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Mercedes

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Organização

Nome oficial

Mercedes AMG Petronas Formula One Team

Proprietário

Mercedes-Benz Grand Prix Limited

     Sede

Brackley

Northhamtonshire

Operation Centre, NN13 7BD

Telefone – 01280844000

Direção

Presidente não executivo Niki Lauda
Diretor Executivo de Negócios Toto Wolff
Diretor Técnico James Allison
Diretor de Engenharia Aldo Costa
Diretor de Tecnologia Geoff Willis
Diretor Esportivo Ron Meadows
Mecânico-chefe Matthew Deane
Engenheiro-chefe de corrida Andrew Shovlin
Engenheiro de corrida Peter Bonnington (Hamilton)
Tony Ross (Rosberg)
Engenheiro de performance Jock Clear (Hamilton)
Riccardo Musconi (Rosberg)

Desempenho

Estreia

GP da França – 04/07/1954

Corridas

148

Pilotos campeões

Juan Manuel Fangio – 1954,1955

Lewis Hamilton – 2014, 2015

Vitórias

64

Pódios

128

Poles

73

Voltas + rápidas

47

Pontos

3.050

História

A Mercedes GP Petronas é uma equipe de propriedade de capitais da Alemanha e Abu Dhabi, com patrocínio de empresa da Malásia e sede, na Inglaterra. Pertencente á Mercedes-Benz Grand Prix Limited, marcou, em 2010, o retorno à Fórmula 1 da Mercedes-Benz, que como construtora estava afastada das pistas desde 1955.

A equipe é sucessora da Brawn GP, adquirida pela Daimler AG, holding a que pertence a Mercedes-Benz e que detém 60% do capital, e pelo grupo de investimento árabe Aabar, detentor dos restantes 40%. Essa foi a 8ª mudança de nome da escuderia com sede a menos de 50 quilômetros da fábrica de motores da Mercedes, em Brackley, no condado de Northamptonshire, na região central da Inglaterra. Antes foi Tyrrel Racing Organisation (1970/1998), British American Racing e British American Racing Grand Prix (1998/2005), BARGP (2005), BAR Honda GP (2006/2007) e Honda GP (2008).

Mercedes_equipes_05A Brawn GP foi uma das equipes de maior sucesso da Fórmula 1, pois em apenas um ano de existência, com motores fornecidos pela Mercedes, conquistou de maneira categórica o título dos construtores e o dos pilotos (com Jenson Button), em 2009. Foi a primeira vez que uma equipe ganhou os dois campeonatos na temporada de estreia.

Antes de comprar a Brawn, diante dos planos do McLaren Group de se tornar concorrente na produção de carros de passeio, a Mercedes encerrou uma sociedade de 14 anos (1995/2009) com a McLaren, vendendo de volta ao grupo inglês, por 500 milhões de libras, os 40% de ações que tinha comprado em 2000.

Em dezembro de 2009, ao assumir a Brawn, a Mercedes foi surpreendida com a constatação que um anunciado acordo de patrocínio no valor de 80 milhões de reais entre a equipe de Ross Brawn e a empresa alemã Henkel era uma fraude. Foi assinado por um ex-funcionário da Henkel, com papeis roubados da empresa. Mas, no mesmo mês, compensou essa perda, assinando um contrato de 5 anos com a Petronas (Petrolian Nasional Berhad), estatal da Malásia do setor de petróleo e gás. Segundo algumas fontes, para ter seu nome juntado ao da Mercedes, a empresa malaia pagaria cerca de 30 milhões de euros por ano.

Em toda a sua história, a Mercedes esteve ligada ao esporte motorizado. Karl Benz, um dos fundadores da Mercedes-Benz, é apontado como um dos inventores do automóvel e fabricou os primeiros veículos de corrida, na última década do século XIX. Nos anos 1930, financiada pelo regime nazista, a Mercedes-Benz, disputou, com seu carro chamado de Flexa de Prata, os grandes prêmios da Europa, três deles vencido por seu piloto Rudolf Caraccciola.

A empresa alemã voltou às corridas em 1954, ganhando o campeonato da Fórmula 1, com 4 vitórias de Juan Manuel Fângio, campeão de 1951 e que, no meio da temporada, transferiu-se da Maserati para a nova equipe. Na estreia, no GP de Paris, no dia 4 de julho de 1954, Fângio fez dobradinha com o outro piloto da Mercedes, Karl Kling e depois ganhou os GPs da Alemanha, Suíça e Itália.

O desempenho foi repetido no campeonato de 1955, com mais 4 vitórias de Fângio (Argentina, Bélgica, Holanda e Itália) e uma de Stirling Moss (Inglaterra). O piloto argentino foi o campeão e a construtora tornou-se bicampeã, mas abandonou as pistas devido à morte, nas 24 horas de Le Mans, na França, do seu piloto Pierre Levegh. O carro de Levegh voou da pista e caiu na arquibancada, matando o piloto e mais 80 espectadores. Por causa do acidente foram cancelados os GPs da França, Alemanha, Espanha e Suíça.

A Mercedes voltou à Formula 1 em 1993, como fornecedora de motores e parceira da Sauber, mas em 1995 iniciou a associação com a McLaren que durou até 2009 e rendeu os títulos de 1998, 1999 e 2007.

Mercedes_equipes_01Ao assumir a Brawn GP, a Mercedes manteve toda a estrutura anterior, com Ross Brawn como chefe de equipe, mas não pode contar com os pilotos que tinham ganhado o campeonato de 2009. Jenson Button foi para a McLaren e Rubens Barrichello para a Williams. Para substituí-los, foram contratados o jovem alemão Nico Rosberg e o seu patrício sete vezes campeão do mundo, Michael Schumacher, que, aos 41 anos, decidiu interromper a aposentadoria assumida três anos antes.

No dia 1° de fevereiro de 2010, no circuito de Valência, na Espanha, na abertura dos treinos prévios da temporada, a Mercedes apresentou seu primeiro carro, o MGP W01. Na cor prata, com a ponta e a parte de baixo do bico preta, para lembrar o Flexa de Prata (em alemão, Silberpfeil), criado em 1934 e revivido com Juan Manuel Fângio, em 1954, lembrava o BGP01, da Brawn GP, de 2009, o carro era bastante diferente dos outros da temporada.

O bico do MGP W01 era mais alto do que o do modelo da Brawan, com a parte superior em V parecida com a do RB5, de 2009. Abaixo do bico, uma placa conduzia o ar para as laterais. A entrada de ar para o motor, acima da cabeça do piloto, era triangular, arredondada nas extremidades, e o fluxo de ar era dividido verticalmente no centro. Atrás, havia uma pequena abertura, para refrigerar os componentes internos. As entradas de ar dos radiadores eram largas e achatadas. A carenagem reta nas extremidades, deixava para fora só as pontas dos escapamentos, aumentando o fluxo de ar e diminuindo o arrasto aerodinâmico. A asa dianteira tinha duas laminas e sobre elas dois flaps, divididos em duas partes, O braço inferior da suspensão dianteira estava bem mais abaixo do que os dos outros modelos. O W01 mantinha o difusor duplo inventado por Ross Brawn e que foi uma das peças fundamentais para a conquista do campeonato de 2009 pela Brawn GP.

Embora bonito, o MGP W01 não rendeu na pista o que dele se esperava. Durante toda a temporada, a melhor classificação da equipe foi o 3° lugar, obtido por Nico Rosberg na Malásia, China e Inglaterra. As demais colocações de Rosberg foram: 4° lugar em Abu Dhabi; 5°, no Bahrein, Austrália, Turquia, Itália e Singapura; 6°, no Canadá em Brasil; 7°, em Mônaco; 8°, na Alemanha; 10°, em Valência, e 17°, no Japão. Rosberg não completou a prova na Hungria e Coreia, e terminou o campeonato em 7° lugar, com 142 pontos, contra 256 do campeão Sebastian Vettel.

Michael Schumacher teve como melhor colocação o 4° lugar, na Espanha, Turquia e Coreia. Além disso, foi 6°, no Bahrein e Japão; 7°, na Bélgica e Brasil; 9°, na Inglaterra, Alemanha e Itália; 10°, na Austrália e China; 11°, na Hungria; 13°, em Singapura e 15°, em Valência. Em Mônaco, Schumacher era o 7°, mas foi punido com 20 segundos, por ultrapassagem ilegal sobre Fernando Alonso, no final da corrida, depois da saída do safety car, e caiu para o 12° lugar. Schumacher não terminou as corridas da Malásia e Abu Dhabi e foi o 9° colocado no campeonato, com 72 pontos.

Mercedes_equipes_03Na disputa pelo título dos construtores, a Mercedes ficou em 4° lugar, com 214 pontos, atrás da Red Bull (498), McLaren (254) e Ferrari (396).

Depois da três primeiras corridas, diante da inconsistência do carro, Ross Brawn começou a fazer modificações no W01. A principal delas foi aumentar o chassi, para melhor distribuição do peso, que não permitia tirar rendimento dos pneus. As alterações não deram os resultados esperados e antes da segunda parte do campeonato, Rosso Brawn desistiu do desenvolvimento do W01, passando a pensar no projeto para 2011, com atenção especial aos novos pneus e às novas regras.

Para 2011, a equipe de Ross Brawn projetou o MGP W02, o segundo carro desenhado e fabricado pela Mercedes. O novo modelo foi desenvolvido durante um ano e, segundo o presidente da Mercedes-Benz Motorsport, Norbert Haug, tinha pouco em comum com o anterior. O W02 era o menor chassis entre os carros da F1, sendo 9 cm menor do que o RB&; 5 cm do que o 150°, da Ferrari, e 27 cm menor do que o MP4-26, da McLaren, que também leva motor igual ao seu. A tampa do motor era igual aos demais carros, diferente apenas do da Red Bull. As entradas de ar laterais não tinham as aletas do modelo anterior. O nariz era maior e mais elevado. A asa traseira era ajustável pelo piloto, para ajudar nas ultrapassagens, conforme o novo regulamento e o carro voltou a ter o KERS, que tinha sido proibido em 2010. O W02 continuava predominantemente prateado, mas trocou o preto, pelos toques de verde do novo patrocinador, a Petronas, nas laterais e nas asas. Um levantamento feito pelo jornal alemão “Bild am Sonntag”, mostrou que o motor do W02 tinha o som mais forte da temporada, 127, 8 decibéis, contra 127,5 da Renault, e 127, 3, da McLaren. Nos primeiros treinos, em março, o novo carro não mostrou evolução em relação ao anterior, mas Nico Rosberg considerou o pacote muito promissor.

Mas a promessa não se cumpriu. Na primeira prova do campeonato, o GP da Austrália, os dois carros não completaram o percurso; Rosberg porque bateu na 22ª das 58 voltas; Schumacher por quebra da suspensão, na 19ª volta. Na Malásia, os dois terminaram, mas só Schumacher pontuou, com o 9° lugar; Rosberg foi 12°. Na China, houve uma certa melhora, com Rosberg em 5° e Schumacher em 8°. Na Turquia, Rosberg repetiu a 5ª colocação, mas Schumacher só chegou em 12°. Na Espanha, Schumacher, em 6° conseguiu chegar à frente de Rosberg, o 7°. Em Mônaco, Rosberg chegou em 11° e Schumacher parou na 32ª volta, por quebra da caixa de marcha. No Canadá, Schumacher surpreendeu com um 4° lugar, enquanto Rosberg foi só o 11°. No GP da Europa, em Valência, Rosberg terminou em7° e Schumacher em 17°. Depois das primeiras 7 corridas da temporada, a Mercedes era a 5º colocada entre as equipes, com 58 pontos. Entre os pilotos, Rosberg era o 7°, com 32 pontos, e Schumacher, o 10°, com 26.

Antes do GP da Espanha, Ross Brawn anunciou desenvolvimento aerodinâmico que melhoraria o desempenho do carro e especulou-se que ele iria usar exaustor lateral igual ao da Red Bull. A informação não se confirmou, mas, de qualquer modo, se as atualizações foram feitas, não surtiram efeitos, segundo se pode deduzir das declarações de Michael Schumacher na véspera da corrida. O piloto alemão disse que as expectativas da pré-temporada não se confirmaram por causa do carro, cujo desenvolvimento foi prejudicado. Alguns comentaristas maldosos disseram que a Mercedes não conseguia resultados melhores também por culpa do piloto alemão, que já não tinha o vigor e a disposição de antes.

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Nas 12 últimas provas, houve uma melhora no desempenho da dupla de pilotos, que na maioria das corridas estiveram na zona de pontuação. Nesse período, Rosberg continuou obtendo melhores resultados e, com quatro 6ºs lugares; três 7º, um 8º, um 9º e um 10º, totalizou 57 pontos, contra 50 pontos de Schumacher, que teve três 5ºs lugares, um 6º, um 7º, um 8º e um 9º. Rosberg, que não tinha chegado ao final do GP da Austrália, também não completou o GP da Itália, Schumacher que antes já tinha abandonado as corridas da Austrália e Mônaco, deixou a pista durante os GPs da Hungria, Singapura e Coreia.

Com os 89 pontos de Nico Rosberg e os 76 de Schumacher, a Mercedes, com o total de 165 pontos, tornou-se a quarta força da Fórmula 1, atrás da Red Bull, McLaren e Ferrari.

O W03, o carro da Mercedes para 2012, tinha poucas diferenças em relação ao seu antecessor, o W02. Uma delas era o número de peças, que pulou de 4.200 para 4.500, mas, segundo os projetistas, deixando-o, mais bem distribuído, mais leve e eficiente. Como todas as demais equipes, com exceção da McLaren e da Caterham, a Mercedes também introduziu um degrau no final do bico do carro, que ficou a 55 centímetros do solo, no ponto mais distante do piloto, para atender as exigências da FIA, preocupada com a questão da segurança. O bico era mais pesado e arredondado, porém, considerado pelos especialistas, “uma elegante interpretação do regulamento”, um avanço em termos de detalhes do desenho e sofisticação, em comparação com o modelo anterior. As paredes laterais e a tampa do motor tiveram a aerodinâmica redesenhada. Os sidepods continuaram estreitos e curtos, acabando antes da tampa do motor, sem prejudicar, todavia, a nova posição do escapamento, no final delas. Os escapamentos podiam direcionar o ar tanto para a asa quanto para a roda traseiras e o espaço na área traseira permitia ao fluxo de ar chegar ao difusor, propiciando os mesmos ganhos aerodinâmicos do difusor aquecido, agora proibido. A tampa do motor tinha duas entradas de ar pouco menores do que as antigas, um pouco mais atrás da entrada normal e do santoantonio. O ar descia pelo suporte da asa, chegava à asa dianteira e ia direto aos pneus, aumentando a aderência.

Mercedes_equipes_06O sistema aerodinâmico do carro foi contestado e provocou protestos da McLaren, Red Bull e Lotus, mas a Fia ignorou as reclamações e autorizou o seu uso. Segundo Reginaldo Leme, o sistema funciona assim:

“Quando o piloto aciona o botão no volante, a asa móvel abre e deixa expostas entradas dos dutos nas laterais do aerofólio traseiro. O ar entra pelos dutos, percorre toda a carenagem – em sentido contrário ao do fluxo de ar que passa pelo carro – e sai na asa dianteira. Os dutos jogam o ar de cada lado dos aerofólios frontais, para que ele perca a função aerodinâmica na reta, fazendo com que o carro da Mercedes ganhe mais velocidade. Ar corre na direção contrária no complexo e inovador duto da Mercedes. A novidade é mais efetiva nos treinos, quando o acionamento do DRS está liberado em todo o circuito. Na corrida, com o uso restrito para ultrapassagens e somente em área demarcada, o ganho não é tão grande. A alegação das equipes rivais é que o duto da asa traseira usaria a influência do piloto (quando aciona o DRS), mas a FIA rechaçou essa possibilidade”.

A Mercedes manteve a dupla de pilotos formada por Michael Schumacher e teve um início de temporada até animador. Fez uma primeira pole e obteve a primeira vitória logo na terceira corrida, na China; fez o segundo lugar em Mônaco e marcou pontos em seis das oito corridas seguintes. Mas, a partir daí, o rendimento da equipe caiu e nas últimas provas só marcou na última, em Interlagos, onde Michael Schumacher se despediu da Fórmula 1 com o 7º lugar.

Segundo Lívio Oricchio, ainda faltando 9 corridas para o término do campeonato, Ross Brawn já admitia dificuldades com o carro e dizia que a base do W03 não era ruim, e houve avanços de 2011 para 2012. “Desenvolvemos uma boa base para conceber o modelo do ano que vem, quando o regulamento será em essência o mesmo desta temporada. Por isso prosseguiremos no desenvolvimento do carro atual por o conhecimento poder ser repassado ao de 2013”, afirmou o dirigente da Mercedes.

A essa altura, Ross Brawn, que no início da temporada tinha feito uma completa reformulação da equipe dirigente da Mercedes, levando o diretor técnico da Renault, o inglês Bob Bell, depois seu colega de Ferrari por anos, o italiano Aldo Costa, e o experiente Geoff Willis, ex-diretor técnico da Red Bull, fez novas mudanças. Diante da má performance da equipe, praticamente ignorando os dirigentes que tinha levado, contratou. Mike Elliot, que era segundo homem em aerodinâmica da Lotus, e promoveu John Owen de responsável pela aerodinâmica a diretor técnico.

Durante todo o campeonato, atuação da Mercedes foi a seguinte:

GP da Austrália – A Mercedes foi bem na classificação, com Michael Schumacher em 4º e Nico Rosberg, em 7º, mas, na corrida, não confirmou a performance. Rosberg chegou em 12º e Schumacher saiu da pista logo na volta 10, com problemas na caixa de câmbio. GP da Malásia – Como na prova anterior, os dois pilotos da Mercedes foram bem na classificação. Schumacher foi o 3º no grid e Rosberg, o 8º na posta, largou em 7º, devido a punição aplicada a Kimi Raikkonen. Na corrida, porém, não lograram mais que um ponto, pelo 10º lugar de Schumacher. Rosberg foi 13º. GP da China – Com o contestado desenho da asa traseira, aprovado pela FIA, a Mercedes conquistou em Xangai sua primeira pole position e a primeira vitória, sob o nome oficial, desde 1955. Largando da 1ª posição do grid, e fazendo apenas duas paradas, Rosberg dominou claramente toda a corrida, tornando-se o primeiro piloto alemão a ganhar uma corrida com um carro alemão. Michael Schumacher, beneficiado por punição imposta a Lewis Hamilton, por troca de caixa de câmbio, ganhou a 2ª posição no grid, mas foi vítima de fogo amigo. Na segunda parada no box, os pilotos não apertaram devidamente a porca da roda e ele teve de abandonar a corrida. Com 26 pontos, a equipe assumia a 5ª colocação entre as construtoras. GP do Bahrein – Nico Rosberg, 5º no grid, teve sorte de não sofrer punição por direção perigosa, quando defendia posição ante o ataque de Lewis Hamilton, terminou na mesma posição. Michael Schumacher, que obteve o 18º tempo na classificação, mas, por causa de troca da caixa de câmbio, perdeu cinco posições e largou em 22º, fez uma corrida de recuperação e chegou em 10º. GP da Espanha – Novamente os dois pilotos da Mercedes se deram bem na classificação, com Rosberg em 6º e Schumacher, em 8º, no grid. Rosberg foi até o fim da corrida, chegando em 7º, enquanto Schumacher não passou da 12ª volta: chocou-se com Bruno Senna e os dois deixaram a pista. O alemão foi considerado culpado pelo acidente e foi punido com a parda de cinco posição na corrida seguinte, em Mônaco. GP de Mônaco – A punição sofrida na Espanha saiu cara para Michael Schumacher. Na pista de Montecarlo, ele foi o mais rápido na classificação, mas devido à perda de cinco posições, largou em 6º e abandonou a pista depois de 63 voltas, pro causa da pressão do óleo. Rosberg, que fez o 3º tempo e ganhou a segunda posição graças à punição ao companheiro, manteve a colocação na corrida e garantiu seu segundo pódio na temporada. GP do Canadá – A má sorte de Michael Schumacher continuou em Montreal. Ele foi o 9º na classificação e mantinha a colocação até fazer o pit stop, na volta 43. Só depois que voltou à pista perceberam que ele tinha a asa traseira, a do DRS, aberta. Ele voltou ao boxe, mas os mecânicos não conseguiram corrigir a fala e ele teve de abandonar a corrida. Nico Rosberg, 5º no grid, teve um bom momento na volta 40. Kimi Raikkonen saiu na frente dele, mas recorrendo ao DRS, Rosberg i ultrapassou na mesma volta e assegurou o 6º lugar na corrida. GP da Europa – Em Valência, afinal, Michael Schumacher subiu pela primeira vez ao pódio, desde o GP da China de 2006 e o 3º lugar foi o seu melhor resultado desde que voltou a correr, em 2010. Aos 43 anos e 173 dias, o piloto alemão igualou-se a Jack Brabham, que com o 2º lugar no GP da Inglaterra de 1970, era o piloto mais velho a ir ao pódio. É verdade que isso aconteceu porque Sebastian Vettel e Lewis Hamilton, que estavam à frente deixaram a pista; Kimi Raikkonen herdou o segundo lugar e Schumacher, que foi o 12º no grid, ganhou o 3º. Nico Rosberg largou e chegou em 6º. GP da Inglaterra – Em Silverstone, Michael Schumacher voltou a se colocar bem no grid, mas não sustentou a posição: largou em 3º e acabou chegando em 7º. Mesmo assim, ainda foi melhor do que Nico Rosberg, que foi 9º na classificação, perdeu cinco posições no grid, por troca da caixa de câmbio e terminou em 15º. GP da Alemanha – Em Hockenheim, Michael Schumacher voltou a conseguir uma classificação, o 4º lugar, mas na pista caiu para o 7º. Nico Rosberg fez boa corrida de recuperação. Foi 17º na classificação; perdeu cinco pontos por troca de caixa de câmbio e largou em 22º, mas chegou em 10º, garantindo pelo menos mais um ponto para a equipe. Com os 7 pontos, a Mercedes passou pela primeira vez dos 100 pontos, somando 105, mas continuou na 5ª colocação. GP da Hungria – Nico Rosberg voltou a se recuperar durante a corrida e, depois de largar em 13º, salvou pelo menos um ponto, chegando em 10º. Michael Schumacher não teve a mesma performance e, depois de largar em 17º, por problemas técnicos, deixou o carro morrer numa segunda volta de apresentação, provocada por defeito no sistema de sinalização, teve de largar dos boxes e não completou mais uma corrida, a sexta na temporada. GP da Bélgica – Mais uma vez, Nico Rosberg teve de trocar a caixa de câmbio, caiu da 18ª para a 23ª posição no grid e não passou do 11º lugar na corrida. Michael Schumacher largou em 13º e chegou em 7º, faturando seis pontos. GP da Itália – Em Ímola, Michael foi três décimos de segundo mais rápido do que Jenson Button e Nico Rosberg nos treinos livres. Na classificação, porém não conseguiu mais do que o 5º lugar e só largou em 4º porque Paul Di Resta, o 4º, sofreu a perda de cinco posições. Nico Rosberg também chegou à Q3, largou em 6º, também ganhando uma posição e os dois pilotos da Mercedes chegaram na zona intermediária da zona de pontuação, 6º e 7º. GP de Cingapura – A corrida no circuito de Marina Bay foi o que se pode chamar de um divisor de águas na temporada da Mercedes. Foi praticamente o fim de uma campanha que vinha sendo até razoável. Nico Rosberg largou em 10º e chegou em 5º. Michael Schumacher, 9º no grid, saiu da pista a 20 voltas do final, depois de colidir com Jean Vergne. Não só não marcou ponto, como ainda foi punido com a perda de 10 posições no grid da corrida seguinte. A Mercedes, que totalizou 136 pontos, só viria marcar outros no GP do Brasil, com o 7º lugar de Michael Schumacher. GP do Japão – Na quinta-feira antes da corrida em Suzuka, depois de saber que seria dispensado pela Mercedes, Michael Schumacher fez o primeiro anúncio de sua aposentadoria. Na classificação, Schumacher foi o 13º, mas, por causa da punição com a perda de 10 posições, por ter provocado colisão com Jean Éric-Vergne, saiu da 23ª posição. Nico Rosberg foi o 15º na classificação, mas coma punição a Schumacher e Nico Hülkenberg, que era o 10º, pulou para a 13ª posição. Mas nenhum dos dois conseguiu chegar à zona de pontuação: Schumacher terminou em 11º e Rosberg saiu logo na largada, tocado por Bruno Senna. GP da Coreia – No circuito internacional de Yeongam, a Mercedes passou mais uma etapa em branco. Michael Schumacher largou na 10ª posição e terminou 1m 13º. Nico Rosberg foi o 9º no grid, mas logo na primeira volta envolveu num acidente com Jenson Button e Kamui Kobayashi, sendo obrigado a abandonar a corrida. O piloto deixou o carro numa localização perigosa e a prolongada bandeira amarela desgaste de pneus e prejudicou a corrida de muita gente. GP da India – No circuito de Buddh, Michael Schumacher anunciou pela segunda vez sua retirada das pistas. E mais uma vez o ex-campeão não completou uma corrida. Foi a sétima da temporada. Ele largou em 14º e já na primeira curva teve um pneu furado, devido a um toque com Jean Éric-Vergne. Na 55ª das 60 voltas, voltou a ter problemas na caixa de câmbio e abandonou a pista. Nico Rosberg que largara em 9º, foi 11º, a seis segundos do 10º, Bruno Senna. GP de Abu Dhabi – Mais uma vez, Nico Rosberg não passou da largada. Antes da primeira curva, tocado por Nico Hülkenberg, da Force India, ele foi jogado contra o carro de Narain Karthikeyan, da Hispania, e contra a barreira, encerrando ali sua participação. Foi o terceiro abandono nas últimas quatro corridas. Michael Schumacher, 13º no grid, conseguiu progredir na corrida, mas não passou do 11º lugar, a mais de 11 segundos do 10º colocado, Daniel Ricciardo, da Toro Rosso. GP dos Estados Unidos – No novo circuito de Austin, Michael Schumacher não foi o mesmo piloto que já tinha vencido o GP dos Estados Unidos por 5 vezes. Depois de escapar de uma punição por atrapalhar a volta rápida de Fernando Alonso, na Q2, ele conseguiu chegar à Q3 e classificar-se na 6ª posição do grid, 0s267 à frente de Felipe Massa, ex-companheiro na Ferrari. Ele ainda ganhou mais uma posição, graças a punição imposta a Romain Grosjean, mas na corrida teve problemas com os pneus, teve de fazer uma parada a mais e caiu para o 16º lugar. Nico Rosberg foi o 17º no grid e avançou só quatro posições na pista, chegando em 13º. GP do Brasil – Em Interlagos, Michael Schumacher encerrou a sua participação na Fórmula 1, com a pior campanha em toda a carreira, que inclui 7 títulos mundiais. Nas 20 corridas, o melhor resultado foi 3º lugar em Valência, onde subiu ao pódio pela última vez. Todavia, o 7º lugar na despedida deu à Mercedes os únicos seis pontos conquistados pela equipe nas seis últimas corridas do campeonato. Nico Rosberg, que largou em 9º, beneficiado por punição a Pastor Maldonado, chegou em 15º. Com 142 pontos, bem distante da 4ª colocada, a Lotus, que fez 303 pontos, a Mercedes, caiu para a 5ª colocação no campeonato dos construtores.

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Ainda durante a temporada, afora as outras alterações feitas por Ross Brawn, além de dispensar Michael Schumacher, a Mercedes demitiu também Norbert Haug, que dirigiu a divisão de competições da montadora por 22 anos. E chegaram Toto Wolf (Torger Christian Wolff), ex-Williams, como acionista, com 30% de participação na equipe e diretor de negócios, e Paddy Lowe, ex-McLaren, como diretor técnico. Wolff substituiu Norber Haig,  Em setembro de 2012, Niki Lauda tornou-se “presidente não executivo”, o intermediário entre o CEO Dieter Zetsche e o chefe de equipe Ross Brawn e a sua chegada ajudou a atrair para a equipe, no mesmo mês, Lewis Hamilton. No dia 28 de setembro, o piloto inglês assinou contrato de três anos, pelo qual recebeu cerca de 200 milhões de reais.

O carro para a  temporada de 2013 era o  W04, nas palavras de Ross Brawn, chefe da Mercedes, “um claro passo à frente em desenho e detalhes sofisticados, em relação ao seu predecessor”. Ele admitia, porém, que o desenho da asa dianteira seria mudado e que mais atualizações seriam introduzidas antes da primeira corrida do campeonato. E que a equipe estava trabalhando no duplo DRS passivo igual ao da Lotus, mas estava difícil fazê-lo funcionar corretamente. Analistas, porém, achavam que o carro era extremamente semelhante ao de 2012, com exceção do “painel da vaidade” (vanity panel), que disfarçava o espaço entre o nariz e o piloto. Uma das novidades do carro projetado por Aldo Costa, ex-Ferrari, e Bob Bell, ex-Renault, eram as novas bordas das rodas dianteira e traseira e a diminuição do número de porcas, o que poderia reduzir o tempo de parada no box. As entradas de ar laterais eram mais elevadas que o centro, para melhorar o fluxo de ar para a traseira e evitar que os detritos da pista chegassem ao radiador. A parte superior das laterais tinha forma de U, com a extremidade externa ligada ao escapamento com o efeito Coanda, que direciona os gases, para dar mais força aerodinâmica e maior aderência dos pneus nas retas ou curvas de alta velocidade. A asa dianteira, considerada mais agressiva, tinha cinco elementos, um principal e quatro abas, em vez de apenas três, como no modelo anterior. O DRS estava localizado no meio da asa traseira. A suspensão dianteira continuava com o sistema pushrod e a traseira com o pullrod. E a cor do carro ainda era a mesma que lhe valia o apelido de “flecha de prata”.  Antes da apresentação, Lauda disse que a equipe estava trabalhando “no conceito de um carro totalmente novo”, pois o W03, não era rápido o bastante. Depois da corrida da Malásia, onde obteve o terceiro lugar, Lewis Hamilton admitiu que tinha  o “2º melhor carro da F1” (o 1º era o da Red Bull) e, com ele logo poderia conquistar a primeira vitória. Nos treinos da pré-temporada, o W04 mostrou velocidade, mas mau relacionamento com os pneus, feitos para se desgastarem mais rapidamente, tornando as corridas mais atraentes.

Nas cinco primeiras provas do campeonato, a equipe obteve resultados apenas discretos:  o 5º lugar na Austrália e dois 3ºs lugares, na Malásia e China, de Lewis Hamilton e o 6º lugar de Nico Rosberg, na Espanha. Nas cinco provas seguintes, porém, a Mercedes mostrou uma inesperada evolução. Rosberg venceu em Mônaco e na Inglaterra e Hamilton chegou na frente na Hungria. Hamilton foi 3º no Canadá e 5º na Alemanha. Nessas cinco provas, a equipe conquistou 4 poles positions, com Rosberg, que já havia sido pole na Espanha e Bahrein, largando na frente em Mônaco, e Hamilton em Silverstone, Nurburgring e Hungaroring. A vitória de Lewis Hamilton na Hungria deu novo impulso às pretensões da equipe, mesmo com Rosberg tendo terminado em 19º. Aldo Costa afirmava que ainda era cedo para saber se havia resolvido o problema de  desgaste excessivo dos pneus, mas, depois desse GP dava para acreditar que tinham avançado muito nesse aspecto. E Hamilton dizia esperançoso: “Se aqui na Hungria, com 35 graus e com a pista em 55, não tivemos problemas com os pneus, mesmo depois de três pits stops, acho que resolvemos nossos problemas. E Rosso Brawn completava: “Estamos transformando nossas poles positions em vitórias”.

Muitos atribuíram essa evolução na administração dos pneus aos testes secretos (e ilegais) que a Mercedes e a Pirelli fizeram no circuito de Barcelona, depois do GP da Espanha. Contrariando o artigo 22, parágrafo H, do regulamento da FIA, que proíbe os treinos com carros do ano até 31 de dezembro,  Hamilton e Rosberg rodaram mil quilômetros na pista da Catalunha, quando, certamente, foram detectados e sanados os problemas. Em Mõnaco, a Red Bull denunciou a irregularidade e o caso foi a julgamento pelo Tribunal da FIA.  Porém, quando todos esperavam uma punição severa, com risco até de a Mercedes ser afastada do campeonato, a decisão foi salomônica. Depois de 6 horas de discussões, os três juízes decidiram apenas repreender a Mercedes e afastá-la dos testes para jovens pilotos, em Silverstone. A Pirelli só foi admoestada.

A segunda metade da temporada não foi o que o pessoal da Mercedes esperava. A equipe não conseguiu superar a Red Bull em nenhuma das 10 últimas corridas e as melhores colocações foram o 2º lugar de Rosberg na India, e o 3º  de Hamilton na Bélgica e de Rosberg em Abu Dhabi. No GP da Bélgica, em Spa-Francorchamps, Hamilton foi o pole position, mas foi ultrapassado por Sebastian Vettel ainda na primeira volta e depois perdeu também o 2º lugar para Fernando Alonso. Rosberg largou em 4º e chegou na mesma posição. No GP da Itália, Hamilton teve um pneu furado logo no começo da prova e por isso teve de fazer dois pit stops e  não passou da 12ª  posição em que tinha largado. Rosberg saiu e chegou em 6º.  Com o mau resultado, a equipe foi ultrapassada pela Ferrari na classificação dos construtores, pela diferença de 2  pontos ( 248 a 246). No GP de Cingapura, Rosberg largou da 2ª posição, errou na escolha dos pneus e cruzou a linha em 4º, seguido pelo companheiro Hamilton. Ainda assim, o inglês manteve a 3ª colocação no campeonato, atrás de Sebastian Vettel e Fernando Alonso. No GP da Coreia, as coisas não foram melhores: Hamilton,  2º no grid, chegou em 5º e perdeu o 3º lugar entre os pilotos para Kimi Raikkonen. Rosberg, para não bater em Hamilton, tocou com a asa dianteira na pista, teve de trocá-la e depois de largar em 4º, foi o 7º colocado. No GP do Japão, Lewis Hamilton voltou a ter um pneu furado, ao ser tocado por Sebastian Vettel na largada e teve de abandonar a pista. Rosberg, 6º no grid, chegou em 8º. No GP da India, a dupla da Mercedes teve seu melhor resultado conjunto nessa segunda fase do campeonato. Rosberg, 2º no grid, cruzou a linha na mesma posição e Hamilton, 3º na largada,  chegou em 6º. Com os 26 pontos conquistados, a Mercedes voltou a ficar à frente da Ferrari, embora com apenas 4 pontos de vantagem: 313 a 309. No GP de Abu Dhabi, com o 3º lugar de Rosberg e o 7º de Hamilton, o que lhe valeu 21 pontos, contra 14 de Fernando Alonso e Felipe Massa, a Mercedes ampliou para 11 pontos a vantagem sobre a Ferrari: 334 a 323. No GP dos Estados Unidos, a diferença entre as equipes aumentou para 15 pontos (348 a 333), graças ao 4º lugar de Hamilton e o 9º de Rosberg, enquanto na Ferrari só Alonso chegou na zona de pontuação, em 5º. No GP do Brasil, os 21 pontos obtidos pela Ferrari, com o 3º lugar de Fernando Alonso e 7º de Felipe Massa, não foram suficientes para evitar que a Mercedes, com os 12 pontos do 5º lugar de Rosberg e 9º de Hamilton, garantisse a 2ª colocação final por escassos 6 pontos (360 a 354).

O campeonato de 2014 teve domínio absoluto da Mercedes, do início ao fim, com seus dois pilotos, Lewis Hamilton e Nico Rosberg, ganhando 16 das 19 corridas da temporada. Ao atingir 565 pontos, no GP da Rússia, em Sochi, Mercedes garantiu o título das construtoras com três rodadas de antecipação e, no final, com 761 pontos, logrou uma vantagem de 356  pontos sobre a segunda colocada, a Red Bull, que somou 405 pontos.

O único problema enfrentado pela Mercedes durante toda temporada foi administrar a rivalidade entre seus dois pilotos, desde o início empenhados numa disputa pelo título, que fez estremecer uma amizade de longos anos, desde que ambos corriam de kart dividiam o quarto pelo mundo e só disputavam os pedaços de pizza nos restaurantes de Monte Carlo, onde viviam. A animosidade entre os dois, dentro e fora das pistas, que começou nas primeiras corridas, se acentuou em Mônaco, onde, com um acidente mal explicado, Rosberg provocou a interrupção da Q3, evitou que Hamilton o superasse e garantiu a pole position. E aumentou na Bélgica, quando o alemão bateu no carro do companheiro, tirando-o da corrida.  Apesar do clima tenso e a insistência dos pilotos, a Mercedes se recusou se definir por um deles, se recusou a fazer jogo de equipe e determinou aos dois: “disputem, mas não se toquem”.  Embora Hamilton tivesse sempre maior número de vitórias, a disputa com Rosberg, que liderava as poles, persistiu até a última corrida, que, por causa da contagem em dobro, poderia alterar a classificação. Com 17 pontos de vantagem (334 a 317), o inglês chegou a Abu Dhabi precisando apenas de um segundo lugar para ser campeão, mesmo que Rosberg ganhasse a corrida. Na pista, porém, houve o anticlímax. O piloto alemão largou mal, teve problemas no carro e acabou na 14ª posição.  Hamilton liderou a prova com tranquilidade, principalmente depois de saber que, mesmo que fosse obrigado a parar, o título estava garantido, e só nas últimas 11 voltas teve a vitória ameaçada por uma esplendida atuação de Felipe Massa. Lewis Hamilton foi campeão com 384 pontos, 11 vitórias, 16 pódios, 7 voltas mais rápidas e 7 poles. Nico Rosberg foi o vice-campeão, com 317 pontos, 5 vitórias, 15 pódios, 5 voltas mais rápidas, 11 poles positions.

Uma das razões mais fortes para o domínio da Mercedes foi a superioridade da sua unidade de potência em relação às concorrentes, que foi tema de discussões durante toda a segunda parte da temporada. Inconformadas com a diferença em relação à rival, as outras fábricas passaram a exigir da FIA o descongelamento do desenvolvimento dos motores, para se igualarem a ela, mas não foram atendidas. E, em novembro, a Comissão de Estratégia da FIA manteve o congelamento para 2015.

A Mercedes Benz começou a fabricar o PU106A Hibrido, considerado o mais completo conjunto de força produzido em Brixworth, e o maior desafio dos engenheiros foi integrar o novo turbo de 1.6 e o sistema ERS ao F1 W05, em meados de 2011, quando as regras para a nova unidade de potência V6 hibrida foi oficialmente anunciada.

O carro da equipe italiana nessa temporada foi o F1 W05 , segundo a Mercedes, o primeiro Flecha de Prata inteiramente novo a ir para a pista, desde 1954. As novas regras aerodinâmicas provocaram mudanças em três elementos principais do carro: a asa dianteira foi estreitada; na traseira, o carro foi afetado pela perda do exaustor soprado e a asa traseira foi alterada pela eliminação do rebaixamento e a caixa no alto da asa foi reduzida de 220 para 200 mm. O carro continua com a tradicional pintura prateada, mas com detalhes em preto, sobre o motor, e verde, referência à Petronas, parceira da escuderia alemã.

O carro começou a ser pensado em 2010, quando foram divulgadas as primeiras informações sobre possíveis alterações do regulamento e é o resultado do trabalho conjunto da Mercedes AMG Petronas F1 Team, sediada em Brackley, e a Mercedes AMG High Performance Powetrains, de Brixworth, ambas as cidades do norte da Inglaterra. De acordo com informe da Mercedes, embora separadas por 45 quilômetros, as duas unidades trabalharam juntas no projeto desde a primeira reunião para buscar soluções para as novas regras. Todos os engenheiros da Mercedes trabalharam no projeto, desde o seu início. O chassi foi produzido em Brackley e a unidade de potência, o PU106A Hibrido, foi concebido e construído em Brixworth.

W05 é considerado um marco na história da Mercedes Benz, que comemorava 120 anos de competições do esporte a motor e 80 anos desde o primeiro dos seus carros de corrida, os Flechas de Prata. Apesar de todas as modificações reveladas pela fábrica, o W05 foi considerado pelos analistas como mais comportado que os rivais, com um desenho limpo, sóbrio. Principalmente o bico era mais comedido, mais largo e estético que os dos concorrentes.

Na frente, a mudança mais evidente era a redução da asa dianteira de 1.800 para 1.650 mm, o que dava um efeito aerodinâmico muito grande e, com o bico mais baixo, definia o fluxo do ar sobre o carro inteiro. A altura máxima do nariz também foi reduzida significativamente de 550 para 185 mm, para aumentar a segurança do carro. As entradas de ar foram valorizadas e os sidepods eram bastante estreitos, abrindo espaço para a passagem do ar até o difusor. Na traseira, além das mudanças já citadas, o espaço para o DRS maior do que em 2013 e um escapamento bem longo foi montado num suporte da asa traseira.

Conforme release da Mercedes, a caixa de câmbio, com 8 marchas à frente e ré, exigiu um desenho inteiramente novo, pois, enquanto antes a relação de marchas poderia ser otimizada a cada corrida, conforme a demanda do circuito, a partir de 2014 a escolha da relação tinha de ser feita no início de cada temporada. O piloto timha de agir com muita paciência, pois a caixa de câmbio deveria durar por seis corridas e não cinco, como em 2013.

Paddy Lowe, o substituto de Ross Brawn como chefe da equipe e diretor técnico da Mercedes, disse ter ficado satisfeito com o trabalho da equipe. “O novo carro é elegante, bonito, mas agressivo. A engenharia é extremamente inovadora e inteligente. Nossa equipe pode se sentir orgulhosa do trabalho feito até agora, mas todos sabemos que vamos ter de percorrer um longo caminho antes da primeira corrida” afirmou.

E o primeiro passo dessa caminhada não foi dos mais felizes. Depois de ter feito a melhor volta no primeiro dia de treino em Jerez de La Frontera, em janeiro, na 28ª volta, Lewis Hamilton praticamente destruiu o W05. A asa dianteira se desprendeu, ele perdeu o controle do carro e foi de encontro à barreira de pneus. Por sorte, não se feriu.

Amaioro dificuldade da Merecdes em 2014 foi administrar a ivalidade e ua guerra interna, a principio veladas, mas depois escancarada, entre Hamilton e  Nico Rosberg, que puseram em xeque uma amizade que vinha desde os tempos do kart e da convivência em Mônaco.  O clima tenso se instalou no GP de Mônaco, quando Rosberg simulou um problema no carro, para provocar bandeira amarela e encerrar a classificação no momento em que, com o cronometro zerado, Hamilton ia completar a sua volta lançada e tomar dele a pole position. E a situação se deteriorou por completo no GP da Bélgica, onde Hamilton tomou a ponta de Rosberg na largada, os dois disputaram posição roda a roda e a disputa terminou com um choque já na segunda volta, que provocou o furo dos dois pneus traseiros do inglês, obrigando-o a deixar a pista.

Numa reunião depois da corrida, a Mercedes fez séria advertência a ambos os pilotos e ameaçou demitir um dos dois que voltasse a prejudicar a equipe, mas se recusou a impor o ordens da pitwall favorecendo um deles. Deu liberdade aos dois, desde que não se tocassem. Os incidentes na pista não se repetiram, mas, fora dela, Hamilton e Rosberg travaram uma intensa guerra psicológica, um querendo desestabilizar o outro. E foi então que o piloto inglês, conhecido por ser emocionalmente instável, abertamente mal humorado, revelou maturidade até então desconhecida e não se deixou abalar. Depois de uma explosão em Mônaco, quando acusou diretamente o companheiro de deslealdade, e das reclamações na Bélgica, concentrou-se na pilotagem do seu carro e construiu uma conquista indiscutível.

Encerrado o campeonato, Nico Rosberg reconheceu a vitória de Hamilton, os dois trocaram gentilezas e, aparentemente, voltaram a ser “amigos de infância”.

A lua de mel, o armistício, porém, não duraram mais do que um inverno.  A rivalidade entre os dois pilotos ressurgiu logo no inicio da temporada de 2015, se acentuou e ficou mais evidente no final do campeonato. A animosidade se manifestou logo na terceira corrida, na China, quando Nico Rosberg acusou o companheiro de reduzir a velocidade propositadamente, comprometendo a corrida dele. Depois, o alemão acusou Hamilton de ser demasiadamente agressivo nas disputas entre os dois, principalmente nas largadas em que Rosberg era o pole position. E a relação entre os dois esfriou de vez após incidentes no Japão e nos Estados Unidos. Em Suzuka, Hamilton forçou a ultrapassagem, quase jogando o companheiro para fora da pista e em Austin os dois viveram a chamada “guerra do boné”, quando o inglês jogou, com desdém, o boné de segundo colocado no colo de Rosberg.

Apesar disso ou por isso, a  Mercedes dominou inteiramente o campeonato, desde a primeira corrida, na Austrália, onde fez a dobradinha e livrou uma vantagem de 28 pontos sobre a Ferrari e terminou 30 segundos à frente do terceiro colocado, Sebastian Vettel.

A diferença da equipe alemã só cresceu durante o andamento do campeonato. Ela garantiu o título das construtoras com 4 corridas de antecedência, no GP da Rússia, e, no final da temporada, chegou aos 703 pontos contra 428 da Ferrari.

Lewis Hamilton, da Mercedes, repetiu a façanha do ano anterior e conquistou o seu segundo título seguido, tornando-se tricampeão da F1, no GP dos Estados Unidos, faltando ainda três provas para o fim do campeonato. O piloto inglês também faturou o troféu de poles da FIA, largando da primeira posição em 11 das 19 provas da temporada.  Seu companheiro de equipe, Nico Rosberg, foi o vice-campeão e Sebastian Vettel, da Ferrari, o terceiro colocado.

Lewis Hamilton e Nico Rosberg começaram se alternando nas vitórias, com o inglês vencendo na Austrália, na China e Bahrein (depois de uma surpresa de Vettel na Malásia) e o alemão chegando em primeiro na Espanha e Mônaco. Em seguida, Hamilton venceu no Canadá; Rosberg, na Áustria; Hamilton, na Inglaterra e Vettel, na Hungria. A partir daí, Hamilton ganhou na Bélgica, Itália, Japão, Rússia e garantiu o tricampeonato nos Estados Unidos, numa série que só foi quebrada em Cingapura, com vitória de Sebastian Vettel. Nico Rosberg reagiu e ganhou as três últimas corridas, quando já não tinha mais condições de brigar pelo título, mas podia mostrar a sua capacidade de reação.

Em 2016, a vitória no Grande Prêmio do México marcou a 17ª vitória da Mercedes em 19 corridas, com o F1W07 quebrando o recorde de 16 vitórias de seus antecessores, em 2014 e 2015. No Grande Prêmio do Brasil, Lewis Hamilton obteve a 19ª pole da temporada, superando os recordes de 18 poles obtidos pela Red Bull, em 202011, e pela Mercedes, em 2014 e 2015. Em 20 corridas, o F1 Wo0 obteve 19 vitórias, 10 de Hamilton e 9 de Rosberg; 20 poles positions, 12 de Hamilton, 8 de Rosberg; 9 voltas mais rápidas, sendo 3 de Hamilton e 6 de Rosberg; 15 primeiras filas e 8 dobradinhas.

Com 765 pontos, a equipe alemã conquistou seu terceiro título consecutivo de construtores, no GP do Japão, restando ainda 4 corridas para o final do campeonato. O total de pontos superou ao do ano anterior, de 703, e foi o maior obtido por uma equipe numa mesma temporada. Nico Rosberg coroou-se campeão de 2016, com 385 pontos, contra 380 de Lewis Hamilton.

Más largadas e problemas de confiabilidade afetaram a Mercedes durante toda a temporada. A questão das largadas foi atribuída a um problema de hardware, que provocava o aquecimento da embreagem. Isso ocorrer em várias ocasiões, incluindo as corridas da Austrália, Bahrein. Alemanha e Itália e Japão. Problemas de confiabilidade da unidade de energia aconteceram na China, Rússia, Mônaco, Inglaterra e o mais grave deles na Malásia, onde o motor de Hamilton estourou e ele teve de abandonar a corrida, quando estava na liderança.

Hamilton fez a pole position na Austrália, à frente do companheiro Nico Rosberg. Os carros da equipe, porém, tiveram más largadas em relação às Ferraris de Sebastian Vettel e Kimi Raikkonen. Um acidente violento entre Fernando Alonso e Esteban Gutierrez, porém, provocou uma bandeira vermelha, que deu chance à Mercedes de trocar os pneus e chegar à vitória, com a dobradinha Rosberg-Hamilton.

No Bahrein, Hamilton voltou a ser pole, mas Rosberg largou melhor, passou por ele e garantiu a liderança quando o companheiro chocou-se com Valtteri Bottas e caiu para 9º. O inglês conseguiu se recuperar, mas não foi além do 3º lugar do pódio.  Na China, foi a vez de Rosberg largar da pole position, depois de Hamilton enfrentar problemas com o MGU-H e não conseguir marcar tempo na classificação..O alemão obteve a terceira vitória consecutiva em 2016 (completando 7 com as quatro últimas de 2015) à frente de Sebastian Vettel, com Hamilton lutando para ir de 22º  a 7º.  Rosberg fez pole position, melhor volta, liderou todas as voltas e venceu o Grande Prêmio da Rússia, enquanto Hamilton, que  novamente teve problemas de confiabilidade durante a qualificação, saiu da 10ª posição, mas chegou em 2º.

Hamilton e Rosberg voltaram a formar a primeira linha no Grande Prêmio da Espanha, com o inglês assumindo sua terceira pole da temporada. Rosberg teve um começo ligeiramente melhor e ultrapassou Hamilton na parte externa da volta 1. Na volta 4, Rosberg descobriu que estava no modo errado do motor, que o fez se atrasar. Hamilton, vendo uma lacuna, tentou ultrapassar, mas o alemão fechou a porta, os dois se chocaram, rodaram, foram para o cascalho e tiveram de deixar a pista. Foi o primeiro abandono duplo da Mercedes, desde o GP da Austrália de 2011. O jovem holandês Max Verstappen, que fazia a primeira corrida pela Red Bull, promovido da Toro Rosso, foi o vencedor, tornando-se o piloto mais jovem a ganhar corrida na F1.

Em Mônaco, a equipe alemã perdeu a hegemonia da pole position. Os dois carros tiveram problemas técnicos e foram superados por Daniel Ricciardo, da Red Bull. Na corrida, porém, Ricciardo teve uma troca de pneus muito demorada e foi ultrapassado por Hamilton, que conquistou a primeira vitória dele na temporada. Rosberg, 2º no grid, com problemas nos freios, chegou em 7º;

No Grande Prêmio do Canadá, Hamilton assumiu a pole position 61 centésimos de segundo à frente de Rosberg e cruzou a linha apenas 5s011 na frente de Vettel, que buscava sua quinta vitória no Circuito Gilles Villeneuve. Rosberg só conseguiu o 5º lugar, após contato com o seu companheiro de equipe e um furo de pneu no final da corrida. Completado um terço da temporada, a Mercedes tinha uma vantagem de 76 pontos sobre sua rival mais próxima, a Ferrari (223 a 147).

No novo GP da Europa, em Baku, capital do Azerbaijão, Nico Rosberg obteve o seu segundo Grand Slam da carreira, com a pole position, volta mais rápida, mais voltas na liderança e vitória. Hamilton foi punido com 2 segundos e saiu em 1º no grid, por ter cortado caminho na volta lançada, e terminou em 10º.

Na 9ª etapa da temporada, o GP da Áustria, Hamilton fez o 10º hat-trick de carreira de forma dramática, com a dupla da Mercedes colidindo durante a última volta. Hamilton tentou ultrapassar ma curva 2, Rosberg atrasou a freada e os dois se chocaram. Hamilton conseguiu continuar em frente, mas o companheiro, com avarias no carro, foi ultrapassado por Verstappen e Perez, terminando em 4º.

Depois desse incidente, a Mercedes impôs ordens severas aos pilotos, dando liberdade para disputas na pista, mas prometendo penalidade a quem cometesse irregularidade.

Hamilton, saindo da pole, ganhou seu terceiro GP da Inglaterra consecutivo, um recorde no Circuito de Silverstone, enquanto Rosberg, no 2º lugar, teve um problema de caixa de velocidades, na metade da corrida. A Mercedes ordenou que ele reinicializasse a caixa de câmbio e evitasse usar a sétima marcha, ou se arriscaria a uma falha catastrófica. A orientação pelo rádio levou a uma investigação pelos comissários de pista e, por receber assistência não permitida, Rosberg foi penalizado com dez segundos adicionados a seu tempo de corrida, que o jogou para o terceiro lugar, atrás de Max Verstappen.

Hamilton assumiu a liderança no Campeonato de Pilotos após o Grande Prêmio da Hungria, estabelecendo um novo recorde de vitórias em Hungaroring, superando Michael Schumacher. Um mês depois, Hamilton conquistou a quarta vitória consecutiva, no Grande Prêmio da Alemanha, indo para a pausa de verão com uma vantagem de 19 pontos sobre seu companheiro de equipe (217 a 198).

No reinício do campeonato, no Grande Prêmio da Bélgica, Hamilton sofreu perda de 60 posições no grid, por ter excedido a troca de componentes do motor, começando assim na parte de trás do grid. Rosberg assumiu a pole position e ganhou seu primeiro Grande Prêmio belga, liderando do início ao fim, enquanto Hamilton lutou até chegar a terceira colocação, tornando-se o primeiro piloto a começar do 20º lugar ou inferior e terminar no pódio em três ocasiões.

No Grande Prêmio da Itália, Rosberg conquistou sua sétima vitória da temporada, depois que Hamilton perdeu a liderança devido a uma má largada, mas se recuperou para terminar em segundo lugar, na 4ª dobradinha da equipe na temporada. Rosberg reduziu a vantagem de Hamilton no campeonato de pilotos para apenas 2 pontos (250 a 248) e, completados dois terços da temporada, a Mercedes tinha vantagem de 208 pontos sobre a então concorrente mais próxima, a Red Bull Racing (498 a 290).

No Grande Prêmio de Cingapura, Rosberg retomou a liderança do Campeonato de Pilotos sobre Hamilton, quando venceu sua terceira corrida consecutiva e oitava em geral, após se defender de Ricciardo nas últimas voltas. Hamilton, apesar de ter problemas de temperatura dos freios, conseguiu conquistar o 3º lugar no pódio, com Räikkönen pouco mais de 2 segundos atrás.

O Campeonato de Pilotos sofreu uma grande reviravolta no Grande Prêmio da Malásia. Hamilton, que era o líder, sofreu uma falha no motor e abandonou a corrida na 40ª das 56 voltas. Rosberg, 2º no grid, caiu para 17º, devido a uma colisão com Vettel na primeira volta. Com isso, Daniel Ricciardo E Max Verstappen fizeram a primeira dobradinha da Red Bull, desde a temporada de 2013. Rosberg ainda conseguiu chegar em 3º e aumentou a vantagem sobre Hamilton para 23 pontos, faltando cinco corridas para o final do campeonato.

No Grande Prêmio do Japão, Hamilton começou mal e caiu do segundo para o oitavo lugar, mas se recuperou para terminar em terceiro, enquanto Rosberg vencia de ponta a ponta, na sua nona vitória da temporada. O primeiro e o terceiro lugares garantiram o título de Construtores da Mercedes.

No Grande Prêmio dos Estados Unidos, Hamilton, largando da pole position, obteve sua sétima vitória da temporada, a primeira desde o Grande Prêmio da Alemanha e a 50ª vitória num GP da F1. Ele se tornou o terceiro piloto com ais vitória na categoria, atrás de Alain Prost (51) e Michael Schumacher (91). Rosberg foi superado por Daniel Ricciardo no início, mas retomou a segunda posição devido a um pit stop “livre” sob um Virtual Safety Car (VSC) na volta 31, causado pelo abandono de Max Verstappen. No Grande Prêmio do México, Hamilton assumiu a pole position, enquanto Rosberg garantiu o 12º lugar da Mercedes na primeira fila para a equipe, batendo Verstappen e Ricciardo em na última volta da classificação. Na largada, = Hamilton passou pela grama, para garantir a posição, sem prejudicar ninguém, enquanto Rosberg teve de resistir a ataque de Verstappen, para continuar em segundo. A decisão do 3º lugar gerou grande confusão, com Vettel tomando à última hora o lugar de Verstappen, punido por choque contra Rosberg. Com o

51º Grande Prêmio, Hamilton igualou-se a Alain Prost e a Mercedes marcou sua 17ª vitória, estabelecendo um novo recorde para o maior número de vitórias em uma única temporada, quebrando seu próprio recorde de 16 vitórias em cada uma das duas temporadas anteriores.

Hamilton teve sua primeira vitória no Autódromo José Carlos Pace depois de começar na pole position na penúltima corrida, o Grande Prêmio do Brasil. Rosberg sobreviveu a uma quase rodada, devido a condições meteorológicas, mas deu à Mercedes sua 7ª dobradinha da temporada.

Os dois pilotos da Mercedes chegaram a Abu Dhabi em condições de serem campeões, com ligeira vantagem para Nico Rosberg. Ele, que tinha 12 pontos de vantagem, garantiria o título, mesmo que o companheiro ganhasse a corrida. Os dois conseguiram a 14ª primeira fila, com o líder do campeonato, Hamilton, um terço do segundo à frente de Rosberg. Durante a corrida, Hamilton tentou retardar o ritmo, para que Verstappen e Vettel passassem à frente de Rosberg, negando-se até a obedecer ordem da equipe para que acelerasse. A tática, todavia, não surtiu efeito, pois Rosberg manteve-se na segunda colocação e garantiu o título de campeão.

Cinco dias depois de conquistar o almejado galardão, Nico Rosberg anunciou a sua aposentadoria e a Mercedes foi buscar Valtteri Bottas, da Williams, para ocupar a sua vaga. (Tradução, com adaptações de:  https://en.wikipedia.org/wiki/Mercedes_F1_W07_Hybrid