2019

Hamilton e Mercedes mantém domínio absoluto

Hamilton e Mercedes repetiram a performance do ano anterior e mantiveram o domínio absoluto da Fórmula 1 na temporada de 2019. Lewis Hamilton defendeu com sucesso o Campeonato Mundial de Pilotos pelo segundo ano consecutivo, conquistando seu sexto título no Grande Prêmio dos Estados Unidos. A Mercedes conquistou, no Grande Prêmio do Japão, pelo sexto ano consecutivo, o título dos construtores, igualando o recorde da Ferrari de 1999 a 2004.
O Campeonato Mundial de Fórmula 1 da FIA de 2019 marcou a 70ª corrida da principal categoria do automobilismo mundial. Tendo começado em março e terminado em dezembro, o campeonato foi disputado em 21 GPs e incluiu a 1000ª corrida da categoria, no Grande Prêmio da China.
A Racing Point F1 Team concluiu sua transição da identidade Racing Point Force India que usou depois que um consórcio liderado por Lawrence Stroll comprou os ativos do Sahara Force India em agosto de 2018. A Sauber foi renomeada Alfa Romeo Racing em uma extensão do contrato de patrocínio iniciado em 2018. O nome Sauber desapareceu completamente da Fórmula 1, mas ainda é usado nas categorias de suporte da Fórmula 2 e Fórmula 3.
A equipe Haas F1 assinou um contrato de patrocínio com o fabricante de bebidas energéticas Rich Energy para 2019 antes do final da temporada de 2018. No entanto, esse contrato foi posteriormente rescindido, em 9 de setembro de 2019, devido a uma série de disputas fora da pista entre Haas e Rich Energy e questões legais para a Rich Energy.
A temporada foi marcada por muitas mudanças nas equipes, com trocas de piloto já integrantes do grid e a chegada de novatos.
Daniel Ricciardo deixou a Red Bull Racing, depois de cinco anos, transferindo-se para a Renault. Ele substituiu Carlos Sainz Jr e foi substituído por Pierre Gasly, promovido da Scuderia Toro Rosso. Sainz Jr., que estava emprestado à Renault passou à McLaren, no lugar de Fernando Alonso, e fez parceria com o campeão europeu de Fórmula 3 de 2017, Lando Norris. Stoffel Vandoorne deixou a McLaren para correr na Fórmula E com a equipe da HWA, afiliada à Mercedes.
Charles Leclerc deixou a Sauber, após um ano com a equipe, indo para a Ferrari, onde ocupou o lugar de Kimi Räikkönen. Raikkonen retornou à Sauber, onde começou a carreira em 2001. O companheiro dele foi Antônio Giovinazzi. Marcus Ericsson  correu na IndyCar Series, em 2019, mas permaneceu na Sauber, como o terceiro piloto e embaixador da marca.
Daniil Kvyat voltou à Toro Rosso, após a última corrida para a equipe em 2017, e Alexander (Alex) Albon, foi seu parceiro. Este é o primeiro paquistanês na F1, desde o Principe Bira, que disputou campeonatos de 1950 e 1955. O campeão de Fórmula 2 e membro do Programa de Jovens Motoristas da Mercedes, George Russell, dirigiu pela Williams, ao lado de Robert Kubica, substituto de Sergey Sirotkin. Kubica voltou à F1 depois de oito temporadas após acidente quase fatal, em 2011, que também lhe deixou lesões permanentes no braço. Esteban Ocon deixou a Force India e passou a ser piloto reserva e de simulador da Mercedes, ao lado de Stoffel Vandoorne.
A Red Bull Racing encerrou um contrato de 12 anos com a Renault e mudou para as unidades de potência da Honda, seguindo a irmã menor, a Toro Rosso, parceira da fábrica japonesa, em 2018.
O diretor de corrida e o delegado técnico Charlie Whiting morreu inesperadamente dias antes da corrida de abertura da temporada na Austrália. O vice-diretor de corrida Michael Masi foi nomeado como seu sucessor.
A temporada começou com o GP da Austrália, vencido por Valtteri Bottas, segundo no grid, que surpreendeu Lewis Hamilton, o pole position, na largada e ganhou de ponta a ponta no circuito de Albert Park, em Melbourne. Quando as luzes vermelhas se apagaram, o piloto finlandês pulou na frente do companheiro, assumiu a liderança e a manteve até o final, cumprindo o percurso de 5,303 metros em 1hr25m 27s325, com 20s886 à frente do pentacampeão. Bottas conquistou também o ponto extra para a volta mais rápida, com o tempo de 1m25s580, no penúltimo dos 58 giros da prova. Max Verstappen, da Red Bull, depois de ultrapassar Sebastian Vettel e fazer intensa perseguição a Hamilton, completou o pódio, o primeiro do motor Honda, depois de 11 anos.
No Bahrein, depois de liderar a corrida desde a 6ª volta, uma falha do motor na volta 45 impediu o jovem Charles Leclerc de conseguir a sua primeira vitória na Fórmula 1. Um problema na geração de energia da unidade de potência da Ferrari, permitiu a aproximação, a ultrapassagem e a vitória de Lewis Hamilton. Depois, o francês ainda foi ultrapassado por Valtteri Bottas e correu o risco de perder o terceiro lugar no pódio, ameaçado por Max Verstappen. Graças a rodada de Nico Hulkenberg e problema no motor de Daniel Ricciardo, foi salvo pela entrada do safety car, que permaneceu na pista até o final da corrida. Como consolo, Leclerc obteve o ponto extra com a melhor volta da prova.
Na China, Lewis Hamilton acrescentou mais um brilhante capitulo à sua vitoriosa carreira no automobilismo ao vencer de ponta a ponta a milésima corrida da história da Fórmula 1. O piloto da Mercedes cumpriu as 56 voltas do circuito de Xangai em 1h32m06s350, com 6s552 de vantagem sobre o companheiro de equipe, Valtteri Bottas. Sebastian Vettel, da Ferrari, ocupou o 3º lugar do pódio e Pierre Gasly obteve o ponto extra fazendo a melhor volta da corrida, na 55ª. Com o resultado, Hamilton completou 75 vitórias na carreira e tomou de Bottas a liderança do campeonato.
No Azerbaijão, Valtteri Bottas resistiu a uma intensa pressão do companheiro Lewis Hamilton, para confirmar a pole position e liderar a 4ª dobradinha da Mercedes na temporada. Com o tempo de 1h31m52s492, e 1m524 à frente do inglês, o piloto finlandês da Mercedes conquistou a 2ª vitória no campeonato e a 5ª na carreira, assumindo também a liderança na classificação, com um ponto de vantagem (87 a 86), graças ao ponto extra pela volta mais rápida na Austrália. Sebastian Vettel terminou na terceira colocação, seguido e pressionado por Max Verstappen, e pelo companheiro Charles Leclerc, que largou da 8ª posição, chegou a liderar a prova por várias voltas, graças a maior durabilidade dos compostos médios, e teve como consolo a volta mais rápida, obtida na 51, com 1m 43s009.
Com a 3ª vitória de Lewis Hamilton e Valtteri Bottas, em segundo, a Mercedes conquistou no GP da Espanha, em Barcelona, a sua 5ª dobradinha consecutiva nas 5 corridas da temporada de 2018 da Fórmula 1. A equipe alemã igualou seus próprios recordes de 2014 e 2016 e os da Ferrari, em 1952 e 2002. Lewis Hamilton liderou a corrida de ponta a ponta e completou o percurso de 66 voltas em 1h35m40s443, com 4s073 à frente do companheiro Valtteri Bottas, que era o pole position. O piloto inglês também ganhou o ponto extra pela volta mais rápida da corrida, com 1m18s452, na 54. Max Verstappen, da Red Bull foi o terceiro colocado e novamente a Ferrari não teve nenhum piloto no pódio, com Sebastian Vettel terminando 4º e Charles Leclerc em 5º.
A Mercedes errou na escolha do composto e obrigou Lewis Hamilton a fazer 66 voltas lutando contra o desgaste dos pneus e a pressão de Max Verstappen, para vencer, pela terceira vez, de ponta a ponta, o Grande Prêmio do Mônaco. Na única parada, na volta 12, aproveitando a entrada do carro de segurança, enquanto Bottas, Verstappen e Vettel optaram pelos pneus duros, Hamilton saiu com os pneus médios e teve de se desdobrar para superar o desgaste do pneu dianteiro direito e manter a liderança, principalmente depois a metade da corrida, quando Verstappen esteve sempre a menos de um segundo e usando a abertura da asa para ultrapassá-lo.
Sebastian Vettel resistiu a forte pressão durante toda a corrida, cruzou a linha de chegada em primeiro, mas por causa de um erro foi punido com a perda de 5 segundos e teve de ceder a Lewis Hamilton a vitória no GP do Canada. Na volta 48, o piloto alemão errou na entrada da curva 4, passou pela grama e voltou atravessando a pista e obrigando Hamilton a frear para evitar a batida. A Comissão de Corridas considerou que Vettel fez o retorno de modo inseguro e, durante a volta 54 anunciou a punção. Isso praticamente decidiu a corrida, pois nessa altura a diferença entre os dois pilotos nunca passava de 1s8. O desfecho da corrida proporcionou cenas inéditas e históricas na Fórmula 1. Primeiro, Vettel se recusou a levar o carro até à posição de 2º colocado diante do pódio. Depois, percorreu todo paddock, sem passar pela pesagem, aparentemente com a intenção de cobrar uma explicação da Comissão de Corrida. Após algum tempo, foi convencido pelos fiscais da FIA a subir ao pódio, mas no caminho demonstrou mais uma vez o seu descontentamento, trocando as placas de posições. Colocou de segundo lugar diante do carro de Hamilton e a de 1º onde veria estar dele. No pódio, Vettel manteve o ar carrancudo e não fez nenhuma comemoração. Quando Hamilton era entrevistado e recebia vaias da torcida da Ferrari, ele interveio para dizer que quem deveria ser vaiado não era o piloto da Mercedes, mas a Comissão de Corrida.
Sem perder a liderança nem mesmo depois de fazer sua única parada para troca de pneus, como no Canadá, Lewis Hamilton venceu de ponta a ponta o GP da França, no circuito de Paul Ricard, em 1h24m31s198. Foi a 6ª vitória da temporada e a 79ª da carreira de 237 corridas do piloto inglês da Mercedes. Valtteri Bottas completou a 63ª dobradinha da equipe alemã, ocupando a segunda posição, a 18s086, do vencedor. Charles Leclerc, da Ferrari, manteve a 3ª posição da largada, a 18s985 de Hamilton. Max Verstappen, da Red Bull, foi o 4º e Sebastian Vettel, da Ferrari, que largou da 7ª posição, terminou em 5º. A corrida, até monótona, sem nenhum “racha” ou ultrapassagem sensacional, só teve momentos dramáticos nas três voltas finais, quando Leclerc reduziu a diferença para menos de um segundo e ameaçou tomar o lugar de Bottas. E com a manobra bem-sucedida de Vettel para conquistar a volta mais rápida e acrescentar mais um ponto aos 10 da 5ª colocação. Na volta 52, o piloto alemão parou para colocar pneus macios e na volta final foi o mais rápido, com 1m32s740, superando o tempo de 1m32s764, obtido por Hamilton na volta anterior.
Depois de uma corrida de recuperação e num final empolgante, Max Verstappen, da Red Bull, ultrapassou Charles Leclerc, a duas voltas do fim e venceu o GP da Áustria. Foi a 1ª vitória do jovem holandês na temporada e a 6ª da carreira, e a também a primeira vitória de um motor Honda, na volta da fábrica japonesa à Fórmula 1. Verstappen completou as 71 voltas do circuito de Spielberg em 1h22m01s822, depois de três ultrapassagens dramáticas, sobre Vettel e Bottas e, finalmente, na volta 69, sobre o então líder, Charles Leclerc. De asa aberta, Verstappen chegou, emparelhou-se ao monegasco, os dois tocaram rodas e Leclerc teve de sair da pista, dando passagem ao rival. As condições da ultrapassagem provocaram reação da direção da prova, sob a acusação de que o piloto da Red Bull não deixou o espaço de um carro entre eles, como exige o regulamento. Verstappen subiu ao primeiro lugar do pódio, ouviu o hino austríaco, sob a vibração da torcida holandesa que tingiu de rosa o circuito Red Bull Ring, mas três horas depois o resultado ainda estava em discussão. No final, a direção da prova não tomou nenhuma medida contra Verstappen, considerando o que aconteceu na volta 69, um acidente normal de corrida. E a Ferrari se absteve de recorrer, “pelo bem do esporte”, segundo o chefe de equipe Mattia Binotto.
Lewis Hamilton aproveitou a entrada do safety car, na volta 20, para fazer sua única parada e ganhar o GP da Inglaterra, com o tempo de 1h21m08s452, novo recorde da pista de Silverstone. Foi a 80ª vitória da carreira, a 6ª da temporada e a 6ª no circuito do piloto inglês, que chegou 24s928 à frente do companheiro de equipe Valtteri Bottas. Charles Leclerc, da Ferrari, completou o pódio. Sebastian Vettel, punido com 10 segundos por atropelar Max Verstappen, na volta 37, terminou no 15º lugar. Hamilton deveu a vitória a Antonio Giovinazzi, que escapou da pista e ficou preso na brita, provocando a entrada do safety car. O líder do campeonato, que assumira a ponta com a parada de Bottas, aproveitou para fazer sua única parada, colocar pneus médios e voltar na liderança, que manteve até o final, com direito à volta mais rápida e recorde da pista, 1m27s369, e um ponto extra.
Max Verstappen, da Red Bull, aproveitou dois erros de Lewis Hamilton e da Mercedes para vencer o Grande Prêmio da Alemanha, com o tempo de 1h44m31s275. O primeiro erro foi cometido por Hamilton, que, depois de rodar e perder o bico do carro, atravessou o canteiro de grama para entrar na pit lane, o que lhe valeu punição de 5 segundos. No box, surpreendida pela entrada inesperada do piloto, a equipe se embaralhou na escolha e na troca de pneus, fazendo com que Hamilton, que era o líder da prova, voltasse em 5º na pista, mas, de fato, devido à punição, sendo o 11º na classificação. Valtteri Bottas, também da Mercedes, não completou a prova, deixando a pista a seis voltas do final, depois de sofrer aquaplanagem e rodar. Sebastian Vettel foi o destaque de uma corrida marcada pela chuva e pista molhada e intensa troca de posições, chegando em 2º, após largar da última posição. Daniil Kvyat também surpreendeu, chegando em 3º e conquistando o 2º pódio da história de sua equipe, a Toro Rosso. Verstappen também fez a volta mais rápida, com 1m16s645, na 61ª, acrescentando um ponto extra aos 25 do primeiro lugar.
Max Verstappen, o pole position, não resistiu à pressão e a três voltas do final foi superado por Lewis Hamilton, que conquistou a 10ª vitória da temporada e a 81ª da carreira, em 1h35m03s796 no GP da Hungria. O piloto inglês venceu graças a estratégia da Mercedes, que demorou a chamá-lo para a primeira parada, apesar do desgaste dos pneus, mas acertou no final, na 49ª volta, trocando os pneus duros pelos médios, quando os duros de Verstappen já estavam desgastados. Hamilton voltou à pista 21 segundos atrás do holandês, porém com volta mais rápida atrás de volta mais rápida, baixou a diferença para Com a sua primeira pole Verstappen igualou o recorde de Jackie Stewart de maior número de vitórias antes de uma pole. também se tornou o primeiro piloto da Holanda a obter uma pole; o 100º piloto a largar na posição de honra de um grid e foi também a primeira pole position da Honda como fornecedora de motores, desde o Grande Prêmio da Austrália de 2006, com Jenson Button. Após perseguir Max Verstappen durante quase toda a corrida, Lewis Hamilton superou o holandês nas voltas finais graças à jogada tática da Mercedes.
Sebastian Vettel quebrou um jejum de 23 corridas, desde o GP da Bélgica de 2018, e conquistou a primeira vitória da temporada, a 53ª da carreira, ao vencer GP de Cingapura, no circuito de Marina Bay. O piloto alemão resistiu à pressão de Charles Leclerc, depois de três entradas do safety car. Antes, quando Leclerc fez sua parada, no final da volta 20, Vettel, que parou no começo da volta, já havia superado o companheiro na pista, para assumir a liderança da prova, mantendo-a até o final. Foi a terceira vitória consecutiva da Ferrari, depois de Spa e Monza. Leclerc completou a dobradinha da Ferrari, a primeira no circuito de Marina Bay, e a primeira também desde o GP da Hungria de 2017.
Charles Leclerc resistiu à pressão de Lewis Hamilton e depois de Valtteri Bottas e, beneficiado por erros dos dois pilotos da Mercedes, ganhou, em 1h15m26s665, o GP da Itália, no circuito de Monza. Foi a 2ª vitória do jovem monegasco na Fórmula 1 e a primeira da Ferrari em Monza, desde 2010, com Fernando Alonso. O vencedor, na sua segunda temporada na principal categoria do automobilismo mundial, mostrou maturidade e muita técnica para conter os ataques dos rivais durante toda a corrida.
Lewis Hamilton aproveitou a implantação do sistema de segurança para fazer a sua única parada e obter a sua 86ª vitória da carreira, a 9ª da temporada e a 4ª das 6 da Mercedes no GP da Rússia, no circuito de Sochi. O piloto inglês, que ocupava a primeira colocação depois da parada dos dois carros da Ferrari, foi beneficiado pela segurança virtual, na parada de Vettel em lugar inseguro e depois também pela entrada do carro de segurança, provocada por rodada de George Russel. Favoreceu também o pentacampeão mundial o desentendimento entre Vettel e Leclerc, depois de o alemão não ter cumprido acordo que poderia possibilitar a vitória do monegasco. Na largada, Leclerc deu passagem a Vettel, depois que ele ultrapassou Hamilton, mas o companheiro não devolveu a posição como o combinado. Em vez disso, buscou uma volta mais rápida atrás de outra, para voltar à posição, após a parada para a troca de pneus. Mas o alemão foi castigado com um problema no motor, teve de abandonar a pista na volta 26, comprometendo não só a sua corrida, mas também a do companheiro. Valtteri Bottas completou a dobradinha da Mercedes, depois de resistir ao assédio de Leclerc a partir da volta 32.
No Japão, Valtteri Bottas aproveitou o vacilo do pole position Sebastian Vettel na largada, saiu da 3ª posição, botou o carro por fora e num pulo do gato assumiu a ponta, para vencer o GP do Japão, depois de alternar-se na liderança com o companheiro Lewis Hamilton. Foi a 6ª vitória do piloto finlandês da Mercedes, depois e 137 corridas. Sebastian Vettel foi o segundo colocado, depois de resistir a intenso assédio de Lewis Hamilton nas seis últimas voltas. Com a vitória de Bottas, o terceiro lugar e a volta mais rápida de Hamilton (1m30s983, na 45ª), num total de 41 pontos, a Mercedes totalizou 612 pontos e garantiu a conquista do 6º título consecutivo das construtoras, com 4 corridas de antecipação. A equipe alemã não poderia mais ser alcançada pela Ferrari, que tinha 417 pontos, mesmo que esta faça dobradinhas na s corridas que restam.
A degradação não foi a que se previa e, graças a isso, Lewis Hamilton, da Mercedes, ganhou a batalha dos pneus com Sebastian Vettel e Charles Leclerc, para vencer o Grande Prêmio do México, a 18ª corrida do campeonato. O piloto inglês conseguiu completar a corrida usando o mesmo jogo de pneus duros nas últimas 47 voltas, contra Vettel, que teve compostos novos nas 32 voltas finais. Valtteri Bottas foi o terceiro no pódio e, mantendo uma diferença de 74 pontos, impediu que Hamilton conquistasse o hexacampeonato por antecipação. Para isso ele precisaria de uma vantagem de 78 pontos. Hamilton fez o percurso de 71 voltas em 1h36m48s904, Charles Leclerc fez a volta mais rápida em 1m19s232, na 53ª. Charles Leclerc, o pole position, foi prejudicado por erro de estratégia da Ferrari e, tendo de fazer duas paradas, acabou na 4º colocação.
Valtteri Bottas chegou em primeiro, mas o grande vencedor do GP dos Estados Unidos de 2019, no Circuito das Américas, em Austin, foi Lewis Hamilton, que foi o 2º e garantiu a conquista antecipada do seu 6º título da Fórmula 1. Com os 18 pontos ganhos, o piloto inglês estabeleceu sobre Bottas, o único que ainda poderia ameaçá-lo, uma vantagem de 92 pontos, que não poderia ser superada nas duas últimas corridas. Com esse sexto título, Hamilton superou Juan Manuel Fangio, que tem 5 campeonatos, e ficou a um título de Michael Schumacher, heptacampeão. Valtteri Bottas, que era o pole position, obteve a vitória com ultrapassagem sobre Hamilton na 53ª das 56 voltas da corrida, que ele completou em 1h33m55s653. Foi a 4ª vitória da temporada e a 7ª da carreira do piloto finlandês da Mercedes. Max Verstappen, da Red Bull, ocupou o 3º lugar do grid; Alexander Albon, o 5º colocado, eleito o piloto do dia, fez uma brilhante corrida de recuperação, depois de se chocar com Carlos Sainz, na largada, ser obrigado a fazer uma parada não programada e cair para a última posição. Charles Leclerc fez, na 44ª, a volta mais rápida da corrida, com 1m36s169, novo recorde de Austin.
Graças aos pneus mais novos, contra os já desgastados do rival, Max Verstappen ultrapassou Lewis Hamilton ao faltarem 11 voltas para final, recuperou a liderança e ganhou o Grande Prêmio do Brasil. Foi a 8ª vitória dos três anos da carreira do piloto holandês da Red Bull, que completou as 71 voltas de Interlagos em 1h33m14s678. Pierre Gasly, da Toro Rosso, foi o segundo colocado, conquistando o primeiro pódio da carreira. Hamilton cruzou a linha em terceiro, mas foi considerado culpado por um choque com Alexander Albon, da Red Bull, que era o segundo colocado, e, punido com 5 segundos no tempo final, perdeu o lugar no pódio para o espanhol Carlos Sainz, da McLaren, que havia largado da última posição. Além do surpreendente segundo lugar da Gasly e das alternâncias de posições entre Verstappen e Hamilton, tanto na pista quanto nos boxes, a corrida foi marcada por um choque entre Sebastian Vettel e Charles Leclerc, que tirou da pista os dois pilotos da Ferrari. Outro destaque da melhor corrida da temporada foi a atuação do espanhol Carlos Sainz, que largou a última posição e cruzou a linha de chegada no 4º lugar e acabou num pódio improvisado diante da sua garagem. A volta mais rápida foi de Valtteri Bottas, na 43ª, com 1m10s698.
Lewis Hamilton ganhou de ponta a ponta o GP de Abu Dhabi, a última corrida da temporada, coroando a conquista do hexacampeonato da principal categoria do automobilismo mundial. O piloto da equipe alemã Mercedes completou as 55 voltas da pista de Yas Marina em 1m34m05s315, com 16s772 de vantagem sobre Max Verstappen, da Red Bull, e com 1m39s283, na 53ª, fez a melhor volta da prova, completando o seu 15º hat trick (barba, cabelo e bigode) e o 6º chelem, que inclui a liderança de todas as voltas da corrida. Essa foi também 11ª vitória em 21 corridas do campeonato; a 84ª vitória e o 151º pódio do piloto inglês, em 250 corridas da F1. A última corrida do ano marcou a despedida da F1 de Nico Hulkenberg, dispensado pela Renault, e Robert Kubica, da Williams que vai abandonar a carreira.

Regulamentos técnicos – Em tentativa de aumentar as ultrapassagens, as equipes concordaram com uma série de mudanças aerodinâmicas que afetam o perfil das asas dianteiras e traseiras. A asa da frente foi simplificada para reduzir a turbulência, para que os carros possam se aproximar, aumentando as chances de ultrapassagem. A asa traseira pode ser equipada com uma aba superior que criará um maior diferencial de velocidade entre a asa em sua posição normal e quando estiver na configuração DRS,  As placas frontais das asas devem ser remodeladas para alterar o fluxo de ar através do carro e reduzir os efeitos da turbulência aerodinâmica. O slot na asa traseira deve ser ampliado, tornando o Sistema de Redução de Arrasto (DRS) mais forte.

As mudanças incluem laterais menores e limitação do desenvolvimento aerodinâmico da asa traseira, a fim de criar mais espaço para os logotipos dos patrocinadores.

O nível máximo de combustível será de 110 kg (242,5 libras), para minimizar a necessidade de os pilotos cuidarem do consumo durante a corrida.

Carro e piloto –As dimensões máximas do carro deverão passar de 3.910 mm de 2018 a 4035 mm, com maior extensão dos suportes da asa traseira. O peso do pilotos deixará de ser considerado no peso mínimo do carro. Como acontece desde 2014, com a chegada dos motores turbo-híbridos, os pilotos devem pesar no mínimo 80 kg (176,4 lb) e no caso dos que não atingirem esse limite, deverá ser adicionado um lastro em volta do assento. As mudanças foram introduzidas para evitar que os pilotos com corpo menor tenham vantagem sobre os mais altos e pesados.

Segurança do piloto – A FIA introduziu um novo padrão para capacetes, para melhorar a segurança. Os capacetes serão submetidos a uma gama mais abrangente de testes de colisão para aumentar a absorção e a deflexão de energia, além de reduzir a probabilidade de serem danificados por objetos. Todos os fabricantes de capacetes certificados devem submeter seus produtos a testes antes do campeonato de 2019 e o modelo escolhido deverá ser novo padrão para todos os capacetes usados ​​pelos competidores em todos os eventos da FIA.

Novos Pneus – A Pirelli, que teve seu contrato de fornecimento de pneus renovado até 2023, renomeeou sua linha de pneus seguindo um pedido da FIA e da gerência do esporte. O órgão governamental argumentou que a nomenclatura usada em 2018 (hipermacio, ultramacio, supermacio, macio, médio e duro) era difícil de ser entendida pelo espectadores casuais e pediu uma simplificação. Para tornar mais fácil a identificação  do pneu , eles terão apenas três cores ao longo da temporada de 2019: branco, amarelo e vermelho, correspondendo aos compostos duros, médios e moles. Cinco compostos serão usados ao longo do ano, do mais difícil, C1 ao mais macio C5, mas a cada corrida, os nomes e as cores serão os mesmos três. A Pirelli continuará decidindo sobre três dos compostos a serem disponibilizados para cada corrida. (Para saber mais sobre pneus, acesse https://bit.ly/2TFBHeL)

Outras alterações  – 

• Agora são as próprias equipes que fazem a verificação técnica nos seus carros. Elas assinam um documento e o entregam aos comissários. Estes vão realizar inspeções de surpresa para checar se tudo está, mesmo, dentro das regras.
• Os capacetes têm a parede superior está 1 cm mais baixa, para reduzir a possibilidade de algo atingir a face do piloto.
• Com o aumento das dimensões do aerofólio traseiro, os retrovisores foram ligeiramente reposicionados nas laterais do carro, a fim de que o piloto possa enxergar o adversário atrás.
• Os pilotos não poderão ultrapassar antes da linha de chegada, quando o Safety Car estiver retornando aos boxes. Eles terão que esperar até a linha de chegada após a relargada. As bandeiras verdes na volta de retorno do safety car aos boxes também não serão mais exibidas. Elas só serão mostradas a partir da linha de chegada.
• Os pilotos que largarem dos boxes poderão realizar a volta de apresentação. Eles se juntarão ao fim do grid assim que o último carro passar pela saída do pit. No final da volta de apresentação esse carro precisará entrar novamente nos boxes para largar da mesma maneira que era feito antes.
• Os pilotos que receberem penalidades que o coloquem no final do grid serão alinhados de acordo com suas posições na sessão de qualificação, o que vai forçar os carros ficarem na pista para conseguirem melhores tempos.
• Além da tradicional bandeira quadriculada um novo sinal luminoso de acenderá na linha de chegada assim que a distância total da corrida for completada.

Calendário/Vencedores

Etapa Data Corrida Local Vencedor Tempo
1 17/03 GP da Austrália Melbourne  Valtteri Bottas 1hr25m 27s325
2 31/03 GP do Bahrein Sakhir Lewis Hamilton 1h34m21s295
3 14/04 GP da China  Xangai Lewis Hamilton 1h32m06s350
4 28/04 GP do Azerbaijão Baku Valtteri Bottas 1h31m52s942
5 12/05 GP da Espanha Barcelona Lewis Hamilton 1h35m50s443
6 26//05 GP de Mônaco Monte Carlo Lewis Hamilton 1h43m28s437
7 09/06 GP do Canadá Montreal Lewis Hamilton 1h29m07s084
8 23/06 GP da França Paul Ricard Lewis Hamilton 1h24m31s198
9 30/06 GP da Áustria Spielberg Max Verstappen 1h22m01s822
10 14/07 GP da Inglaterra Silverstone Lewis Hamilton 1h21m08s452
11 28/07 GP da Alemanha Hockenheim Max Verstappen 1h44m31s275
12 04/08 GP da Hungria Hungaroring Lewis Hamilton 1h35m03s796
13 01/09 GP da Bélgica Spa-Francorchamps Charles Leclerc 1h23m45s710
14 08/09 GP da Itália Monza Charles Leclerc 1h15m26s665
15 22/09 GP de Cingapura Maria Bay Sebastian Vettel 1h58m33s667
16 29/09 GP da Rússia Sochi Lewis Hamilton 1h33m38s992
17 13/10 GP do Japão Suzuka Valtteri Bottas 1h21m46s755
18 27/10 GP do México Cidade do México Lewis Hamilton 1h36s48s904
19 03/11 GP dos EUA Austin Valtteri Bottas 1h33m55s653
20 17/11 GP do Brasil Interlagos Max Verstappen 1h33m14s678
21 01/12 GP de Abu Dhabi Yas Marina Lewis Hamilton 1h34m05s715

 

Batalhas internas nas qualificações

Lewis Hamilton 14 7 Valtteri Bottas
Sebastian Vettel 9 12 Charles Leclerc
Max Verstappen 11 1 Pierre Gasly
Max Verstappen 8 1 Alex Albon
Daniel Ricciardo 14 7 Nico Hulkenberg
Kevin Magnussen 12 9 Romain Grosjean
Carlos Sainz 11 10 Lando Norris
Sergio Pérez 18 3 Lance Stroll
Kimi Raikkonen 13 8 Antonio Giovinazzi
Daniel Kvyat 7 5 Alex Albon
Daniil Kvyat 2 7 Pierre Gasly
Robert Kubica 1 20 George Russell

A classificação final do campeonato

Pilotos

Posição Piloto Equipe Pontos
Lewis Hamilton Mercedes 364
Valtteri Bottas Mercedes 326
Max Verstappen Red Bull 278
Charles Leclerc Ferrari 264
Sebastian Vettel Ferrari 240
Carlos Sainz Mclaren 96
Pierre Gasly Toro Rosso 95
Alexander Albon Red Bull 92
Daniel Ricciardo Renault 54
10º Sergio Perez Racing Point 52
11º Lando Norris McLaren 49
12º Kimi Raikkonen Alfa Romeo 43
13º Nico Hulkenberg Renault 37
14º Daniil Kvyat Toro Rosso 37
15º Lance Stroll Racing Point 21
16º Kevin Magnussen Haas 20
17º Antonio Giovinazzi Alfa Romeo 14
18º Romain Grosjean Haas 8
19º Robert Kubica Williams 1
20º George Russell Williams 0

Equipes

Posição Equipe Pontos
Mercedes 739
Ferrari 504
Red Bull 417
McLaren 145
Renault 91
Toro Rosso 85
Racing Point 73
Alfa Romeo 57
Haas 28
10º Williams 1

Equipes

Mercedes          Ferrari
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Lewis Hamilton Valtteri Bottas Sebastian Vettel Charles Leclerc
Red Bull Toro Rosso
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Max Verstappen Pierre Gasly Daniil Kvyat Alexander Albon
Haas Renault
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Romain Grosjean Kevin Magnussen Nico Hulkenberg  Daniel Ricciardo
McLaren Alfa Romeo
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Carlos Sainz Jr Lando Norris Antonio Giovinazzi Kimi Raikkonen
Racing Point Williams
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Sergio Perez Lance Stroll George Russel Robert Kubica