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Benetton

Desempenho

GPs: 260

Vitórias: 27

Poles: 15

Pódios:102

Pontos: 861,5.

Voltas + rápidas: 36

Abandonos: 176

 História

Luciano Benetton criou uma linha de moda jovem que já tinha corrido o mundo, antes de visualizar a F-1 como um importante veículo de divulgação de sua marca. Em 1983, entrou para a categoria patrocinando a equipe Tyrrell, então competindo em desigualdade de condições contra as equipes maiores, que partiam com tudo para a “era turbo”. Seguiram-se patrocínios para Alfa Romeo e para a pequena equipe Toleman, que no final de 1985 a Benetton acabou comprando, fixando-se de vez na categoria. Muito mais como um negócio do que simplesmente para divulgar uma grife.

Já na primeira temporada a Benetton inscreveu seu nome na história da categoria, conquistando sua primeira vitória. Gerard Berger venceu o GP do México naquele ano com um Benetton equipado com motor BMW Turbo. Um motor poderoso que ajudou a equipe a se colocar em evidência.

Nos anos seguintes a equipe sempre se colocou bem nos grids e, apesar de perder seu motor turbo, se destacava por ser a única equipe de motor aspirado a competir com os Turbo num momento em que a categoria se preparava para abandonar os motores turbinados.

Em 89, o controle da equipe passou a ser exercido por Flavio Briatore. O Homem de Luciano Benetton na pista trocou tudo logo de cara. Mandou embora Peter Collins, então chefe da equipe, e trocou o inglês Johnny Herbert pelo italiano Emanuelle Pirro. Se as mudanças não deixaram contentes os mais apaixonados pelo esporte, deram um rumo diferente à equipe. No final daquele ano Alessandro Nannini venceu o segundo GP para a equipe quando Ayrton Senna foi desclassificado no controvertido GP de Suzuka, no Japão.

Em 1990 Nelson Piquet foi contratado no esquema “quanto mais pontos mais salário”, o que acabou motivando tanto o tricampeão quanto a própria equipe. Piquet teve vários bons momentos naquele ano e, mais uma vez em Suzuka, a Benetton voltou a vencer, beneficiando-se de um incidente entre Senna e Prost. Piquet foi o vencedor, seguido de Roberto Moreno, que substituía Alessandro Nannini com a segunda Benetton.

Na temporada seguinte acontece a estréia do carro projetado por John Barnard, que inaugurou a era do Tubarão na Benetton. O também inglês Tom Walkinshaw assumiu parte da equipe e o cargo de diretor técnico. No meio da temporada Flavio Briatore demite Roberto Moreno e contrata a sensação Michael Schumacher para correr ao lado de Piquet. O alemão foi contratado depois de apenas um treino que fizera para o GP da Bélgica, no qual se classificou em sétimo lugar.

Na temporada de 1992, a equipe fazia visitas constantes ao pódio e, novamente no GP da Bélgica, Schumacher impressionou vencendo a corrida. No final da temporada era o terceiro colocado, à frente de Senna. A Benetton já estava no grupo das grandes, classificando-se em terceiro lugar no campeonato, com 91 pontos, à frente da poderosa Ferrari.

Em 1993, a força da Benetton foi ainda maior. A equipe continuava a desenvolver o chassi projetado por Barnard, agora com tudo que a eletrônica colocou ao alcance da categoria: câmbio semi-automático, suspensão ativa e o controle de tração a partir do GP de Mônaco. Mas a experiência de Schumacher ainda não era suficiente para colocar o seu talento acima das estrelas Senna e Prost.

O sucesso veio em 1994. Schumacher venceu os dois primeiros GPs depois do fim da eletrônica na F-1, o que mostrou os defeitos do chassi da Williams. Senna morreu no trágico acidente em San Marino e o caminho para o alemão se abriu. A equipe mostrou sempre a eficiência necessária para garantir o melhor acerto e a melhor estratégia ao piloto que não tinha o mais potente dos motores (Ford Zetec).

Apesar dos sucessos a equipe Benetton passou o ano manchada pela suspeita de falcatruas técnicas. Muitos suspeitavam que os carros da equipe ainda tinham algum tipo de controle de tração. Nos reabastecimentos ficou provado que a Benetton era mais rápida porque havia retirado da mangueira um dos filtros fornecidos pela empresa. Isso deixava o fluxo de combustível mais rápido. O truque foi descoberto numa inspeção no equipamento, após um incêndio no carro de Jos Verstappen, o segundo piloto da equipe no GP da Alemanha.

Michael Schumacher foi desclassificado de duas provas. A primeira, depois de ignorar a bandeira preta no GP da Inglaterra quando ele foi punido por um “stop and go”; a segunda, no GP da Bélgica, porque a prancha de madeira usada no fundo dos carros não estava com as dimensões regulamentares: tinha menos de um centímetro de espessura.

Depois desses incidentes Schumacher foi pressionado por Damon Hill nas duas últimas provas do ano, quando a Williams conseguiu melhorar seu carro. Hill só perdeu o título porque Schumacher jogou o carro para cima dele durante a última prova do ano em Adelaide, na Austrália. Um título merecido, pois Schumacher foi melhor ao longo do campeonato, mas que deixou uma marca.

Em 1995, há a redenção total da equipe. Com o talento de Schumacher e uma perfeita coordenação de trabalho, a equipe ganhou o título de pilotos e o de construtores pela primeira vez em sua história.

O ano de 1996 foi de transição para a Benetton .A saída do bicampeão Michael Schumacher mostrou que o carro, apesar do motor Renault, deixava muito a desejar diante da forte Williams..Gerhard Berger (AUT) e Jean Alesi (FRA) bem que tentaram mas não conseguiram levar a equipe além de um quarto lugar no mundial. A dupla também fracassou em 1997, diante da Williams, Mclaren e Ferrari. Os tempos de glória começavam a ficar para trás. Giancarlo Fisichella (ITA) e Alexander Wurz (AUT) substituíram Berger e Alesi na temporada 98, mas a Benetton era apenas sombra da época de Schumacher.

Em 99, nova decepção. A Benetton ficou apenas com o sexto lugar no mundial de construtores, com apenas 16 pontos. Em março de 2000, a equipe foi vendida à Renault, por US$ 120 milhões (cerca de R$ 212 milhões). O nome Renault só foi oficializado no Mundial de 2002, mas a direção da equipe foi modificada ainda em 2000: o chefe de equipe, Rocco Benetton, foi substituído por Flávio Briatore, que já tinha dirigido a Benetton por 9 anos, conseguindo os títulos mundiais de pilotos em 94 e 95, com Michael Schumacher, e de Construtores em 95.