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Haas

Organização

Nome

Haas F1 Team

Sede

KannapolisCarolina do Norte, Estados Unidos e
BanburyOxfordshire,
Reino Unido

Direção

Proprietário  Eugene “Gene” Francis Haas
Chefe de equipe Günther Steiner
Desenhista-chefe Rob Taylor
Chefe de aerodinâmica Ben Agathangelou
Pilotos Romain Grosjean

Kevin Magnussen

Site https://www.haasf1team.com/

Desempenho

Estreia

20 de março de 2016

GP da Austrália

Corridas

36

Pontos

73

Campeonato 2017

7ª – 43 pontos

 

História

A Haas F1 Team, originalmente denominada Formula Haas e Haas Racing Developments e depois Haas Formula, é a primeira equipe norte-americana a disputar o campeonato da Fórmula1, desde a extinta Haas-Lola, que integrou a categoria entre 1985 e 1986, e do fracassado projeto da US F1Team, que não chegou a se concretizar em 2010. A Haas-Lola teve com um dos seus fundadores Carl Haas, representante da Lola nos Estados Unidos, que não tinha nenhum parentesco com Gene Haas.

Fundada pelo empresário Eugene “Gene” Haas, dono da Haas Automation, a maior fábrica de maquinas CNC e ferramentas dos Estados Unidos, a equipe tem a sua base principal em Kannapolis, a 50 quilômetros de Charlotte, na Carolina do Norte, numa área de 1.200 metros quadrados, ao lado da sede do coirmã Stewart-Haas Racing, que disputa o campeonato da NASCAR.

O pedido de admissão na principal categoria do automobilismo mundial, feito por Gene Haas, em janeiro de 2014, foi aprovado pela FIA em 11 de abril e no dia 28 de maio do mesmo ano o empresário norte-americano revelou que a nova equipe faria a sua estreia no campeonato de 2016. Em setembro de 2014, a Formula Haas e Haas Racing Developments passou a se chamar Haas F1 Team, para realçar o seu envolvimento com o esporte. Para acesso mais rápido aos fornecedores e simplificar a logística nas corridas da Europa, em 2015, além de outros bens e ativos, a Haas comprou as instalações da falida Marussia F1, em Banbury, Oxfordshire, no Reino Unido, onde estabeleceu a sua base europeia.

A confirmação do ingresso da Haas na F1 se deu, realmente, em setembro de 2014, quando ela firmou uma parceria técnica com a Ferrari, para fornecimento de motor e outros componentes importantes do carro, como a transmissão e suspensões. Pela ligação extrema entre as duas equipes, a norte-americana chegou a ser chamada de “equipe B” da escuderia de Maranello. Para projetar e construir o chassi do seu carro, Haas contratou a fábrica também italiana Dallara e o ex-diretor técnico da Jaguar e da Red Bull, Gunther Steiner foi contratado para chefe de equipe. No dia 29 de setembro de 2015, a equipe anunciou que Romain Grosjean seria um dos seus pilotos e, no dia 30 de outubro, durante o fim de semana do GP do México, no Museu Soumaya, na Cidade do México, Esteban Gutierrez, piloto de testes da Ferrari, foi confirmado como companheiro do piloto franco-suíço.

A despeito da ceticismo de muitos, que não viam nenhuma movimentação da equipe e duvidavam da presença da Haas no grid de 2016, na etapa dos testes da pré-temporada, o carro da equipe foi apresentado com pompa e circunstância no circuito de Barcelona. Nas vésperas do primeiro testes, numa das extremidades do paddock, três caminhões com o logo H num círculo vermelho, a cor da Haas Automation, pararam diante de uma das garagens do autódromo e logo depois vários funcionários com uniforme da equipe, começaram a trabalhar no VF-16, o primeiro carro da F1 da Haas F1 Team, que recebeu esse nome para lembrar a primeira máquina CNC (Controle Numérico Computadorizado) fabricada pela Haas Automation, a VF1, lançada em 1988. O V significa vertical, designação padrão da indústria para um moinho vertical. Haas acrescentou o F para designar a máquina como “Very First One”, o “Primeirão” da empresa para a F1.

Às 10 horas locais, da segunda-feira, dia 22 de fevereiro, Romain Grosjean deixou a garagem e fez a primeira volta de reconhecimento da pista catalã no carro cinza escuro e vermelho, com o motor 061 turbo V6, da Ferrari. Durante os oito dias de testes, de 22 a 25 de fevereiro e 1º a 4 de março, os dois carros da Haas deram 474 voltas na pista de 4.655 metros , num total de 2.206,47 km, numa performance confirmada nas duas primeiras corridas de estreia, com Romain Grosjean conquistando o 6º lugar na Austrália e o 5º no Bahrein.

A Haas F1 Team é uma das ligações de Gene Haas com o automobilismo, aparentemente, a sua maior paixão. Ele já participou de corridas off-road, patrocinou várias equipes de Cart, IndyCar e NASCAR. Em 2202, ele formou a sua equipe da NASCAR Sprint Cup Series, a Haas CNC Racing, que comprou a instalações da Racing Craftsman Truck, na Carolina do Norte, tinha apenas um único carro e apoio técnico da Hendrick Motorsports. A equipe estreou no dia 30 de setembro de 2002, com o piloto Jack Sprague, que obteve o 35] lugar, depois de um acidente. Só em 20º4, depois de várias trocas de pilotos a Haas ganhou sua primeira corrida, com Jason Leffler ao volante. Em 2006, a equipe mudou-se para Kannapolis, na Carolina do Norte, e, em 2008, Haas juntou-se a Tony Stewart, então bicampeão da Spring Cup, criando a SHR (Stewart-Haas Racing. Em agosto de 2011, A SHR anunciou a criação de uma terceira equipe para a IndyCar, com a participação de Danica Patrick. Em 2014, também se juntaram à equipe Kurt Bush e Kevin Harvick, que venceram seis corridas. Em 2015, a SHR disputava a Sprint Cup Series com Stewart, Harvick, Danica e Bush. Stewart aposentou-se no desse ano e foi substituído em 2016 por Clint Bowyer. Com a vitória de Cole Custer, em New Hampshire, em setembro de 2014, Gene Haas juntou-se ao seleto grupo de proprietários de equipes com vitórias em todas as três séries nacionais norte-americanas de turismo, que inclui Rick Hendrick, Richard Childress e Jack Roush.

Gene Haas nasceu no dia 12 de novembro de 1952, em Youngstown, em Ohio, é solteiro e mora em Camarillo, na Califórnia. Ele se formou no colegial em Mission Hills, na Califórnia, em 1970, Depois do colegial, estudou engenharia e negócios na Universidade Estatal da Califórnia e, em 1975, formou-se como bacharel de contabilidade e finanças. A família dele mudou-se para Los Angeles quando ainda era criança e seu pai trabalhou como designer de armário elétricos e sua mãe era professora. O segundo mais velho de quatro filhos, começou a trabalhar muito cedo; durante o ensino fundamental entregou jornais; aos 14 anos começou a trabalhar numa loja de máquinas, onde varreu e fez limpeza. Depois de seis meses, passou a trabalhar com tornos e fresadoras convencionais. Em 1978, depois de trabalhar como programador industrial, fundou a Proturn Engenharia, uma pequena loja de máquinas em Sun Valley, na Califórnia. Com dois empregados trabalhou na usinagem de peças para eletrônica e indústrias aeroespaciais e durante esse período desenvolveu o indexador 5c Collet, primeiro dispositivo da indústria para reposicionar automaticamente material para usinagem, simplesmente apertando um botão, em vez de fazer à mão, num processo complicado e demorado. Após dominar a técnica de usinagem, Haas fundou, em 1983, a Haas Automation, para produzir em massa o seu indexador.

A Haas Automation é a maior fabricante de máquinas-ferramentas dos Estados Unidos e vende anualmente mais de um bilhão de dólares me todo mundo. Embora seja o fundador e presidente da empresa, Gene Haas continua a trabalhar no seu departamento de engenharia é responsável por 95% das novas ideias de design, transformadas por seu engenheiros e concretizadas depois de suas modificações adicionais. Uma das grandes realizações da Haas Automation é o Windshear, um dos mais avançados túneis de vento do mundo, com uma estrada rolante que simula com precisão a dinâmica de um carro na pista, ao contrário dos túneis tradicionais, que têm piso fixo. A pista rolante pode receber um carro completo e acelerar de zero a 290 km/h em menos de um minuto, com temperaturas controladas de 1 grau Fahrenheit. O Windshear, o primeiro túnel de vendo do seu tipo na América do Norte, é usado por equipes de automobilismo de todas as categorias e fabricantes de automóveis e até o Conselho dos Estados Unidos para Pesquisa Automotiva (USCAR) já fez testes com ele.

Gene Haas é reconhecido na sua comunidade por suas atividades filantrópicas. Muitas faculdades têm laboratórios de CNC (CNC Labs) equipados com máquinas doadas por ele. Em abril de 2015, doou 1 milhão de dólares ao Danville Commnity College para um programa de ciência aplicada em tecnologia de usinagem. Mas como nem tudo são flores, o grande e benemérito empresário também tem o seu lado negativo. Em 19 de junho de 2006, foi preso por agentes da Receita Federal, por apresentação de declarações fiscais falsas, intimidação de testemunhas, e formação de quadrilha. Confessando-se culpado pela evasão fiscal, em acordo com a Justiça, Haas foi condenando a dois anos de prisão e multa de 75 milhões de dólares. Ele foi preso em janeiro de 2008 e posto em liberdade condicional em maio de 2009, depois de cumprir 16 meses da pena.

Na estreia da equipe no GP da Austrália de 2016, Romain Grosjean terminou em 6º, marcando oito pontos, tornando a Haas a primeira construtora a norte-americana a pontuar na primeira corrida de F1 e a primeira, desde a Toyota, em 2002 a marcar na sua estreia. Na mesma corrida, seu companheiro de equipe, Esteban Gutiérrez envolveu-se num acidente que destruiu a McLaren de Fernando Alonso da McLaren e fez com que a corrida fosse temporariamente interrompida com bandeira vermelha.

No Bahrein, Grosjean terminou em 5º lugar, mas no resto da temporada a equipe perdeu o ritmo, marcando pontos apenas em mais duas ocasiões. O piloto franco-suíço foi 7º na Áustria e 10º nos Estados Unidos. Com os 29 pontos de Grosjean a Haas conseguiu o 8º lugar na classificação das equipes, uma posição respeitável para um primeiro ano na categoria principal do automobilismo.

Em 11 de novembro de 2016, a equipe anunciou que Kevin Magnussen conduziria ao lado de Grosjean em 2017, substituindo Gutiérrez.