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McLaren

  McLaren Honda 2015 pres                                          

Organização

Nome oficial – Team McLaren Mercedes F1
Sede – Woking, Surrey, Inglaterra
Diretor Executivo Zak Brouwn
Chefe de equipe Martin Whitmarsh
Eng. chefe de carros Mark Williams
Chefe técnico – chassi Tim Goss
Chefe técnico – aerodinâmica Peter Prodromou
Gerente David Redding
Diretor desenhistas Neil Oatley
Diretor Técnico Tim Goss
Diretor gerente Paul  James
Chefes  de operações Jonathan Neale

Simon Roberts

Desempenho

Estreia

GP de Mônaco

26/05/1966

Campeonatos

56

Corridas

816

Títulos

8 (1974, 1984, 1985, 1988, 1989, 1990, 1991, 1998)

Pilotos campeões

12 (1974, 1976, 1984, 1985, 1986, 1988, 1989, 1990, 1991, 1998, 1999, 2008)

Vitórias

182

Pódios

485

Voltas

155

Poles

155

Pontos

5.142,5

Campeonato  2017  –  9ª – 23 pontos

História

A McLaren foi fundada por Bruce McLaren, piloto nascido em Auckland, na Nova Zelândia. Em 1958, ele ganhou um concurso em seu país para correr na Europa. Seus bons resultados na F-2 lhe renderam um lugar, em 1959, na equipe Cooper, onde correu ao lado de Jack Brabham. Naquele mesmo ano, na pista de Hendrick Field, nos Estados Unidos, McLaren se tornou o mais jovem vencedor de um Grand Prix, ao vencer a prova aos 22 anos de idade.

Evoluiu como piloto e acabou criando sua própria fábrica de carros de corrida e se dedicando a ela, correndo provas de várias categorias na Europa, Nova Zelândia e Estados Unidos.

Em 1966, construiu seu primeiro chassi de F-1. Apesar de problemas com um fraco motor italiano que conseguiu naquele primeiro ano de motores 3,0 litros, Bruce marcou o primeiro ponto com seu próprio carro no GP da Inglaterra, com um sexto lugar.

O chassi daquele ano, o M2B, fora desenhado por Robin Herd. Bruce ainda conviveu com os motores BRM de três litros até que pudesse contar com os Cosworth, potentes e dominadores da categoria. Fez isso quando o M7 saiu da prancheta de Robin Herd, antes que o projetista deixasse o time em direção à Cosworth, que pretendia fazer um carro de F-1.

Com o M7, Bruce estreou com vitória na corrida dos campeões, realizada no circuito inglês de Brands Hatch.

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Com esse mesmo carro, o seu companheiro de equipe _o também neozelandês Denis Hulme_ brigou pelo título de 1968 com o inglês Graham Hill, não conseguindo, porém, bater Mister Mônaco.

No campeonato de CAN-AM, os McLarens eram destaque. Mas, em 2 de junho de 1970, Bruce morreu num acidente, testando o M8 da série CAN-AM, na pista de Goodwood. A equipe passou a ser comandada pelo parceiro de Bruce, Teddy Mayer.

Bons carros, como o M19, foram colocados nas pistas de F-1, que passou a ser prioridade da equipe. Mas o sucesso só foi conseguido mesmo com o modelo M23, com o qual os pilotos Hulme e o norte-americano Peter Revson venceram três provas na competitiva temporada de 1973.

Para 1974, a equipe contratou Emerson Fittipaldi e teve, pela primeira vez, o patrocínio da marca Marlboro. Com Emerson desenvolvendo o carro e o investimento do novo patrocínio, a McLaren venceu três provas e faturou pela primeira vez o título de pilotos e construtores.

A dura disputa com as Ferraris, em 1974, se tornou um pesadelo no ano seguinte. Emerson terminou o ano com o vice-campeonato e deixou a equipe para se juntar ao irmão Wilson na brasileira Copersucar.

Em 1976, o lugar de Fittipaldi foi preenchido por James Hunt, o inglês que havia se destacado correndo pela excêntrica Hesketh. Foi uma das temporadas mais emocionantes da categoria: Hunt, na McLaren M23 modificada, contra Lauda, na Ferrari. No final, Hunt chegou ao título de pilotos, com apenas um ponto de vantagem sobre Lauda. Em 1977, Lauda recuperou o título de Hunt, vencendo três provas. A McLaren ficava para trás depois da introdução dos cursos ASA na categoria.

Sem bons resultados e com problemas estruturais na equipe, Teddy Mayer foi obrigado a vender parte da McLaren para a Project Four, uma equipe de F-2 também patrocinada pela Marlboro, do inglês Ron Dennis.

Dennis mudou muita coisa na equipe e entregou o departamento de projetos a outro inglês, John Barnard. O genial Barnard logo criou aquele que seria a nova regra na F-1, o chassi de fibra de carbono denominado de MP4, fabricado nos Estados Unidos pela Hercules Corporation.

Para o renascimento da equipe faltava o piloto. Ron Dennis conseguiu convencer nada menos que Niki Lauda, então aposentado, a entrar na equipe. Com o austríaco, a McLaren venceu em Long Beach e Brands Hatch, já na temporada de 1982.

A equipe ainda precisava de motores fortes naqueles primeiros anos da “Era Turbo”, mas logo, com financiamento da suíça TAG, conseguiu os Porshe V6, que já em 1983 mostrou seu potencial, embora a McLaren não tenha conseguido mais do que um 5° lugar.

Em 1984, Dennis contratou o francês Alain Prost e, com Niki Lauda, formou a melhor equipe da temporada, totalizando 143,5 pontos, contra 57, 5, da Ferrari. Prost venceu sete corridas e Lauda cinco, ficando à frente do parceiro e conquistando o terceiro título por apenas meio ponto.

Em 1985, mesmo sem Lauda, a McLaren voltou a dominar o campeonato. Prost conseguiu seu primeiro título, repetindo o feito no ano seguinte _aproveitando-se da briga interna entre Piquet e Mansell na Williams.

A Williams dominou em 1986 e 1987, mas, para 1988, Ron Dennis montou um outro supertime: Prost, o brasileiro Ayrton Senna e os motores Honda V 10. Foram campeões imbatíveis em 1988 e 1989, apesar da rivalidade dos dois pilotos, que dividiram os títulos.

Prost foi para a Ferrari em 1990, levando o número 1, mas Senna e a McLaren-Honda recuperaram o primeiro lugar em 1990 e 1991. Senna foi tricampeão e a McLaren conquistava seu sétimo campeonato.

Com a saída da Honda no final de 1992, depois do sucesso dos motores Renault e da evidente parada de desenvolvimento nos carros da McLaren, os resultados foram rareando. Mesmo assim Ayrton Senna conseguiu cinco grandes vitórias em 1993, antes de deixar a equipe.

Seguiram-se dois anos sem vitórias na McLaren: em 1994, com os motores Peugeot, e em 1995, com os Mercedes. Ainda em 1995, a Mercedes comprou parte da equipe junto com outro sócio, o norte americano Roger Penske. O piloto Nigel Mansell foi contratado e demitido logo depois. Além disso, o carro se mostrou problemático e o motor, pouco convincente.

Em 1996, a McLaren deu sinais de que estava pronta para voltar ao topo com o lançamento de um novo carro e a parceria da Mercedes. Mika Hakkinen (FIN) e David Coulthard (GB) começaram a desenvolver a nova máquina, sob os olhares atentos do chefe Ron Dennis. Os resultados foram modestos se comparados à Williams (campeã em 96) e à Ferrari. Mas o carro evoluía rapidamente.

Em 1997, Hakkinen e Coulthard apenas acertaram os detalhes para a virada que aconteceria no ano seguinte. A “flecha de prata”, como a Mclaren-Mercedes ficou conhecida, venceu o mundial de pilotos (Hakkinen) e construtores. Para desespero da Ferrari, sua grande adversária, Hakkinen conseguiu o bicampeonato.

No meio da temporada de 1999, a Daimler Chrysler comprou 40% da equipe, com planos de lançar um novo carro, o Mercedes-Benz SLR, em 2003. Nesse ano, começou a longa série de vitórias da Ferrari, que encerrou a temporada com quatro pontos à frente da McLaren, 128 a 124, apesar do título individual conquistado por Mika Hakkinen.

A supremacia da Ferrari se manteve em 2000 e 2001. Em 2000 superou a McLaren por 170 a 152, e em 2001, por 179 a 102. No final de 2001, Mika Hakkinen, que resolveu abandonar as pistas, foi substituído por Kimi Raikkonen.

Em 2002, Mike Coughlan foi contratado para ser o novo projetista da McLaren, tentando criar um carro capaz de fazer frente às Ferrari. Para isso, a Daimler Chrysler AG, dona da Mercedes, assumiu o controle acionário da Ilmor, que projeta, fabrica e desenvolve o motor Mercedes. Além disso, a McLaren fez um acordo, antes impensável, com a Williams, para o desenvolvimento dos pneus Michelin. Tudo isso para enfrentar o bicho-papão chamado Ferrari. Mas os resultados da temporada foram ainda piores do que os dos dois anos anteriores. A equipe somou 65 pontos (41 de Coulthard, com uma vitória em Mônaco, e 24 pontos de Kimi Raikkonen) e ficou em terceiro lugar no campeonato. A Ferrari fez 221 e a Williams, 92 pontos.

mclaren_equipes_02Para 2003, a McLaren montou uma boa equipe técnica, até com o ex-ferrarista John Sutton; preparou o lançamento do MP-4 18, seu novo carro, e contou com o entusiasmo de Kimi Raikkonen, para tentar brigar em igualdade de condições com a Ferrari. O carro principal foi batido em treino e mostrou problemas de confiabilidade e teve de ser substituído por um modelo desenvolvido do MP4 17 durante a temporada. Mas, mesmo assim, Kimi Raikkonen lutou com Michael Schumacher até o último GP, no Japão, pelo título de campeão, que perdeu por apenas 2 pontos. O finlandês obteve 91 pontos, mas não foi acompanhado pelo companheiro David Coulthard, que não passou dos 51. Com os 142 pontos, a McLaren teve de se contentar, mais uma vez, com o já costumeiro terceiro lugar.

Em 2004, ainda com a dupla Raikkonen e Coulthard, a Mclaren começou a temporada com o MP4 19, que o diretor técnico dizia ser um uma versão melhorada do MP4 18. Mais uma vez, o carro não correspondeu às expectativas, tendo de, no meio do campeonato, ser substituído pelo MP4 19B, e a equipe repetiu uma classificação de 20 anos antes, o 5° lugar, com apenas 69 pontos, contra 262 da campeã Ferrari.

Para 2005, a McLaren manteve Kimi Raikkonen, mas perdeu David Coulthard, que foi para a Red Bull, sendo substituído pelo colombiano Juan Pablo Montoya. Os dois foram bastante competitivos, mas não conseguiram transformar isso em sucesso na pista. De novo, a equipe não deu sorte com o carro, pois o MP4 20, a exemplo dos modelos anteriores, apresentou falhas técnicas, frustrando os esforços dos dois pilotos no início do campeonato. Desenvolvido no decorrer da temporada, o carro melhorou e proporcionou várias poles e voltas mais rápidas a Raikkonen e Montoya. Porém, com sete vitórias e chances de ganhar pelo menos outras duas (no Brasil e China, onde foi segundo), a falta de consistência ao carro impediu que Raikkonen chegasse ao título, conquistado por Fernando Alonso, da Renault, com 133 pontos contra 112. De todo modo, para a McLaren, o segundo lugar, a apenas 9 pontos da campeã, a Renault (191 a 182), foi o melhor resultado em muitos anos.

Como todas as outras equipes, a McLaren disputou o campeonato de 2006 com motor V8 de 2,4 cc, o Mercedes FO 108S. E começou a temporada ainda com Kimi Raikkonen e Juan Pablo Montoya, mas sem o projetista Adrian Newey, que em fevereiro transferiu-se para a Red Bull. No meio da temporada, em julho, Montoya também deixou a equipe, indo para a Nascar, e foi substituído por Pedro de la Rosa. O novo chassis MP4 21 repetiu os problemas de confiabilidade dos modelos anteriores e a melhora de rendimento a partir do 11° GP possibilitou a Kimi Raikkonen conquistar 3 poles position (Alemanha, Hungria e Itália), e mais uma volta mais rápida, na Itália (antes já tinha conseguido na Austrália e Canadá), mas foi insuficiente para que lutasse pelo título, obtido de novo por Fernando Alonso, com Michael Schumacher em segundo. Raikkonen foi o 5° colocado entre os pilotos e a McLaren ficou em 3° entre as construtoras, com 110 pontos, contra 201, da Ferrari, e 206, da Renault. No fim do campeonato, Kimi Raikkonen se transferiu para a Ferrari, a fim de substituir Michael Schumacher, que se aposentava.

Justamente quando tinha um carro mais confiável e competitivo que os anteriores, o MP4 22, desenhado por Pat Frey, o que parecia ser o início de uma nova era para a McLaren, acabou como um pesadelo. Para o campeonato de 2007, a equipe contratou o bicampeão Fernando Alonso e promoveu o inglês Lewis Hamilton, seu pupilo no Programa de Desenvolvimento desde a adolescência e que no ano anterior tinha ganhado a Formula 3 europeia, com 15 vitórias, 13 pódios e 10 voltas mais rápidas. Desde as primeiras corridas, os dois se empenharam numa disputa acirrada, que acabou afetando o relacionamento entre eles, dentro e fora das pistas. No GP da Hungria, Alonso prejudicou, deliberadamente, o parceiro, demorando-se no pit e impedindo que ele fizesse a sua volta rápida de classificação, sendo punido com a perda de cinco posições no grid, enquanto a McLaren perdia os pontos obtidos na corrida. Alternando-se nos três primeiros lugares, os dois pilotos lideraram o campeonato até o último GP, no Brasil, aonde Hamilton chegou com 107 pontos e Alonso, com 103, cada um deles com 4 vitórias. Em Interlagos, porém, Hamilton, que saiu na 2ª posição do grid, titubeou numa curva, caiu para o 8° lugar e só conseguiu a 7ª posição; Fernando Alonso, o 4° no grid, chegou em 3° e ambos foram surpreendidos por Kimi Raikkonen, da Ferrari, que venceu a corrida, totalizando 110 pontos, contra 109 dos adversários. A soma dos pontos dos seus dois pilotos, 218, daria à McLaren o título das construtoras _ pois a campeã, a Ferrari fez 204 _ se ela não tivesse sido punida pela FIA, ainda no meio do campeonato, com a perda de toda a pontuação obtida nas provas anteriores e nas seguintes, por ter sido considerada culpada de espionagem, depois da comprovação de que um dos seus funcionários tinha acessado irregularmente dados técnicos da Ferrari, que teriam sido usados na concepção do MP4 22. Encerrado o campeonato, Fernando Alonso, que se dizia desprestigiado pela equipe, pediu e foi liberado pela McLaren, voltando para a Renault.

A aposta em Lewis Hamilton acabou sendo uma decisão acertada da McLaren e, em 2008, finalmente, depois de nove anos, a escuderia inglesa voltou a ter um piloto campeão, o também inglês Lewis Hamilton, que adicionou o 12° título à coleção da equipe. O último tinha sido conquistado, em 1999, por Mika Hakkinen, que fora também o campeão de 1998. E antes desses, os últimos títulos eram os de 1990 e 1991, obtidos por Ayrton Senna. Embora com um carro, o MP4 23, menos competitivo do que o F2008, da Ferrari, Hamilton aproveitou-se das falhas iniciais de Felipe Massa e Mika Raikkonen, livrou uma vantagem que lhe permitiu manter-se na disputa durante toda a temporada e conquistar o título em condições dramáticas na última corrida, o GP do Brasil. Ele chegou a Interlagos com 94 pontos, contra 87 de Massa e precisaria de pelos menos o 5° lugar para sagrar-se campeão. A 38 segundos do final, na última curva, quando Massa já comemorava a vitória na corrida e no campeonato, o piloto inglês, que corria em 6°, passou por Timo Glock e assegurou a posição que precisava, acabando com a festa dos brasileiros. Com uma vitória a menos que Massa, e com apenas um ponto de vantagem (98 a 97), Hamilton tornava-se o mais jovem e o primeiro negro a conquistar um título de campeão da Fórmula 1. A sua vitória, porém, não foi suficiente para levar também a McLaren ao primeiro lugar entre as construtoras. Heikki Kovalainen, substituto de Fernando Alonso, não teve desempenho igual ao companheiro e contribuiu com só 53 pontos para a contagem da equipe, que ficou em segundo lugar, com 151 pontos, contra 172 da Ferrari.

Numa temporada surpreendente, em que a campeã foi uma equipe estreante e criada a toque de caixa, a Brawn GP, a McLaren foi mal desde o início da temporada e não só por causa das deficiências, mais uma vez, do seu carro, o MP4 24. Com Martin Whitmarsh na chefia, em substituição a Ron Dennis, já na primeira corrida, em Melbourne, a equipe e Lewis Hamilton (que perdera 10 posições no grid, por troca de câmbio, e largou na 18ª posição) foram desclassificados porque o piloto, por ordem dos dirigentes, cedeu o 3° lugar a Jarno Trulli, com o safety car na pista. Na segunda prova, em Sepang, Hamilton foi tão mal que se deixou superar até pelo companheiro de equipe, Heikki Kovalainen, situação que só se repetiria no final da temporada, no GP da Alemanha. Dos 18 GPs, Hamilton só conseguiu vencer 2, na Hungria e em Singapura; nos demais, a melhor colocação foi um segundo lugar, no GP da Europa, em Valência. Terminou o campeonato em 5° lugar, com 49 pontos, 46 atrás do campeão Jenson Button. Kovalainen fez só 22 pontos e com o total de 71, um a mais do que a Ferrari, mas 101 a menos do que a campeã Brawn GP, a McLaren garantiu o 5° lugar entre as construtoras, menos por méritos próprios do que por incompetência das rivais. Depois de 31 anos à frente da equipe, em abril de 2009, Ron Dennis passou o cargo a Martin Whitmarsh, para implementar o projeto da McLaren de produzir carros de passeio.

mclaren_equipes_03A contratação do campeão do ano anterior, Jenson Button, não foi suficiente para que a McLaren quebrasse, em 2010, o jejum de títulos entre os construtores. Hamilton (4° colocado) venceu três corridas, na Turquia, Canadá e Bélgica, e Button (5° colocado) ganhou outras duas corridas, na Austrália e na China, mas os pontos obtidos 240 e 214, respectivamente, só proporcionaram à equipe o vice-campeonato, com 454 pontos, contra 498 da Red Bull, do campeão Sebastian Vettel. Mais uma vez o carro foi considerado o responsável pela frustração da equipe. Com evolução aerodinâmica; uma asa-bigorna da tampa do motor ao aerofólio traseiro; alterações mecânicas para adaptação ao novo regulamento e até um tanque maior por causa da proibição de reabastecimento, o MP4 25 não confirmou as expectativas dos seus desenhistas, engenheiros e estrategistas e não conseguiu tirar vantagem dos desgastes de componentes do RB6, da Red Bull, nas primeiras corridas do campeonato.

Para 2011, a McLaren manteve Lewis Hamilton e Jenson Button, com o novo carro da equipe, o MP4 26, um carro completamente diferente do antecessor e considerado o modelo mais arrojado e inovador entre os lançados em 2011. Seus projetistas cuidaram principalmente de novas concepções aerodinâmicas, para aproveitar o novo regulamento e aumentar a downforce do carro. As inovações iam desde o desenho do bico, até as partes inferiores do chassi, passando pela reconstrução das laterais. O bico não era tão alto quanto o modelo anterior; era mais fino, reto e achatado nas laterais. As entradas de ar para o radiador das laterais eram maiores em formato de L, para aumentar o fluxo de ar para a parte traseira. A asa dianteira tinha duas aletas de cada lado (uma central e outra lateral), para direcionar o ar da entradas em L. Atrás do santoantonio havia duas entradas, com um duto para também levar o ar à traseira do carro. A intenção era levar ar mais limpo possível para a asa traseira e ao assoalho, compensando a perda aerodinâmica provocada pela retirada dos difusores duplos. A cobertura do motor era mais baixa e a tomada de ar é dividida por duas ondulações. O novo KERS tinha sistema hibrido, construído numa parceria da Vodafone McLaren Mercedes e a Mercedes-Benz HighPerformanceEngines. A cor da McLaren continuava sendo prata, em tom mais brilhante, com áreas em vermelho nos aerofólios, bico e laterais. Antes da estreia, na Austrália, a equipe trocou o assoalho e o escapamento e fez outras alterações no carro, não reveladas.

A estreia no GP da Austrália foi uma surpresa, depois das dificuldades enfrentadas pela equipe nos testes de inverno, quando Lewis Hamilton e Jenson Button não conseguiram bons resultados nas simulações de corrida, ficando muito aquém da Red Bull e da Ferrari. Em Melbourne, a dupla da McLaren conseguiu superar pelo menos à da Ferrari, obtendo os 3º e 4º lugares, atrás da dobradinha da Red Bull.

Em seguida, porém, a McLaren teve de se render à avassaladora campanha da Red Bull e só venceu 4 das provas da primeira etapa do campeonato, com Hamilton, na China e na Alemanha, e Button, no Canadá e Hungria. Embora se mantivesse sempre nas primeiras posições da zona de pontuação ( três 2ºs lugares e três 3ºs lugares), com 11 subidas ao pódio, a equipe completou essa primeira fase a 131 pontos da Red Bull (426 a 295), embora na segunda colocação, com 64 pontos a mais do que a Ferrari.

Além da nítida superioridade do carro da Red Bull e, principalmente o desempenho de Sebastian Vettel, concorreu para essa ampla diferença, o comportamento estranho de Lewis Hamilton, que só nesse período sofreu quatro punições, perdendo posições; uma na Malásia, duas em Mônaco e uma na Hungria, todos em incidentes envolvendo o piloto brasileiro Felipe Massa.

Na segunda fase do campeonato, esboçou uma reação e, se não conseguiu sequer se aproximar da rival Red Bull _ que ampliou a sua vantagem para 153 pontos (650 a 497) _ pelo menos aumentou a diferença em relação à Ferrari para 122 pontos, além assegurar o vice-campeonato entre as construtoras. Mas esse resultado deveu-se, acima de tudo, ao desempenho de Jenson Button, que começou a temporada à sombra de Hamilton, mas reagiu e alcançou o título de vice-campeão. Enquanto Hamilton, com uma vitória (GP de Abu Dhabi), um 2º lugar; um 4º, dois 5ºs e um 7º nessa etapa, contribuiu com 227 pontos para a equipe, Button, que teve, no mesmo período, uma vitória (GP do Japão), três 2ºs lugares dois 3ºs e um 4º, totalizou 270 pontos, portanto 43 pontos a mais que o companheiro.

Para o campeonato de 2012, a McLaren manteve a dupla d e pilotos formada por Lewis Hamilton e Jenson Button.

Na concepção do carro, o MP427, a McLaren foi menos conservadora na interpretação dos regulamentos da FIA do que em anos anteriores. Tim Goss, diretor de engenharia da McLaren, disse que o carro foi modificado “do nariz ao rabo”; um pouco do sistema de óleo foi mantido, mas tudo mais no carro mudou. Porém, ao contrário das outras equipes, a única mudança no bico foi torná-lo mais curto e menos pontudo; não foi preciso fazer o degrau, como nos outros modelos, porque o bico do carro de 2011 já tinha menos de 55 centímetros do solo, como passou a exigir a FIA. O carro mostrava evolução em termos de aerodinâmica; mais limpa. Os escapamentos, que no modelo anterior eram direcionados para a parte traseira do assoalho, foram colocados mais perto das rodas traseiras, apontados para cima, a fim de aproveitar o fluxo de ar das laterais, (sidepods), aumentando o downforce. Uma entrada de ar auxiliar, atrás da principal, fazia o resfriamento hidráulico e do câmbio. Um novo retrovisor dava maior visão ao piloto do que ocorre atrás dele.

Depois dos testes da pré-temporada, os comentaristas que acompanharam os treinos observaram que a McLaren preparava-se para começar o campeonato com um caro mais confiável do que o modelo anterior e em condições de dar a Lewis Hamilton e Jenson Button melhores chances de competir com Sebastian Vettel e Mark Webber, da Red Bull.

E a temporada da equipe foi assim:

GP da Austrália – A McLaren começa bem e Jenson Button conquista sua terceira vitória em Melbourne. A vitória foi valorizada porque a equipe errou o cálculo do combustível e Button foi obrigado a fazer uma grande economia a partir da 18ª volta. Lewis Hamilton foi fortemente acossado por Mark Webber nas últimas voltas, mas sustentou o terceiro lugar.

GP da Malásia – A McLaren chegou à Malásia sob a expectativa de que as características da pista, de altas temperaturas, asfalto muito abrasivo, com retas muito longas e muitas curvas, iria favorecê-la. De fato, no sábado as previsões pareciam se confirmar. Lewis Hamilton obteve a pole position, um décimo de segundo à frente de Jenson Button e os dois formaram a primeira fila do grid. Mas a lerdeza dos mecânicos nos pit stops comprometeram a corrida de Hamilton e uma colisão com Narain Karthikeyan tirou Button da pista. A McLaren manteve a liderança entre os construtores, à frente da Red Bull, porém Hamilton foi superado por Fernando Alonso.

GP da China – Hamilton foi o 2º no treino de classificação, mas foi punido com a perda de 5 posições e largou em 7º, mas ainda conseguiu chegar em 3º lugar, atrás de Jenson Button. O vencedor.com uma vantagem de 20s626, foi Nico Rosberg, que marcou a primeira vitória da Mercedes, desde 1955. Hamilton reassumiu a liderança entre os pilotos, seguido de Jenson Button e a McLaren livrou vantagem de 24 pontos sobre a Red Bull (88 a 64).

GP do Bahrein – Mais uma vez prejudicado pelo mau trabalho do pessoal do box, Lewis Hamilton, depois de ter largado da 2ª posição do grid, não passou do 8º lugar na corrida. Jenson Button teve que deixar a pista a duas voltas do final, por causa de vibração no diferencial. Com o resultado, Hamilton, com 49 pontos, caiu para o 2º lugar, superado por Sebastian Vettel, vencedor da corrida, que somou 53 pontos. Jenson Button passou para o 4º lugar, atrás de Mark Webber. A Red Bull assumiu a liderança entre os construtores, com 101 pontos, contra 92 da McLaren.

GP da Espanha – Lewis Hamilton obteve a pole position, mas não pode usufruir da vantagem e foi rebaixado ao último lugar do pelotão. Depois da última volta de classificação, ele não teve combustível para voltar ao box e entregar a amostra exigida pelo regulamento. Ainda assim, o inglês chegou em 8º, uma posição à frente do companheiro Jenson Button, que largou da 10ª posição. Hamilton caiu para o 3º lugar na classificação geral, superado por Fernando Alonso e Button também perdeu o 4º lugar parta Kimi Raikkonen. Mas a McLaren reteve a segunda colocação, agora, 11 pontos atrás da Red Bull.

GP de Mônaco – Lewis Hamilton foi o 3º no grid e poderia ter obtido um lugar melhor do que o 5º lugar, não fossem novos pequenos erros cometidos pela equipe da McLaren. Uma mudança na configuração da embreagem, que o prejudicou na largada; outro pit stop lento e a falha de comunicação, não o avisando que estava ameaçado por Fernando Alonso (que o ultrapassou nos boxes), comprometeram a luta de Hamilton pelo título. Com o resultado, o piloto inglês perdeu mais uma posição na classificação geral, ultrapassado pelo vencedor da corrida, Mark Webber, que somou 73 pontos, contra 63 de Hamilton. Jenson Button, que largou em 12º, fez uma corrida pífia, chegando a ser ultrapassado por Heikki Kovalainen, da pequena Caterham, e teve de abandonar a pista a oito voltas da final. Apesar de tudo, a McLaren manteve a vice-liderança enytre os construtores, mas a desvantagem para a Red Bull aumentou para 38 pontos (146 a 108).

GP do Canadá – Em Montreal, Lewis Hamilton se reabilitou e estabeleceu um novo recorde na Fórmula 1: foi o 7º piloto diferente a vencer um Grande Prêmio na mesma temporada. Mas, largando da 2ª posição do grid, Hamilton voltou a penar com erros da equipe de box. Na segunda parada, por exemplo, os mecânicos tiveram dificuldades para colocar o pneu traseiro, atrasando a saída do piloto. Hamilton chegou a se destemperar e a criticar o trabalho da sua equipe, o que obrigou Ron Dennis a convocar uma reunião para botar ordem na casa. Para motivar os mecânicos e melhorar os tempos no pit stop, buscou uma estratégia no mínimo curiosa: o diretor Sam Michael prometeu à turma uma rodada de cerveja. Segundo Reginaldo Leme, para relaxar, Hamilton resolveu comemorar numa casa noturna de Londres com dez amigas e as fotos invadiram as redes sociais. Ainda durante a temporada, Hamilton voltaria a irritar a direção da McLaren ao publicar twitter o gráfico da telemetria dos carros dele e de Button, contendo informações confidenciais. Com a vitória, Hamilton saltou para a liderança do campeonato, com 88 pontos, 2 à frente de Fernando Alonso e 3, de Vettel. Button, mal de novo, foi apenas o 16º e a McLaren diminuiu para 31 pontos a desvantagem para a Red Bull (164 a 133).

GP da Europa – Na pista de rua de Valencia, Hamilton largou na 2ª posição, mas durante a corrida teve problemas com os pneus e, para completar a má jornada, colidiu com Pastor Maldonado, a duas voltas do final e abandonou a pits. Jenson Button, o 9º no grid, perdeu posições na largada, mas ainda conseguiu se recuperar e terminar em 8º. Hamilton caiu para o 3º lugar na classificação entre os pilotos e a McLaren viu a diferença para a Red Bull ser aumentada para 38 pontos (176 a 137).

GP da Inglaterra – Em Silverstone, a McLaren viveu uma nova jornada decepcionante. Seus dois pilotos foram mal da classificação (Lewis Hamilton, em 8º, e Jenson Button, em 13º) e não se deram melhor na corrida: Hamilton terminou em 8º e Button em 10º. Hamilton passou a 4º, entre os pilotos e a McLaren, com 142 pontos, caiu para o 4º lugar, superada pela Ferrari (152) e Lotus (144).

GP da Alemanha – A McLaren levou para Hockenheim um pacote de mudanças, mas a impressão era de que, com a metade da temporada completada, haveria pouco tempo para equipe alcançar as rivais. As mudanças (praticamente um carro novo) feitas pelo engenheiro Paddy Lowe, que tinha sido criticado por Hamilton, depois do GP da Inglaterra, parece terem dado resultado e a equipe começou a dar sinais de recuperação. Sebastian Vettel foi flagrado ao ultrapassar Jenson Button por fora da pista, foi punido com 20 segundos no tempo final e teve que ceder ao adversário o 2º lugar. Com esse resultado, McLaren recuperou uma posição, à frente da Lotus.. Hamilton, porém, caiu para o 5º lugar, atrás de Fernando Alonso, Mark Webber, Sebastian Vettel e Kimi Raikkonen. Ele, que disputava seu 100º Grande Prêmio, teve um pneu furado na 3ª volta e passou a maior parte do tempo no fim do pelotão, até abandonar, na volta 56, com problemas na suspensão. Quando estava em 17º lugar, o inglês passou a imprimir um ritmo mais forte à corrida e Vettel atribuiu esse comportamento a uma manobra da McLaren, para obrigar a ele e a Alonso a guiarem defensivamente, a fim de dar chance a Button de ultrapassá-los na segunda rodada de paradas.

GP da Hungria – O Grande Prêmio da Hungria marcou o que parecia ser a ressurreição da McLaren e o início de uma caminhada ao título mundial. Lewis Hamilton dominou os treinos livres de sexta-feira; conquistou a sua 69ª pole da carreira e a primeira desde o GP da Malásia, com folga, no sábado e venceu praticamente de ponta a ponta – perdendo a liderança momentaneamente depois de parada nos boxes. Com os 25 pontos, o piloto inglês recuperou o 4º lugar, com 117 pontos contra 164, do líder Fernando Alonso e renovou esperanças de ainda lutar pelo título. A McLaren passou à vice-liderança, com um ponto à frente da Lotus e 53 atrás da Rede Bull (246 a 193).

GP da Bélgica – Em Spa-Francorchamps foi a vez de Jenson Button reagir e livrar a cara da McLaren. O inglês fez a pole position e ganhou de ponta a ponta, beneficiado por acidente provocado por Romain Grosjean e que tirou da corrida, ainda na primeira curva, Fernando Alonso e Lewis Hamilton, este atingido por Kobayashi. Button totalizou 101 pontos e passou a ocupar a 6ª colocação; Hamilton caiu para o 5º lugar, com 117 e a Red Bull, graças ao 2º lugar de Sebastian Vettel aumentou para 54 a vantagem sobre a McLaren (272 a 218).

GP da Itália – A ascensão de Lewis Hamilton e a McLaren continuou no circuito de Monza. Beneficiado pelos problemas enfrentados por Fernando Alonso na classificação, o inglês garantiu a pole, não teve a concorrência do líder do campeonato, que largou na 10ª posição e ainda contou com o abandono de Sebastian Vettel, o outro concorrente ao título. O seu único desafio foi proporcionado por Sergio Perez, que o obrigou a forçar o ritmo nas últimas voltas, para cruzar a linha de chegada 4 segundos na frente. A vitória devolveu a Hamilton a vice-liderança do campeonato, com 142 pontos, um a mais do que Kimi Raikkonen e 37 atrás de Fernando Alonso (179). Mesmo sem a contribuição de Jenson Button, que abandonou a pista na metade da corrida, a McLaren diminuiu para 29 a desvantagem em relação à Red Bull (272 a 243).

GP de Cingapura – Lewis Hamilton conquistou a pole e começou a corrida em condições de reduzir a vantagem do líder Fernando Alonso, o 5º no grid. Porém, ele forçou demais o ritmo desde o início e já na 4ª volta a caixa de câmbio estourou e ele teve de deixar a pista e ceder a liderança ao alemão Sebastian Vettel. A sorte da McLaren ficou, então, nas mãos de Jenson Button, que saindo da 4ª posição do grid, só teve que passar por Pastor Maldonado para garantir a segunda colocação e mais 18 pontos para a equipe. Hamilton continuou em 4ª, com 142 pontos, e a McLaren viu a aumentar de novo a diferença para a Red Bull (297 a 261).

GP do Japão – A corrida de Suzuka começou mal para a McLaren. Jenson Button, que tinha sido o 3º na classificação, teve de trocar o câmbio do carro e perdeu 5 posições no grid e Hamilton não passou da 9ª posição. Os dois fizeram uma boa corrida, mas não conseguiram mais do que os 3º e 4º lugares, respectivamente, pois, mesmo superando Mark Webber, o 2º no grid, foram surpreendidos por de Felipe Massa e Kamui Kobayashi, o primeiro japonês a subir ao pódio correndo em casa, desde Aguri Suzuki, em 1990. Lewis Hamilton manteve a 4ª colocação e a McLaren a vice-liderança, agora, a 41 pontos da Red Bull (324 a 283).

GP da Coreia – O sonho de Hamilton e da McLaren de chegar ao título dos pilotos se evanesceu no GP da Coreia do Sul. Hamilton perdeu o 3º lugar para Fernando Alonso logo na saída; sofreu com problemas na suspensão dianteira; teve que fazer três paradas, uma a mais do que os rivais, e acabou chegando em 10º lugar, distanciando-se dos mais fortes concorrentes, Sebastian Vettel e Fernando Alonso. Jenson Button deixou a corrida na largada, atingido por Kamui Kobayashi e com apenas um ponto conseguido, a McLaren totalizou 284 pontos, sendo superada pela Ferrari, com 290, e ficando a 83 pontos da Red Bull (367). Sebastian Vettel, que largou em 2º e passou pelo pole Mark Webber, venceu a corrida e assumiu a liderança do campeonato, com seis pontos de vantagem (215 a 209) sobre Fernando Alonso, que chegou em terceiro.

GP da India – Já sem chances de obter o título dos pilotos, a McLaren passou a não poupou esforços para tentar o recuperar, pelo menos, a vice-liderança entre os construtores, pois a primeira colocação já era matematicamente impossível. Um primeiro passo foi dado. Hamilton e Button foram o 3º e o 4º no grid, mantiveram essa ordem na corrida e os 27 pontos reduziram para 10 pontos a desvantagem em relação à Ferrari (216 a 210).

GP de Abu Dhabi – Lewis Hamilton fez bons treinos livres, garantiu a pole position, mas na corrida não foi muito longe; deixou a pista depois de apenas 19 voltas, novamente por problemas na caixa e câmbio. Foi 4º abandono de um piloto da McLaren por problemas técnicos, em seis corridas. A diferença para a Ferrari, vice-líder, aumentou para 22 pontos (340 a 318), mas isso não desanimou os dirigentes da McLaren, que prometiam uma corrida agressiva

GP dos Estados Unidos – O título dos construtores ficou matematicamente impossível para a McLaren, depois do primeiro Grande Prêmio na pista de Austin, nos Estados Unidos. Com o 3º lugar de Sebastian Vettel, com uma etapa de antecedência a Red Bull assegurou o seu terceiro título consecutivo. Mas a direção da McLaren tinha razão em manter a esperança de ainda chegar ao vice-campeonato. Depois de largar da 2ª posição e correr atrás de Sebastian Vettel por 42 das 56 voltas, Lewis Hamilton venceu a corrida. Seus 25 pontos, somados aos 10 de Jenson Button, 5º colocado, fizeram com que a McLaren reduzisse para 14 pontos a diferença para a Ferrari (367 a 353) e mantivesse a expectativa de ainda ultrapassar a concorrente.

GP do Brasil – Lewis Hamilton foi a sensação da corria em Interlagos, onde, além de liderar os treinos livres, superou Sebastian Vettel e Mark Webber na classificação, garantindo a pole position. Mas na corrida, chocou-se com Nico Hülkenberg e abandou a pista na volta 54. Assim, a vitória de Jenson Button não foi suficiente para a McLaren atingir seu objetivo de passar pela Ferrari, que colocou seus dois pilotos no pódio: Fernando Alonso, o segundo colocado, e Felipe Massa, o terceiro, que na chegada deu passagem ao companheiro que ainda tinha remotas chances de ser campeão. A manobra de Massa não teve efeito prático porque, depois de estar entre os últimos colocados, Sebastian Vettel alcançou o 6º lugar que lhe bastaria para conquistar o título, totalizando 281 pontos. Fernando Alonso, o vice-campeão, fez 278. Lewis Hamilton foi o 4º colocado, com 190 pontos, e Jenson Button, o 5º, com 188. A Red Bull, campeã, somou 260 pontos; a Ferrari, 400, e a McLaren, 378.

mclaren_equipes_04No meio da temporada, a McLaren foi surpreendida pela decisão de Lewis Hamilton de mudar de time, indo para Mercedes. Porém, antes mesmo de a equipe alemã anunciar a contratação do piloto inglês. A McLaren anunciou a contratação, para o lugar dele, do mexicano Sergio Perez.

No meio da temporada, a McLaren foi surpreendida pela decisão de Lewis Hamilton de mudar de time, indo para Mercedes. Porém, antes mesmo de a equipe alemã anunciar a contratação do piloto inglês, a McLaren anunciou a contratação, para o lugar dele, do mexicano Sergio Perez, que formou com Jenson Button a dupla de pilotos para a nova temporada. Embora sem grandes modificações aparentes, o MP4-28, o carro da McLaren para 2013, era bem diferente do antecessor, o MP4-27. Resultado de milhares de horas de trabalho duro de homens e computador, conforme ressalta a escuderia, o novo modelo incorporava um profundo e radical redesenho de sua configuração interna. Apesar de ter ganhado as duas últimas corridas de 2012, o carro da McLaren era tido como o de conceitos mais conservadores, por isso, na concepção da nova máquina, a equipe decidiu partir para “algo mais extremo”, nas palavras de Tim Goss, coordenador da equipe. As principais novidades estavam no nariz, na suspensão dianteira, nas laterais e na lataria traseira. O centro de gravidade do carro foi alterado pela redução do peso da cobertura do motor, para permitir o levantamento do nariz. Ao contrário do que acontecia no MP4-27, o nariz, sem degrau, foi levantado até o máximo permitido pelo regulamento e disfarçado pelo “vanity panel” (painel da vaidade ou disfarce). Na suspensão dianteira, foi adotado o sistema pull-rod, o mesmo adotado pela Ferrari em 2012 e que, segundo especialistas, foi eficiente em pistas molhadas. As laterais foram revistas, para melhorar o fluxo do ar em direção da parte traseira. A geometria da suspensão traseira foi inteiramente redesenhada, para incrementar a aerodinâmica, e, além do pull rod, foi incorporado um sistema de triangulo, para controlar o pneu traseiro, conforme o carro acelerava ou desacelerava. Um triangulo traseiro menor reduzia o arrasto produzido pelos braços da suspensão. A asa traseira maior aproveitava o fluxo de ar sobre a carroceria, para fixar, de forma mais eficaz, a traseira do carro na pista. Segundo a McLaren, a caixa de câmbio do MP4-28 foi projetada não só para lidar com as tensões internas provocadas por um motor a 18.000 rpm, mas também para garantir o mínimo de perda de impulso e resistir a cinco fins de semana de corrida consecutivos. O cromado e o vermelho continuam a ser as cores predominantes no MP4/28.

Na cerimônia de lançamento do MP4-28, no dia 31 de janeiro de 2013, a McLaren iniciou as comemorações dos seus 50 anos com um desfile de vários modelos da equipe: Can-Am M8D, de Bruce McLaren (1970); o M23, de Emerson Fittipaldi (1974); o MP4/4, de Ayrton Senna (1988); o F1 GTR, campeão em Le Mans (1995); o MP4/13, de Mika Haikkinen (1998) e o MP4/23 de Lewis Hamilton (2008). Foi em 2 de setembro de 1963 que Bruce McLaren, aos 26 anos, fundou a McLaren Motor Racing Limited. Depois da estreia, em Mônaco, em 1966, a escuderia obteve 182 vitórias na F1, 43 na CanAm entre 1967 e 72, 3 vitórias nas 500 Milhas de Indianápolis, entre 1972 e 1976 e 1 vitória nas 24 Horas de Le Mans, em 1995. A pequena empresa fundada em New Malden, em Surrey, mudou-se posteriormente para Woking, também no condado de Surrey, onde instalou o McLaren Technology Centre, com mais e mil funcionários.

Justamente no ano em que comemorava o cinquentenário de fundação, a McLaren teve uma das suas piores temporadas na Fórmula1. Depois de ter vencido as duas últimas corridas do ano anterior, a equipe teve como seu melhor resultado o 4º lugar obtido por Jenson Button, no GP do Brasil, o último do campeonato. Foi a primeira vez, desde 1966, que a McLaren não venceu nenhuma corrida, e a também a primeira, desde 1980, que um seu piloto não subiu ao pódio. A equipe foi a 5ª colocada na classificação das construtoras, com 122 pontos, 73 conquistados por Jenson Button e 49 por Sergio Pérez. Button foi 9º na Austrália; 17º na Malásia; 5º na China; 10º no Bahrein; 8º na Espanha; 6º em Mônaco; 12º no Canadá; 13º na Inglaterra; 6º na Alemanha; 7º na Hungria; 6º na Bélgica; 10º na Itália; 7º em Cingapura; 8º na Coreia; 9º no Japão; 14º na India; 12º em Abu Dhabi; 10º nos Estados Unidos e 4º no Brasil. Sérgio Pérez foi 11º na Austrália; 9º na Malásia; 11º na China; 6º no Bahrein; 9º na Espanha; 16º em Mônaco; 11º no Canadá; 20º na Inglaterra; 8º na Alemanha; 9º na Hungria; 11º na Bélgica; 12º na Itália; 8º em Cingapura; 10º na Coreia; 15º no Japão; 5º na India; 9º em Abu Dhabi; 7º nos Estados Unidos e 6º no Brasil.

Depois do campeonato, Sergio Pérez abandonou a escuderia e foi substituído por Kevin Magnussen, dinamarquês de 21 anos, filho do também piloto Jan Magnussen e integrante do Programa de Jovens Pilotos da McLaren.

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Na temporada de 2014, Magnussen e Jenson Button dirigiram o MP4-29, projetado por Tim Goss e impulsionado pelo novo motor turbo de 1,6 litros V6 da Mercedes, o PU106A Hybrid. Foi o primeiro carro da Fórmula 1 da McLaren, com motor turbo, desde o MP4/4, com motor Honda, levou Ayrton Senna e Alain Prost a 15 vitórias e 15 poles positions, em 16 corridas, em 1988. Esse foi o último modelo da McLaren que com motor Mercedes, antes de sua mudança para a Honda em 2015.

No Grande Prêmio da Austrália, Kevin Magnussen e Jenson Button terminaram em terceiro e quarto lugares, respectivamente, mas foram elevados para o segundo e terceiro, após a desclassificação de Daniel Ricciardo. O resultado promissor da Austrália foi seguido por desempenhos decepcionantes, com ambos os carros incapazes de completar o Grande Prêmio do Bahrein por questões técnicas. A equipe não conseguiu conquistar mais nenhum pódio na temporada. Button, depois do 3º na Austrália, terminou em 4º lugar no Canadá, Grã-Bretanha e Rússia e sua melhor posição no grid foi o 3º lugar na Inglaterra. Foi o 8º colocado entre os pilotos, com 126 pontos. Kevin Magnussen além do 2º lugar na Austrália e de terminar na zona de pontuação em 11 das 19 corridas, teve como outro melhor resultado o 5º lugar na Rússia e foi o 11º entre os pilotos, com 59 pontos.

Embora estatisticamente, o MP4-29 tenha sido o carro mais confiável do ponto de vista mecânico da temporada, com 36 classificações em 38 possíveis, a McLaren terminou em 5º lugar no Campeonato de Construtores, com 214 pontos. .

No final da temporada, o Grupo de Tecnologia McLaren anunciou prejuízo de 22 milhões de libras, por causa da perda de 13 milhões em patrocínios e da baixa premiação pela decepcionante temporada.

.Para 2015, a McLaren desfez o contrato com a Mercedes e refez a parceria histórica com a Honda, que já a havia equipado de 1988 a 1992. E depois de um prolongado período de negociações, anunciou também a contratação do espanhol Fernando Alonso, que, transferido da Ferrari, voltava à equipe pela qual correu em 2007.

Embora tenha feito a mais longa sessão de testes, a Honda não conseguiu um bom desempenho de suas unidades de potência, apesar das do desenvolvimento para a abertura na Austrália. Kevin Magnussen teve uma falha do motor quando ia da pit lane para o grid e Jenson Button terminou na última colocação, duas voltas atrás do vencedor, Lewis Hamilton. Alonso estreou na Malásia, mas os dois carros da McLaren só conseguiram ficar à frente da Manor-Marussia e tiveram que abandonar a prova, Alonso na 20ª, e Button na 40ª das 56 voltas.

A equipe mostrou sinais de melhoria em termos de desempenho e foi capaz de competir com os carros do meio do pelotão na China e no Bahrein. E, depois de um período de falta de confiabilidade e de potência em relação aos concorrentes, ganhos de desempenho possibilitaram a Button marcar os primeiros 4 pontos da McLaren-Honda na temporada, com o 8º lugar no Grande Prêmio de Mônaco de 2015, a 6ª corrida da equipe. Alonso só marcou seu primeiro ponto três corridas mais tarde, com o 10º lugar no Grande Prêmio da Inglaterra. No Grande Prêmio da Hungria de 2015, a 350ª corrida da Honda como fornecedora de motores, foi a primeira vez que a dupla da parceria marcou pontos junta, com Alonso e Button terminando em 5º e 9º, respectivamente.

No Grande Prêmio da Bélgica, Button foi punido com a perda de 50 posições no grid e Alonso com 55, por trocas nos motores. Ambos saíram da última fila do grid, mas Alonso chegou em 13º e Button, em 14º. O 5º lugar de Alonso na Hungria acabou sendo o melhor resultado da McLaren, que só esteve na zona de pontuação mais 4 vezes durante toda a temporada. Com apenas 27 pontos, 16 de Button e 11 de Alonso, foi a penúltima colocada entre as equipes, à frente apenas da Manor-Marussia, seu pior resultado desde 1980.

O mau desempenho do motor Honda provocou reclamações e críticas dos dois pilotos, especialmente Alonso, durante o campeonato.  No GP do João, o espanhol disse pelo rádio que parecia estar dirigindo com um “motor de GP2” e “guiando no gelo”, pela falta de aderência do carro.  Viralizou nas redes sociais a foto de Alonso “tomando sol” no meio da pista e a dele e Button no pódio, após a eliminação de ambos na Q1 do GP do Brasil.

No seu blog, Lívio Oricchio comenta: O que se viu na temporada passada, o primeiro da volta da parceria, foi um dos maiores fracassos da história da F1, em completa oposição à enorme expectativa criada. (…) Alonso e Button experimentaram situações no mínimo embaraçosas na pista. O modelo de 2015, MP4/30-Honda, era lento demais, e sua confiabilidade virou motivo de zombaria na F1.”.

McLaren manteve Alonso e Button para a temporada de 2016. O segundo ano da parceria da Honda foi melhor do que o primeiro, com a McLaren sendo capaz de chegar com mais frequência às10 melhores posições. Com 76 pontos, a equipe foi a 6ª colocada no campeonato, pontuando em 16 das 21 provas. Fernando Alonso, 10º colocado entre os pilotos, com 54 pontos, foi 6º na Rússia. 5º em Mônaco e nos Estados Unidos; 7° na Hungria, Bélgica, Cingapura e Malásia e 10º no Brasil e Abu Dhabi. Jenson Button, 15º colocado com 21 pontos, foi 10º na Rússia; 9º na Espanha, Mônaco, Malásia e Estados Unidos; 6º na Áustria e 8º na Alemanha. Fernando Alonso sofreu grave acidente no GP da Austrália, na abertura do campeonato, com fraturas nas costelas, e não pode correr a prova seguinte, o GP do Bahrein. Stoffel Vandoorne, que o substituiu, obteve a 10ª colocação, marcando o primeiro ponto da equipe na temporada.

As melhores performances dos pilotos da McLaren foram na Rússia, com Alonso e Button terminando em sexto e décimo, respectivamente, e em Mônaco, onde a corrida, afetada pela chuva, foi uma das melhores da equipe na temporada. Alonso terminou em quinto lugar, tendo mantido a Mercedes de Nico Rosberg atrás dele por 46 voltas, enquanto Button marcou dois pontos com nono lugar. No Grande Prêmio da Áustria de 2016, Button registrou o seu melhor resultado, com o sexto lugar, depois de se classificar em 3º lugar numa sessão que alternou pista molhada e seca. Após uma exibição decepcionante na corrida em casa, o Grande Prêmio da Inglaterra, em Silverstone, a equipe marcou pontos nas três rodadas seguintes com seis pontos na Hungria, quatro na Alemanha e seis pontos novamente graças a um impressionante sétimo lugar de Alonso no 2016 Grande Prêmio da Bélgica. No Grande Prêmio dos Estados Unidos, a McLaren igualou o resultado de Mônaco com 12 pontos: Alonso foi 5º e Button, 9º colocado. Em 3 de setembro de 2016, Jenson Button anunciou que iria tirar um ano sabático da Fórmula 1 e, depois da confirmação da sua saída, a McLaren confirmou o piloto reserva Stoffel Vandoorne como novo companheiro de Fernando Alonso para 2017.

Durante a temporada de 2016, a McLaren viveu o desfecho de uma crise interna que já se arrastava por pelo menos dois anos.

Forçado pelos acionistas, Ron Dennis teve de deixar o cargo de CEO e presidente do McLaren Technology Group. O dirigente de 69 anos, que detém 25% da McLaren, foi convidado a renunciar às suas funções na sequência de uma luta de poder com os outros acionistas – o fundo soberano birmanês Mumtalakat, que tem participação de 50%, e o velho amigo franco-árabe Mansour Ojjeh (25%). Ele permanece no conselho de administração do McLaren Technology Group e McLaren Limited Automotive, bem como acionista significativo em ambas as empresas.

Ron Dennis se juntou à McLaren em 1980 e assumiu o controle total em 1981, após o que levou a equipe a vários períodos de dominação e a transformou na mais bem sucedida da história depois da Ferrari. Sob a liderança dele, a McLaren ganhou 10 títulos de pilotos com Niki Lauda, Alain Prost, Ayrton Senna, Mika Hakkinen e Lewis Hamilton e sete campeonatos de construtores. No entanto, a equipe tem caído nos últimos anos e a decisão de unir forças com a Honda a levou, em 2015, para a pior temporada em sua história. No dia 21 de novembro de 2016, Zak Brawn, empresário e ex-piloto norte-americano, nascido em 1971, foi anunciado como substituto de Ron Dennis como diretor executivo e CEO de Grupo McLaren de Tecnologia, no lugar de Ron Dennis. Ele e Jonathan Neale, Chefe de Operações cuidam da transição para uma nova estrutura organizacional da McLaren,