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Tyrrell

Fundação: 1960

Fórmula 1: 1970

Títulos do Campeonato dos Construtores: 1 – (1971)

Pilotos campeões do mundo: 1 (Jack Stewart – 1971/1973)

Corridas: 369

1º GP: 1970 – GP do Canadá

Vitórias: 23 ( a última em 1983, no GP dos Estados Unidos/Leste)

1ª vitória: 1971 – GP da Espanha – Jack Stewart

Poles: 14 (a última em 1976, no GP da Suécia)

1ª pole: 1970 – Jack Stewart – GP do Canadá

História

O dono da equipe, Ken Tyrrell, foi mais um ex piloto que não ganhava corridas e que resolveu montar uma equipe. De 1950 até 58, Tyrrell apostava em seu talento ao volante, mas decidiu parar com a brincadeira e ganhar dinheiro.

Em 1960, Ken foi o primeiro dono de equipe a dar uma chance em 4 rodas ao campeão de motociclismo John Surtees. Na época em que Ken administrou com sucesso a equipe Cooper de F1, quando seu proprietário, John Cooper, convalescia de uma acidente de carro. O olho de Ken para novos talentos, ficou famoso porém, por causa do escocês Jackie Stewart.

Ken estava procurando um piloto para seu time de F3, quando deu um teste a Jackie no circuito de Goodwood. O escocês foi mais rápido que todos e Ken lhe ofereceu um contrato imediatamente. Stewart guiou para Ken nas provas de F2 enquanto que na F1 já fazia provas pela BRM.

A parceria de Ken com Stewart só começou em 68, quando Ken conseguiu comprar o chassis francês Matra e os motores Cossworth. A dupla disputou o título até a última prova, perdendo no final para Graham Hill e sua Lotus 49.

Em 1969, a combinação Ken/Matra/Cosworth/Stewart foi perfeita. Venceu seis corridas e o campeonato.

Para a temporada seguinte a Matra decidiu construir um carro para seus próprios motores V12, que tanto Tyrrell quanto Stewart se recusaram a usar.

 

Como o carro de 69 não se adequara às novas regras da F1 para 1970, eles compraram um chassis da fábrica March, que iniciava suas atividades.

Enquanto competia com os March no início da temporada, Ken contratou Derek Gardner para projetar um novo carro, ainda para 1970. O Tyrrell 001 estreou no final da temporada e chegou a liderar as duas corridas finais, antes de abandoná-las.

Em 1971, a Tyrrell dominou o campeonato. Com seis vitórias Jackie chegou ao seu segundo título, enquanto que o segundo piloto da equipe, o francês François Cevert se mostrava uma grande promessa.

Em 1972, um carro ruim no começo do ano e um melhor no final não foram páreo para a Lotus 72 de Emerson Fittipaldi. Mas na temporada seguinte, aproveitando-se da disputa entre Emerson e o sueco Ronnie Peterson, na Lotus, e valendo- se da sua habilidade Jackie Stewart vence seu terceiro campeonato. Jackie já havia manifestado a intenção de abandonar as pistas no seu centésimo GP, que seria disputado em Watkins Glen, nos Estados Unidos, naquele ano de 73. Mas acabou antecipando a sua decisão. Nos treinos, o francês François Cevert morreu num trágico acidente e Stewart nem chegou a disputar a prova.

Em 74, a Tyrrell recrutou os novatos Jody Scheckter, sul africano, e o francês Patrick Depailler. Com o bom Tyrrell 007 Scheckter disputou o título daquele ano, perdendo no final para Emerson da McLaren.

A equipe, porém estava se dedicando ao projeto 34, ou o carro de seis rodas. A teoria era de que com seis rodas menores haveria menos turbulência e mais aderência na parte dianteira do carro. Os testes iniciais foram bons e em 1976 no GP da suécia em Anderstorp Schecketer e Depailler fizeram dobradinha da equipe.

Para a temporada de 77, Ronnie Peterson foi contratado no lugar de Jody Scheckter mas os carros já não eram competitivos.

Em 78,depois de nada menos oito segundos lugares, Patrick Depailler, finalmente, venceu uma prova.

Nos tempos dos carros asa, a Tyrrell só produziu cópias dos Lotus e Williams, vencedores, e só voltou a vencer quando Michele Alboreto, venceu o GP de Las Vegas em 1982.

Através dos anos 80, a única luz depois da vitória de Alboreto, foram as temporadas de 89 e 90 quando o francês Jean Alesi pilotou o Tyrrell 18 e 19, projetados por Harvey Postleth Waite.

Depois disso, a Tyrrel só voltou a ter destaque na temporada de 94, quando os motores Yamaha, com melhor performance, e o japonês Ukiyo Katayama ao volante, conseguiram colocar a equipe em sexto lugar entre os construtores ao lado da Ligier.