Mercedes

Organização

Nome oficial

Mercedes-Amg Petronas Motorsport

Proprietário

Mercedes-Benz Grand Prix Limited

     Sede

Brackley

Northhamtonshire

Operation Centre, NN13 7BD

Telefone – 01280844000

Direção

Presidente não executivo Niki Lauda
Diretor Executivo e  chefe de equipe Toto Wolff
Diretor Técnico James Allison
Diretor de Engenharia Aldo Costa
Diretor de Tecnologia Geoff Willis
Diretor Esportivo Ron Meadows
Diretor de performance Mark Ellis
Mecânico-chefe Matthew Deane
Engenheiro-chefe de corrida Andrew Shovlin
Chefe de Operações Rob Thomas
Engenheiro de corrida Peter Bonnington (Hamilton)
s/n (Bottas)
Engenheiro de performance Jock Clear (Hamilton)
Riccardo Musconi (Bottas)
Gerente Andy Cowell
 2019 
Pilotos Lewis Hamilton – 44

Valtteri Bottas – 7

Carro AMG F1 W10 EQ Power
Motor Mercedes-AMG F1 M10 EQ
Corridas 1
Pontos 44
Posição
Vitória 1
Pódio 2
Pole 1
 Volta 1
2018 
Pilotos Lewis Hamilton 44

Valtteri Bottas – 7

Carro 2018 F1W09 EQ Power+a
Motor 2018 Mercedes MO9EQ Powe
Corridas 21
Pontos 655
Posição
Vitórias 11
Poles 11
Voltas 5
Pódios 25

Desempenho

Estreia

GP da França – 04/07/1954

Corridas

189

Pilotos campeões

Juan Manuel Fangio – 1954,1955

Lewis Hamilton – 2014, 2015,2016-2017-2018

Vitórias

88

Pódios

1181

Poles

102

Voltas + rápidas

67

Dobradinhas

44

Pontos

4.417

História

A Mercedes GP Petronas é uma equipe de propriedade de capitais da Alemanha e Abu Dhabi, com patrocínio de empresa da Malásia e sede, na Inglaterra. Pertencente á Mercedes-Benz Grand Prix Limited, marcou, em 2010, o retorno à Fórmula 1 da Mercedes-Benz, que como construtora estava afastada das pistas desde 1955.

A equipe é sucessora da Brawn GP, adquirida pela Daimler AG, holding a que pertence a Mercedes-Benz e que detém 60% do capital, e pelo grupo de investimento árabe Aabar, detentor dos restantes 40%. Essa foi a 8ª mudança de nome da escuderia com sede a menos de 50 quilômetros da fábrica de motores da Mercedes, em Brackley, no condado de Northamptonshire, na região central da Inglaterra. Antes foi Tyrrel Racing Organisation (1970/1998), British American Racing e British American Racing Grand Prix (1998/2005), BARGP (2005), BAR Honda GP (2006/2007) e Honda GP (2008).

Mercedes_equipes_05A Brawn GP foi uma das equipes de maior sucesso da Fórmula 1, pois em apenas um ano de existência, com motores fornecidos pela Mercedes, conquistou de maneira categórica o título dos construtores e o dos pilotos (com Jenson Button), em 2009. Foi a primeira vez que uma equipe ganhou os dois campeonatos na temporada de estreia.

Antes de comprar a Brawn, diante dos planos do McLaren Group de se tornar concorrente na produção de carros de passeio, a Mercedes encerrou uma sociedade de 14 anos (1995/2009) com a McLaren, vendendo de volta ao grupo inglês, por 500 milhões de libras, os 40% de ações que tinha comprado em 2000.

Em dezembro de 2009, ao assumir a Brawn, a Mercedes foi surpreendida com a constatação que um anunciado acordo de patrocínio no valor de 80 milhões de reais entre a equipe de Ross Brawn e a empresa alemã Henkel era uma fraude. Foi assinado por um ex-funcionário da Henkel, com papeis roubados da empresa. Mas, no mesmo mês, compensou essa perda, assinando um contrato de 5 anos com a Petronas (Petrolian Nasional Berhad), estatal da Malásia do setor de petróleo e gás. Segundo algumas fontes, para ter seu nome juntado ao da Mercedes, a empresa malaia pagaria cerca de 30 milhões de euros por ano.

Em toda a sua história, a Mercedes esteve ligada ao esporte motorizado. Karl Benz, um dos fundadores da Mercedes-Benz, é apontado como um dos inventores do automóvel e fabricou os primeiros veículos de corrida, na última década do século XIX. Nos anos 1930, financiada pelo regime nazista, a Mercedes-Benz, disputou, com seu carro chamado de Flexa de Prata, os grandes prêmios da Europa, três deles vencido por seu piloto Rudolf Caraccciola.

A empresa alemã voltou às corridas em 1954, ganhando o campeonato da Fórmula 1, com 4 vitórias de Juan Manuel Fângio, campeão de 1951 e que, no meio da temporada, transferiu-se da Maserati para a nova equipe. Na estreia, no GP de Paris, no dia 4 de julho de 1954, Fângio fez dobradinha com o outro piloto da Mercedes, Karl Kling e depois ganhou os GPs da Alemanha, Suíça e Itália.

O desempenho foi repetido no campeonato de 1955, com mais 4 vitórias de Fângio (Argentina, Bélgica, Holanda e Itália) e uma de Stirling Moss (Inglaterra). O piloto argentino foi o campeão e a construtora tornou-se bicampeã, mas abandonou as pistas devido à morte, nas 24 horas de Le Mans, na França, do seu piloto Pierre Levegh. O carro de Levegh voou da pista e caiu na arquibancada, matando o piloto e mais 80 espectadores. Por causa do acidente foram cancelados os GPs da França, Alemanha, Espanha e Suíça.

A Mercedes voltou à Formula 1 em 1993, como fornecedora de motores e parceira da Sauber, mas em 1995 iniciou a associação com a McLaren que durou até 2009 e rendeu os títulos de 1998, 1999 e 2007.

Mercedes_equipes_01Ao assumir a Brawn GP, a Mercedes manteve toda a estrutura anterior, com Ross Brawn como chefe de equipe, mas não pode contar com os pilotos que tinham ganhado o campeonato de 2009. Jenson Button foi para a McLaren e Rubens Barrichello para a Williams. Para substituí-los, foram contratados o jovem alemão Nico Rosberg e o seu patrício sete vezes campeão do mundo, Michael Schumacher, que, aos 41 anos, decidiu interromper a aposentadoria assumida três anos antes.

No dia 1° de fevereiro de 2010, no circuito de Valência, na Espanha, na abertura dos treinos prévios da temporada, a Mercedes apresentou seu primeiro carro, o MGP W01. Na cor prata, com a ponta e a parte de baixo do bico preta, para lembrar o Flexa de Prata (em alemão, Silberpfeil), criado em 1934 e revivido com Juan Manuel Fângio, em 1954, lembrava o BGP01, da Brawn GP, de 2009, o carro era bastante diferente dos outros da temporada.

O bico do MGP W01 era mais alto do que o do modelo da Brawan, com a parte superior em V parecida com a do RB5, de 2009. Abaixo do bico, uma placa conduzia o ar para as laterais. A entrada de ar para o motor, acima da cabeça do piloto, era triangular, arredondada nas extremidades, e o fluxo de ar era dividido verticalmente no centro. Atrás, havia uma pequena abertura, para refrigerar os componentes internos. As entradas de ar dos radiadores eram largas e achatadas. A carenagem reta nas extremidades, deixava para fora só as pontas dos escapamentos, aumentando o fluxo de ar e diminuindo o arrasto aerodinâmico. A asa dianteira tinha duas laminas e sobre elas dois flaps, divididos em duas partes, O braço inferior da suspensão dianteira estava bem mais abaixo do que os dos outros modelos. O W01 mantinha o difusor duplo inventado por Ross Brawn e que foi uma das peças fundamentais para a conquista do campeonato de 2009 pela Brawn GP.

Embora bonito, o MGP W01 não rendeu na pista o que dele se esperava. Durante toda a temporada, a melhor classificação da equipe foi o 3° lugar, obtido por Nico Rosberg na Malásia, China e Inglaterra. As demais colocações de Rosberg foram: 4° lugar em Abu Dhabi; 5°, no Bahrein, Austrália, Turquia, Itália e Singapura; 6°, no Canadá em Brasil; 7°, em Mônaco; 8°, na Alemanha; 10°, em Valência, e 17°, no Japão. Rosberg não completou a prova na Hungria e Coreia, e terminou o campeonato em 7° lugar, com 142 pontos, contra 256 do campeão Sebastian Vettel.

Michael Schumacher teve como melhor colocação o 4° lugar, na Espanha, Turquia e Coreia. Além disso, foi 6°, no Bahrein e Japão; 7°, na Bélgica e Brasil; 9°, na Inglaterra, Alemanha e Itália; 10°, na Austrália e China; 11°, na Hungria; 13°, em Singapura e 15°, em Valência. Em Mônaco, Schumacher era o 7°, mas foi punido com 20 segundos, por ultrapassagem ilegal sobre Fernando Alonso, no final da corrida, depois da saída do safety car, e caiu para o 12° lugar. Schumacher não terminou as corridas da Malásia e Abu Dhabi e foi o 9° colocado no campeonato, com 72 pontos.

Mercedes_equipes_03Na disputa pelo título dos construtores, a Mercedes ficou em 4° lugar, com 214 pontos, atrás da Red Bull (498), McLaren (254) e Ferrari (396).

Depois da três primeiras corridas, diante da inconsistência do carro, Ross Brawn começou a fazer modificações no W01. A principal delas foi aumentar o chassi, para melhor distribuição do peso, que não permitia tirar rendimento dos pneus. As alterações não deram os resultados esperados e antes da segunda parte do campeonato, Rosso Brawn desistiu do desenvolvimento do W01, passando a pensar no projeto para 2011, com atenção especial aos novos pneus e às novas regras.

Para 2011, a equipe de Ross Brawn projetou o MGP W02, o segundo carro desenhado e fabricado pela Mercedes. O novo modelo foi desenvolvido durante um ano e, segundo o presidente da Mercedes-Benz Motorsport, Norbert Haug, tinha pouco em comum com o anterior. O W02 era o menor chassis entre os carros da F1, sendo 9 cm menor do que o RB&; 5 cm do que o 150°, da Ferrari, e 27 cm menor do que o MP4-26, da McLaren, que também leva motor igual ao seu. A tampa do motor era igual aos demais carros, diferente apenas do da Red Bull. As entradas de ar laterais não tinham as aletas do modelo anterior. O nariz era maior e mais elevado. A asa traseira era ajustável pelo piloto, para ajudar nas ultrapassagens, conforme o novo regulamento e o carro voltou a ter o KERS, que tinha sido proibido em 2010. O W02 continuava predominantemente prateado, mas trocou o preto, pelos toques de verde do novo patrocinador, a Petronas, nas laterais e nas asas. Um levantamento feito pelo jornal alemão “Bild am Sonntag”, mostrou que o motor do W02 tinha o som mais forte da temporada, 127, 8 decibéis, contra 127,5 da Renault, e 127, 3, da McLaren. Nos primeiros treinos, em março, o novo carro não mostrou evolução em relação ao anterior, mas Nico Rosberg considerou o pacote muito promissor.

Mas a promessa não se cumpriu. Na primeira prova do campeonato, o GP da Austrália, os dois carros não completaram o percurso; Rosberg porque bateu na 22ª das 58 voltas; Schumacher por quebra da suspensão, na 19ª volta. Na Malásia, os dois terminaram, mas só Schumacher pontuou, com o 9° lugar; Rosberg foi 12°. Na China, houve uma certa melhora, com Rosberg em 5° e Schumacher em 8°. Na Turquia, Rosberg repetiu a 5ª colocação, mas Schumacher só chegou em 12°. Na Espanha, Schumacher, em 6° conseguiu chegar à frente de Rosberg, o 7°. Em Mônaco, Rosberg chegou em 11° e Schumacher parou na 32ª volta, por quebra da caixa de marcha. No Canadá, Schumacher surpreendeu com um 4° lugar, enquanto Rosberg foi só o 11°. No GP da Europa, em Valência, Rosberg terminou em7° e Schumacher em 17°. Depois das primeiras 7 corridas da temporada, a Mercedes era a 5º colocada entre as equipes, com 58 pontos. Entre os pilotos, Rosberg era o 7°, com 32 pontos, e Schumacher, o 10°, com 26.

Antes do GP da Espanha, Ross Brawn anunciou desenvolvimento aerodinâmico que melhoraria o desempenho do carro e especulou-se que ele iria usar exaustor lateral igual ao da Red Bull. A informação não se confirmou, mas, de qualquer modo, se as atualizações foram feitas, não surtiram efeitos, segundo se pode deduzir das declarações de Michael Schumacher na véspera da corrida. O piloto alemão disse que as expectativas da pré-temporada não se confirmaram por causa do carro, cujo desenvolvimento foi prejudicado. Alguns comentaristas maldosos disseram que a Mercedes não conseguia resultados melhores também por culpa do piloto alemão, que já não tinha o vigor e a disposição de antes.

Mercedes_equipes_04

Nas 12 últimas provas, houve uma melhora no desempenho da dupla de pilotos, que na maioria das corridas estiveram na zona de pontuação. Nesse período, Rosberg continuou obtendo melhores resultados e, com quatro 6ºs lugares; três 7º, um 8º, um 9º e um 10º, totalizou 57 pontos, contra 50 pontos de Schumacher, que teve três 5ºs lugares, um 6º, um 7º, um 8º e um 9º. Rosberg, que não tinha chegado ao final do GP da Austrália, também não completou o GP da Itália, Schumacher que antes já tinha abandonado as corridas da Austrália e Mônaco, deixou a pista durante os GPs da Hungria, Singapura e Coreia.

Com os 89 pontos de Nico Rosberg e os 76 de Schumacher, a Mercedes, com o total de 165 pontos, tornou-se a quarta força da Fórmula 1, atrás da Red Bull, McLaren e Ferrari.

O W03, o carro da Mercedes para 2012, tinha poucas diferenças em relação ao seu antecessor, o W02. Uma delas era o número de peças, que pulou de 4.200 para 4.500, mas, segundo os projetistas, deixando-o, mais bem distribuído, mais leve e eficiente. Como todas as demais equipes, com exceção da McLaren e da Caterham, a Mercedes também introduziu um degrau no final do bico do carro, que ficou a 55 centímetros do solo, no ponto mais distante do piloto, para atender as exigências da FIA, preocupada com a questão da segurança. O bico era mais pesado e arredondado, porém, considerado pelos especialistas, “uma elegante interpretação do regulamento”, um avanço em termos de detalhes do desenho e sofisticação, em comparação com o modelo anterior. As paredes laterais e a tampa do motor tiveram a aerodinâmica redesenhada. Os sidepods continuaram estreitos e curtos, acabando antes da tampa do motor, sem prejudicar, todavia, a nova posição do escapamento, no final delas. Os escapamentos podiam direcionar o ar tanto para a asa quanto para a roda traseiras e o espaço na área traseira permitia ao fluxo de ar chegar ao difusor, propiciando os mesmos ganhos aerodinâmicos do difusor aquecido, agora proibido. A tampa do motor tinha duas entradas de ar pouco menores do que as antigas, um pouco mais atrás da entrada normal e do santoantonio. O ar descia pelo suporte da asa, chegava à asa dianteira e ia direto aos pneus, aumentando a aderência.

Mercedes_equipes_06O sistema aerodinâmico do carro foi contestado e provocou protestos da McLaren, Red Bull e Lotus, mas a Fia ignorou as reclamações e autorizou o seu uso. Segundo Reginaldo Leme, o sistema funciona assim:

“Quando o piloto aciona o botão no volante, a asa móvel abre e deixa expostas entradas dos dutos nas laterais do aerofólio traseiro. O ar entra pelos dutos, percorre toda a carenagem – em sentido contrário ao do fluxo de ar que passa pelo carro – e sai na asa dianteira. Os dutos jogam o ar de cada lado dos aerofólios frontais, para que ele perca a função aerodinâmica na reta, fazendo com que o carro da Mercedes ganhe mais velocidade. Ar corre na direção contrária no complexo e inovador duto da Mercedes. A novidade é mais efetiva nos treinos, quando o acionamento do DRS está liberado em todo o circuito. Na corrida, com o uso restrito para ultrapassagens e somente em área demarcada, o ganho não é tão grande. A alegação das equipes rivais é que o duto da asa traseira usaria a influência do piloto (quando aciona o DRS), mas a FIA rechaçou essa possibilidade”.

A Mercedes manteve a dupla de pilotos formada por Michael Schumacher e teve um início de temporada até animador. Fez uma primeira pole e obteve a primeira vitória logo na terceira corrida, na China; fez o segundo lugar em Mônaco e marcou pontos em seis das oito corridas seguintes. Mas, a partir daí, o rendimento da equipe caiu e nas últimas provas só marcou na última, em Interlagos, onde Michael Schumacher se despediu da Fórmula 1 com o 7º lugar.

Segundo Lívio Oricchio, ainda faltando 9 corridas para o término do campeonato, Ross Brawn já admitia dificuldades com o carro e dizia que a base do W03 não era ruim, e houve avanços de 2011 para 2012. “Desenvolvemos uma boa base para conceber o modelo do ano que vem, quando o regulamento será em essência o mesmo desta temporada. Por isso prosseguiremos no desenvolvimento do carro atual por o conhecimento poder ser repassado ao de 2013”, afirmou o dirigente da Mercedes.

A essa altura, Ross Brawn, que no início da temporada tinha feito uma completa reformulação da equipe dirigente da Mercedes, levando o diretor técnico da Renault, o inglês Bob Bell, depois seu colega de Ferrari por anos, o italiano Aldo Costa, e o experiente Geoff Willis, ex-diretor técnico da Red Bull, fez novas mudanças. Diante da má performance da equipe, praticamente ignorando os dirigentes que tinha levado, contratou. Mike Elliot, que era segundo homem em aerodinâmica da Lotus, e promoveu John Owen de responsável pela aerodinâmica a diretor técnico.

Durante todo o campeonato, atuação da Mercedes foi a seguinte:

GP da Austrália – A Mercedes foi bem na classificação, com Michael Schumacher em 4º e Nico Rosberg, em 7º, mas, na corrida, não confirmou a performance. Rosberg chegou em 12º e Schumacher saiu da pista logo na volta 10, com problemas na caixa de câmbio. GP da Malásia – Como na prova anterior, os dois pilotos da Mercedes foram bem na classificação. Schumacher foi o 3º no grid e Rosberg, o 8º na posta, largou em 7º, devido a punição aplicada a Kimi Raikkonen. Na corrida, porém, não lograram mais que um ponto, pelo 10º lugar de Schumacher. Rosberg foi 13º. GP da China – Com o contestado desenho da asa traseira, aprovado pela FIA, a Mercedes conquistou em Xangai sua primeira pole position e a primeira vitória, sob o nome oficial, desde 1955. Largando da 1ª posição do grid, e fazendo apenas duas paradas, Rosberg dominou claramente toda a corrida, tornando-se o primeiro piloto alemão a ganhar uma corrida com um carro alemão. Michael Schumacher, beneficiado por punição imposta a Lewis Hamilton, por troca de caixa de câmbio, ganhou a 2ª posição no grid, mas foi vítima de fogo amigo. Na segunda parada no box, os pilotos não apertaram devidamente a porca da roda e ele teve de abandonar a corrida. Com 26 pontos, a equipe assumia a 5ª colocação entre as construtoras. GP do Bahrein – Nico Rosberg, 5º no grid, teve sorte de não sofrer punição por direção perigosa, quando defendia posição ante o ataque de Lewis Hamilton, terminou na mesma posição. Michael Schumacher, que obteve o 18º tempo na classificação, mas, por causa de troca da caixa de câmbio, perdeu cinco posições e largou em 22º, fez uma corrida de recuperação e chegou em 10º. GP da Espanha – Novamente os dois pilotos da Mercedes se deram bem na classificação, com Rosberg em 6º e Schumacher, em 8º, no grid. Rosberg foi até o fim da corrida, chegando em 7º, enquanto Schumacher não passou da 12ª volta: chocou-se com Bruno Senna e os dois deixaram a pista. O alemão foi considerado culpado pelo acidente e foi punido com a parda de cinco posição na corrida seguinte, em Mônaco. GP de Mônaco – A punição sofrida na Espanha saiu cara para Michael Schumacher. Na pista de Montecarlo, ele foi o mais rápido na classificação, mas devido à perda de cinco posições, largou em 6º e abandonou a pista depois de 63 voltas, pro causa da pressão do óleo. Rosberg, que fez o 3º tempo e ganhou a segunda posição graças à punição ao companheiro, manteve a colocação na corrida e garantiu seu segundo pódio na temporada. GP do Canadá – A má sorte de Michael Schumacher continuou em Montreal. Ele foi o 9º na classificação e mantinha a colocação até fazer o pit stop, na volta 43. Só depois que voltou à pista perceberam que ele tinha a asa traseira, a do DRS, aberta. Ele voltou ao boxe, mas os mecânicos não conseguiram corrigir a fala e ele teve de abandonar a corrida. Nico Rosberg, 5º no grid, teve um bom momento na volta 40. Kimi Raikkonen saiu na frente dele, mas recorrendo ao DRS, Rosberg i ultrapassou na mesma volta e assegurou o 6º lugar na corrida. GP da Europa – Em Valência, afinal, Michael Schumacher subiu pela primeira vez ao pódio, desde o GP da China de 2006 e o 3º lugar foi o seu melhor resultado desde que voltou a correr, em 2010. Aos 43 anos e 173 dias, o piloto alemão igualou-se a Jack Brabham, que com o 2º lugar no GP da Inglaterra de 1970, era o piloto mais velho a ir ao pódio. É verdade que isso aconteceu porque Sebastian Vettel e Lewis Hamilton, que estavam à frente deixaram a pista; Kimi Raikkonen herdou o segundo lugar e Schumacher, que foi o 12º no grid, ganhou o 3º. Nico Rosberg largou e chegou em 6º. GP da Inglaterra – Em Silverstone, Michael Schumacher voltou a se colocar bem no grid, mas não sustentou a posição: largou em 3º e acabou chegando em 7º. Mesmo assim, ainda foi melhor do que Nico Rosberg, que foi 9º na classificação, perdeu cinco posições no grid, por troca da caixa de câmbio e terminou em 15º. GP da Alemanha – Em Hockenheim, Michael Schumacher voltou a conseguir uma classificação, o 4º lugar, mas na pista caiu para o 7º. Nico Rosberg fez boa corrida de recuperação. Foi 17º na classificação; perdeu cinco pontos por troca de caixa de câmbio e largou em 22º, mas chegou em 10º, garantindo pelo menos mais um ponto para a equipe. Com os 7 pontos, a Mercedes passou pela primeira vez dos 100 pontos, somando 105, mas continuou na 5ª colocação. GP da Hungria – Nico Rosberg voltou a se recuperar durante a corrida e, depois de largar em 13º, salvou pelo menos um ponto, chegando em 10º. Michael Schumacher não teve a mesma performance e, depois de largar em 17º, por problemas técnicos, deixou o carro morrer numa segunda volta de apresentação, provocada por defeito no sistema de sinalização, teve de largar dos boxes e não completou mais uma corrida, a sexta na temporada. GP da Bélgica – Mais uma vez, Nico Rosberg teve de trocar a caixa de câmbio, caiu da 18ª para a 23ª posição no grid e não passou do 11º lugar na corrida. Michael Schumacher largou em 13º e chegou em 7º, faturando seis pontos. GP da Itália – Em Ímola, Michael foi três décimos de segundo mais rápido do que Jenson Button e Nico Rosberg nos treinos livres. Na classificação, porém não conseguiu mais do que o 5º lugar e só largou em 4º porque Paul Di Resta, o 4º, sofreu a perda de cinco posições. Nico Rosberg também chegou à Q3, largou em 6º, também ganhando uma posição e os dois pilotos da Mercedes chegaram na zona intermediária da zona de pontuação, 6º e 7º. GP de Cingapura – A corrida no circuito de Marina Bay foi o que se pode chamar de um divisor de águas na temporada da Mercedes. Foi praticamente o fim de uma campanha que vinha sendo até razoável. Nico Rosberg largou em 10º e chegou em 5º. Michael Schumacher, 9º no grid, saiu da pista a 20 voltas do final, depois de colidir com Jean Vergne. Não só não marcou ponto, como ainda foi punido com a perda de 10 posições no grid da corrida seguinte. A Mercedes, que totalizou 136 pontos, só viria marcar outros no GP do Brasil, com o 7º lugar de Michael Schumacher. GP do Japão – Na quinta-feira antes da corrida em Suzuka, depois de saber que seria dispensado pela Mercedes, Michael Schumacher fez o primeiro anúncio de sua aposentadoria. Na classificação, Schumacher foi o 13º, mas, por causa da punição com a perda de 10 posições, por ter provocado colisão com Jean Éric-Vergne, saiu da 23ª posição. Nico Rosberg foi o 15º na classificação, mas coma punição a Schumacher e Nico Hülkenberg, que era o 10º, pulou para a 13ª posição. Mas nenhum dos dois conseguiu chegar à zona de pontuação: Schumacher terminou em 11º e Rosberg saiu logo na largada, tocado por Bruno Senna. GP da Coreia – No circuito internacional de Yeongam, a Mercedes passou mais uma etapa em branco. Michael Schumacher largou na 10ª posição e terminou 1m 13º. Nico Rosberg foi o 9º no grid, mas logo na primeira volta envolveu num acidente com Jenson Button e Kamui Kobayashi, sendo obrigado a abandonar a corrida. O piloto deixou o carro numa localização perigosa e a prolongada bandeira amarela desgaste de pneus e prejudicou a corrida de muita gente. GP da India – No circuito de Buddh, Michael Schumacher anunciou pela segunda vez sua retirada das pistas. E mais uma vez o ex-campeão não completou uma corrida. Foi a sétima da temporada. Ele largou em 14º e já na primeira curva teve um pneu furado, devido a um toque com Jean Éric-Vergne. Na 55ª das 60 voltas, voltou a ter problemas na caixa de câmbio e abandonou a pista. Nico Rosberg que largara em 9º, foi 11º, a seis segundos do 10º, Bruno Senna. GP de Abu Dhabi – Mais uma vez, Nico Rosberg não passou da largada. Antes da primeira curva, tocado por Nico Hülkenberg, da Force India, ele foi jogado contra o carro de Narain Karthikeyan, da Hispania, e contra a barreira, encerrando ali sua participação. Foi o terceiro abandono nas últimas quatro corridas. Michael Schumacher, 13º no grid, conseguiu progredir na corrida, mas não passou do 11º lugar, a mais de 11 segundos do 10º colocado, Daniel Ricciardo, da Toro Rosso. GP dos Estados Unidos – No novo circuito de Austin, Michael Schumacher não foi o mesmo piloto que já tinha vencido o GP dos Estados Unidos por 5 vezes. Depois de escapar de uma punição por atrapalhar a volta rápida de Fernando Alonso, na Q2, ele conseguiu chegar à Q3 e classificar-se na 6ª posição do grid, 0s267 à frente de Felipe Massa, ex-companheiro na Ferrari. Ele ainda ganhou mais uma posição, graças a punição imposta a Romain Grosjean, mas na corrida teve problemas com os pneus, teve de fazer uma parada a mais e caiu para o 16º lugar. Nico Rosberg foi o 17º no grid e avançou só quatro posições na pista, chegando em 13º. GP do Brasil – Em Interlagos, Michael Schumacher encerrou a sua participação na Fórmula 1, com a pior campanha em toda a carreira, que inclui 7 títulos mundiais. Nas 20 corridas, o melhor resultado foi 3º lugar em Valência, onde subiu ao pódio pela última vez. Todavia, o 7º lugar na despedida deu à Mercedes os únicos seis pontos conquistados pela equipe nas seis últimas corridas do campeonato. Nico Rosberg, que largou em 9º, beneficiado por punição a Pastor Maldonado, chegou em 15º. Com 142 pontos, bem distante da 4ª colocada, a Lotus, que fez 303 pontos, a Mercedes, caiu para a 5ª colocação no campeonato dos construtores.

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Ainda durante a temporada, afora as outras alterações feitas por Ross Brawn, além de dispensar Michael Schumacher, a Mercedes demitiu também Norbert Haug, que dirigiu a divisão de competições da montadora por 22 anos. E chegaram Toto Wolf (Torger Christian Wolff), ex-Williams, como acionista, com 30% de participação na equipe e diretor de negócios, e Paddy Lowe, ex-McLaren, como diretor técnico. Wolff substituiu Norber Haig,  Em setembro de 2012, Niki Lauda tornou-se “presidente não executivo”, o intermediário entre o CEO Dieter Zetsche e o chefe de equipe Ross Brawn e a sua chegada ajudou a atrair para a equipe, no mesmo mês, Lewis Hamilton. No dia 28 de setembro, o piloto inglês assinou contrato de três anos, pelo qual recebeu cerca de 200 milhões de reais.

O carro para a  temporada de 2013 era o  W04, nas palavras de Ross Brawn, chefe da Mercedes, “um claro passo à frente em desenho e detalhes sofisticados, em relação ao seu predecessor”. Ele admitia, porém, que o desenho da asa dianteira seria mudado e que mais atualizações seriam introduzidas antes da primeira corrida do campeonato. E que a equipe estava trabalhando no duplo DRS passivo igual ao da Lotus, mas estava difícil fazê-lo funcionar corretamente. Analistas, porém, achavam que o carro era extremamente semelhante ao de 2012, com exceção do “painel da vaidade” (vanity panel), que disfarçava o espaço entre o nariz e o piloto. Uma das novidades do carro projetado por Aldo Costa, ex-Ferrari, e Bob Bell, ex-Renault, eram as novas bordas das rodas dianteira e traseira e a diminuição do número de porcas, o que poderia reduzir o tempo de parada no box. As entradas de ar laterais eram mais elevadas que o centro, para melhorar o fluxo de ar para a traseira e evitar que os detritos da pista chegassem ao radiador. A parte superior das laterais tinha forma de U, com a extremidade externa ligada ao escapamento com o efeito Coanda, que direciona os gases, para dar mais força aerodinâmica e maior aderência dos pneus nas retas ou curvas de alta velocidade. A asa dianteira, considerada mais agressiva, tinha cinco elementos, um principal e quatro abas, em vez de apenas três, como no modelo anterior. O DRS estava localizado no meio da asa traseira. A suspensão dianteira continuava com o sistema pushrod e a traseira com o pullrod. E a cor do carro ainda era a mesma que lhe valia o apelido de “flecha de prata”.  Antes da apresentação, Lauda disse que a equipe estava trabalhando “no conceito de um carro totalmente novo”, pois o W03, não era rápido o bastante. Depois da corrida da Malásia, onde obteve o terceiro lugar, Lewis Hamilton admitiu que tinha  o “2º melhor carro da F1” (o 1º era o da Red Bull) e, com ele logo poderia conquistar a primeira vitória. Nos treinos da pré-temporada, o W04 mostrou velocidade, mas mau relacionamento com os pneus, feitos para se desgastarem mais rapidamente, tornando as corridas mais atraentes.

Nas cinco primeiras provas do campeonato, a equipe obteve resultados apenas discretos:  o 5º lugar na Austrália e dois 3ºs lugares, na Malásia e China, de Lewis Hamilton e o 6º lugar de Nico Rosberg, na Espanha. Nas cinco provas seguintes, porém, a Mercedes mostrou uma inesperada evolução. Rosberg venceu em Mônaco e na Inglaterra e Hamilton chegou na frente na Hungria. Hamilton foi 3º no Canadá e 5º na Alemanha. Nessas cinco provas, a equipe conquistou 4 poles positions, com Rosberg, que já havia sido pole na Espanha e Bahrein, largando na frente em Mônaco, e Hamilton em Silverstone, Nurburgring e Hungaroring. A vitória de Lewis Hamilton na Hungria deu novo impulso às pretensões da equipe, mesmo com Rosberg tendo terminado em 19º. Aldo Costa afirmava que ainda era cedo para saber se havia resolvido o problema de  desgaste excessivo dos pneus, mas, depois desse GP dava para acreditar que tinham avançado muito nesse aspecto. E Hamilton dizia esperançoso: “Se aqui na Hungria, com 35 graus e com a pista em 55, não tivemos problemas com os pneus, mesmo depois de três pits stops, acho que resolvemos nossos problemas. E Rosso Brawn completava: “Estamos transformando nossas poles positions em vitórias”.

Muitos atribuíram essa evolução na administração dos pneus aos testes secretos (e ilegais) que a Mercedes e a Pirelli fizeram no circuito de Barcelona, depois do GP da Espanha. Contrariando o artigo 22, parágrafo H, do regulamento da FIA, que proíbe os treinos com carros do ano até 31 de dezembro,  Hamilton e Rosberg rodaram mil quilômetros na pista da Catalunha, quando, certamente, foram detectados e sanados os problemas. Em Mõnaco, a Red Bull denunciou a irregularidade e o caso foi a julgamento pelo Tribunal da FIA.  Porém, quando todos esperavam uma punição severa, com risco até de a Mercedes ser afastada do campeonato, a decisão foi salomônica. Depois de 6 horas de discussões, os três juízes decidiram apenas repreender a Mercedes e afastá-la dos testes para jovens pilotos, em Silverstone. A Pirelli só foi admoestada.

A segunda metade da temporada não foi o que o pessoal da Mercedes esperava. A equipe não conseguiu superar a Red Bull em nenhuma das 10 últimas corridas e as melhores colocações foram o 2º lugar de Rosberg na India, e o 3º  de Hamilton na Bélgica e de Rosberg em Abu Dhabi. No GP da Bélgica, em Spa-Francorchamps, Hamilton foi o pole position, mas foi ultrapassado por Sebastian Vettel ainda na primeira volta e depois perdeu também o 2º lugar para Fernando Alonso. Rosberg largou em 4º e chegou na mesma posição. No GP da Itália, Hamilton teve um pneu furado logo no começo da prova e por isso teve de fazer dois pit stops e  não passou da 12ª  posição em que tinha largado. Rosberg saiu e chegou em 6º.  Com o mau resultado, a equipe foi ultrapassada pela Ferrari na classificação dos construtores, pela diferença de 2  pontos ( 248 a 246). No GP de Cingapura, Rosberg largou da 2ª posição, errou na escolha dos pneus e cruzou a linha em 4º, seguido pelo companheiro Hamilton. Ainda assim, o inglês manteve a 3ª colocação no campeonato, atrás de Sebastian Vettel e Fernando Alonso. No GP da Coreia, as coisas não foram melhores: Hamilton,  2º no grid, chegou em 5º e perdeu o 3º lugar entre os pilotos para Kimi Raikkonen. Rosberg, para não bater em Hamilton, tocou com a asa dianteira na pista, teve de trocá-la e depois de largar em 4º, foi o 7º colocado. No GP do Japão, Lewis Hamilton voltou a ter um pneu furado, ao ser tocado por Sebastian Vettel na largada e teve de abandonar a pista. Rosberg, 6º no grid, chegou em 8º. No GP da India, a dupla da Mercedes teve seu melhor resultado conjunto nessa segunda fase do campeonato. Rosberg, 2º no grid, cruzou a linha na mesma posição e Hamilton, 3º na largada,  chegou em 6º. Com os 26 pontos conquistados, a Mercedes voltou a ficar à frente da Ferrari, embora com apenas 4 pontos de vantagem: 313 a 309. No GP de Abu Dhabi, com o 3º lugar de Rosberg e o 7º de Hamilton, o que lhe valeu 21 pontos, contra 14 de Fernando Alonso e Felipe Massa, a Mercedes ampliou para 11 pontos a vantagem sobre a Ferrari: 334 a 323. No GP dos Estados Unidos, a diferença entre as equipes aumentou para 15 pontos (348 a 333), graças ao 4º lugar de Hamilton e o 9º de Rosberg, enquanto na Ferrari só Alonso chegou na zona de pontuação, em 5º. No GP do Brasil, os 21 pontos obtidos pela Ferrari, com o 3º lugar de Fernando Alonso e 7º de Felipe Massa, não foram suficientes para evitar que a Mercedes, com os 12 pontos do 5º lugar de Rosberg e 9º de Hamilton, garantisse a 2ª colocação final por escassos 6 pontos (360 a 354).

O campeonato de 2014 teve domínio absoluto da Mercedes, do início ao fim, com seus dois pilotos, Lewis Hamilton e Nico Rosberg, ganhando 16 das 19 corridas da temporada. Ao atingir 565 pontos, no GP da Rússia, em Sochi, Mercedes garantiu o título das construtoras com três rodadas de antecipação e, no final, com 761 pontos, logrou uma vantagem de 356  pontos sobre a segunda colocada, a Red Bull, que somou 405 pontos.

O único problema enfrentado pela Mercedes durante toda temporada foi administrar a rivalidade entre seus dois pilotos, desde o início empenhados numa disputa pelo título, que fez estremecer uma amizade de longos anos, desde que ambos corriam de kart dividiam o quarto pelo mundo e só disputavam os pedaços de pizza nos restaurantes de Monte Carlo, onde viviam. A animosidade entre os dois, dentro e fora das pistas, que começou nas primeiras corridas, se acentuou em Mônaco, onde, com um acidente mal explicado, Rosberg provocou a interrupção da Q3, evitou que Hamilton o superasse e garantiu a pole position. E aumentou na Bélgica, quando o alemão bateu no carro do companheiro, tirando-o da corrida.  Apesar do clima tenso e a insistência dos pilotos, a Mercedes se recusou se definir por um deles, se recusou a fazer jogo de equipe e determinou aos dois: “disputem, mas não se toquem”.  Embora Hamilton tivesse sempre maior número de vitórias, a disputa com Rosberg, que liderava as poles, persistiu até a última corrida, que, por causa da contagem em dobro, poderia alterar a classificação. Com 17 pontos de vantagem (334 a 317), o inglês chegou a Abu Dhabi precisando apenas de um segundo lugar para ser campeão, mesmo que Rosberg ganhasse a corrida. Na pista, porém, houve o anticlímax. O piloto alemão largou mal, teve problemas no carro e acabou na 14ª posição.  Hamilton liderou a prova com tranquilidade, principalmente depois de saber que, mesmo que fosse obrigado a parar, o título estava garantido, e só nas últimas 11 voltas teve a vitória ameaçada por uma esplendida atuação de Felipe Massa. Lewis Hamilton foi campeão com 384 pontos, 11 vitórias, 16 pódios, 7 voltas mais rápidas e 7 poles. Nico Rosberg foi o vice-campeão, com 317 pontos, 5 vitórias, 15 pódios, 5 voltas mais rápidas, 11 poles positions.

Uma das razões mais fortes para o domínio da Mercedes foi a superioridade da sua unidade de potência em relação às concorrentes, que foi tema de discussões durante toda a segunda parte da temporada. Inconformadas com a diferença em relação à rival, as outras fábricas passaram a exigir da FIA o descongelamento do desenvolvimento dos motores, para se igualarem a ela, mas não foram atendidas. E, em novembro, a Comissão de Estratégia da FIA manteve o congelamento para 2015.

A Mercedes Benz começou a fabricar o PU106A Hibrido, considerado o mais completo conjunto de força produzido em Brixworth, e o maior desafio dos engenheiros foi integrar o novo turbo de 1.6 e o sistema ERS ao F1 W05, em meados de 2011, quando as regras para a nova unidade de potência V6 hibrida foi oficialmente anunciada.

O carro da equipe italiana nessa temporada foi o F1 W05 , segundo a Mercedes, o primeiro Flecha de Prata inteiramente novo a ir para a pista, desde 1954. As novas regras aerodinâmicas provocaram mudanças em três elementos principais do carro: a asa dianteira foi estreitada; na traseira, o carro foi afetado pela perda do exaustor soprado e a asa traseira foi alterada pela eliminação do rebaixamento e a caixa no alto da asa foi reduzida de 220 para 200 mm. O carro continua com a tradicional pintura prateada, mas com detalhes em preto, sobre o motor, e verde, referência à Petronas, parceira da escuderia alemã.

O carro começou a ser pensado em 2010, quando foram divulgadas as primeiras informações sobre possíveis alterações do regulamento e é o resultado do trabalho conjunto da Mercedes AMG Petronas F1 Team, sediada em Brackley, e a Mercedes AMG High Performance Powetrains, de Brixworth, ambas as cidades do norte da Inglaterra. De acordo com informe da Mercedes, embora separadas por 45 quilômetros, as duas unidades trabalharam juntas no projeto desde a primeira reunião para buscar soluções para as novas regras. Todos os engenheiros da Mercedes trabalharam no projeto, desde o seu início. O chassi foi produzido em Brackley e a unidade de potência, o PU106A Hibrido, foi concebido e construído em Brixworth.

W05 é considerado um marco na história da Mercedes Benz, que comemorava 120 anos de competições do esporte a motor e 80 anos desde o primeiro dos seus carros de corrida, os Flechas de Prata. Apesar de todas as modificações reveladas pela fábrica, o W05 foi considerado pelos analistas como mais comportado que os rivais, com um desenho limpo, sóbrio. Principalmente o bico era mais comedido, mais largo e estético que os dos concorrentes.

Na frente, a mudança mais evidente era a redução da asa dianteira de 1.800 para 1.650 mm, o que dava um efeito aerodinâmico muito grande e, com o bico mais baixo, definia o fluxo do ar sobre o carro inteiro. A altura máxima do nariz também foi reduzida significativamente de 550 para 185 mm, para aumentar a segurança do carro. As entradas de ar foram valorizadas e os sidepods eram bastante estreitos, abrindo espaço para a passagem do ar até o difusor. Na traseira, além das mudanças já citadas, o espaço para o DRS maior do que em 2013 e um escapamento bem longo foi montado num suporte da asa traseira.

Conforme release da Mercedes, a caixa de câmbio, com 8 marchas à frente e ré, exigiu um desenho inteiramente novo, pois, enquanto antes a relação de marchas poderia ser otimizada a cada corrida, conforme a demanda do circuito, a partir de 2014 a escolha da relação tinha de ser feita no início de cada temporada. O piloto timha de agir com muita paciência, pois a caixa de câmbio deveria durar por seis corridas e não cinco, como em 2013.

Paddy Lowe, o substituto de Ross Brawn como chefe da equipe e diretor técnico da Mercedes, disse ter ficado satisfeito com o trabalho da equipe. “O novo carro é elegante, bonito, mas agressivo. A engenharia é extremamente inovadora e inteligente. Nossa equipe pode se sentir orgulhosa do trabalho feito até agora, mas todos sabemos que vamos ter de percorrer um longo caminho antes da primeira corrida” afirmou.

E o primeiro passo dessa caminhada não foi dos mais felizes. Depois de ter feito a melhor volta no primeiro dia de treino em Jerez de La Frontera, em janeiro, na 28ª volta, Lewis Hamilton praticamente destruiu o W05. A asa dianteira se desprendeu, ele perdeu o controle do carro e foi de encontro à barreira de pneus. Por sorte, não se feriu.

Amaioro dificuldade da Merecdes em 2014 foi administrar a ivalidade e ua guerra interna, a principio veladas, mas depois escancarada, entre Hamilton e  Nico Rosberg, que puseram em xeque uma amizade que vinha desde os tempos do kart e da convivência em Mônaco.  O clima tenso se instalou no GP de Mônaco, quando Rosberg simulou um problema no carro, para provocar bandeira amarela e encerrar a classificação no momento em que, com o cronometro zerado, Hamilton ia completar a sua volta lançada e tomar dele a pole position. E a situação se deteriorou por completo no GP da Bélgica, onde Hamilton tomou a ponta de Rosberg na largada, os dois disputaram posição roda a roda e a disputa terminou com um choque já na segunda volta, que provocou o furo dos dois pneus traseiros do inglês, obrigando-o a deixar a pista.

Numa reunião depois da corrida, a Mercedes fez séria advertência a ambos os pilotos e ameaçou demitir um dos dois que voltasse a prejudicar a equipe, mas se recusou a impor o ordens da pitwall favorecendo um deles. Deu liberdade aos dois, desde que não se tocassem. Os incidentes na pista não se repetiram, mas, fora dela, Hamilton e Rosberg travaram uma intensa guerra psicológica, um querendo desestabilizar o outro. E foi então que o piloto inglês, conhecido por ser emocionalmente instável, abertamente mal humorado, revelou maturidade até então desconhecida e não se deixou abalar. Depois de uma explosão em Mônaco, quando acusou diretamente o companheiro de deslealdade, e das reclamações na Bélgica, concentrou-se na pilotagem do seu carro e construiu uma conquista indiscutível.

Encerrado o campeonato, Nico Rosberg reconheceu a vitória de Hamilton, os dois trocaram gentilezas e, aparentemente, voltaram a ser “amigos de infância”.

A lua de mel, o armistício, porém, não duraram mais do que um inverno.  A rivalidade entre os dois pilotos ressurgiu logo no inicio da temporada de 2015, se acentuou e ficou mais evidente no final do campeonato. A animosidade se manifestou logo na terceira corrida, na China, quando Nico Rosberg acusou o companheiro de reduzir a velocidade propositadamente, comprometendo a corrida dele. Depois, o alemão acusou Hamilton de ser demasiadamente agressivo nas disputas entre os dois, principalmente nas largadas em que Rosberg era o pole position. E a relação entre os dois esfriou de vez após incidentes no Japão e nos Estados Unidos. Em Suzuka, Hamilton forçou a ultrapassagem, quase jogando o companheiro para fora da pista e em Austin os dois viveram a chamada “guerra do boné”, quando o inglês jogou, com desdém, o boné de segundo colocado no colo de Rosberg.

Apesar disso ou por isso, a  Mercedes dominou inteiramente o campeonato, desde a primeira corrida, na Austrália, onde fez a dobradinha e livrou uma vantagem de 28 pontos sobre a Ferrari e terminou 30 segundos à frente do terceiro colocado, Sebastian Vettel.

A diferença da equipe alemã só cresceu durante o andamento do campeonato. Ela garantiu o título das construtoras com 4 corridas de antecedência, no GP da Rússia, e, no final da temporada, chegou aos 703 pontos contra 428 da Ferrari.

Lewis Hamilton, da Mercedes, repetiu a façanha do ano anterior e conquistou o seu segundo título seguido, tornando-se tricampeão da F1, no GP dos Estados Unidos, faltando ainda três provas para o fim do campeonato. O piloto inglês também faturou o troféu de poles da FIA, largando da primeira posição em 11 das 19 provas da temporada.  Seu companheiro de equipe, Nico Rosberg, foi o vice-campeão e Sebastian Vettel, da Ferrari, o terceiro colocado.

Lewis Hamilton e Nico Rosberg começaram se alternando nas vitórias, com o inglês vencendo na Austrália, na China e Bahrein (depois de uma surpresa de Vettel na Malásia) e o alemão chegando em primeiro na Espanha e Mônaco. Em seguida, Hamilton venceu no Canadá; Rosberg, na Áustria; Hamilton, na Inglaterra e Vettel, na Hungria. A partir daí, Hamilton ganhou na Bélgica, Itália, Japão, Rússia e garantiu o tricampeonato nos Estados Unidos, numa série que só foi quebrada em Cingapura, com vitória de Sebastian Vettel. Nico Rosberg reagiu e ganhou as três últimas corridas, quando já não tinha mais condições de brigar pelo título, mas podia mostrar a sua capacidade de reação.

Em 2016, a vitória no Grande Prêmio do México marcou a 17ª vitória da Mercedes em 19 corridas, com o F1W07 quebrando o recorde de 16 vitórias de seus antecessores, em 2014 e 2015. No Grande Prêmio do Brasil, Lewis Hamilton obteve a 19ª pole da temporada, superando os recordes de 18 poles obtidos pela Red Bull, em 202011, e pela Mercedes, em 2014 e 2015. Em 20 corridas, o F1 Wo0 obteve 19 vitórias, 10 de Hamilton e 9 de Rosberg; 20 poles positions, 12 de Hamilton, 8 de Rosberg; 9 voltas mais rápidas, sendo 3 de Hamilton e 6 de Rosberg; 15 primeiras filas e 8 dobradinhas.

Com 765 pontos, a equipe alemã conquistou seu terceiro título consecutivo de construtores, no GP do Japão, restando ainda 4 corridas para o final do campeonato. O total de pontos superou ao do ano anterior, de 703, e foi o maior obtido por uma equipe numa mesma temporada. Nico Rosberg coroou-se campeão de 2016, com 385 pontos, contra 380 de Lewis Hamilton.

Más largadas e problemas de confiabilidade afetaram a Mercedes durante toda a temporada. A questão das largadas foi atribuída a um problema de hardware, que provocava o aquecimento da embreagem. Isso ocorrer em várias ocasiões, incluindo as corridas da Austrália, Bahrein. Alemanha e Itália e Japão. Problemas de confiabilidade da unidade de energia aconteceram na China, Rússia, Mônaco, Inglaterra e o mais grave deles na Malásia, onde o motor de Hamilton estourou e ele teve de abandonar a corrida, quando estava na liderança.

Hamilton fez a pole position na Austrália, à frente do companheiro Nico Rosberg. Os carros da equipe, porém, tiveram más largadas em relação às Ferraris de Sebastian Vettel e Kimi Raikkonen. Um acidente violento entre Fernando Alonso e Esteban Gutierrez, porém, provocou uma bandeira vermelha, que deu chance à Mercedes de trocar os pneus e chegar à vitória, com a dobradinha Rosberg-Hamilton.

No Bahrein, Hamilton voltou a ser pole, mas Rosberg largou melhor, passou por ele e garantiu a liderança quando o companheiro chocou-se com Valtteri Bottas e caiu para 9º. O inglês conseguiu se recuperar, mas não foi além do 3º lugar do pódio.  Na China, foi a vez de Rosberg largar da pole position, depois de Hamilton enfrentar problemas com o MGU-H e não conseguir marcar tempo na classificação..O alemão obteve a terceira vitória consecutiva em 2016 (completando 7 com as quatro últimas de 2015) à frente de Sebastian Vettel, com Hamilton lutando para ir de 22º  a 7º.  Rosberg fez pole position, melhor volta, liderou todas as voltas e venceu o Grande Prêmio da Rússia, enquanto Hamilton, que  novamente teve problemas de confiabilidade durante a qualificação, saiu da 10ª posição, mas chegou em 2º.

Hamilton e Rosberg voltaram a formar a primeira linha no Grande Prêmio da Espanha, com o inglês assumindo sua terceira pole da temporada. Rosberg teve um começo ligeiramente melhor e ultrapassou Hamilton na parte externa da volta 1. Na volta 4, Rosberg descobriu que estava no modo errado do motor, que o fez se atrasar. Hamilton, vendo uma lacuna, tentou ultrapassar, mas o alemão fechou a porta, os dois se chocaram, rodaram, foram para o cascalho e tiveram de deixar a pista. Foi o primeiro abandono duplo da Mercedes, desde o GP da Austrália de 2011. O jovem holandês Max Verstappen, que fazia a primeira corrida pela Red Bull, promovido da Toro Rosso, foi o vencedor, tornando-se o piloto mais jovem a ganhar corrida na F1.

Em Mônaco, a equipe alemã perdeu a hegemonia da pole position. Os dois carros tiveram problemas técnicos e foram superados por Daniel Ricciardo, da Red Bull. Na corrida, porém, Ricciardo teve uma troca de pneus muito demorada e foi ultrapassado por Hamilton, que conquistou a primeira vitória dele na temporada. Rosberg, 2º no grid, com problemas nos freios, chegou em 7º;

No Grande Prêmio do Canadá, Hamilton assumiu a pole position 61 centésimos de segundo à frente de Rosberg e cruzou a linha apenas 5s011 na frente de Vettel, que buscava sua quinta vitória no Circuito Gilles Villeneuve. Rosberg só conseguiu o 5º lugar, após contato com o seu companheiro de equipe e um furo de pneu no final da corrida. Completado um terço da temporada, a Mercedes tinha uma vantagem de 76 pontos sobre sua rival mais próxima, a Ferrari (223 a 147).

No novo GP da Europa, em Baku, capital do Azerbaijão, Nico Rosberg obteve o seu segundo Grand Slam da carreira, com a pole position, volta mais rápida, mais voltas na liderança e vitória. Hamilton foi punido com 2 segundos e saiu em 1º no grid, por ter cortado caminho na volta lançada, e terminou em 10º.

Na 9ª etapa da temporada, o GP da Áustria, Hamilton fez o 10º hat-trick de carreira de forma dramática, com a dupla da Mercedes colidindo durante a última volta. Hamilton tentou ultrapassar ma curva 2, Rosberg atrasou a freada e os dois se chocaram. Hamilton conseguiu continuar em frente, mas o companheiro, com avarias no carro, foi ultrapassado por Verstappen e Perez, terminando em 4º.

Depois desse incidente, a Mercedes impôs ordens severas aos pilotos, dando liberdade para disputas na pista, mas prometendo penalidade a quem cometesse irregularidade.

Hamilton, saindo da pole, ganhou seu terceiro GP da Inglaterra consecutivo, um recorde no Circuito de Silverstone, enquanto Rosberg, no 2º lugar, teve um problema de caixa de velocidades, na metade da corrida. A Mercedes ordenou que ele reinicializasse a caixa de câmbio e evitasse usar a sétima marcha, ou se arriscaria a uma falha catastrófica. A orientação pelo rádio levou a uma investigação pelos comissários de pista e, por receber assistência não permitida, Rosberg foi penalizado com dez segundos adicionados a seu tempo de corrida, que o jogou para o terceiro lugar, atrás de Max Verstappen.

Hamilton assumiu a liderança no Campeonato de Pilotos após o Grande Prêmio da Hungria, estabelecendo um novo recorde de vitórias em Hungaroring, superando Michael Schumacher. Um mês depois, Hamilton conquistou a quarta vitória consecutiva, no Grande Prêmio da Alemanha, indo para a pausa de verão com uma vantagem de 19 pontos sobre seu companheiro de equipe (217 a 198).

No reinício do campeonato, no Grande Prêmio da Bélgica, Hamilton sofreu perda de 60 posições no grid, por ter excedido a troca de componentes do motor, começando assim na parte de trás do grid. Rosberg assumiu a pole position e ganhou seu primeiro Grande Prêmio belga, liderando do início ao fim, enquanto Hamilton lutou até chegar a terceira colocação, tornando-se o primeiro piloto a começar do 20º lugar ou inferior e terminar no pódio em três ocasiões.

No Grande Prêmio da Itália, Rosberg conquistou sua sétima vitória da temporada, depois que Hamilton perdeu a liderança devido a uma má largada, mas se recuperou para terminar em segundo lugar, na 4ª dobradinha da equipe na temporada. Rosberg reduziu a vantagem de Hamilton no campeonato de pilotos para apenas 2 pontos (250 a 248) e, completados dois terços da temporada, a Mercedes tinha vantagem de 208 pontos sobre a então concorrente mais próxima, a Red Bull Racing (498 a 290).

No Grande Prêmio de Cingapura, Rosberg retomou a liderança do Campeonato de Pilotos sobre Hamilton, quando venceu sua terceira corrida consecutiva e oitava em geral, após se defender de Ricciardo nas últimas voltas. Hamilton, apesar de ter problemas de temperatura dos freios, conseguiu conquistar o 3º lugar no pódio, com Räikkönen pouco mais de 2 segundos atrás.

O Campeonato de Pilotos sofreu uma grande reviravolta no Grande Prêmio da Malásia. Hamilton, que era o líder, sofreu uma falha no motor e abandonou a corrida na 40ª das 56 voltas. Rosberg, 2º no grid, caiu para 17º, devido a uma colisão com Vettel na primeira volta. Com isso, Daniel Ricciardo E Max Verstappen fizeram a primeira dobradinha da Red Bull, desde a temporada de 2013. Rosberg ainda conseguiu chegar em 3º e aumentou a vantagem sobre Hamilton para 23 pontos, faltando cinco corridas para o final do campeonato.

No Grande Prêmio do Japão, Hamilton começou mal e caiu do segundo para o oitavo lugar, mas se recuperou para terminar em terceiro, enquanto Rosberg vencia de ponta a ponta, na sua nona vitória da temporada. O primeiro e o terceiro lugares garantiram o título de Construtores da Mercedes.

No Grande Prêmio dos Estados Unidos, Hamilton, largando da pole position, obteve sua sétima vitória da temporada, a primeira desde o Grande Prêmio da Alemanha e a 50ª vitória num GP da F1. Ele se tornou o terceiro piloto com ais vitória na categoria, atrás de Alain Prost (51) e Michael Schumacher (91). Rosberg foi superado por Daniel Ricciardo no início, mas retomou a segunda posição devido a um pit stop “livre” sob um Virtual Safety Car (VSC) na volta 31, causado pelo abandono de Max Verstappen.

No Grande Prêmio do México, Hamilton assumiu a pole position, enquanto Rosberg garantiu o 12º lugar da Mercedes na primeira fila para a equipe, batendo Verstappen e Ricciardo em na última volta da classificação. Na largada, = Hamilton passou pela grama, para garantir a posição, sem prejudicar ninguém, enquanto Rosberg teve de resistir a ataque de Verstappen, para continuar em segundo. A decisão do 3º lugar gerou grande confusão, com Vettel tomando à última hora o lugar de Verstappen, punido por choque contra Rosberg. Com o

51º Grande Prêmio, Hamilton igualou-se a Alain Prost e a Mercedes marcou sua 17ª vitória, estabelecendo um novo recorde para o maior número de vitórias em uma única temporada, quebrando seu próprio recorde de 16 vitórias em cada uma das duas temporadas anteriores.

Hamilton teve sua primeira vitória no Autódromo José Carlos Pace depois de começar na pole position na penúltima corrida, o Grande Prêmio do Brasil. Rosberg sobreviveu a uma quase rodada, devido a condições meteorológicas, mas deu à Mercedes sua 7ª dobradinha da temporada.

Os dois pilotos da Mercedes chegaram a Abu Dhabi em condições de serem campeões, com ligeira vantagem para Nico Rosberg. Ele, que tinha 12 pontos de vantagem, garantiria o título, mesmo que o companheiro ganhasse a corrida. Os dois conseguiram a 14ª primeira fila, com o líder do campeonato, Hamilton, um terço de segundo à frente de Rosberg. Durante a corrida, Hamilton tentou retardar o ritmo, para que Verstappen e Vettel passassem à frente de Rosberg, negando-se até a obedecer ordem da equipe para que acelerasse. A tática, todavia, não surtiu efeito, pois Rosberg manteve-se na segunda colocação e garantiu o título de campeão.

Cinco dias depois de conquistar o almejado galardão, Nico Rosberg anunciou a sua aposentadoria e a Mercedes foi buscar Valtteri Bottas, da Williams, para ocupar a sua vaga. (Tradução, com adaptações de:  https://en.wikipedia.org/wiki/Mercedes_F1_W07_Hybrid

Em 16 de janeiro de 2017, a Mercedes anunciou Valtteri Bottas como substituto de Nico Rosberg, e George Russel como no integrante do time de juniores.

A 22 de outubro, no GP dos Estados Unidos, a Mercedes se tornou campeã das construtoras, pela 4ª vez consecutiva, com 668 pontos, contra 522 pontos da Ferrari e 368 da Red Bull. Na temporada, a equipe alemã conquistou 12 vitórias, em 20 corridas; 15 poles e 4 dobradinhas.

Uma semana mais tarde, Lewis Hamilton conquistou o título de pilotos, também pela 4ª vez na carreira. Ele terminou a temporada com 363 pontos, 46 pontos à frente de Sebastian Vettel, da Ferrari (317), e 58 a mais que o companheiro de equipe, Valtteri Bottas (305).

A Mercedes enfrentou um sério desafio em  ambos os campeonatos mundiais na temporada, embora as aspirações da Ferrari  de um primeiro título desde 2008 tenham sofrido um grande revés após finais de semana difíceis em Cingapura, Malásia e Japão.

A campanha desse ano marcou a primeira temporada em que mais de duas equipes diferentes registraram vitórias em grandes prêmios desde que a F1 mudou para motores híbridos V6 de 1.6 litros para 2014.

A Mercedes se tornou a primeira equipe a vencer campeonatos em uma grande mudança na regulamentação, e também se juntou à elite na competição entre Ferrari (2000-2004), McLaren (1988-1991) e Red Bull (2010-2013) na conquista de quatro títulos consecutivos. .

Na corrida de abertura do campeonato, na Austrália, Lewis Hamilton conquistou a 6ª pole position no circuito de Melbourne, igualando recorde de Ayrton Senna. Mas o ganhador da corrida foi Sebastian Vettel, na sua primeira vitória (e também da Ferrari), desde o GP de Cingapura de 2015. Hamilton foi 2º e Bottas, o 3º, no primeiro pódio pela Mercedes.

Na China, Lewis Hamilton voltou a obter a 6ª pole no circuito de Xangai, à frente de Vettel e Bottas. A corrida começou com pista molhada, mas não choveu durante seu desenvolvimento e Hamilton liderou de ponta a ponta, fazendo também a volta mais rápida.

No Bahrein, se esperava mais um duelo entre Hamilton e Vettel na qualificação, mas quem apareceu foi Valtteri Bottas, que cravou a primeira pole position de sua carreira, após superar o tempo de Hamilton na última tentativa da sessão. Na corrida, as Mercedes foram juntas para o pit stop e Hamilton precisou segurar o ritmo para dar tempo de o time trocar os pneus de Bottas e se reorganizar para receber o britânico. Ao fazer isso, no entanto, acabou atrapalhando Daniel Ricciardo e foi punido com 5s pela direção de prova. A penalização acabou com as chances dele de alcançar Vettel, que terminou a prova quase 7s na frente. Após pagar a punição, Lewis tentou alcançar o rival, mas só conseguiu o segundo lugar, com o companheiro Valtteri Bottas em terceiro.

Na chegada para o GP da Rússia, Vettel tinha uma vantagem de 7 pontos sobre Lewis Hamilton (68 a 61) com Bottas em terceiro e eles mantiveram essa ordem depois da corrida. Sebastian Vettel começou na pole, seguido pelo companheiro de equipe Kimi Räikkönen, na primeira dobradinha da Ferrari desde o Grande Prêmio da França, de 2008. Mas Valtteri Bottas venceu a corrida com 0s617 segundos sobre Vettel, a menor margem de vitória desde o Grande Prêmio de Abu Dhabi 2016. Lewis Hamilton terminou em 4º.

Na Espanha, Hamilton largou na pole, mas foi superado por Sebastian Vettel na primeira curva. Só que a Mercedes apostou em uma estratégia diferente da rival italiana, o que deu a possibilidade de o tricampeão superar o rival.  Com pneus mais rápidos, Hamilton conseguiu ultrapassar Vettel no pit na volta 44 e manteve a liderança para vencer a corrida, reduzindo a vantagem do alemão para 6 pontos e aumentando a liderança da Mercedes no Campeonato de Construtores para 8 pontos a mais que a Ferrari.

Em Mônaco, foi a primeira vez que a Mercedes não teve nenhum piloto no pódio, desde o GP da Espanha de 2016, quando Rosberg e Hamilton bateram. Bottas terminou a prova do Principado em 4º e Hamilton, em 7º, depois de ter largado da 13ª posição, por ter prejudicado Stoffel Vandoorne na qualificação.

No Canadá, Lewis Hamilton não teve sua vitória ameaçada em nenhum momento. Conquistou a 65ª pole position; largou bem e manteve a liderança até  a bandeira quadriculada pela 56ª vez na carreira, a sexta em Montreal. Para completar, fez a volta mais rápida. Bottas foi o segundo colocado e a Mercedes manteve a diferença de 8 pontos para a Ferrari (222 a 214),

No Azerbaijão, Lewis Hamilton começou na pole position, mas Daniel Ricciardo, da Red Bull, depois de se recuperar da má colocação na qualificação (10ª posição), conquistou a quinta vitória na carreira, à frente da Mercedes de Valtteri Bottas, que chegou a ser o último após toque com Kimi Raikkonen na largada, e ultrapassou Lance Stroll a metros da linha de chegada. Hamilton liderou grande parte da corrida, com o alemão próximo, e durante período de  safety, Vettel acertou a traseira do inglês, quando ele freou. tentando abrir distância para o carro de segurança. Irritado, o piloto da Ferrari jogou o carro propositalmente contra o do britânico. batendo lateralmente pneu com pneu. Vettel foi punido com um drive through de 10s. Mas ele se recuperou e terminou em 4º, com Hamilton, em 5º. Em terceiro, como grande surpresa, chegou Lance Stroll, da Williams.

Na Áustria, Bottas foi pole, largou muito bem, e manteve a ponta durante toda a corrida, para registrar a sua segunda vitória do ano. Vettel foi o segundo e Hamilton, 3º.

Na Inglaterra, Lewis Hamilton fez mais que barba, cabelo  e bigode. Fez o grande slam: saiu da pole, fez a volta mais rápida, liderou todas as voltas e ganhou a corrida. Com o resultado, diminuiu para apenas um ponto a diferença para Sebastian Vettel. A Mercedes continuou à frente da Ferrari por 50 pontos.

Na Hungria, tentando evitar uma dobradinha da Ferrari, na 47ª das 70 voltas, a Mercedes ordenou que Bottas deixasse Hamilton ultrapassar. Mas a estratégia não funcionou. Hamilton  devolveu a posição, Bottas foi terceiro e ele, 4º. A vantagem de Vettel sobre Hamilton subiu para 14 pontos. A diferença da Mercedes para a Ferrari caiu para 39 pontos.

No 200º Grande Prêmio da Bélgica, Hamilton largou da pole position pela 68ª vez na carreira, igualando recorde de Michael Schumacher. Ele fez também a volta mais rápida e venceu com mais de dois segundos desvantagem sobre Vettel, baixando a desvantagem de 14 para 7 pontos (220 a 213).N  Itália, Hamilton saiu novamente da pole, a 69ª da carreira, venceu a corrida de ponta a ponta e passou à liderança com 3 pontos a mais do que Vettel.  Foi a 6ª vitória do inglês em 13 provas no ano e a 4ª da carreira em Monza, empatando com Nelson Piquet. Valtteri Bottas foi o 3º no pódio.

Em Cingapura, Hamilton largou em 7º, mas ainda na primeira volta assumiu a liderança, beneficiado de múltipla colisão envolvendo Vettel, Verstappen e Raikkonen, com os dois pilotos da Ferrari tendo de deixar a pista. Com a 60ª vitória na carreira e 7ª na temporada, Hamilton aumentou para 28 pontos a vantagem sobre Vettel  (263 a 235) e a Mercedes ampliou  a vantagem sobre a Ferrari para 102 pontos (475 a 373).

 Na Malásia, Hamilton foi o segundo colocado, atrás de Max Verstappen, mas aumentou para 34 pontos a vantagem sobre Sebastian Vettel, que foi apenas o 4° colocado. Valtteri Bottas foi o 3º e, com os 25 pontos, a Mercedes aumentou para 118 pontos a vantagem sobre a Ferrari (503 a 385).

No Japão, Hamilton foi de novo o pole position e venceu com pouco mais de um segundo à frente de Max Verstappen. Vettel abandonou logo na 4ª volta e viu a diferença para o inglês subir para 59 pontos (306 a 247). Valtteri Bottas, segundo na classificação, foi punido com a perda de 5 posições, e terminou  em 4º. Ainda assim, a vantagem da Mercedes sobre a Ferrari  aumentou para 145 pontos (540 a 395).

Nos Estados Unidos, Hamilton, que largou da pole venceu a 9ª corrida na temporada e acumulou 66 pontos de vantagem sobre Vettel, um total que lhe valeria o tetracampeonato mundial caso chegasse entre os dez primeiros do GP do México, na semana seguinte. Com a vitória do inglês e o 5º lugar de Bottas, a Mercedes totalizou 575 pontos e garantiu a conquista do 4º título consecutivo entre as construtoras, pois já não poderia ser alcançada pela Ferrari, com 428.

No México, o vencedor foi Max Verstappen, mas a 9ª colocação bastou para que Lewis Hamilton também faturasse seu 4º título mundial dos pilotos. Depois de largar na terceira posição, o inglês partiu para cima do pole Sebastian Vettel, mas acabou tomando um toque do piloto da Ferrari e sofrendo um furo no pneu que o obrigou a ir ao box, para a troca. Vettel ainda conseguiu fazer uma corrida de recuperação e chegar em 4º, o que foi insuficiente para desfazer a vantagem de 56 pontos de Hamilton.

No Brasil, Valtteri Bottas saiu na pole position, seguido por Sebastian Vettel e Kimi Raikkonen. O tetracampeão Lewis Hamilton, que trocou a caixa de câmbio e peças da unidade de potência, largou da pit lane. Na primeira curva, Vettel ultrapassou Bottas, que terminou em segundo. Hamilton ainda disputou, mas perdeu o terceiro lugar no pódio para Kimi Raikkonen.

Mercedes carimbou a supremacia no campeonato de 2017 com uma dobradinha em Abu Dhabi. Valtteri Bottas saiu da primeira posição do grid e só cedeu a liderança a Hamilton por uma volta, quando fez a sua única troca de pneus. O inglês terminou em segundo, a 3s899 do companheiro.

A Mercedes totalizou 668 pontos, contra 522 da Ferrari, e Hamilton terminou com 363 pontos, contra 317 de Vettel.

Para a temporada de 2018, a Mercedes manteve toda a estrutura vencedora de 8 títulos (4 de pilotos e 4 de equipes) e os pilotos Lewis Hamilton e Valtteri Bottas.

O novo carro, W09, era muito semelhante ao seu antecessor, o W08, pois mantinha o mesmo visual de cores, com o prata predominante e leves toques de verde claro nas laterais e nas asas dianteira e traseira. A  novidade mais evidente era a introdução do halo, a proteção frontal do cockpit que passaria a ser utilizada por todas as equipes da Fórmula 1. O modelo também aboliu a chamada “barbatana de tubarão” comumente vista nos modelos de 2017 da categoria para atender às exigências do regulamento aerodinâmico.

A equipe alemã, que tinha ganhado todos os títulos de pilotos e construtores na F1 desde que o motor turbo-híbrido foi introduzido em 2014, não teve caminho fácil para o sucesso em 2018 e causou até ”estresse mental”, segundo o chefe de equipe Toto Wolff.  A Ferrari teve sua temporada mais forte em uma década e a Red Bull começou a representar uma séria ameaça para as vitórias no final da temporada.

Na liderança após dez corridas, parecia que a Ferrari estava pronta para dominar a segunda metade da temporada, depois do desempenho do GP da Bélgica em agosto, quando estabeleceu uma diferença de 17 pontos.

Mas a vitória de Lewis Hamilton na Itália e em Cingapura, facilitadas por erros do rival, ajudaram o piloto e a equipe a seguirem em busca dos respectivos títulos.

Graças a uma organização inteligente, às melhores operações, às chamadas estratégicas decisivas e um impecável Lewis Hamilton, a Mercedes acabou por conquistar o seu 5º título consecutivo de construtora, com 11 vitórias, em 21 corridas; 13 poles e 26 pódios, com 655 pontos, contra 571 da Ferrari. Hamilton conquistou o pentacampeonato com 408 pontos, contra 320 de Vettel.

E a caminhada rumo a essa conquista foi assim:

Na Austrália, na abertura da temporada, Lewis Hamilton estabeleceu o recorde de sete poles positions em Melbourne, mas o vencedor da corrida foi Sebastian Vettel. O alemão aproveitou a entrada do safety car para ultrapassar Hamilton e manteve a posição até o final. Hamilton foi segundo e Valtteri Bottas terminou em 8º, depois de largar da 15ª posição, por troca de caixa de cambio.

Sebastian Vettel voltou a vencer no Bahrein, depois de resistir pressão de Bottas, que ficou 0s699 atrás. Hamilton terminou em 3º, depois de cumprir penalidade por troca de caixa de câmbio e de um choque com Max Verstappen, na segunda volta. A Ferrari acumulou 10 pontos de vantagem sobre a Mercedes: 65 a 55.

Na China, Bottas foi o 3º e Hamilton, 4º no grid. Na corrida, Bottas chegou a assumir a liderança, mas foi ultrapassado por Daniel Ricciardo. Hamilton perdeu o terceiro lugar para Kimi Raikkonen, terminando em 4º. Na soma dos pontos, porém, a Mercedes superou a Ferrari e assumiu a liderança por 1 ponto: 85 a 84.

No Azerbaijão, Sebastian Vettel foi pole, mas Hamilton, segundo no grid, conseguiu a sua primeira vitória na temporada e passou à frente do rival por 4 pontos: 70 a 66. Bottas liderou a corrida por algum tempo, mas não completou, por causa de um furo no pneu, na penúltima volta, e permitiu que a Ferrari passasse à frente da Mercedes: 114 a 110.

Na Espanha, Hamilton fez a pole, com 1m16s173, novo recorde da pista de Barcelona. Bottas completou a primeira dobradinha da Mercedes no grid. O inglês venceu e aumentou para 17 pontos a diferença para Vettel. Bottas foi segundo e a Mercedes reassumiu a ponta entre as equipes, com 26 pontos a mais do que a Ferrari.

Em Mônaco, o vencedor foi Daniel Ricciardo, com Vettel em segundo, mas Hamilton terminou em terceiro e manteve-se à frente do alemão: 110 a 96. A Mercedes continuou com vantagem sobre a Ferrari: 178 a 156.

No Canadá, Lewis Hamilton foi apenas o 5º colocado e cedeu a liderança a Vettel, que ganhou a prova, pela diferença de 1 pontos; 121 a 120. Valtteri Bottas, que terminou na segunda colocação, pela 4ª vez na temporada, ajudou a Mercedes a continuar na frente, embora com diferença menor: 206 a 189.

Na França, Hamilton conquistou a pole position e obteve a terceira vitória no campeonato, passando 14 pontos à frente de Vettel, 5º colocado: 145 a 131. Bottas, que se chocou com Vettel, terminou em 5º e a vantagem da Mercedes caiu para 14 pontos: 145 a 131.

O GP da Áustria, vencido por Max Verstappen, da Red Bull, marcou o primeiro duplo abandono da Mercedes, desde o GP da Espanha de 2016, e de Hamilton, na Malásia, em 2006.  Bottas, pole, largou mal, cedeu a posição a Hamilton e na volta 14 teve de deixar a pista por falha da caixa de câmbio. Por erro de estratégia, o inglês não fez o pit stop para aproveitar o safety car, e na sequência, foi ultrapassado por Verstappen e por Vettel e teve que abandonar na volta 62, por problema de pressão. Vettel reassumiu a ponta da classificação, outra vez por 1 ponto: 146 a 145. E a Ferrari também tomou a primeira colocação, por 10 pontos: 247 a 237.

Na Inglaterra, Hamilton largou mal e foi ultrapassado por Vettel e Bottas, Na curva 3, Raikkonen fez contato com Hamilton e o jogou para fora da pista e para a 18ª posição. Mas o inglês fez uma boa corrida de recuperação e terminou em segundo, atrás de Vettel, que aumentou a vantagem para 8 pontos: 171 a 163. Bottas foi 4º colocado e a Ferrari logrou uma diferença de 20 pontos: 237 a 267.

Na Alemanha, Hamilton venceu a corrida, depois de largar da 14ª posição do grid e Bottas completou a dobradinha da Mercedes. O inglês foi repreendido por ter cortado a pista, mas o resultado foi mantido e, assim, ele e a Mercedes recuperaram a liderança. Hamilton, com 188 pontos, contra 171 de Vettel, e a Mercedes com 310 pontos, contra 302, da Ferrari.  Vettel foi pole, mas na volta 52, na curva 13, foi de encontro ao muro e teve de sair.

Na Hungria, Hamilton saiu da pole e venceu com 17 segundos à frente de Vettel, com Raikkonen em terceiro. Bottas terminou em 4º, depois de um choque com Ricciardo. A vantagem de Hamilton subiu para 24 pontos (231 a 189) e a da Mercedes para 10 pontos (345 a 335).

Na Bélgica, Hamilton largou da pole, mas, ainda na primeira volta, Vettel o ultrapassou na reta e venceu a corrida. Ele ficou em segundo, mas manteve a liderança do campeonato,com 231 pontos, contra 214. A Mercedes livrou diferença de 15 pontos: 375 a 359. Bottas foi penalizado com a perda de 15 posições, por exceder a troca de elementos do motor, com 5 segundos no tempo final, por causar colisão com Sergey Sirotkin, mas terminou no 4º lugar.

Na Itália, Raikkonen fez a pole mais rápida da história do circuito, à frente de Vettel. Ainda na primeira volta, Vettel e Hamilton se tocaram, o primeiro perdeu várias posições e terminou em 4º. Na volta 45, Hamilton ultrapassou Raikkonen e partiu para a sexta vitória na temporada. Bottas foi 3º, depois de colisão com Verstappen. Na classificação, Hamilton chegou a 256 pontos, contra 226 de Vettel, e a Mercedes totalizou 415 contra 390 da Ferrari.

Em Cingapura, Hamilton fez a pole com uma volta que considerou “mágica” e a melhor da carreira, segundo ele, Ele venceu com folga e aumentou para 40 pontos (281 a241) a vantagem sobre Vettel, que terminou em 3º, atrás de Verstappen. Bottas foi 4º e a Mercedes somou 425 pontos, contra 415 de Ferrari.

O GP da Rússia foi marcado pela controvérsia causada pelo jogo de equipe da Mercedes. Na volta 26,Valtteri Bottas, que largara na pole, era o segundo colocado, com chances de ganhar a corrida, quando recebeu ordem do chefe da equipe Mercedes, Toto Wolf, para dar passagem a Lewis Hamilton e garantir a vitória do líder do campeonato. O finlandês obedeceu.  deu passagem e Hamilton, que assumiu a liderança com a parada de Max Verstappen na volta 44, cruzou a linha de chegada em primeiro. A decisão de Toto Wolf constrangeu até o próprio Lewis Hamilton. Depois da prova ele tentou escapar da entrevista com o ex-piloto Paul di Resta. No pódio, chamou o companheiro para ficar ao seu lado no lugar mais alto e até tentou trocar os troféus com Bottas.  A imagem destacada pela televisão da F1 foi a de Toto Wolf com o dedo no botão que transmitia a ordem a Bottas. Com o resultado, Hamilton totalizou 306 pontos, contra 256 de Vettel. E Mercedes chegou a495, contra 442 da Ferrari.

No Japão, Lewis Hamilton, que era o pole position, venceu de ponta a ponta, e praticamente colocou a mão no titulo de pentacampeão da Fórmula 1. Ele aumentou para 67 pontos (331 a 264) a vantagem sobre Sebastian Vettel e seria campeão, com 1 quinto lugar e 3 sextos, mesmo que seu único rival vencesse as quatro corridas restantes. Valtteri Bottas foi o segundo colocado, depois de resistir a pressão de Max Verstappen nas últimas voltas, e ajudou a aumentar para 78 pontos (538 a 460) a vantagem da Mercedes sobre a Ferrari.

Nos Estados Unidos, Lewis Hamilton, que poderia conquistar nessa prova o pentacampeonato, foi apenas o 3º colocado e não conseguiu estabelecer diferença suficiente para se livrar da concorrência de Sebastian Vettel, 4º colocado. O piloto inglês totalizou 346 pontos, contra 246 do alemão, e a diferença de 70 pontos não bastou para a decisão, pois restando as corridas do México, Brasil e Abu Dhabi, havia 75 pontos em disputa. Kimi Raikkonen venceu a prova e a Ferrari somou 37 pontos, mas ainda ficou 88 pontos atrás da Mercedes: 563 a 497.

No México, Lewis Hamilton terminou no 4º lugar, e com o resultado garantiu o título de campeão  de 2018 e de pentacampeão da Fórmula 1.  Ele totalizou 358 pontos, e com vantagem de 64, não poderia ser superado pelo rival mais próximo, Sebastian  Vettel, nas corridas no Brasil e Abu Dhabi, onde estariam em jogo 50 pontos. Verstappen venceu a corrida; Vettel foi 3º e Raikkonen, 4º, somando 33 pontos para Ferrari, contra 22 da Mercedes, reduzindo a diferença entre as equipes para 55 pontos (585 a 530).

No Brasil, Lewis Hamilton chegou em primeiro lugar e a Mercedes garantiu o 5º título consecutivo das construtoras. A vitória caiu no colo do piloto inglês na 44ª das 71 voltas, quando Max Verstappen, que liderava a corrida desde a largada, foi tocado pelo retardatário Esteban Ocon, da Racing Point, no S do Senna. Com a vitória de Hamilton e a 5ª colocação de Valtteri Bottas, a Mercedes somou 35 pontos e totalizou 620 pontos, contra 553 da Ferrari, que fez apenas 23 pontos, 15 de Raikkonen, 3º, e 8 de Vettel, 6º colocado. Na classificação dos pilotos, Raikkonen tomou o terceiro lugar de Bottas.

Em Abu Dhabi, Lewis Hamilton conquistou a pole position e confirmou a condição de pentacampeão e favorito e encerrou o campeonato de 2018 da Fórmula 1 com a 73ª vitória da carreira. Ele terminou a temporada com 408 pontos, enquanto o rival mais próximo, Vettel, fez só 320. Bottas, que fez a dobradinha no grid, terminou em 5º e a Mercedes somou 25 pontos, totalizando 665 pontos, contra 571 da Ferrari.