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Minardi

Desempenho

Estréia: 07 de abril de  1985

GPs:  308

Vitórias: 0

Poles: 0

Pódios: 0

Pontos:  30

Abandonos: 302

História

A história da Minardi na F-1 não teve, em nenhum momento, seu primeiro proprietário, o italiano Giancarlo Minardi, no volante de um carro de corrida. Minardi era proprietário de uma revenda Fiat na cidade de Faenza, na Itália, e, em 1974, colocou seu entusiasmo por corridas a serviço de uma equipe que montou para correr na F-2. Usava chassi da marca Chevron e motores V6 da Ferrari. Ele tinha boas relações com os homens de Maranello e chegou a montar a equipe Everest usando carros Ferrari.

Só em 1980, quando, ainda na F-2, Minardi se tornou construtor dos seus próprios carros e fez um bom chassi para o italiano Alessandro Nannini se destacar na categoria.

A aventura da F-1 só veio cinco anos mais tarde. Em 1985, a equipe Minardi contratou o campeão europeu de F-3, o italiano Pierluigi Martini, que já havia feito algumas provas em 1984, pela Toleman. Nas duas primeiras provas da temporada, a Minardi usou motores aspirados Ford-Cosworth.

Naquele tempo de domínio dos turbo, a Minardi procurava apoio de algum construtor e acabou achando os fracos Motori Moderni, também italianos, mas que acabaram por ofuscar tanto o talento de Martini quanto o potencial dos carros da Minardi. Mesmo assim a equipe manteve seu acordo com a fábrica de motores, trocando apenas de pilotos.

Até 1987, o acordo seguiu e pela equipe passaram, além de Martini, Andrea de Cesaris, Alessandro Nannini, italianos, e o espanhol Adrian Campos.
Para 1988, a Minardi finalmente trocou o fraco motor turbo pelos Ford-Cosworth aspirados. Pierluigi Martini voltou para a equipe e marcou o primeiro ponto da Minardi no GP de Detroit, chegando em sexto lugar, depois de 63 voltas desgastantes.

Em 1989, a Minardi conseguiu estar entre as dez melhores equipes do campeonato, algo importante para uma equipe pequena. O resultado veio depois que Martini e o espanhol Luiz Perez marcaram ponto no GP da Inglaterra, em Silverstone, e Martini chegou em sexto lugar no GP da Austrália, em Adelaide _e marcou a história da equipe liderando uma volta no GP de Portugal, no Estoril, acabando em quinto lugar.

Em 1990, a Minardi encerrou mais uma temporada sem marcar pontos e o segundo posto de piloto foi trocado entre Paolo Barilla e Gianni Morbidelli.
A temporada de 1991 prometia ser a melhor, depois que a Minardi conseguiu um acordo para usar motores Ferrari. Os resultados não foram exatamente os esperados, mas a equipe chegou na sétima posição entre os construtores, no final da temporada. O melhor momento do ano foi de novo no GP de Portugal, quando Martini alcançou sua melhor classificação, chegando em quarto lugar a apenas dez segundos do terceiro, o francês Jean Alesi, com a Ferrari.

Em 1992, a equipe passou a usar outro motor V12, só que da marca Lamborghini. O brasileiro Christian Fittipaldi, campeão da F-3.000, em 1991, foi contratado. Ao lado de Gianni Morbidelli, e apesar de altos e baixos do ano, Christian conseguiu seu primeiro ponto no GP do Japão, em Suzuka. Foi o único ponto da equipe.

Em 1993, com os motores Ford HB, o único destaque foi o quarto lugar de Christian Fittipaldi no GP do Brasil, em Interlagos. Antes do final do ano, em Monza, a equipe ganharia muitas fotos em destaque no mundo todo: Christian Fittipaldi num looping tanto espetacular quanto milagroso, quando há poucos metros da linha de chegada tentou ultrapassar seu companheiro Martini. O toque na roda traseira do carro de Martini fez a Minardi de Christian decolar para cair de novo adiante, sobre as quatro rodas.

Para 1995, a Minardi parecia caminhar na direção certa, mas seu acordo com os japoneses da Mugen-Honda foi desfeito quando um carro já estava projetado para utilizar aquele motor. O prejuízo causado pelo carro, que teve de ser refeito, causou o atraso no pagamento de várias dívidas da equipe. Os boxes do time chegaram a ser lacrados no GP da França e a equipe foi ameaçada de extinção.

Giancarlo Minardi, porém, contornou a situação e seguiu competindo, oferecendo o lugar na equipe a quem pagasse mais.

Em 1996, a Minardi não disputou o mundial voltando às pistas apenas em 1997, com os pilotos Jarno Trulli (ITA),Tarso Marques(BRA) e Ukyo Katayama (JAP). Mas a grande força da escuderia na temporada estava nos boxes. Flávio Briatore, ex-chefe da Benetton fez um acordo com Gabriele Rumi.Os dois passaram a comandar a equipe. A Minardi se tornou mais profissional, mas não conseguiu nenhum ponto na temporada. Em 98, Gabriele Rumi se tornou acionista majoritário com a saída de Briatore e deu início a uma reestruturação na equipe.

Na temporada seguinte, Cesare Fiorio (ex-Ferrari) assumiu, a convite de Rumi,a direção esportiva da Fondmetal Minardi,. A equipe apostou no talento do piloto espanhol Marc Gené que, no GP da Europa,  marcou o primeiro ponto da equipe desde 1995 e confirmou a evolução do carro M01 com o motor Ford Zetec.

Para 2000, a Minardi, além do novo motor M02 teve como novidade o patrocínio da Telefonica,  que garantiu um número maior de testes na pré-temporada. Marc Gené permaneceu na equipe, ao lado do argentino Gastón Mazzacanne. Mas, ao final da temporada, a única satisfação da Minardi foi a de ficar à frente da Prost, última colocada entre os construtores.

Em 2001, sem nenhum fornecedor ou patrocinador garantido, a salvação da Minardi foi a sua aquisição, em janeiro, pelo empresário australiano Paul Stoddart. Em menos de dois meses, o novo proprietário produziu dois carros com o chassi Minardi PS01 e o motor V10, da Fondmetal, a tempo de participar da primeira corrida da temporada, em Melbourne. Com Fernando Alonso, Tarso Marques e Alex Yoong, a equipe terminou o ano em 11º lugar. Mas, segundo a sua direção, a grande vitória da temporada foi a preparação dos carros, em busca do “progresso futuro”,  perseguido por Stoddart.

E, de fato, em 2002, com Alex Yoong e Mark Webber, o novo carro PS02 e o motor  Asiatech AT02, a Minardi teve o seu primeiro grande ano. Começou a temporada com um quinto lugar de Mark Webber, em Melbourne,  teve altos e baixos,  mas terminou o campeonato em 9º lugar, sua melhor colocação desde a estréia na Fórmula 1.

Mas em  2003, a Minardi voltou a ser a Minardi de sempre. Jos Verstappen, Nicolas Kiesa e Justin Wilson, que substituiu Kiesa, não conseguiram fazer nenhum ponto ( o melhor resultado foi um 9º lugar de Verstappen, no Canadá)  e a equipe ficou em 10º  e último lugar.