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Sauber

Organização

Nome oficial

Sauber Motorsport AG

Wildbachstrasse 9
CH-8340 Hinwil
Suiça
Phone: +41 44 937 90 00
info@sauber-motorsport.com

Direção

Fundador Peter Sauber
Presidente Pascal Picci
Diretor de Marketing Alex Sauber
Diretor técnico Jorg Zander

Mark Smith

Chefe de equipe Frederuc Vasseur
Diretor de operações Axel Kruse
Desenhista-chefe Eric Ganelin
Chefe de aerodinâmica Willen Toet
Engenheiro-chefe de pista Tom McCullough
Engenheiros Francesco Nenci e Marco Shupbach
Mecânico-chefe Reto Comenzini
Engenheira de estratégia Ruth Buscombe
Gerente Beat Zehnder

Desempenho

Estreia

GP da África do Sul – 14/03/1993

Corridas

346

Títulos

0

Vitórias

1 (Robert Kubica – GP do Canadá 2008)

Pódios

10

Poles

0

Voltas + rápidas

3

Pontos

465

Campeonato 2017

10ª – 5

História

Sauber_equipes_01A Sauber, equipe suíça, que está na Fórmula 1 desde 1993, já esteve ligada à Mercedes e à Ford e, entre 2006 e 2010, disputou o campeonato em associação coma BMW AG, da Alemanha, sob o nome de MBW Sauber F1. O seu fundador, Peter Sauber, nasceu em Zurique, na Suíça, em 1953. Sua primeira experiência em corridas foi com um fusca. Em 1970, construiria seus próprios carros e em 1978 chegou em segundo lugar nas 24 Horas de Le Mans, na classe para carros de motor até dois litros, em parceria com o também suíço Marc Surer. Apesar do sucesso de seus carros na classe 2, a Sauber só ficou mesmo conhecida quando passou a construir carros para o Grupo C de protótipos.

Os carros da Sauber eram primeiramente equipados com os motores Mader. Mas quando atingiram a condição de melhores da categoria, Peter Sauber conseguiu atrair o apoio e investimento da gigante alemã Mercedes, fora das pistas desde os anos 50. Apoio técnico e financeiro foram fundamentais para o crescimento da fábrica, instalada em Hinwill, próximo a Zurique. Talento e investimento resultaram no título do Mundial de Protótipos para a Sauber-Mercedes, em 1989, quando a equipe também venceu as 24 Horas de Le Mans.

A Fórmula 1 seria o estágio seguinte que a Sauber naturalmente seguiria. A Mercedes anunciou, em 1991, que não voltaria à categoria nem faria um motor para a equipe, mas manteria o apoio técnico e financeiro. O projetista Harvey Postlethwaite já havia deixado a Tyrrell para projetar o Sauber C12, mas ao saber que a Mercedes não seguiria para a F-1, também caiu fora.

O trabalho foi deixado para Leo Ress, projetista de protótipos, e para Steve Nicols, ex-McLaren e Ferrari. Quando o carro estreou, em 1993, tinha uma aerodinâmica bem desenvolvida graças ao trabalho feito anteriormente no túnel de vento da Mercedes, em Stuttgart. A parte eletrônica, porém, era o ponto fraco naqueles dias em que a suspensão ativa, o controle de tração e cambio semiautomático ditavam o desempenho dos carros.

Os pilotos da equipe eram o finlandês J.J. Lehto, recomendado de Nichols, e o austríaco Karl Wendlinger, que havia trabalhado na equipe nos tempos do Mercedes Junior Team, em 1989, ao lado de Michael Schumacher e Heinz-Harald Frentzen.

A estréia da equipe foi impressionante. No GP da África do Sul, em Kyalami, J.J. Letho largou em sexto e terminou a prova em quinto lugar. Foi a primeira vez que uma equipe estreante marcou ponto desde a vitória de Jody Scheckter, e seu Wolf, no GP da Argentina, em 1977.

Ao longo do ano, porém, a Sauber não conseguiu manter esse desempenho _reflexo de longos meses de testes enquanto as outras equipes, com equipamentos novos, não tinham bom desenvolvimento. Os pilotos da equipe tiveram vários desentendimentos e chegaram a bater no GP de Mônaco. Letho foi apontado como culpado e deixou a equipe no final da temporada, depois de conquistar um quarto lugar em Imola, no GP de San Marino. Wendlinger também conseguiu um quarto lugar em Monza, no GP da Itália. Em seu ano de estréia a Sauber foi a sexta colocada do Campeonato.

Para 1994, Frentzen foi contratado para o lugar de Letho. Logo na estréia o alemão largou em quinto lugar no GP do Brasil, em Interlagos, e terminou em quinto no GP do Pacífico, em Aida.

O que parecia ser um bom ano acabou quando Wendlinger se acidentou nos treinos do GP de Mônaco, ficando em coma, entre a vida e a morte, durante muito tempo.

Os patrocinadores também apresentaram problemas. A Mercedes anunciou sua associação com a McLaren, terminando sua parceria com a Sauber. Os resultados de 1993 se repetiram dando outros 12 pontos à Sauber, mas a classificação caiu para um oitavo lugar.

Para 1995, a Sauber, com sua organização, conseguiu atrair o apoio da Ford e recebeu com exclusividade os motores Zetec. Mais uma vez o destaque foi o alemão Heinz-Harald Frentzen, que conseguiu elevar o nível de competitividade da equipe em relação ao ano anterior.

Apesar de vários convites, Frentzen fica mais uma temporada na equipe e, com ela, pode projetar-se ainda mais na categoria.

Heinz Harald Frentzen (ALE) e Johnny Herbert (ING) foram os pilotos da Sauber-Ford em 1996. Os dois levaram a equipe ao sétimo lugar no mundial de construtores com onze pontos. Na temporada seguinte quatro pilotos se revezaram no cockpit da Sauber Petronas: Johnny Herbert (ING), Nicola Larini (ITA), Gianni Morbidelli (ITA) e Norberto Fontana (ARG). Herbert e Larini marcaram dezesseis pontos e confirmaram a evolução da equipe.

Em 1998, Johnny Herbert ganhou a companhia do francês Jean Alesi. A Sauber fechou a temporada em sexto lugar, com 10 pontos. No Mundial de 1999, a Sauber Petronas com motor Ferrari, manteve Jean Alesi, e levou o piloto brasileiro João Paulo Diniz. A equipe somou apenas quatro pontos, um resultado decepcionante.

Para a temporada 2000, a expectativa era de um bom desempenho do novo modelo C-19. O motor Ferrari, versão 99, já tinha dado provas de muita resistência e João Paulo Diniz e Mika Salo (FIN) tinham chances de dar à Sauber a sua melhor colocação na Fórmula 1. Mas Salo logo decidiu deixar a equipe, para integrar-se ao projeto da Toyota e Diniz teve uma temporada inexpressiva. A má fase da equipe ficou patente no GP do Brasil, em Interlagos, quando a Sauber não pode correr por problemas nos carros.

Os resultados decepcionantes em 2000 levaram a Sauber a mudanças radicais. Com o patrocínio do Banco Credit Suisse, Peter Sauber substituiu o diretor técnico Leo Rass por Willi Rampf e se arriscou com dois pilotos novatos na temporada de 2001: Nick Heidfeld e Kimi Raikkonen.

Para sorte da equipe, os dois proporcionaram à equipe ao seu melhor resultado na F1, terminando o campeonato em 4º lugar, com 21 pontos, depois de um pódio de Heidfeld, no Brasil. No fim da temporada, Raikkonen foi para a McLaren e a Sauber contratou outro novato, o brasileiro Felipe Massa. Com ele, a Sauber manteve-se competitiva e terminou em 5º, com 11 pontos, mas no fim do ano preferiu levar de volta Frentzen, dispensando o jovem brasileiro.

Em 2003, os resultados não foram melhores. A Sauber ficou em sexto lugar, com 19 pontos, 10 deles conquistados numa só corrida, o GP dos Estados Unidos, quando Frentzen foi terceiro e Heidfeld o quinto colocado.

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Peter Sauber

Em 2005, a Sauber AG foi vendida à BMW, que até então tinha sido apenas fornecedora de motores, à Brabham e à Arrows, de 1982 a 1987, e à Williams, de 2000 até o final de 2005. Foi com um motor BMW que Nelson Piquet ganhou o seu primeiro título mundial, pela Brabham, em 1983. A compra da equipe de Peter Sauber foi feita em junho; o nome da nova equipe e o do primeiro patrocinador, a Petronas, foram anunciados em novembro, e da outra parceira, a Intel, em dezembro.

A Bayerische Motoren Werke AG (Fábrica de Motores da Baviera), com sede em Munique, na Alemanha, foi fundada em 1913, por Karl Friedrich Rapp, para a produção de motores de avião, como sucessora da Rapp Motornwerke. Depois da I Guerra Mundial, forçada pelo Tratado de Armistício de Versal lhes, teve de interromper essa atividade; a partir de 1920 passou a produzir motocicletas e, em 1928, começou a fabricar um pequeno carro denominado Dixi3/15 Nos anos 1930, com o rearmamento alemão, voltou a fabricar motores de avião para a força aérea alemã.

Em 1945, depois da Segunda Guerra Mundial, a BMW passou a consertar automóveis do exército norte-americano, em Allach, um distrito de Munique, mas ainda no mês de outubro desse ano, por ordem dos militares dos Estados Unidos, as fábricas foram desmontadas e, em 1952, a empresa foi nacionalizada. Em 1959, a maioria das ações da BMW foram compradas pelo financista Herbert Quandt, que iniciou a reorganização da companhia.

Em 1990, a BMW voltou à fabricação de motores de avião, em associação com a Rolls Royce e, em 1998, comprou da Volkswagen os direitos do nome e do logo da Rolls Royce.

Em 1994, a BMW assumiu o controle do grupo inglês Rover, mas em 2000, devido a grandes prejuízos, teve de se desfazer dele. As marcas MG e Rover foram vendidas ao Consórcio Phoenix para formar a MG Rover, enquanto a Land Rover foi adquirida pela Ford A BMW reteve a marca MINI, lançada em 2001.

Em 2008, a BMW continuava sob controle da família Quandt (Stefan, Johanna e Suzanne Klatten), que detinha 46% das ações do grupo, avaliado em 56 bilhões de euros, e que  tinha como subsidiarias a MINI e a Rolls Royce. Sob a presidência de Norbert Reithofer, 107.079 empregados produzem automóveis, motocicletas e bicicletas. A logomarca da BMW, criada em 1920, combina as cores azul e branca da bandeira da Baviera e lembra o propulsor dos aviões da época.

Com a dupla de pilotos formada por Jacques Villeneuve, que já era da Sauber, e Nick Heidfeld, transferido da Williams, a BMW Sauber fez sua estréia na Fórmula 1 no dia 12 de março de 2006, no GP de Bahrein, com o F1.06. Na segunda corrida, na Malásia, a equipe conseguiu seus dois primeiros pontos, com o sétimo lugar de Jacques Villeneuve. No Grande Prêmio seguinte, na Austrália, a 2 de abril, os dois marcaram pontos, com Heidfeld chegando em quarto e Villeneuve, em sexto lugar. No dia 6 de agosto, em Budapeste, na estréia de Robert Kubica, que era o piloto de testes da equipe e assumiu o lugar de Villeneuve, Heidfeld conquistou o primeiro pódio da BMW Sauber. Na Itália, coube a Kubica conseguir mais um pódio e, com mais três pontos conquistados nas últimas três corridas, a BMW Sauber terminou o campeonato em 5° lugar, com 36 pontos.

Em 2007, no GP do Canadá, a 10 de junho, Heidfeld conseguiu o segundo lugar, mas um grave acidente obrigou a substituição de Robert Kubica por Sebastien Vettel. Afora cinco abandonos e duas outras corridas em que não marcou, a BMW Sauber esteve sempre na zona de pontuação e, graças aos pontos obtidos por Heidfeld (5° na classificação final, com 61 pontos) e à punição aplicada à McLaren, acusada de roubar segredos técnicos da Ferrari, terminou a temporada como vice-campeã entre os construtores, com 101 pontos, contra 204 da escuderia italiana. Robert Kubica foi 6° entre os pilotos, com 39 pontos, e Sebastien Vettel, com 19 anos, tornou-se o piloto mais jovem a pontuar num GP, com o 8° lugar nos Estados Unidos, e o 4° na China, totalizando 6 pontos.

Em 2008, a BMW Sauber teve a melhor temporada não só da associação, mas de toda a história da equipe suíça. Durante todo o campeonato, só deixou e completar duas corridas (Kubica, na Austrália e Inglaterra) e em apenas três vezes esteve fora da zona de pontuação (Kubica, 11°, em Singapura; Heidfeld, 14°, em Mônaco, e 13°, na França). E, pela primeira vez, ganhou um Grande Prêmio, em dobradinha, com Kubica chegando em 1° e Heidfeld, em 2°, no Canadá. Além disso, Kubica foi mais seis vezes ao pódio, com três 2°s lugares (Malásia, Mônaco e Japão) e três 3°s (Bahrein, Valência e Itália). Heidfeld foi ao pódio mais duas vezes, com o segundo lugar na Austrália e Inglaterra. Kubica fez 75 pontos e foi o 4º na classificação final; Heidfeld somou 60 pontos e ficou 6° lugar. Com 135 pontos, a BMW foi a 3ª colocada entre os construtores.

Sauber_equipes_07Pelo desempenho do ano anterior, e o desenvolvimento do KERS, nos treinos prévios, a BMW Sauber, antes de começar a temporada, era uma das favoritas para o campeonato de 2009. O desempenho de Kubica no primeiro GP, correndo em segundo, até bater em Sebastian Vettel, que corria pela Red Bull, reforçou essa ideia. Logo, porém, as expectativas se frustraram. Depois de um 2° lugar, na Malásia, um 7°, na Espanha, e um 10°, na Alemanha, de Nick Heidfeld, e um 7° de Kubica, na Turquia, a equipe não esteve na zona de pontuação nas primeiras 10 corridas. Até a metade do calendário, Heidfeld tinha feito 6 pontos e Kubica, apenas 2. Esse mau desempenho levou a BMW a reforçar o anúncio feito em agosto do ano anterior de deixar a parceria no final do campeonato e, por coincidência, a partir dai os resultados começaram a melhorar, embora não o suficiente para chegar a uma boa classificação final. Heidfeld foi 5° na Bélgica; 7°, na Itália; 6°, no Japão, e 5°, em Abu Dhabi, totalizando 19 pontos e ficando em 13°. Kubica foi 8°, no GP da Europa, em Valência; 4°, na Bélgica; 8°, em Singapura; 9°, no Japão; 2°, no Brasil, e 10°, em Abu Dhabi, terminando em 14° lugar, com 17 pontos. Com a soma de 36 pontos, a BMW Sauber acabou no 6° lugar entre os construtores.

Com a saída da BMW, o destino da equipe tornou-se imprevisível e, mesmo depois de Peter Sauber ter conseguido recomprá-la, sua participação no campeonato de 2010 correu risco, por já ter se esgotado o prazo para a inscrição e sua vaga ter sido ocupada pela Lotus. Isso só foi possível graças à retirada da Toyota, mas devido ao Pacto da Concórdia, Peter Sauber teve de manter o nome BMW Sauber até o final da nova temporada, embora já não tivesse nenhum componente da fábrica alemã.

Além do novo carro, o C29, equipado com motor Ferrari, a Sauber começou a temporada de 2010 com dois novos pilotos, o japonês Kamui Kobayashi e o espanhol Pedro de la Rosa, substituído, nas últimas cinco corridas por Nick Heidfeld.

O início do campeonato foi desastroso. Das cinco primeiras corridas, Kobayashi só conseguiu completar uma, chegando em 12° lugar. De la Rosa também só chegou ao final no segundo GP, igualmente em 12°. Porém, das 14 provas restantes, Kobayashi completou 10, oito delas na zona de pontuação, tendo como melhor resultado um 6° lugar, na Inglaterra. Das oito provas que ainda disputou, de la Rosa só pontuou na Bélgica, com um 7° lugar. Heidfeld, que o substituiu a partir do 14° GP, em Cingapura, chegou ao final em 4 das 5 corridas, fazendo o 8° lugar no Japão e o 9° na Coreia. Na classificação final, Kobayashi, foi 12°, com 32 pontos; de la Rosa, 17°, e Heidfeld, 18°, com 6 pontos cada um. Com o total de 44 pontos, a Sauber foi a 8ª entre os construtores.

O único momento emocionante da equipe durante toda a temporada aconteceu no GP da Europa, em Valência, no dia 26 de junho, graças a uma atuação surpreendente de Kobayashi. Ele saiu na 18ª posição do grid, não foi para os boxes quando o safety car entrou na pista por causa de um acidente com Mark Weber, da Red Bull, e, na relargada saltou para o 3° lugar, defendendo-se bem de Jenson Button, que era o 4°. Depois de fazer o pit stop, voltou em 9° lugar, ultrapassou Fernando Alonso, da Ferrari, e Sebastien Buemi, da Toro Rosso, para terminar no 7° lugar.

Em julho, a BMW Sauber passou a se chamar apenas Sauber e, em 2011, passou a contar com mais patrocinadores do que no ano anterior, levados principalmente pelo mexicano Sérgio Perez, que passou a formar a dupla com Kamui Kobayashi. Entre os novos investidores incluíam-se a Telmex, do milionário Carlos Slim, e a tequila José Cuervo.

O novo carro, o C30, foi o primeiro da Sauber desenhado pelo diretor técnico James Key, contratado em 2010. Era equipado com o motor 056, novo sistema de transmissão com caixa de câmbio e o KERS da Ferrari. Para abrir espaço para o KERS, pequenos componentes, como caixas eletrônicas, sistemas do motor e extintores de incêndio foram distribuídos em torno do cockpit e laterais. O radiador foi colocado mais verticalmente. O nariz, mais curvado e fino, e a parte dianteira eram bastante elevados, para facilitar o fluxo de ar entre as pernas do piloto. A asa dianteira foi montada sobre braços triangulares em direção do solo. As entradas de ar tinham uma pequena área transversal e eram colocadas de forma a ajudar a gerar fluxo de ar ideal para o difusor e a asa traseira. A tampa do motor era inclinada para baixo, com saída de ar vertical mais alta no final. A parte traseira era mais estreita do que no C29, para melhorar a eficiência aerodinâmica. O piloto podia ajustar a asa traseira com toque no botão do volante, para ganhar velocidade nas retas, nas condições permitidas pelo regulamento. A transmissão, ligada à suspensão traseira, foi configurada para maior aproveitamento dos pneus. O carro continuava quase inteiramente branco, com área em preto nas laterais.

Na primeira corrida da nova temporada, no GP da Austrália, Perez e Kobayashi colocaram-se entre os 10 primeiros, em 9º e 10º, respectivamente, mas, devido a irregularidade na asa traseira do carro, ambos foram desclassificados.

Nas outras 11 corridas da primeira fase da temporada (que se encerrou com o GP da Bélgica), Kobayashi foi amplamente superior a Perez, terminando 7 provas na zona de pontuação. Foi 5º em Mônaco; 7º na Malásia e Canadá; 9º na Alemanha e 10º na China, Turquia e Espanha. Foi 11º na Hungria; 12º na Bélgica e 16 º em Valência e não completou o GP da Inglaterra. Nesse mesmo período, Perez não completou as corridas da Malásia e da Bélgica; foi 7º na Inglaterra. 9º na Espanha, 11º em Valência, 14º na Turquia, 15º na Hungria e 17º na China. Não se classificou em Mônaco e no Canadá foi substituído por Pedro de la Rosa, por ter-se contundido durante a última fase de classificação em Monte Carlo.

Depois do período de férias, a partir do GP da Itália, o desempenho da dupla da Sauber foi ainda mais irregular. Kobayashi só entrou na zona de pontuação nas duas últimas corridas, sendo 10º em Abu Dhabi e 9º no Brasil. Abandonou as corridas da Itália e India; foi 13º no Japão, 14º em Singapura e 15º na Coreia. Perez pontuou uma vez a mais: foi 10º em Singapura e India e 8º no Japão. Mão completou a corrida da Itália; foi 11º em Abu Dhabi, 13º no Brasil e 16º na Coreia.

No final do campeonato, Kamui Kobayashi totalizou 34 pontos e Sergio Perez, 20. Com o total de 44 pontos, a Sauber foi a 7º colocada entre as construtoras. Em 2010, com o mesmo total de pontos, tinha ocupado a 8ª colocação.

Em fevereiro de 2012, Sauber anunciou uma reorganização do seu departamento técnico. Com a saída do diretor técnico James Key, o desenho e o desenvolvimento dos carros da equipe passaram a ser de responsabilidade do departamento de aerodinâmica, desenho, performances e operações.

Para a nova temporada, a escuderia manteve a dupla de pilotos e lançou o C31, que seguiu a mesma linha do carro antecessor, o C30, com as alterações decorrentes do novo regulamento da FIA. Entre as inovações se destacavam o bico, o escapamento e a traseira. O bico era maior e mais longo do que os da maioria das outras equipes. Atrás do degrau ao final do bico havia um buraco, como no carro da Red Bull, segundo os técnicos para melhorar o fluxo de ar, evitando a turbulência provocada pelo degrau. A saída do escapamento (direcionado para a traseira) era encoberta pela tampa do motor. As laterais (sidepods) foram redesenhados, para estreitar a traseira e facilitar a colocação do escapamento e outras possíveis inovações. A suspensão dianteira continuava com o sistema push-rod, mas na traseira foi adotado o pull-rod, com novas molas e amortecedores, para compactar mais a área e facilitar o fluxo de ar. A asa dianteira também foi alinhada para receber as mudanças na suspensão dianteira e nas laterais. Para a transmissão, foi adotado modelo em carbono, fornecido pela Ferrari.

A equipe terminou o campeonato na 6ª colocação, com 126 pontos, 84 a mais do que os obtidos na temporada anterior. Desses pontos, 66 foram conquistados por Sérgio Perez, que foi o 10º, e 60 por Kamui Kobayashi, que foi o 12º, entre os pilotos. Perez subiu três vezes ao pódio, com os 2ºs lugares na Malásia e Itália, e Kobayashi, uma vez, pelo terceiro lugar no Japão.

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Monisha Kaltenborn

Na abertura da temporada, na Austrália, marcou 11 pontos, com o 6º lugar de Kobayashi e o 8º de Sérgio Perez. Na corrida seguinte, na Malásia, a equipe conseguiu o seu melhor resultado, com o 2º lugar de Sérgio Perez; Kobayashi deixou a pista a 12 voltas do final, por problemas nos freios. Na China, Kobayashi foi 4º na classificação, ma subiu para 3º no grid, com punição a Lewis Hamilton. Chegou em 10º e fez a volta mais rápida da corrida, a sua primeira na F1; Sergio Perez largou em 8º e foi 11º. No Bahrein, Perez foi 8º e Kobayashi, o 12º no grid e nenhum dos dois marcou ponto; ocuparam o 11º e o 13º lugares, respectivamente. Na Espanha, a Sauber anunciou duas grandes novidades, o patrocínio do Chelsea, clube de futebol da Inglaterra e a cessão por Peter Sauber de um terço de sua parte na equipe a Monisha Kalterborn, a primeira mulher a assumir o cargo de CEO na F1.

Na corrida em Barcelona, Kobayashi obteve o melhor resultado da sua carreira, até então, um 5º lugar; Sergio Perez parou na 37ª das 66 voltas, por quebra da transmissão. Em Mônaco, a Sauber voltou a ficar de mãos vazias, com Sérgio Perez chegando em 11º, depois de, punido pela direção da prova, ter largado da 23ª posição, e Kobayashi deixando a corrida logo na 5ª volta, devido a danos no carro resultantes de colisão ainda na primeira volta, com Romain Grosjean. No Canadá, a Sauber voltou a se dar bem, alcançando dois bons resultados: Sergio Perez foi o 3º colocado e Kobayashi, o 9º, somando mais 17 pontos na conta da equipe, que passou a ocupar a sexta posição entre os construtores. No GP da Europa, em Valência, Kobayashi chegou à Q3, largou na 7ª posição, mas, de novo, não completou a corrida, deixando a pista na volta 33, por causa de colisão, desta vez com Jean Éric-Vergne. Sergio Perez, que tinha sido o 15º no grid, salvou a face da equipe com o 9º lugar e dois pontos. A Sauber voltou a passar em branco no GP da Inglaterra. Kamui Kobayashi já largou tendo de cumprir punição por causa de acidente na corrida anterior e caiu da 12ª para a 17ª posição no grid. Depois da prova, o piloto japonês ainda viria sofrer multa de 25 mil dólares, por atropelar quatro mecânicos numa das paradas no box. Sergio Perez, que havia largado em 15º, não passou da 11ª volta, ao ser atingido por Pastor Maldonado, no final da reta Wellington.

Na Alemanha, a Sauber conseguiu o seu melhor resultado da temporada. Sergio Perez e Kamui Kobayashi, 12º e 13º, respectivamente, no grid, surpreenderam na corrida. Mesmo tendo sido rebaixado para a 17ª posição, por prejudicar Fernando Alonso e Kimi Raikkonen na Q2, Perez chegou em 6º lugar. Kobayashi, que ganhou uma posição no grid, devido à punição ao companheiro, foi o 4º colocado. Com os 20 pontos, a Sauber, sexta colocada entre as construtoras, livrou uma vantagem de 53 pontos sobre a Williams.

Na Hungria, a dupla da Sauber voltou a não marcar ponto: Perez largou e chegou em 14º, e Kobayashi parou a duas voltas do final, por problemas hidráulicos. No GP da Bélgica, parecia que a Sauber iria ter uma nova jornada de sucesso. Kamui Kobayashi, num resultado surpreendente, ocupou a 2ª posição no grid, mas na corrida vítima de carambolagem na largada, quando foi atingido por Lewis Hamilton, teve de fazer um pit stop imprevisto, chegou a estar em último e terminou em 13º. Sergio Perez envolvido na confusão da largada, perdeu a asa traseira e teve de abandonar a pista. Em Monza, foi a vez de Sérgio Perez se dar bem e obter o melhor resultado da carreira. Largou na 12ª posição e, ao contrário dos líderes, começou com pneus duros e terminou com os médios, estratégia que lhe deu 1s5 de vantagem em relação aos ponteiros e o 2º lugar na linha e chegada. Kobayashi contribuiu com mais 2 pontos para a equipe, embora tenha perdido uma posição na pista, caindo da 8ª para a 9ª posição.

Na semana seguinte ao Grande Prêmio, Peter Sauber passou a Monisha Kaltenborn a direção da equipe. Em Cingapura, Perez salvou um ponto na corrida, chegando ao 10º lugar, depois e ter sido o 15º no grid. Kobayashi, que largou em 17º, também ganhou posições, mas só conseguiu chegar ao 13º lugar. Os dois pilotos se classificaram bem em Suzuka, com Kobayashi largando da 3ª posição e Perez da 5ª, depois de serem beneficiados por punição a Jenson Button, Na corrida, porém, só Kobayashi chegou ao final, com expressivo 3º lugar, que o tornou o terceiro piloto japonês a subir ao pódio “em casa”. Perez, na 20ª volta, tentou repetir uma ultrapassagem sobre Lewis Hamilton, com já tinha feito pouco antes, mas rodou e ficou preso na brita. Na Coreia, Peres chegou em 11º e Kobayashi abandonou na 16ª volta, em decorrência de danos nos carros provocados por uma batida. Na India, Kobayashi largou em 17º e chegou em 14º; Sérgio Peres, 8º no grid, abandonou na 21ª volta por causa de danos no carro, após uma batida. Em Abu Dhabi, Peres largou em 11º e Kobayashi, em 15º e só o japonês conseguiu se recuperar na corrida, terminando em 8º; o mexicano foi o 15º.

Nos Estados Unidos, Peres foi 15º e Kobayashi, o 16º no grid e, de novo, ficaram fora da zona de pontuação, com o primeiro em 11º e o outro em 14º. No Brasil, Peres foi 12º e Kobayashi 14º no grid, tendo ambos ganhado uma posição, por punição a Pastor Maldonado. O mexicano saiu logo na largada, após colisão com Bruno Senna, e o japonês chegou a estar em 5ª, ultrapassando Sebastian Vettel na relargada da volta 29, mas só obteve o 9º lugar.

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Nico Hülkenberg

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Esteban Gutierrez

No dia 23 de novembro, véspera do GP do Brasil, a Sauber anunciou uma nova dupla de pilotos para 2013, formada pelo alemão Nico Hülkenberg e pelo mexicano Esteban Gutierrez. O novo carro, o C32, passou por algumas mudanças em relação ao antecessor e muitos o consideraram mais bonito que o C31. O degrau do bico foi mantido, embora mais suave e com o chamado painel da vaidade ligeiramente inclinado para baixo, mas canalizando o ar para longe da roda. As laterais eram mais estreitas. A traseira, mais baixa. O escapamento também foi modificado e era mais estreito do que o de outras equipes, o que permitia ao ar chegar mais facilmente ao difusor traseiro, no chamado efeito Coanda. A peça ficava na carroceria, igual na Ferrari e McLaren, ao contrario do modelo anterior, em que os gases fluíam no espaço entre o chão e as rodas traseiras, como na Red Bull. A suspensão continuava com o sistema pushrod. A gestão dos pneus não seria muito alterada. Na pintura, o cinza passou a predominar e o branco só aparecia no aerofólio dianteiro e nesgas da traseira da carroceria no logo do patrocinador.

A equipe teve um início difícil, marcando apenas 7 pontos nas primeiras 11 corridas da temporada. Na Austrália, Hulkenberg não pode participar da corrida, devido a problemas no sistema de óleo; Gutierrez foi o 13º, melhor colocação entre os novatos. Na Malásia, Hulkenberg conquistou os primeiros 4 pontos da equipe, com o 8º lugar; Gutierrez foi o 12º. Na China, Esteban Gutierrez bateu em Adrian Sutil e saiu da prova logo na 4ª volta, mas Hulkenberg marcou mais um ponto da equipe, ao chegar em 10º. No Bahrein, Hulkenberg foi 12º e Gutierrez, 18º. Na Espanha, Gutierrez, 16º na classificação, perdeu 3 posições, por bloquear Kimi Raikkonen, ainda conseguiu chegar em 11º e Hulkenberg foi 15º. Em Mônaco, Hulkenberg foi 11º e Gutierrez, 13º. No Canadá, um fiscal foi ferido, quando participava da remoção do carro de Gutierrez, e morreu no hospital. Nico Hulkenberg também não completou a prova, retirando-se na 45ª volta, em consequência de colisão. Na Inglaterra, num choque com Fernando Alonso, Gutierrez teve o pneu dianteiro esquerdo furado, quando ia para o pit stop, perdeu muito tempo e acabou em 14º. Hulkenberg voltou a pontuar, chegando em 10º.  Na Alemanha, Gutierrez segurou Mark Webber por 10 voltas, mas não passou do 14º lugar, enquanto Hulkenberg pontuou de novo, de novo com o 10º lugar. Na Hungria, Hulkenberg chegou em 11º e Gutierrez abandonou na 28ª volta, com problemas na transmissão. Na Bélgica, última prova da primeira metade do campeonato, Gutierrez envolveu-se numa batalha com Pastor Maldonado, Adrian Sutil e Paul di Resta e conseguiu passar pelos dois últimos, para chegar em 14º. Hulkenberg foi 13º.

Em 15 de julho, a Sauber anunciou ter feito acordo com o Fundo de Internacional de Investimentos Corporativos, o Fundo Estatal para Desenvolvimento do Noroeste e o Instituto Nacional de Tecnologias de Aviação, todos da Rússia, para aliviar a situação financeira da escuderia e garantir a sua participação nas próximas temporadas da F1. O acordo prevê também a promoção do GP da Rússia de 2014 e o desenvolvimento do jovem piloto russo de 17 anos Sergey Sirotkin, que compete na World Séries e que poderá vir a correr pelas Sauber.

Nas últimas 8 corridas da temporada, a Sauber teve resultados melhores, principalmente graças a Nico Hulkenberg, que nessa fase acumulou 44 pontos, somados aos 7 da primeira fase. Hulkenberg foi 5º na Itália; 9º em Cingapura; 4º na Coreia; 8º no Japão; 6º nos Estados Unidos e 8º no Brasil. Não pontuou na India, onde não completou a corrida por causa de problemas nos freios, e Abu Dhabi, quando foi 14º. Gutierrez só marcou pontos com o 7º lugar no GP do Japão. Nas demais corridas a sua melhor colocação foi o 11º lugar, na Espanha. Com o total de 57 pontos, a Sauber foi a 7ª colocada entre os construtores.

Nas últimas 8 corridas da temporada, a Sauber teve resultados melhores, principalmente graças a Nico Hulkenberg, que nessa fase acumulou 44 pontos, somados aos 7 da primeira fase. Hulkenberg foi 5º na Itália; 9º em Cingapura; 4º na Coreia; 8º no Japão; 6º nos Estados Unidos e 8º no Brasil. Não pontuou na India, onde não completou a corrida por causa de problemas nos freios, e Abu Dhabi, quando foi 14º. Gutierrez só marcou pontos com o 7º lugar no GP do Japão. Nas demais corridas a sua melhor colocação foi o 11º lugar, na Espanha. Com o total de 57 pontos, a Sauber foi a 7ª colocada entre os construtores.

Em 2014, Esteban Gutierrez continuou na equipe, o que garantiu a continuação do patrocínio da Telmex, mas Adrian Sutil substituiu Nico Hulkenberg, trasnferido para a Force India. O russo Sergey Sirotkin foi contratado como piloto de testes.

Com uma série de abandonos de ambos os pilotos, devido à precariedade do C33, um carro muito pesado, a Sauber teve uma temporada agitada. No Bahrein, Gutierrez capotou espetacularmente, ao se chocar com Pastor Maldonado. No Japão, o trator que retirava o caro de Sutil foi atingido por Jules Bianchi, no acidente que acabou provocando a morte do piloto francês. Tendo apenas dois 11º lugares de Sutil, na Austrália e Hungria, como seus melhores resultados, pela primeira vez, nos seus 22 anos de F1, a Sauber terminou a temporada sem marcar um ponto sequer.

Para 2015, a Sauber contratou uma nova dupla de pilotos, formada pelo sueco Marcus Ericsson e o brasileiro Felipe Nasr. Raffaelle Marciello, vindo da Ferrari, era o piloto reserva. O carro ganhou as cores do novo patrocinador, o Banco do Brasil.

Com a assinatura de contrato com Ericsson e Nasr, a equipe suíça descumpriu uma sentença judicial, que a obrigava a ceder um assento ao holandês Giedo van der Garde, piloto reserva de 2014. E para não correr o risco de ter seus bens apreendidos por desobediência à decisão, a Sauber não participou da primeira sessão de treinos livres na Austrália. Graças à intervenção de Bernie Ecclestone, para evitar publicidade negativa para o esporte, Nasr e Ericsson puderam participar do treino da tarde. E três dias depois da corrida, em 18 de março, van der Garde anunciou que tinha chegado a acordo com a equipe, com uma indenização de 16 milhões de dólares.

Resolvida a questão legal, a Sauber teve um desempenho melhor em relação ao ano anterior. Seus dois pilotos conseguiram pontuar e, com 36 pontos, se classificou em 8º lugar, à frente da McLaren e da Marussia. O brasileiro Felipe Nasr surpreendeu com um 5º lugar logo na primeira corrida e voltou a pontuar na China (8º), Mônaco (9º), Cingapura (10º), Rússia (6º) e Estados Unidos (10º), totalizando 27 pontos e classificando-se na 13ª colocação. Ericsson foi 8º na Austrália, 10º na China, Hungria e Bélgica, e 9º na Itália.

A dupla de pilotos foi mantida, mas a campanha de 2016 foi bastante diferente. Em dificuldades financeiras, a equipe atrasou pagamento de funcionários e os problemas acabaram se refletindo no desempenho na pista e se chegou a especular sobre a saída da equipe da F1.

A solução dos problemas surgiu com a venda da equipe ao grupo financeiro suíço Longbow Finance, que comprou as ações de Peter Sauber e Monisha Kalterborn. Pascal Picci assumiu o lugar de Sauber, como presidente do Conselho e Monisha continuou como chefe da equipe CEO da Sauber. Essas mudanças, todavia, não tiveram grande efeito na pista, pois nas 21 corridas, a Sauber só conseguiu dois pontos, com o 9º lugar conquistado por Felipe Nasr, justamente no Brasil.

Paradoxalmente, depois de garantir cerca de 40 milhões de reais de prêmio à equipe, Nasr foi dispensado no final da temporada, por não ter conseguido manter o patrocínio do Banco do Brasil. Ele foi substituído por Pascal Wehrlein, enquanto Ericsson foi mantido graças ao apoio da empresa sueca Tetra Pack.