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Forti Corse

Fundaçação; 1975

Fórmula 1: 1995

1º GP : 1995 – GP Brasil

Guido Forti é um italiano apaixonado por automobilismo que formou sua equipe há vinte anos, preocupado apenas com as categorias de acesso a F-1. A equipe ficou conhecida na Europa por suas formação nas categorias F-3 e F3.000, onde competiu por vários anos. Seus melhores resultados foram conseguidos em 75, ano de sua fundação, quando faturou o GP de F-3 em Mônaco,com o piloto Renzo Zorzi. Em 77 e 78, venceu os campeonatos de Super Ford e F-3, com o piloto Teo Fabi. Em 85 e 87, voltou a ganhar o título italiano e em 1990 participou de três provas de F-3, no Brasil, com o piloto Rubens Barrichello, que venceu a prova final em Interlagos.

O sonho de ingressar na categoria principal começou a ser desenhado quando o piloto brasileiro Pedro Paulo Diniz entrou na equipe de F-3000, em 1993. Naquele ano Guido Forti começou a estabelecer contatos com possíveis parceiros técnicos para construir um carro de F-1. Na temporada de 94, quando Diniz fazia mais um ano de aprendizado e sedimentava seus conhecimentos, a equipe finalizava os contatos rumo a F-1.

Associada ao ítalo-brasileiro Carlo Gancia, nascido na Itália criado no Brasil e também apaixonado por automobilismo (tendo participado das carreiras de Emerson Fittipaldi, José Carlos Pace, Nelson Piquet e Ayrton Senna), que atuou como manager da equipe.

Gancia conheceu Guido Forti em 92, quando  trabalhava com Pedro Paulo Diniz. Gancia acabou se associando à equipe e passou a  tratar com diversos patrocinadores para a captação de recursos necessários para a subida de categoria. Aproximadamente 17 milhões de dólares viabilizaram o projeto.

A concepção do novo carro foi entregue ao projetista argentino Sérgio Rinland. Ele projetou o FG (Forti/Gancia) 01, um carro básico que se propunha a ser um projeto simples, para que as evoluções necessárias fossem adaptadas com maior facilidade.

 

Os pilotos contratados para a subida de categoria eram Pedro Paulo Diniz, que seguia atraindo diversos patrocinadores brasileiros, e o experiente Roberto Moreno, outro brasileiro que teve passagem por pequenas equipes, como a Andrea Moda e Coloni, ambas italianas e a grande Benetton. A combinação desses pilotos tinha a esperança de dar sangue jovem e experiência para desenvolver o carro e a própria equipe.

Na primeira temporada, porém, os planos de marcar pontos  logo e ser uma reprodução da Jordan em seu primeiro ano, não chegou a acontecer. O carros mostrou diversas falhas no projeto, a começar pelo peso. A refrigeração do motor não era adequada e a aerodinâmica prejudicava a velocidade máxima. Tudo isso fez dos carros amarelos da Forti Corse um obstáculo constante para os pilotos das principais equipes, que várias vezes por prova, colocavam voltas em cima deles.

No Grande Prêmio do Brasil, o primeiro do ano, Pedro Paulo Diniz chegou em décimo lugar, mas apesar da comemoração por ter terminado a corrida, principal objetivo da equipe, Diniz tinha dado sete voltas a menos que o vencedor da corrida, Michael Schumacher.

Ao longo do ano, os maus resultados acabaram por comprometer a imagem da equipe e no final da temporada Pedro Diniz saiu do time levando o patrocinador principal  para sua nova equipe.