitado lesões no piloto, não teria contribuído ou complicado o resultado dos acidentes. Após as críticas a estética do dispositivo, a FIA revelou planos para permitir às equipes alguma liberdade de design na versão final do halo, autorizando a anexação de uma asa fina no topo do halo para controlar o fluxo de ar na parte superior do carro e na caixa de ar para auxiliar no resfriamento do motor. O peso mínimo do chassi foi aumentado para 734 kg, a fim de acomodar o peso adicional do halo. Os testes de colisão obrigatórios que cada chassi deve passar foram ajustados para incluir um novo teste de carga estática. Para simular um acidente grave, um pneu foi montado em um aríete hidráulico e disparado na estrutura acidentada; para passar no teste, o chassi e os pontos de montagem do halo tinham que permanecer intactos. Para evitar que as equipes explorassem o halo em busca de ganhos aerodinâmicos e potencialmente comprometessem seu propósito, a FIA proibiu as equipes de desenvolver seus próprios dispositivos e exigiu que comprassem modelos pré-fabricados de fornecedores aprovados. Os regulamentos técnicos foram atualizados no meio da temporada para permitir que as equipes montassem espelhos retrovisores no halo em vez de afixá-los na carroceria. As mudanças foram introduzidas em resposta às críticas de que o halo obstruía a visão dos espelhos; no entanto, projetos montados em halos também foram criticados por permitir às equipes explorar uma brecha e introduzir dispositivos aerodinâmicos, na forma de pequenas asas acima dos espelhos, em uma área onde o desenvolvimento aerodinâmico era proibido, sob o pretexto de melhorar a visibilidade do motorista. Os regulamentos foram novamente reescritos para proibir a prática de montar qualquer coisa além de espelhos no halo. A FIA fez várias alterações nos seus procedimentos de pista para acomodar o halo. O limite de tempo no teste de extração – o teste de um piloto saindo da célula de sobrevivência de um carro acidentado – foi estendido para permitir que os pilotos tivessem mais tempo para escapar. Os pórticos de partida em circuitos também foram reduzidos para melhorar a visibilidade das luzes de partida. A Pirelli forneceu às equipes dois novos compostos de pneus em 2018. Cada um dos compostos de 2017 tornou-se mais suave, com um novo pneu “hipermacio” tornando-se o mais macio dos nove e um novo pneu “superduro”, o mais duro. O composto hipermacio era marcado por uma faixa lateral rosa, enquanto o superduro era laranja. O composto duro, que anteriormente usava marcas de laranja, foi alterado para azul gelo. O composto do hipermacio fez sua estreia no Grande Prêmio de Mônaco. As regras que ditam quais pneus estão disponíveis foram relaxadas para permitir que a Pirelli fornecesse uma gama maior de compostos. Anteriormente, a fábrica tinha que fornecer compostos sequenciais; ultramacio, supermacio e macio. A Pirelli conseguiu fornecer compostos com até dois passos de diferença entre eles, ultramacio, supermacio e duro. Ela também foi obrigada a fabricar um composto adicional para pneus que não se destinavam a à competição. Esse pneu deveria ser fornecido às equipes para uso em eventos de demonstração, para evitar que as usassem eventos de demonstração como testes informais e ilegais. Para os GP da Espanha, França e Inglaterra, a Pirelli reduziu a profundidade do piso em 0,4 mm em todos os compostos. A medida foi adotada para combater as bolhas devido ao novo asfalto nesses circuitos, o que resultou em maior aderência e menor desgaste dos pneus. Foi uma resposta ao alto nível de bolhas experimentado pela Mercedes no Circuito de Barcelona-Catalunha nos testes de pré-temporada. O campeonato começou em Melbourne, com o Grande Prêmio da Austrália. A corrida terminou com uma vitória da Ferrari e Sebastian Vettel, que usou um período de segurança virtual – provocado pelo Haas de Romain Grosjean – para passar o Lewis Hamilton, da Mercedes, após o qual defendeu com sucesso sua posição até o final. A McLaren terminou a primeira corrida de sua parceria com a Renault, com um 5º e 9º lugares para Alonso e Vandoorne, respectivamente. Max Verstappen terminou em 6º depois de uma rodada à frente de Nico Hülkenberg. Valtteri Bottas foi 8º, tendo começado 15º, por mudança de caixa de velocidades depois de uma queda pesada na qualificação. Carlos Sainz Jr. completou as posições de pontuação em décimo. Charles Leclerc e Sergey Sirotkin fizeram suas estreias. Leclerc terminou em 13º e Sirotkin abandonou por falha no freio. Vettel conquistou a pole na rodada seguinte, no Bahrein, resistindo a uma carga final de Bottas para vencer por sete décimos de segundo. Hamilton terminou em terceiro, apesar de uma penalidade de 5 posições no grid, por troca de caixa de marchas, e de um contato com Verstappen na segunda volta. Na China, a série de Vettel foi quebrada, com a estratégia de 2 paradas de Ricciardo ajudando o australiano a chegar à sua 6ª vitória na carreira, à frente de Bottas e Räikkönen. Ricciardo apostou em um novo conjunto de macios, na 20 volta, na entrada safety car, enquanto os líderes se mantinham seus de jogos usados, e passou por Ferraris e Mercedes até a liderança. Hamilton conquistou sua primeira vitória do ano no Azerbaijão e, com isso, a assumiu a liderança do campeonato de pilotos. Räikkönen terminou em segundo, enquanto Sergio Pérez foi o terceiro. A 10 voltas do final, Bottas liderava (mas ainda precisava fazer um pit stop), seguido por Vettel e Hamilton. Quando os Red Bulls bateram, e provocara, safety car, Bottas encostou nele e saiu ainda à frente, mas um furo na penúltima volta o obrigou a abandonar a corrida. Vettel, que foi o segundo atrás dele no reinício, travou os pneus frios na curva 1, caindo atrás dos três primeiros. Na Espanha, Hamilton conquistou a pole position e venceu confortavelmente, ampliando sua vantagem para 17 pontos. Bottas terminou em segundo, enquanto Verstappen terminou em terceiro, seu primeiro pódio da temporada. Ricciardo conquistou a pole e venceu em Mônaco, apesar de um problema no motor no meio da corrida. Vettel terminou em segundo e Hamilton, em 3º. Vettel reduziu a diferença para Hamilton, enquanto Ricciardo ganhou dois lugares no Campeonato de Pilotos para ficar em terceiro na classificação geral. No Canadá, Vettel ganhou a pole e a corrida, assumindo a liderança do campeonato mundial com um ponto à frente de Hamilton. Bottas terminou em 2º pela quarta vez na temporada, com Verstappen em terceiro. O resultado da corrida foi o que se registrava na volta 68 (de 70), após um erro na apresentação da bandeira quadriculada, mas isso não alterou a classificação dos Top 10. A volta mais rápida da corrida, no entanto, foi afetada. Daniel Ricciardo, da Red Bull, marcou foi o mais rápido duas vezes, nas voltas 69 e 70, mas devido ao erro da bandeira quadriculada a volta mais rápida foi para Max Verstappen, que a obteve na volta 65. Hamilton conquistou a pole position e venceu, pela terceira vez na temporada, no retorno do Grande Prêmio da França, reassumindo a liderança do campeonato com 14 pontos. Vettel terminou apenas em 5º, depois de um acidente na primeira curva com Bottas. Verstappen terminou em segundo, aproveitando a queda de Vettel-Bottas. Räikkönen terminou em terceiro, passando Ricciardo nas últimas voltas.
Na Áustria, Bottas começou a corrida na pole, seguido por Hamilton e Räikkönen. Na corrida, ambos os Mercedes sofreram problemas técnicos e nenhum também abandonou e Verstappen venceu, seguido por Räikkönen em 2º e Vettel em 3º. A Haas aproveitou ao máximo os abandonos das Mercedes e de Ricciardo e terminou em 4º, com Grosjean e 5º, com Magnussen. Vettel retomou a liderança por 1 ponto, com abandono de Hamilton. “Em casa” na Inglaterra, Hamilton conquistou a pole em uma última volta voadora, com Vettel e Räikkönen a um décimo de seu tempo. No entanto, ele caiu para o 18º na primeira volta, depois ter contato com Raikkonen e rodar. No final da corrida, o safety car entrou duas vezes na pista, uma para acidente envolvendo Ericsson e o outra após o contato entre Grosjean e Sainz. Vettel passou Bottas, depois de 5 voltas, para obter a sua quarta vitória da temporada e ampliar a liderança no campeonato. Hamilton fez corrida de recuperação e ficou em 2º, à frente de Räikkönen. Na Alemanha, Vettel conquistou sua 5ª pole da temporada e liderou a corrida até a volta 52, quando cometeu um erro na curva 13 e bateu no muro, após um chuvisqueiro, sendo obrigado a abandonar. Hamilton assumiu a liderança da corrida depois de ter começado em 14º, tendo feito um pit stop a menos. Após o recomeço do safety car, com Räikkönen completando o pódio da Ferrari. Na Hungria, Hamilton largou da pole e venceu a corrida, com Vettel e Räikkönen completando o pódio. A temporada foi retomada na Bélgica, após o período de férias. Hamilton largou da pole, mas, na primeira volta perdeu a liderança para Vettel. O alemão venceu, com Hamilton em segundo e Verstappen completando o pódio. Na primeira curva, Nico Hülkenberg bateu em Alonso, que voou sobre Leclerc, que só saiu ileso graças ao halo. Räikkönen e Ricciardo se chocaram e ambos deixaram a pista. A Sahara Force India não pode participar da corrida por ter entrado administração, mas a Racing Point Force India, que a sucedeu, foi aceita a tempo de entrar no grid, e, com os mesmos pilotos, foi 3ª e 4ªº no grid e 5ª e 6ª na corrida. Na Itália, Räikkönen conquistou a pole position mais rápida da história da F1, à frente do companheiro de equipe Vettel. Um incidente na primeira volta entre Hamilton e Vettel, deixou o último em dificuldades e rebaixado para o quarto lugar. Numa disputa dramática, Hamilton ultrapassou Räikkönen na volta 45, ganhando a sua 6ª corrida da temporada, com o rival em segundo e Bottas em terceiro, depois de uma colisão com Verstappen. Sergey Sirotkin marcou seu primeiro e único ponto na temporada ao terminar em 10º após a desclassificação de Romain Grosjean. Assim, todos os pilotos que entraram no campeonato conseguiram marcar ponto, o que aconteceu pela primeira vez na história da categoria. Em Cingapura, uma pista onde Mercedes tradicionalmente tinha dificuldades, Hamilton conquistou a pole position com uma volta que descreveu como “mágica” e uma das melhores voltas que já tinha feito. O inglês venceu a corrida com Vettel em terceiro, atrás de Verstappen. Kevin Magnussen e a Haas tiveram a primeira volta mais rápida. Na Rússia, Bottas largou da pole e foi o líder virtual na primeira metade da corrida, mas obedeceu às ordens da equipe e, na volta 26, deu passagem a permitiu Hamilton, que venceu, seguido por ele e Vettel. No Japão, Hamilton conquistou a pole e a converteu em vitória depois de liderar de ponta a ponta, seguido por Bottas em segundo e Max Verstappen em terceiro. Foi a 80ª pole position de Hamilton e o 30º pódio de Bottas. No Grande Prêmio dos Estados Unidos, Hamilton poderia ganhar o campeonato mundial se superasse Vettel por 8 pontos ou mais. Hamilton foi pole, com Räikkönen, começando em atrás dele, pois Vettel, que se classificou em 2º, teve que começar em 5º, depois de ser punido por não reduzir a marcha o suficiente durante um período de alerta vermelho no primeiro treino. A corrida foi vencida por Räikkönen, na sua primeira vitória em 114 GPs, um novo recorde. Verstappen terminou em segundo e Hamilton em terceiro, com Vettel em quarto. Hamilton apenas superou Vettel por três pontos, o que não foi suficiente para garantir o título. No México, Vettel precisava vencer e Hamilton ser 8º ou menos, para que o campeonato continuasse em disputa. Daniel Ricciardo, da Red Bull, obteve a pole position, mas acabou abandonando, com uma falha no motor, a oitava falha durante a temporada. Seu companheiro de equipe, Max Verstappen, ganhou com 17s3 de vantagem sobre Vettel, segundo colocado. Hamilton terminou em 4º lugar, agora, sim o bastante para garantir seu 5º campeonato de pilotos. No Brasil, a penúltima corrida da temporada, a Ferrari precisava superar a Mercedes em pelo menos 13 pontos para continuar na disputa pelo Campeonato de Construtores. Hamilton largou da pole, mas perdeu a liderança para Max Verstappen na 40ª volta. O jovem holandês estava prestes a vencer a corrida, mas rodou na volta 44, ao ser tocado por Esteban Ocon que tentava evitar tomar uma volta de diferença. A rodada de Verstappen permitiu que Hamilton retomasse a liderança e vencesse a corrida. Räikkönen terminou em 3º, e Vettel em 6º depois de um problema de sensor e uma falha na estratégia de pneus terem comprometido a sua corrida. Isso, combinado com a vitória de Hamilton e o 5º lugar de Bottas, permitiu à Mercedes conquistar o seu quinto consecutivo no Campeonato de Construtores. Em Abu Dhabi, a última corrida da temporada, o safety car entrou logo na primeira volta, quando o carro de Nico Hülkenberg, da Renault, foi contra a barreira, na curva 9, após colidir acidentalmente com Grosjean. Em sua última corrida pela Ferrari, Raikkonen abandonou na 7ª volta, por falha do motor, acionando o safety car virtual. No final, Hamilton venceu com Vettel em 2º e os dois Red Bulls em 3º e 4º. Depois da corrida, Hamilton e Vettel escoltaram Fernando Alonso, que estava se aposentando, até diante do pódio, onde os três pilotos executaram “zerinhos”” sincronizados.