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Caterham

Caterham_equipes

Nome oficial

Caterham F1 Team

Sede

Centro Técnico de Leafield

 Oxfordshire –  Inglaterra

CEO

Graham Macdonald

Acionista

Sm Nasarudin

Gerente geral

Mia Sharizman

Cogerentes

Tony Fernandes

Kamarudin Meranun

Chefe da Equipe Técnica

Cyril Abitiboul

Diretor técnico

Mark Smith

Chefe de equipe

Graham Watson

Diretor de performance

John Iley

Desempenho

Estreia

GP do Bahrein 2010

Corridas

56

Títulos

0

Vitórias

0

Pódios

0

Poles

0

Pontos

0

História

Caterham_equipes_01Caterham F1 Team é novo, adotado no final de 2011, da Team Lotus, também foi conhecida como IMalasia F1, uma equipe mantida por capital malaio, com sede na Inglaterra, que levou de volta à Fórmula 1, em 2010, um nome, Lotus, dos mais tradicionais do automobilismo mundial e a lembrança de um dos mais famosos e competentes projetistas, designers e construtores que passaram pela categoria, o inglês Anthony Colin Bruce Chapman. Um nome que lembra também Emerson Fittipaldi, que com um carro da Lotus conquistou seu primeiro campeonato mundial, em 1972; Ayrton Senna (1985/1987) e Nelson Piquet (1988/1989).

A escuderia participou pela primeira do campeonato da principal categoria do automobilismo em 2010, admitida pela FIA, no dia 15 de setembro de 2009, na vaga deixada pela desistência da BMW.

Sustentada por capital de grupo de empresas da Malásia, com participação do governo malaio, a Team Lotus tem como principal dirigente Tony Fernandes, fundador e presidente executivo do Tune Group, com sede na Malásia; dono da AirAsia (que patrocinou o Williams) e da Team Air Ásia (que disputa o campeonato da GP2 de 2011) e que ostenta os títulos de Datuk e Dato Sri, as mais altas honrarias concedidas, respectivamente, pelos governos federal e estadual da Malásia.

O CEO (Chief Executive Officer – Presidente Executivo) é Riad Asmat, ex-gerente geral da Proton Holdings Berhad, envolvido no desenvolvimento de programas de esportivos motorizados. Fazem também parte da direção da escuderia Nasarudin Nasimuddin (CEO do Naza Group, conglomerado cuja atividade principal é a distribuição de veículos na Malásia; cofundador do Tune Group e Air Ásia) e Kamarudin Meranun (cofundador do Tune Group).

Caterham_equipes_02A equipe técnica e de projetos é dirigida Mike Gascoyne, que trabalhou na McLaren, Tyrrel, Sauber, Jordan, Renault e Toyota. O chefe de operações, Keith Saunt, com experiência na Lotus original, Benetton, Renault e Red Bull, acompanha o dia-a-dia da base da empresa, na Racing Tecnology Norfolk Ltda. (RTN), no bairro de Hingham, na cidade de Norfolk, a cerca de 20 quilômetros da fábrica da Lotus Cars.

A Team Lotus iniciou a sua participação na Fórmula 1 sob a denominação de Lotus Racing, escuderia da IMalásia Racing Team Sdn. Bhd. (as siglas equivalem a incorporadora), um projeto dos grupos privados Tune Group (de Tony Fernandes) e Naza Group (de Nasarudin Nasimuddin), com apoio do governo e do Proton, consórcio de empreendedores malaios, dono da fábrica Lotus Cars. O governo malaio fez questão de esclarecer que investia no grupo Proton, não na equipe, como forma de promover a fábrica entre os malaios.

Para chegar à Fórmula 1, a Lotus Racing foi ajudada por uma escuderia inglesa da Fórmula 3, criada por Mike Gascoygne, a Litespeed. Como esta não conseguiu aprovação da FIA para participar do campeonato de 2010, sob o nome de Litespeed Team Lotus, Group Lotus cedeu a marca à Tony Fernandes, para a temporada de 2010.

Para se resguardar, em setembro de 2010, Fernandes, por meio do Tune Group comprou a Team Lotus Ventures, companhia do ex-piloto Dave Hunt, que, desde 1994, mantinha os direitos da marca da Team Lotus original, e anunciou que, em 2011, sua escuderia passaria a se chamar Team Lotus.

O Group Lotus e a montadora Proton não concordaram com o negócio e sob a alegação de que Hunt não tinha condições de vender a marca, iniciaram uma ação legal para impedir que Fernandes a usasse. E não satisfeitos, em dezembro de 2010, através da Lotus Cars, adquiriram as ações do grupo financeiro Geni Capital e assumiram o controle da Renault, que passou a se chamar Lotus Renault GP Team. E tiveram o apoio dos herdeiros de Colin Chapman, embora estes dissessem preferir que a marca não fosse usada na F1.

Assim, a temporada da Fórmula 1 de 2011 começou com duas equipes com a mesma marca: a Team Lotus, com as cores verde e amarelo, e a Lotus Renault GP Team, com o preto e dourado tradicional, ambas usando motores da Renault.

Em uma decisão salomônica, a justiça inglesa, em 27 de maio de 2011, atendeu às duas partes. A Alta Corte autorizou Tony Fernandes a denominar sua equipe como Team Lotus, conforme os direitos adquiridos de David Hunt, que por sua vez tinha o direito de usar a marca Lotus nos seus carros, conforme acordo de 1985 entre o Group Lotus e a Team Lotus. Conforme a sentença do juiz Peter Smith, o Group Lotus também poderá continuar a usar a marca na F1 e nos carros de passeio e as cores preto e dourado. Tony Fernandes foi condenado a pagar multa, por não ter cumprido o contrato para uso da marca em 2010.

Caterham_equipes_05Em setembro de 2009, assim que foi selecionada pela para participar da temporada do ano seguinte, a Lotus Racing começou o construção do seu primeiro carro, cujo desenho foi revelado em outubro, quando começaram as experiências no túnel de vento e que em apenas 5 meses, estava pronto. Com aerodinâmica da Fondtech, caixa e câmbio da Xtrac, motor da V8 CA2010 da Cosworth, e com as cores verde e amarelo, o T127 fez seu primeiro teste em Silverstone, a 9 de fevereiro, e foi lançado em Londres, no dia 12.  Na mesma ocasião, foram apresentados os pilotos da equipe, cuja contratação já havia sido anunciada no dia 14 de dezembro de 2009: o italiano Jarno Trulli; o finlandês Heikki Kovalainen e o malaio Fairuz Fauzy, o piloto de testes.

A Lotus Racing fez a estreia nas pistas no GP do Bahrein, apenas seis meses depois de sua fundação, e comemorou o fato de os seus dois pilotos terem terminado à frente das outras duas equipes estreantes, a Hispania e a Virgin. Heikki Kovalainen foi o 15° colocado e Jarno Trulli, embora tenha abandonado por problemas hidráulicos, garantiu o 17°, por ter completado mais de 90% da prova.

Na Austrália, Heikki voltou a obter um resultado satisfatório para a equipe, o 13° lugar, enquanto Jarno Trulli, de novo, não completou a corrida, por problema hidráulicos ainda na primeira volta. Na Malásia, foi Kovalainen quem não chegou ao final, também por problemas hidráulicos a 10 voltas do final. Trulli terminou em 17°, o último dos que completaram o percurso.  Na China, Kovalainen foi 14° e Trulli abandonou por quebra de motor logo na primeira volta. Na Espanha, Trulli foi 17° e Kovalainen parou na primeira volta, por quebra da caixa de câmbio. Em Mônaco, Trulli foi o 15°, embora tenha saído na 70ª volta, por colisão, porque completou 90% do percurso; Kovalainen rodou na 58ª das 70 voltas. Até o GP do Japão, os dois pilotos não conseguiram resultados melhores do que esses, mas o 12° lugar de Heikki Kovalainen em Suzuka garantiu à Lotus Racing a 10ª colocação entre os construtores, à frente da Hispania e Virgin.

Ainda o meio do campeonato, a Lotus Racing começou a se preocupar com a temporada seguinte, introduzindo, no GP da Espanha, um novo pacote aerodinâmico e novas peças no T127. Em outubro, a equipe anunciou um acordo com a Red Bull Tecnology para fornecimento de caixa de marchas e sistema hidráulico, e a construção de seu túnel de vento em Norfolk. Em novembro, acertou com a Renault o fornecimento de motores em 2011 e 2012.

Em janeiro de 2011, já com o novo nome oficializado pela FIA, a Team Lotus divulgou as primeiras fotos do carro para o campeonato.

O T128 (que inicialmente deveria ser chamado de TL11, em referência ao ano do campeonato, mas que teve o nome mudado, em obediência à “tradição” da equipe, segundo um dos seus dirigentes), apresentou várias novidades em relação ao modelo do ano anterior, além do motor Renault RS27, em substituição ao Cosworth CA2010, e o sistema de transmissão da X-Trac, usado também pela Red Bull. Outra inovação é uma lamina cilíndrica semelhante à da Mercedes de 2010, porém mais espessa e com entrada de ar do Santo Antonio mais resistente, dividida em duas. A tampa do motor também se parece com a da Mercedes, com o topo mais estreito e linhas retas. O bico é mais alto, largo. As asas são mais curvadas. Na traseira, mais fina, a saída dos escapamentos é embaixo, como na Red Bull, e a suspensão tem o sistema “push-rod”. A Team Lotus não usa o KERS, embora o carro tenha condições para a sua adaptação por isso a suspensão é mais simples. A cor do novo modelo é predominantemente verde, com toques de amarelo, em vez do preto e dourado, da velha Lotus, que estavam nos planos iniciais da equipe.

Jarno Trulli e Heikki Kovalainen foram confirmados para a nova temporada, mas a equipe foi ampliada, com a contratação do brasileiro Luiz Razia e Karun Chandohok , como pilotos reservas; o angolano Ricardo Teixeira e o italiano Davide Valsecchi, como pilotos de testes.

As mudanças parecem não terem dado os resultados esperados e, durante toda a  temporada, os melhores resultados da Team Lotus foram o 13° lugar de Trulli, na Austrália e Mônaco e o 13° de Kovalainen, no GP da Bélgica. A equipe não fez nenhum ponto e terminou o campeonato em 10º lugar, à frente apenas da Hispania e da Virgin.

Em novembro, o Conselho Mundial de Esportes a Motor, da FIA, autorizou a equipe a mudar de nome para Caterham F1 Team, a pedido do Grupo Caterham, seu novo proprietário.

Em janeiro de 2012, a equipe anunciou a mudança de sua sede de Norfolk para o Centro Técnico de Leafield, em Oxfordshire, na Inglaterra, mesmo local ocupado antes pela Arrows e pela Super Aguri. No dia 17 de fevereiro, foi a anunciada a troca de Jarno Trulli por Vitaly Petrov, que passaria a formar a dupla com Heikki Kovalainen.  A partir do GP da China, Mark Smith passou a trabalhar com Mike Gascoyne, na equipe que controla a corrida do muro ao lado da pit lane.

Atual piloto: Charles Pic

Charles Pic

No seu lançamento o CT01, primeiro carro projetado pela equipe depois da mudança de nome de Lotus para Caterham chamou a atenção pelo até então inusitado formato do bico. A equipe foi a primeira a mostrar o bico rebaixado, para atender às exigências do regulamento da FIA (o ponto mais distante do piloto deve ficar no máximo a 55 cm do solo) e o degrau na extremidade no seu final, que, pela semelhança com o animal australiano, lhe deu o apelido de “nariz de ornitorrinco”. Além de rebaixado, o bico também ficou mais longo, em comparação aos seus antecessores, mas por manter, a partir de certo ponto, a mesma altura anterior, o caro tem duas saliências dos dois lados do chassis e uma seção plana na frente. O CT01 é considerado uma evolução do T128, com aerodinâmica mais avançada do que o antecessor e as vantagens mecânicas proporcionadas pelo motor Renault e o câmbio e o KERS (que o T128 não tinha) da Red Bull. Para receber a caixa de câmbio da Red Bull, o carro tem uma traseira mais fina, para manter o fluxo de ar para a parte de trás, compensando a ausência do difusor aquecido. Com a mesma finalidade de melhorar o fluxo de ar, a asa dianteira teve reduzido o espaço entre seus elementos, tornando mais efetivo o direcionamento do ar para a parte de trás.

Giedo van der Garde

Giedo van der Garde

Além das modificações na asa traseira, outras foram moldadas na estrutura sobre a carenagem do motor, para ganho aerodinâmico. E o carro mantéve as cores verde e amarelo da antecessora, a Lotus Racing.

O comportamento do CT01 não foi o que se esperava, mostrando-se mais lento, no início da temporada. Logo, porém, houve uma melhora e a equipe chegou a obter bons resultados em treinos de classificação. No GP do Bahrein, o 4º da temporada, Kovalainen passou para a Q2, depois de superar Michael Schumacher,  e ficou em 16º lugar, à frente de Pastor Maldonado, da Williams. Na corrida, acabou em 17º, uma volta atrás do vencedor, Sebastian Vettel, mas com o consolo de ficar à frente do campeão mundial Mark Webber.  Em Mônaco, Kovalainen não passou da Q1 e saiu na 17ª posição, mas chegou em 13º, seu melhor resultado no campeonato. Em Valência, ele voltou a passar para a Q2 se classificou em 16º lugar, superando os dois rivais da Toro Rosso e, de novo, Mark Webber. Na corrida, mesmo depois de colidir com Jean Éric-Vergne, da Toro Rosso, chegou em 4º. . Mas dessa vez foi superado pelo companheiro de equipe, Vitaly Petrov, que largou em 20º, e chegou em 13º.

No final da temporada, mesmo sem nenhum ponto, Petrov foi o 19º e Kovalainen, o 22º, entre 25 pilotos. A Caterham ficou em 10º lugar, à frente da Marussia e da Hispania.
Para a temporada de 2013, a Caterham mudou quase inteiramente a equipe de direção e substituiu a dupla de pilotos Petrov e Kovalainen por Charles Pic (francês) e Giedo van der Garde (holandês). Kovalainen passou a ser piloto de testes, ao lado de Alexander Rossi (norte-americano). As mudanças, porém, não surtiram efeito e o resultado final foi pior do que o do ano anterior. A Caterham foi superada pela Marussia e acabou na última posição, entre as 11 equipes, de novo, sem ter obtido nenhum ponto. Charles Pic, cujo melhor resultado foi o 14º lugar, no GP da Malásia, foi o 20º colocado. Van der Garde, que também teve um 14º lugar, no GP da Hungria, como melhor resultado, terminou na penúltima colocação, à frente de Charles Chilton da Marussia, mas atrás de Kovalainen, que participou apenas de duas corridas e conseguiu dois 14ºs lugares.