Haas

Organização

Nome

Rich Energy Haas F1 Team

Sede

KannapolisCarolina do Norte, Estados Unidos e
BanburyOxfordshire,
Reino Unido

Direção

Proprietário  Eugene “Gene” Francis Haas
Diretor de operações Joe Custer
Chefe de equipe Günther Steiner
Projetista chefe Rob Taylor
Chefe de aerodinâmica Ben Agathangelou
Campeonato 2019
Pilotos Romain Grosjean – 8
Kevin Magnussen – 20
Carro VF 19
Corridas 14
Abandonos 7
Pontos 26
Posição
Campeonato de 2018

Pilotos                                             Romain Grosjean – 8

Kevin Magnussen – 20

Carro 2018                                      VF 18

Motor                                               Ferrari 062 EVO

Corridas                                         21
Pontos                                           93
Posição                                         5º

Volta                                              1 (Kevin Magnussen)

Desempenho

Estreia

20 de março de 2016

GP da Austrália

Corridas

76

Pontos

195

Volta rápida

Kevin Magnussen – GP de Cingapura 2018

 História

A Haas F1 Team, originalmente denominada Formula Haas e Haas Racing Developments e depois Haas Formula, é a primeira equipe norte-americana a disputar o campeonato da Fórmula1, desde a extinta Haas-Lola, que integrou a categoria entre 1985 e 1986, e do fracassado projeto da US F1Team, que não chegou a se concretizar em 2010. A Haas-Lola teve com um dos seus fundadores Carl Haas, representante da Lola nos Estados Unidos, que não tinha nenhum parentesco com Gene Haas.

Fundada pelo empresário Eugene “Gene” Haas, dono da Haas Automation, a maior fábrica de maquinas CNC e ferramentas dos Estados Unidos, a equipe tem a sua base principal em Kannapolis, a 50 quilômetros de Charlotte, na Carolina do Norte, numa área de 1.200 metros quadrados, ao lado da sede do coirmã Stewart-Haas Racing, que disputa o campeonato da NASCAR.

O pedido de admissão na principal categoria do automobilismo mundial, feito por Gene Haas, em janeiro de 2014, foi aprovado pela FIA em 11 de abril e no dia 28 de maio do mesmo ano o empresário norte-americano revelou que a nova equipe faria a sua estreia no campeonato de 2016. Em setembro de 2014, a Formula Haas e Haas Racing Developments passou a se chamar Haas F1 Team, para realçar o seu envolvimento com o esporte. Para acesso mais rápido aos fornecedores e simplificar a logística nas corridas da Europa, em 2015, além de outros bens e ativos, a Haas comprou as instalações da falida Marussia F1, em Banbury, Oxfordshire, no Reino Unido, onde estabeleceu a sua base europeia.

A confirmação do ingresso da Haas na F1 se deu, realmente, em setembro de 2014, quando ela firmou uma parceria técnica com a Ferrari, para fornecimento de motor e outros componentes importantes do carro, como a transmissão e suspensões. Pela ligação extrema entre as duas equipes, a norte-americana chegou a ser chamada de “equipe B” da escuderia de Maranello. Para projetar e construir o chassi do seu carro, Haas contratou a fábrica também italiana Dallara e o ex-diretor técnico da Jaguar e da Red Bull, Gunther Steiner foi contratado para chefe de equipe. No dia 29 de setembro de 2015, a equipe anunciou que Romain Grosjean seria um dos seus pilotos e, no dia 30 de outubro, durante o fim de semana do GP do México, no Museu Soumaya, na Cidade do México, Esteban Gutierrez, piloto de testes da Ferrari, foi confirmado como companheiro do piloto franco-suíço.

A despeito da ceticismo de muitos, que não viam nenhuma movimentação da equipe e duvidavam da presença da Haas no grid de 2016, na etapa dos testes da pré-temporada, o carro da equipe foi apresentado com pompa e circunstância no circuito de Barcelona. Nas vésperas do primeiro testes, numa das extremidades do paddock, três caminhões com o logo H num círculo vermelho, a cor da Haas Automation, pararam diante de uma das garagens do autódromo e logo depois vários funcionários com uniforme da equipe, começaram a trabalhar no VF-16, o primeiro carro da F1 da Haas F1 Team, que recebeu esse nome para lembrar a primeira máquina CNC (Controle Numérico Computadorizado) fabricada pela Haas Automation, a VF1, lançada em 1988. O V significa vertical, designação padrão da indústria para um moinho vertical. Haas acrescentou o F para designar a máquina como “Very First One”, o “Primeirão” da empresa para a F1.

Às 10 horas locais, da segunda-feira, dia 22 de fevereiro, Romain Grosjean deixou a garagem e fez a primeira volta de reconhecimento da pista catalã no carro cinza escuro e vermelho, com o motor 061 turbo V6, da Ferrari. Durante os oito dias de testes, de 22 a 25 de fevereiro e 1º a 4 de março, os dois carros da Haas deram 474 voltas na pista de 4.655 metros , num total de 2.206,47 km, numa performance confirmada nas duas primeiras corridas de estreia, com Romain Grosjean conquistando o 6º lugar na Austrália e o 5º no Bahrein.

A Haas F1 Team é uma das ligações de Gene Haas com o automobilismo, aparentemente, a sua maior paixão. Ele já participou de corridas off-road, patrocinou várias equipes de Cart, IndyCar e NASCAR. Em 2202, ele formou a sua equipe da NASCAR Sprint Cup Series, a Haas CNC Racing, que comprou a instalações da Racing Craftsman Truck, na Carolina do Norte, tinha apenas um único carro e apoio técnico da Hendrick Motorsports. A equipe estreou no dia 30 de setembro de 2002, com o piloto Jack Sprague, que obteve o 35] lugar, depois de um acidente. Só em 20º4, depois de várias trocas de pilotos a Haas ganhou sua primeira corrida, com Jason Leffler ao volante. Em 2006, a equipe mudou-se para Kannapolis, na Carolina do Norte, e, em 2008, Haas juntou-se a Tony Stewart, então bicampeão da Spring Cup, criando a SHR (Stewart-Haas Racing. Em agosto de 2011, A SHR anunciou a criação de uma terceira equipe para a IndyCar, com a participação de Danica Patrick. Em 2014, também se juntaram à equipe Kurt Bush e Kevin Harvick, que venceram seis corridas. Em 2015, a SHR disputava a Sprint Cup Series com Stewart, Harvick, Danica e Bush. Stewart aposentou-se no desse ano e foi substituído em 2016 por Clint Bowyer. Com a vitória de Cole Custer, em New Hampshire, em setembro de 2014, Gene Haas juntou-se ao seleto grupo de proprietários de equipes com vitórias em todas as três séries nacionais norte-americanas de turismo, que inclui Rick Hendrick, Richard Childress e Jack Roush.

Gene Haas nasceu no dia 12 de novembro de 1952, em Youngstown, em Ohio, é solteiro e mora em Camarillo, na Califórnia. Ele se formou no colegial em Mission Hills, na Califórnia, em 1970, Depois do colegial, estudou engenharia e negócios na Universidade Estatal da Califórnia e, em 1975, formou-se como bacharel de contabilidade e finanças. A família dele mudou-se para Los Angeles quando ainda era criança e seu pai trabalhou como designer de armário elétricos e sua mãe era professora. O segundo mais velho de quatro filhos, começou a trabalhar muito cedo; durante o ensino fundamental entregou jornais; aos 14 anos começou a trabalhar numa loja de máquinas, onde varreu e fez limpeza. Depois de seis meses, passou a trabalhar com tornos e fresadoras convencionais. Em 1978, depois de trabalhar como programador industrial, fundou a Proturn Engenharia, uma pequena loja de máquinas em Sun Valley, na Califórnia. Com dois empregados trabalhou na usinagem de peças para eletrônica e indústrias aeroespaciais e durante esse período desenvolveu o indexador 5c Collet, primeiro dispositivo da indústria para reposicionar automaticamente material para usinagem, simplesmente apertando um botão, em vez de fazer à mão, num processo complicado e demorado. Após dominar a técnica de usinagem, Haas fundou, em 1983, a Haas Automation, para produzir em massa o seu indexador.

A Haas Automation é a maior fabricante de máquinas-ferramentas dos Estados Unidos e vende anualmente mais de um bilhão de dólares me todo mundo. Embora seja o fundador e presidente da empresa, Gene Haas continua a trabalhar no seu departamento de engenharia é responsável por 95% das novas ideias de design, transformadas por seu engenheiros e concretizadas depois de suas modificações adicionais. Uma das grandes realizações da Haas Automation é o Windshear, um dos mais avançados túneis de vento do mundo, com uma estrada rolante que simula com precisão a dinâmica de um carro na pista, ao contrário dos túneis tradicionais, que têm piso fixo. A pista rolante pode receber um carro completo e acelerar de zero a 290 km/h em menos de um minuto, com temperaturas controladas de 1 grau Fahrenheit. O Windshear, o primeiro túnel de vendo do seu tipo na América do Norte, é usado por equipes de automobilismo de todas as categorias e fabricantes de automóveis e até o Conselho dos Estados Unidos para Pesquisa Automotiva (USCAR) já fez testes com ele.

Gene Haas é reconhecido na sua comunidade por suas atividades filantrópicas. Muitas faculdades têm laboratórios de CNC (CNC Labs) equipados com máquinas doadas por ele. Em abril de 2015, doou 1 milhão de dólares ao Danville Commnity College para um programa de ciência aplicada em tecnologia de usinagem. Mas como nem tudo são flores, o grande e benemérito empresário também tem o seu lado negativo. Em 19 de junho de 2006, foi preso por agentes da Receita Federal, por apresentação de declarações fiscais falsas, intimidação de testemunhas, e formação de quadrilha. Confessando-se culpado pela evasão fiscal, em acordo com a Justiça, Haas foi condenando a dois anos de prisão e multa de 75 milhões de dólares. Ele foi preso em janeiro de 2008 e posto em liberdade condicional em maio de 2009, depois de cumprir 16 meses da pena.

Na estreia da equipe no GP da Austrália de 2016, Romain Grosjean terminou em 6º, marcando oito pontos, tornando a Haas a primeira construtora a norte-americana a pontuar na primeira corrida de F1 e a primeira, desde a Toyota, em 2002 a marcar na sua estreia. Na mesma corrida, seu companheiro de equipe, Esteban Gutiérrez envolveu-se num acidente que destruiu a McLaren de Fernando Alonso da McLaren e fez com que a corrida fosse temporariamente interrompida com bandeira vermelha.

No Bahrein, Grosjean terminou em 5º lugar, mas no resto da temporada a equipe perdeu o ritmo, marcando pontos apenas em mais duas ocasiões. O piloto franco-suíço foi 7º na Áustria e 10º nos Estados Unidos. Com os 29 pontos de Grosjean a Haas conseguiu o 8º lugar na classificação das equipes, uma posição respeitável para um primeiro ano na categoria principal do automobilismo.

Para a sua segunda temporada na F1, a Haas anunciou, no dia 11 de novembro de 2016, a permanência de Romain Grosjean e a substituição de Esteban Gutierrez por Kevin Magnussen para formação da sua dupla de pilotos.
O carro para a temporada, o VF-17, tinha inicialmente as cores vermelha, preta e cinza. N a sua construção, a equipe-norte-americana continuou a contar coma colaboração a Ferrari, que fornecia o motor e a caixa de câmbio, além de outras peças menores. O chassi foi fabricado pela Dallara.
Na primeira corrida da temporada, na Austrália, a equipe teve boa qualificação, com Grosjean na 6ª posição, mas os dois pilotos não conseguiram terminar a prova. Grosjean teve problema de vazamento de água e Magnussen teve deixar a pista depois de um choque com Ericsson.
Na China, o fim de semana foi melhor, pois Magnussen terminou em 8º, marcando os seu primeiros dois pontos desde o GP de Cingapura de 2016, que foram também os primeiros pontos da Haas desde o GP dos Estados Unidos de 2016, onde Grosjean foi 10º.
No Bahrein, Grosjean terminou na zona de pontuação, no 8º lugar, mas Magnussen teve de abandonar devido a pane elétrica logo na 8ª volta.
Na Rússia, a Haas testou um novo sistema de freios e viveu um decepcionante fim de semana. Logo na primeira volta, Grosjean se chocou COM Jolyon Palmer e teve de deixar a pista, E Magnussen terminou em 13º, depois de sofrer penalização de 5 segundos, por contornar a curva 2 na largada.
Na Espanha, a Haas começou bem, com os dois carros na zona de pontuação, mas a implantação da segurança virtual obrigou a uma mudança de estratégia e os pneus médios não trabalharam bem. Ainda assim Romain Grosjean terminou na 10ª posição, enquanto Magnussen foi apenas o 14º
Em Mônaco, a Haas conseguiria mais dois pontos, com Grosjean em 8º e Magnussen em 10º, com a Williams de Felipe Massa entre eles. Foi a primeira vez que a equipe teve os dois pilotos juntos na zona de pontuação. Magnussen poderia ter obtido um melhor resultado, não fosse o furo de um pneu, que o obrigou a uma parada não programada.
No Canadá, a Haas teve um final de semana complicado. Grosjean se chocou com Carlos Sainz e teve quebrada a asa dianteira, o que o impediu de ter colocação melhor do que o 10º lugar. Magnussen foi punido por ultrapassagem durante a segurança virtual e acabou em 20º.
O GP de Azerbaijão foi considerada uma das corridas mais loucas da F1, mas Magnussen soube tirar proveito das confusões e terminou em 7º. Grosjean, com problemas nos freios, perdeu a chance de pontuar; chegou em 13º.
Na Áustria, a Haas conseguia a melhor colocação da temporada, até então. Grosjean cruzou a linha de chegada em 6º, depois de uma corrida fantástica, em que mostrou bom ritmo. Magnussen teve problemas hidráulicos e teve de deixar a pista na 29ª das 71 voltas do circuito.
Na Inglaterra, os dois pilotos da Haas tiveram dia difícil. Grosejan usou os dois compostos à disposição, mas não teve ritmo para se livrar do tráfego e terminou em 13º. Magnussen errou ao largar com pneu mais duro, mas esteve sempre fora dos pontos. Melhorou um pouco no final, depois da bateria de paradas, mas não o suficiente para passar da 12º colocação.
Na Hungria, depois da parada na volta 20, Grosjean foi mandado para a pista com uma porca da roda solta. O carro teve de ser retirado da prova e a Haas foi multada em 5 ml euros, por libera-lo em condições inseguras. Kevin Magnussen foi punido com 5 segundos no tempo, por bater em Nico Hulkenberg e terminou em 13º.
Na Bélgica, a Haas voltou a pontuar, com Grosjean chegando em 7º, depois de ter largado da 11ª posição. Magnussen foi o 13º. Com o resultado, a equipe somou 10 pontos e mantinha-se na luta pela 5ª posição entre os construtores.
Na Itália, qualificação, Grosjean foi de encontro à barreira, não conseguiu estabelecer um tempo dentro da exigência de 107%, mas recebeu permissão dos comissários para começar a corrida. Mas também recebeu uma penalidade de grid de 5 lugares por uma mudança de caixa de velocidades não programada.
Na corrida, nas últimas voltas, Magnussen disputou o 10º lugar com Verstappen, mas foi superado pelo holandês. Grosjean, com a asa dianteira danificada por um incidente na largada, terminou em 15º, depois de também ter disputado posição e se tocado com Verstappen.
Em Cingapura, a Haas logrou mais dois pontos, com Grosjean terminando no 9º lugar, mas Magnussen abandonou a corrida, num circuito urbano desfavorável ao pacote aerodinâmico e ao chassi da equipe norte-americana. Com os 2 pontos, a Haas passou a 37pontos, porém caiu do 7º para o 8º lugar na classificação dos construtores.
Na Malásia, os dois pilotos da Haas se deram la na qualificação, não passando da Q1; Grosjean foi 16 e Magnussen, 17º. Na corrida, ambos tiveram bom ritmo, mas chegaram aos pontos, com Magnussen em 12º e Grosjean em 13º.Na volta 33, num momento bizarro, Magnussen ousou tentar um X em Alonso, mas fracassou e foi gozado pelo espanhol pelo rádio: “Idiota”.
No Japão, a Haas conquistou seis valiosos pontos, apesar dos problema enfrentados durante todo o fim de semana. Magnussen, que largou de 13º, chegou em 8º, e Grosjean, 16º no grid, terminou em 9º. A equipe completou 43 pontos e pulou para a 7ª posição, 1 ponto à frente da Renault.
Na corrida “em casa”, no Estados Unidos, Magnussen começou com uma punição de 3 posições no grid, por atrapalhar Sergio Perez na qualificação. Grosjean teve bom ritmo, mas foi prejudicada pela degradação dos pneus e não foi suficientemente rápido para passar do 14º lugar. Magnussen foi 16º. A sorte da equipe foi que a Renault também não pontuou e as duas mantiveram-se em 7º e 8ºlugares, respectivamente.
No México, depois de seus dois pilotos fecharem última fila do grid, a Haas a comemorar com o 8º lugar conquistado por Magnussen numa corrida sem falhas. Grosjean teve problemas e terminou em 15º, último dos que completaram o percurso.
No Brasil, a corrida da Haas praticamente terminou na primeira das 14 curvas de Interlagos, quando Magnussen se envolveu numa tríplice colisão, com Vandoorne e Ocon. Ele estacionou ao lado da pista e nem pode levar o carro ao box. Grosjean completou a prova aos trancos e barrancos, no 12º lugar.
Em Abu Dhabi, a Haas ainda lutava pelo 6º lugar das equipes, contra a Renault e a Toro Rosso. Os seus dois pilotos mostram-se competitivos na luta do meio do pelotão, mas não conseguiram chegar à pontuação. Grosjean foi 11º e Magnussen, 13º. A Renault acabou ganhando a disputa pela 6º posição, com 57 pontos, e a Toro Rosso também ficou à frente da Haas, com 53 contra 47 pontos.
Entre os pilotos, Romain Grosjean foi o 13º colocado, com 28 pontos, com um 6º; um 7º; dois 8ºs; dois 9ºs; dois 10º lugares e três abandonos. Kevin Magnussen foi o 14º, com 19 pontos, frutos de um 7º; três 8ºs, um 10º lugares e cinco abandonos, em 20 corridas.

Para o campeonato de 2018, a equipe norte-americana manteve a dupla de pilotos formada por Romain Grosjean e Kevin Magnussen, como já havia anunciado no meio da temporada.
No dia 14 de fevereiro de 2018, a Haas apresentou seu novo carro, o VF-18. O carro com motor da Ferrari 062 Evo 1.6 turbo híbrido e caixa de marchas também da fábrica italiana era uma evolução do VF-17, com as diferenças mais visíveis sendo a remoção da cobertura do motor da barbatana de tubarão e a adição do halo. Foram mantidas as cores cinza, vermelho e preto características da Haas.
O SF-18 foi o carro com a maior velocidade final nos testes de pré-temporada, em Barcelona, e a equipe teve que refutar os comentários de que novo modelo seria um clone da Ferrari de 2017. Na classificação para o GP da Austrália, a equipe foi a “melhor do resto”, com Kevin Magnussen e Romain Grosjean em sexto e sétimo, respectivamente. Fernando Alonso, da McLaren, disse que “não ficou surpreso”, pois o novo carro “é um clone da Ferrari do ano passado”. Romain Grosjean, da Haas, reagiu aos comentários feitos por seus rivais, dizendo que não foi diferente no ano passado: “É a mesma coisa toda vez que somos rápidos. Foi a mesma coisa no ano passado, fomos uma equipe B da Ferrari. Estamos usando a mesma suspensão, a mesma caixa de câmbio, o mesmo motor. Todo mundo sabe que a suspensão está definindo muito do fluxo, então é claro que haverá semelhanças. Mas, novamente, estamos fazendo nosso próprio carro e, se fosse uma Ferrari B, estaríamos lá em cima com eles. Não é verdade e não é bom para as pessoas que trabalham na Haas e produzem um Haas VF-18”.
A temporada de 2018 foi a melhor da Haas, desde seu ingresso na Fórmula 1, em 2016. Foi a 5ª colocada entre as construtoras, com 93 pontos, ficando a apenas 29 pontos da Renault e só não foi melhor devido aos pontos perdidos nos Estados Unidos e no México. Cyril Abiteboul, chefe da Renault, disse esperar uma dura batalha com a McLaren, em vez da disputa acirrada que teve com a Haas pelo quarto lugar na tabela: “Eu me surpreendi por ter de lutar com a Haas por quase toda a temporada quando eu esperava que essa batalha fosse com a McLaren”.
O chefe da equipe, Guenther Steiner, disse não haver desculpas para a perda pontos que impediu a conquista do 4º lugar. A maior perda aconteceu no GP da Austrália, onde, depois de colocar os dois carros na quarta e quinta colocações, teve um duplo abandono. Dois erros de pit stop deixaram ambos os carros com uma roda não conectada corretamente, forçando Romain Grosjean e Kevin Magnussen a parar na pista e abandonar.
Depois de um início brilhante, com Kevin Magnussen chegando a rodar em 4º e Romain Grosjean em, 6º, as duas paradas desastradas e desastrosas arruinaram a primeira corrida do ano. Magnussen fez o pit no final da volta 21, mas teve de abandonar na volta seguinte, porque a porca de uma roda não ter sido ajustada corretamente. Na volta 24, aconteceu a mesma coisa com Grosjean.
No Bahrein, depois de rever seus procedimentos de box, a Haas teve seu primeiro bom resultado. Kevin Magnussen terminou em 5º e faturou os primeiros 10 pontos da equipe. Grosjean, que largou da últimas posições, teve uma boa recuperação, mas uma parada para trocar uma lateral do carro, avariada num choque na primeira volta impediu eu chegasse em 7º ou 8º. Foi 15°.
Na China, outra vez Magnussen salva a honra da equipe, chegando em 10º, após largar em 11º e chegar a correr em 7º antes da primeira parada. Grosjean, que largou de 10º, terminou em 17º, prejudicado pelo mau rendimento dos pneus. A essa altura, a equipe era 7ª entre os construtores, com 11 pontos atrás da Toro Rosso, que tinha 12.
No Azerbaijão, na 43ª das 51 voltas, quando corria em 6º, com carro de segurança na pista, Grosjean perdeu tração, bateu no muro e teve de deixar a pista. O piloto confessou que estava aquecendo os pneus e esbarrou em um botão que tinha mudado por duas posições; quando tocou os freios, só travou as rodas traseiras e rodou. Magnussen terminou em 13º.
Na Espanha, Magnussen voltou a obter um bom resultado, o 6º lugar, que lhe rendeu 8 pontos, numa corrida sólida do princípio ao fim. Grosjean perdeu a chance de terminar a prova ao perder a traseira numa colisão na curva 3. Como resultado, a Haas pulou para 6ª posição na classificação, com 19 pontos, 1 à frente da Toro Rosso, mas 21 atrás da McLaren
Em Mônaco, Grosjean começou com perda de 3 posições no grid, por ter causado a colisão na volta de abertura na Espana. Ele foi o 15º na qualificação, mas largou da 18ª posição. A corrida foi uma das piores da breve história da Haas. Na primeira volta, seus dois pilotos já eram o último e penúltimo e nunca conseguira grandes avanços; Magnussen foi 13º e Grosjean, 15º. Na classificação, a equipe caiu para 8°, superada pela Toro Rosso por 1 ponto.
No Canadá, Grosjean teve problema de motor logo na Q1 e não fez tempo, mas foi autorizado a correr pela direção da prova. Ele largou da última posição e chegou em 12º, logo à frente do companheiro Kevin Magnussen.
Na França, mais uma vez, Kevin Magnussen foi o astro da Haas. Depois de largara das 9ª posição do grid, chegou em 6º, na frente de Valtteri Bottas, da Mercedes. Grosjean, que largou em 10º, terminou em 11º, depois de sofrer penalização de 5 segundos, por cortar curvas e tirar vantagem, com os 8 pontos, a equipe passou a o 7º lugar, com 27 pontos, apenas 1 atrás da Force Índia.
Na Áustria, a Haas terminou pela primeira vez com os dois pilotos juntos na zona de pontuação. Magnussen foi 4º e Grosjean, que obteve seus primeiros pontos da temporada, foi 5º. Com os 22 pontos, a escuderia norte-americana saltou para 5[posição, com total de 49 pontos.
Na Inglaterra, no primeiro treino, Romain Grosjean bateu na curva Abbey, depois de deixar a asa aberta. Na qualificação ele melhorou de o desempenho e ocupou a 8[m posição, logo atrás de Magnussen. Na volta 38, porém, se chocou com Carlos Sainz, na Copse, provocando a entrada do safety car e o abandono dos dois. Magnussen, mais uma vez, salvou a pátria, chegando em 9º e faturando mais 2 pontos. A Haas manteve o 5º lugar, com 51 pontos, mas 19 atrás da Renault, a 4ª colocada.
Na Alemanha, a dupla da Haas foi bem na qualificação, ocupando as 5ª e 6ª posições do grid, com Magnussen e Grosjean, respectivamente. Magnussen correu muito tempo em 6º, mas terminou em 11º. Grosjean que tinha optado pelos intermediários, voltou aos pneus slicks, quando a pista secou em garantiu-se no 6º lugar até o final. A Haas totalizou em 59 pontos, mas se colocou em 5ª, 21 pontos atrás da Renault, com 80.
Na Hungria, pela segunda vez na temporada, o os dois pilotos da Haas terminaram juntos na zona de pontuação, com Magnussen em 7º e Grosjean em 10º, depois de resistir a forte pressão de Brendon Hartley. Com 66 pontos, a equipe continuou na 5ª colocação.
Com um rendimento consistente e sem erros, a Haas deixou a Bélgica com mais 10 pontos, frutos do 7º lugar de Grosjean e do 8º de Magnussen. Como a Renault não marcou pontos na corrida, a equipe norte-americana diminuiu para 6 pontos a desvantagem em relação à francesa; 82 a 76.
Na Itália, a Haas sofreu um grande revés. Grosjean terminou a corrida na 6ª colocação e o resultado colocava a equipe na 4ª colocação entre as construtoras, empatada com a Renault. Todavia, a equipe francesa pediu uma revisão do carro do francês e a FIA encontrou uma irregularidade no assoalho que causou a desclassificação do piloto. A Haas continuou em 5º, com os mesmos 76 pontos.
Em Cingapura, a Haas teria uma jornada para esquecer, não fosse a volta mais rápida conquistada por Kevin Magnussen, com o tempo de 1m41s905. Novo recorde da pista. Na qualificação, Grosjean conseguiu a 8ª posição, mas na corrida foi vítima do desgaste excessivo dos pneus e terminou em 15º. Magnussen largou de 16º e cruzou a linha em 18º. A equipe continuou em 5º, com 76 pontos, mas a diferença para a Renault subiu para 15 pontos.
Na Rússia, o fim de semana foi positivo, com os dois pilotos qualificando-se entre os top 10: Magnussen em 5º e Grosjean em 9º. Na corrida, Magnussen conquistou o 8º lugar de Kevin Magnussen, mas o companheiro caiu para o 11º lugar.
No Japão, a Haas diminuiu a diferença para a Renault, com o 8º lugar e os 4 pontos de Romain Grosjean. A escuderia norte americana chegou aos 84 pontos, contra os 92 da francesa. Kevin Magnussen abandonou a pista logo no início, devido a um furo de pneu causado por choque com Charles Leclerc.
Nos Estados Unidos, a Haas teve outro fim de semana desconfortável. Kevin Magnussen, que terminou em 9º, foi desclassificado por ter excedido o limite de 105 litros de combustível. Romain Grosjean, que largou da 8ª posição, teve de abandonar logo na 2ª volta, por quebra da caixa de câmbio numa colisão. AS Renault aumentou a vantagem para 22 pontos: 106 a 84.
No México, Grosjean perdeu três lugares, por causa da colisão na corrida anterior e largou de 18º. Magnussen foi beneficiado pela queda do companheiro e subiu da 18º para a 16ª posição. Mas os dois foram os últimos dos que completaram a prova, com Magnussen em 15º e Grosjean em 16º.
De repente, no Brasil, a Haas volta a fazer um brilhareco e completou a corrida com os dois pilotos na zona de pontuação. Grosjean foi 8º e Magnussen foi o 9º, mesmo prejudicado por um toque que o impediu de chegar mais à frente. Na classificação das equipes, a norte-americana continuou em 5º, com 90 pontos, contra 114 da Renault.
Na última corrida da temporada, em Abu Dhabi, a Haas voltou a pontuar, com o 9º lugar de Romain Grosjean. A equipe terminou no 5º lugar entre os construtores, com 93 pontos (a Renault teve 122), resultado acima das expectativas da direção da equipe, como eles mesmos admitiram.
Kevin Magnussen foi o 9º colocado entre os pilotos, com 56 pontos, resultados de dois 5ºs lugares; dois 6ºs; um 7º; dois 8ºs; dois 9ºs e dois 10º, com 2 abandonos e 1 desqualificação, em 21 corridas.
Romain Grosjean ficou na 14ª colocação, com 37 pontos, com um 4º lugar; um 6º; um 7º; dois 8ºs; um 9º e um 10º; cinco abandonos e uma desclassificação.
No fim de 2018, a Haas anunciou o seu novo patrocinador principal, a marca de energéticos britânica Rich Energy. Com a associação a equipe passou a se chamar oficialmente Rich Energy Haas F1 Team. As cores dos carros deverão também mudar, passando a preto e dourado, seguindo o esquema de cores da nova patrocinadora. A própria Rich Energy divulgou em suas redes sociais uma montagem com os quatro carros da Haas de 2019 já pintados de preto e dourado, mas com “detalhes ainda a serem ajustados”.