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As fases da F1

Evolution of the F1 Car from Ruf Blacklock on Vimeo.

Nos seus 60 anos de história, o campeonato da Fórmula 1 passou por várias fases, conforme as características de cada uma delas. Um histórico da Wikipédia aponta cada uma dessas etapas:

1_2_1I31950-1958 – A voltas às pistas – O primeiro período do campeonato é marcado pela volta das corridas, interrompidas durante a Segunda Guerra Mundial. Esse período foi dominado por equipes e carros de fábricas _ Alfa Romeo, Ferrari, Mercedes-Benz e Maserati _ que haviam participado de competições antes da guerra. Nas primeiras temporadas foram usados carros de antes da guerra. Eles tinham motor dianteiro, pneus estreitos, com motor de 1,5 cc com condensador ou 4,5 cc aspirado naturalmente. Em 1952 e 1953, foi usado o regulamento da Fórmula 2, mais apropriado aos carros pequenos e menos potentes, que eram a maioria entre os disponíveis para disputar a Fórmula 1. A partir de 1954, os motores foram limitados a 2,5 cc e o campeonato para construtoras só foi introduzido em 1958.

1_4_10C1959-1980 – A época dos “garagistas” – A aerodinâmica foi ganhando importância lentamente no desenho dos carros a partir do surgimento dos aerofólios, no final dos anos 1960. No final dos anos 1970, a Lótus introduziu o efeito solo, que criava enorme downforce e aumentava consideravelmente a velocidade nas curvas. Tão grande era a pressão da força aerodinâmica dos carros sobre a pista (mais de 5 vezes o peso do carro) que eram necessárias molas extremamente duras para manter uma altura constante, deixando a suspensão virtualmente sólida, e o piloto dependia inteiramente dos pneus para enfrentar as irregularidades da pista. Essa é chamada “fase dos garagistas”, certamente querendo se referir ao pessoal que desenvolvia os carros não nas fábricas, mas nas garagens das equipes.

1_5625BI1981-2000 – O grande negócio – A partir dos anos 1980, a Fórmula 1 começou a tomar forma de grande negócio que é hoje. Bernie Ecclestone, que desde o início dos anos 1970, reorganizou o gerenciamento dos direitos comerciais da Fórmula 1 foi o responsável pela transformação do esporte num negócio de bilhões de dólares. Quando ele comprou a Brabham, em 1971, ganhou um lugar na Associação dos Construtores da Fórmula 1 e, em 1978, tornou-se seu presidente. Os donos dos circuitos controlavam os ganhos das equipes e negociavam com cada um delas individualmente até que Ecclestone persuadiu as equipes e negociar em conjunto, por intermédio da FOCA. Ele oferecia a Fórmula 1 aos proprietários de circuitos como um pacote, que eles deveriam pegar ou largar. Para conter o poder de Ecclestone, em 1978, o jornalista francês Jean Marie Ballestre fundou a Federacion Internationale du Sport Automobile –FISA (Federação Internacional de Automobilismo Esportivo) e durante quase dez anos as duas entidades, FISA e FOCA, travaram uma verdadeira guerra pela exploração da Fórmula 1. A contenda só terminou em 1981, quando, com a intermediação de Enzo Ferrari, as duas entidades assinaram o chamado Acordo de Concórdia, pelo qual a FOCA ficou com os direitos comerciais (inclusive da televisão) e a FISA com a responsabilidade pelos regulamentos técnicos e esportivos da Fórmula 1.


2000-2007 – A volta das fábricas – Nesse período, as regras foram alteradas frequentemente, com a intenção de melhorar as corridas, reduzir custos e evitar manipulação de resultados. As alterações incluíam o formato da etapa de classificação. O sistema de pontuação, o regulamento técnico e regras especificam sobre motores e pneus. Depois de um longo período, iniciado em 1983, em que a Fórmula 1 foi dominada por equipes especializadas em corridas, como a Williams, McLaren e  Benetton, usando motores fornecidos pelas grandes fábricas, como Mercedes-Benz, Honda, Renault e Ford, a partir de 2000 a Fórmula 1 voltou a ser dominada pelas fábricas. Começou com a criação, pela Ford, da malograda equipe Jaguar. O predomínio dos fabricantes se firmou a partir de 2006, com a volta da Renault, a presença da BMW, Toyota, Honda e da Ferrari. Mesmo a McLaren, que não é uma equipe de fábrica, passou a ter uma participação importante da Mercedes Benz.

2008-2011 – A saída das fábricas – A partir de 2008 as equipes privadas passaram a ser maioria na F1, com a saída de equipes de tradicionais fábricas de automóveis. A primeira a deixar a categoria foi a Honda, que oficializou sua desistência em dezembro de 2008, com promessa de  voltar em 2015, como fornecedora de motores à McLaren, como de fato aconteceu. A Toyota tomou o mesmo rumo em dezembro de 2009. A Renault foi deixando aos poucos a F1, com a venda, em dezembro de 2010, de suas ações ao grupo Lotus,eu recomprou em 2016, voltando com equipe própria.

O campeonato de 2008 teve equilíbrio entre as grandes equipes, como Ferrari e McLaren, mas também melhora na performance de equipes consideradas menores, como a Toro Rosso e Toyota. O campeonato teve uma final emocionante, no GP do Brasil, onde Felipe Massa foi o vencedor e já era considerado campeão até Lewis Hamilton conseguir o 5º lugar que precisava, para garantir o título com um ponto de vantagem. A temporada ficou marcada pela manobra ilegal da Renault, que envolveu Nelsinho Piquet e provocou o banimento de Flávio Briatore, chefe da equipe. Nesse ano, Rubens Barrichello quebrou o recorde de GPs disputados. A temporada de 2009 teve a surpresa do surgimento da equipe de Ross Brawn, com o espólio da Honda. Tendo como pilotos Jenson Button e Rubens Barrichello e com motores da Mercedes-Benz, a nova escuderia conquistou não só o título dos pilotos como também dos construtores. Além da Brawn GP, destacaram-se no campeonato a Red Bull e a Force Índia, equipada também com motor Mercedes. No GP da Bélgica, Giancarlo Fisichella conquistou a primeira pole, o primeiro pódio e os primeiros pontos da Force India. Na Hungria, Felipe Massa sofreu um grave acidente, que o tirou do campeonato, ao ser atingido por mola que escapou do carro de Rubens Barrichello. Em 2010, surgiram três novas equipes: a Hispania Racing Team, Virgin e Lotus. Dois anos depois, a Hispania deixaria a F1; a Virgin se tornaria a Marussia e a Lotus assumiria o nome de Caterham F1 Team. Uma novidade do campeonato foi a volta de Michael Schumacher, correndo pela Mercedes, sem repetir seus sucessos anteriores. A Williams trocou os motores da Toyota pelos Cosworth e depois viria a trocá-los pelos Mercedes. Sebastian Vettel conquistou o título na última corrida, em Abu Dhabi. O campeonato de 2011 foi marcado pelo domínio de Sebastian Vettel; a volta do KERS, a implantação da asa traseira móvel; a proibição do duto frontal e a liberação do jogo de equipe, que tinha sido proibido no ano anterior, quando Felipe Massa entregou uma corrida a Fernando Alonso. A partir desse ano, os grandes protagonistas das corridas passaram a ser os pneus, exigindo mais trocas, mais paradas nos boxes e propiciando mais ultrapassagens, mas também grandes problemas, devido à degradação.