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Jordan

Desempenho

Fundação: 1980

Estréia na F1:  GP dos Estados Unidos – 10 de março de 1991

Primeira vitória: 30 de agosto de  1998

Última vitória:  6 de abril de 2003

Primeira pole: Rubens Barrichelo – GP da Bélgica  – 28 de agosto de 1994

Última pole:  26 de setembro de 1999

GPs:  213

Vitórias: 4

Poles: 2

Pódios: 18

Voltas + rápidas: 2

Pontos:  274

Abandonos: 189

História

A Jordan Grand Prix começou sua história em 1980, quando o então piloto Eddie Jordan montou sua própria equipe, com sede num pequeno boxe do autódromo de Silverstone. Logo, porém, o piloto se sentiu melhor no papel de chefe de equipe e, para a temporada de 1981, contratou o piloto David Sears para correr o campeonato inglês de F-3.

Em 1982, Eddie Jordan foi o primeiro dono de equipe a dar uma chance na Fórmula 3 a um jovem piloto brasileiro chamado Ayrton Senna.

Nos anos seguintes a equipe conquistou por três vezes o vice-campeonato inglês. Em 1983, com Martin Brundle, em 1984, com Allen Berg e em 1986, com o brasileiro Maurizio Sandro Sala que, mesmo trocando de chassi no meio da temporada, faturou cinco vitórias.

Desde 1985, porém, a equipe estava crescendo. Naquele ano foi criado o Campeonato de F-3.000 e a Jordan já participava da competição. Um dos carros da equipe de F-3 passou a correr no campeonato francês da categoria.

Na temporada de 1987 a equipe já havia aprendido o caminho das pedras e faturava o título do campeonato inglês de F-3, com o piloto inglês Johnny Herbert, que naquele ano venceu cinco corridas.

No ano de 1988 a Jordan segue crescendo. Participa do campeonato inglês de F-3 com três carros. Dois na classe A e um na classe B. Na F-3.000, Johnny Herbert é um dos pilotos ao lado de Tomas Danielsson. No meio da temporada o inglês Martin Donnelly assume o lugar de Danielsson e em seis das 11 corridas do campeonato fatura o terceiro lugar.

A F-3.000 assistiu ao domínio completo da equipe Jordan na temporada de 1989, quando os pilotos Martin Donnelly e Jean Alesi disputaram prova a prova o título _que no final ficou nas mãos do francês. Naquele ano a equipe ainda se dividia, competindo também na F-3 inglesa.

No ano seguinte, já pensando na Fórmula 1, Eddie Jordan concentra seus esforços na F-3.000 com três carros. Os pilotos eram o irlandês Eddie Irvine, o italiano Emanuelle Naspetti e o alemão Heinz-Harald Frentzen. O melhor deles foi Irvine, que terminou o campeonato em terceiro lugar.

Em 1991 a Jordan entra na categoria principal, a F-1, e logo é o destaque. Em seu ano de estréia obtém o quinto lugar no mundial de construtores, algo inédito nos 40 anos de história da Fórmula 1, mas perde a sua principal revelação, Michael Schumacher, que no GP da Bélgica tinha substituído Bertrand Gachot, preso por causa de uma infração de trânsito. Depois de uma disputa judicial, Flavio Briatore levou o piloto alemão para a Benetton, dispensando o brasileiro Roberto Puipo Moreno..

Em 1992 a equipe se dedica à construção de uma nova e maior sede e nas pistas vive a decepção. Termina a temporada com apenas um ponto conquistado na última prova do ano, em Adelaide, na Austrália.

Para o ano de 1993, um acordo com o construtor de motores Brian Hart garante um esquema que permitiria maior evolução técnica à Jordan. É também o ano de estréia do brasileiro Rubens Barrichello na equipe. Rubinho tem um desempenho muito bom e logo em sua terceira prova em Donnington Park, na Inglaterra, só não sobe ao pódio por causa de uma pane no sistema de alimentação.

Em 1994, Eddie Irvine, Rubens Barrichello e o Jordan 194 formaram um time dos mais fortes. Rubinho terminou o ano confirmando seu potencial, conquistando uma pole position, um terceiro lugar e ficando em sexto no mundial de pilotos, com 19 pontos.

Eddie Irvine, apesar de ficar fora do campeonato por conta de punições da FIA, ainda marca seis pontos, o que contribui para a equipe terminar o ano em quinto lugar entre os construtores.
A temporada de 1995 se apresentava como “a mais importante dos 15 anos de existência da Jordan”, como disse o próprio Eddie Jordan. Afinal, com a parceria da Peugeot e a manutenção de Rubinho e Irvine, dois dos mais rápidos e talentosos pilotos da F-1, a equipe tinha tudo para estar entre os grandes times do mundo do Grand Prix.

Os resultados, porém, não foram os melhores. Por conta de muitas quebras, principalmente no motor Peugeot, a Jordan acabou em quarto lugar no campeonato entre os construtores e a equipe _que no início da temporada se apresentava como uma grande promessa, quando chegou a fazer os melhores tempos nos treinos de pré-temporada_ ficou mesmo no plano das equipes médias, realidade indiscutível que a Jordan viveu. De qualquer forma o podio de seus dois pilotos em Montreal, no GP do Canadá, mostrou uma evolução que poderia se transformar em grandes vitórias para a Jordan e seus pilotos.

Em 1996, a Jordan continuou apostando no talento do jovem Rubens Barrichello para fazer frente as grandes equipes. O brasileiro ganhou um novo companheiro, o inglês Martin Brundle. Barrichello marcou catorze pontos e Brundle oito, mostrando que a equipe tinha condições de brigar por posições ainda melhores.

Em 1997, Barrichello e Brundle deixaram a equipe e foram substituídos por Giancarlo Fisichella (ITA) e Ralf Schumacher (ALE). O italiano marcou 20 pontos na temporada e Schumacher 15, com a equipe ficando em quinto lugar no mundial de construtores.

Em 1998, com Damon Hill e Ralf Schumacher e 1999, com Hill e Frentzen, e os motores Magen Honda, no lugar dos Peugeot,  a Jordan continuou dando sinais de evolução. O alemão Frentzen, inclusive, voltou a mostrar o talento que andava desaparecido vencendo duas provas na temporada (na França e na Itália) e credenciando a Jordan como equipe grande para brigar pelas primeiras posições na temporada 2000. O motor  EJ10, porém, não se mostrou forte o suficiente para confirmar essa expectativa e a Jordan acabou em sexto lugar no campeonato dos construtores de 2000.

2001 foi um ano complicado para a equipe. O único bom resultado foi um terceiro lugar de Frentzen no Brasil. Depois, Frentzen não pode participar do GP do Canadá e teve de ser substituído por Ricardo Zonta, mais tarde, inesperadamente também substituído por Jean Alesi. Com todos esses problemas, a Jordan não poderia almejar mais do que o quinto lugar que acabou conquistando.

Em 2002, com uma nova dupla de pilotos, formada pelo italiano Giancarlo Fisichella e pelo japonês Takuma Sato, os melhores resultados foram quatro quinto lugares e a Jordan terminou o campeonato em  sexto lugar. Takuma mostrou não estar à altura da F1 ao se chocar com o companheiro de equipe no GP da Malásia. No fim da temporada, a Jordan teve problemas financeiros e vários integrantes deixaram a equipe, entre eles o gerente Trevor Foster e os engenheiros Tim Hooloway e David Brown.

Em 2003, tendo como pilotos Giancarlo Fisichella e Ralph Firman ( substituído só na corrida dos EUA pelo húngaro Zsolf Baumgartner), a Jordan foi a 9ª e penúltima colocada, entre 10 equipes, com 13 pontos. Só ficou mesmo à frente da Minardi, que não conseguiu nenhum ponto. O único ótimo resultado conseguido foi o primeiro lugar de Giancarlo Fisichella, num final controvertido do GP do Brasil, em Interlagos.

Os problemas financeiros da Jordan se gravaram em 2004 e tornaram o futuro da equipe imprevisível. Na classificação final do campeonato voltou a ficar à frente apenas da Minardi. O alemão Nick Heidfeld, ex-piloto da Sauber e da Prost, visto como uma grande promessa, não conseguiu bons resultados, devido às deficiências do carro. E o estreante italiano Giorgio Pântano, por desentendimentos financeiros com os patrocinadores, deixou a equipe antes do final do campeonato, sendo substituído pelo alemão Timo Glock.

Vendida ao Midland Group, do multimilionário russo-canadense Alex Shaider, na temporada de 2005 a escuderia manteve o nome original, mas no ano seguinte mudou para MF1. Jaguar passou a ser apenas mais um nome na longa lista de equipes promissoras que não conseguiram sobreviver no competitivo mundo da Fórmula 1.