2017

Lewis Hamilton e Mercedes são tetracampeões

O piloto inglês Lewis Hamilton e a equipe dele, a Mercedes, conquistaram pela quarta vez o título de campeões da Fórmula 1, na temporada de 2017. Hamilton totalizou 363 pontos nas 20 corridas do campeonato, com 46 pontos de vantagem sobre o vice-campeão, o alemão Sebastian Vettel, da Ferrari, que totalizou 317 pontos. A Mercedes, campeã pela quarta vez consecutiva, que teve o finlandês Valtteri Bottas como companheiro de Hamilton, somou 668 pontos. A  Ferrari, com o alemão Sebastian  Vettel e o finlandês Kimi Raikkonen, ficou em segundo lugar, com 522 pontos.

Depois da grande transformação de 2014, com a introdução dos motores híbridos, a Fórmula 1 teve, em 2017, a maior revolução dos seus 71 anos de história. Foram mudadas as configurações dos carros e pneus e uma nova empresa assumiu a direção da categoria, com aposentadoria compulsória do “todo poderoso” Bernie Ecclestone.

Os carros tiveram  diversas alterações na parte aerodinâmica, tornando-se mais largos e agressivos, como os anos 1970. A asa dianteira passou de 16,5 cm para 18 cm, fazendo que evite o ar sujo do carro da frente e permitindo que o piloto possa chegar mais perto do rival. A asa traseira era mais baixa e mais larga, rebaixando de 90 cm para 80 cm na altura e de 75 cm para 95 cm na largura. O assoalho passou de 1,4 m para 1,5, para mais estabilidade nas altas velocidades. A carroceria foi aumentada e 1,8 m para 2 metros de largura; o peso do carro subiu de 702 para 722 quilos e o limite de consumo de combustível por corrida passa e 100 para 105 kg.

Para aumentar a aderência mecânica e aumentar a velocidade dos carros, os pneus tiveram aumentada a largura, tanto na frente quanto na traseira. Os da frente passaram de 24,5 cm para 30,5, e os traseiros de 32,5 para 40,5 cm. Os compostos são mais duros, exigindo menos paradas nos boxes e também aquecem menos, permitindo que o piloto possa mais tempo no vácuo de um adversário.

A Pirelli continuou a ser a fornecedora exclusiva dos pneus, depois de superar a Michelin em concorrência feita pela FIA em 2016. A fábrica italiana ofereceu uma gama de sete compostos diferentes, cinco para pista seca e dois para pista molhada. Cada piloto pode escolher 10 dos 13 conjuntos de 3 compostos colocados à disposição para a corrida.

Com essas mudanças, os carros passaram a ser mais rápidos e ganharam pelo menos 40 km/h nas curvas e 5 segundos a cada volta. Em vista disso, os circuitos foram obrigados a fazer ajustes em algumas das curvas e barreiras de proteção para garantir a segurança.
Os motores foram os mesmos introduzidos em 2014, com 1,6 litros, turbo, híbrido, com dois sistemas de recuperação de energia, o MGU-H, que recupera os gases da turbina do turbo compressor, e o MGU-K, que recupera a energia das freadas. O sistema de ficha ou token foi abolido e as equipes puderam desenvolver a unidade de potência durante toda a temporada. Só foram feitas restrições às dimensões, peso e materiais usados na construção de cada componente do motor. Cada equipe só poderá usar quatro unidades de potência no campeonato.

A corrida de Baku foi renomeada GP do Azerbaijão e sua data foi alterada para 25 de junho, a fim de não coincidir com as 24 Horas de Le Mans, o que deu muita confusão em 2016. O Grande Prêmio da Alemanha foi cancelado, porque os promotores não conseguiram pagar as taxas exigidas pela FOM.

O campeonato de 2017 voltou a ter apenas 10 equipes, com a saída da Manor (MRT), que entrou em administração legal em janeiro, devido às dificuldades financeiras, não encontrou um comprador e faliu em março. A Sauber continuou a usar as unidades de potencia da Ferrari, numa versão de 2016. A Toro Rosso deixou os motores Ferrari voltou a usar o equipamento da Renault, assim como a sua coirmã Red Bull.

Pela primeira vez, desde 1994, quando o campeão Alain Prost se aposentou, a F1 não teve no grid o campeão do ano anterior. Surpreendentemente, cinco dias após conquistar o título, o alemão Nico Rosberg anunciou a saída da categoria. Para substituí-lo, a Mercedes foi buscar o jovem finlandês Valtteri Bottas, da Williams. Por sua vez, a equipe inglesa, que já tinha contratado o inexperiente canadense Lance Stroll, para substituir Felipe Massa que tinha se aposentado, teve de chamar de volta a experiência do brasileiro para constituir a sua dupla.

Kevin Magnussen recusou proposta para continuar na Renault e se transferiu para a Haas, no lugar de Esteban Gutierrez, que passou a correr na Fórmula E. O francês Esteban Ocon, da Manor, foi para a Force India, no lugar de Nico Hulkenberg, que se transferiu para a Renault. Stoffel Vandoorne, campeão da GP2 de 2015, assumiu na McLaren-Honda a vaga deixada por Jenson Button, que acertou com a equipe um ano sabático. Pascal Wehrlein, que correu pela Manor, em 2016, substitui na Sauber o brasileiro Felipe Nasr, que perdeu o patrocínio do Banco do Brasil e não conseguiu apoio financeiro para continuar na Fórmula 1.

O campeonato mundial da Fórmula 1 foi realizado sob nova direção pela primeira vez, depois de 45 anos administrado pelo inglês Bernie Ecclestone. Em janeiro de 2017, o grupo norte-americano Liberty Media concluiu a aquisição das ações da CVC Partners e da Delta Topco, para ser tornar única proprietária da F1, sob a denominação de Formula One Group (FOG). Bernie Ecclestone foi demitido, Chase Carey, passou a ser o novo presidente do esporte.  Abaixo de Carey há dois diretores: Ross Brawn e Sean Bratches. O engenheiro Brawn, ex-chefe de equipe de F1 e diretor técnico, é responsável por assuntos esportivos, enquanto Bratches, executivo de marketing experiente na TV esportiva americana, dirige o lado comercial do negócio há muito considerado domínio de Ecclestone.

A intenção dos novos administradores é adotar modelo semelhante ao da Liga de Baseball e da Liga Nacional de Futebol dos Estados Unidos, transformando os fins de semana de GPs em grandes eventos que vão além das corridas. Está nos planos também incrementar a interação da F1 através das redes sociais. As equipes passam a ter mais liberdade para inserir na mídia social fotos, filmagens e conteúdos do paddock, assim como podem ter participação na empresa que administra a categoria.

REGULAMENTO

De acordo com o regulamento publicado pela FIA, o julgamento dos acontecimentos de pista a no campeonato de 2017 não seriam tão rigorosos como até o ano anterior. Na colisão entre dois carros, a penalidade só seria aplicada se houver culpa clara. O piloto só seria punido se fosse totalmente culpado por colisão ou toque. A entidade entende que a medida poderia  aliviar o medo de punição que desencorajava as tentativas de ultrapassagem. Os comissários de pista têm o poder de decidir se uma investigação deve continuar ou não um piloto deve ser punido.

“A menos que seja claro para os comissários que um motorista foi total ou predominantemente culpado por um incidente, nenhuma penalidade será imposta”, diz o regulamento.

As penalidades de cinco segundos e dez segundos, bem como as penalizações de ultrapassagem e de paradas devem ser transformadas em penalidades de grid na corrida seguinte. Se um piloto é punido com perda de posições no grid, por troca de equipamento ou peça, o excesso de punição deverá ser cumprido na corrida seguinte à da punição.

Quando a pista é declarada úmida, o inicio é feito atrás do carro de segurança e a largada será dada das posições normais no grid, depois de as condições serem consideradas satisfatórias. As voltas atrás do safety car serão computadas no percurso total da corrida.

Eis o Regulamento da Fórmula 1 mais detalhado:

Ordens de equipe

A cláusula do regulamento esportivo que proibia o jogo de equipe foi removida.

Regras Gerais

Aparência dos carros

As equipes têm de correr com seus dois carros em condições essencialmente iguais de aparência durante a temporada e, em caso de maiores mudanças, precisam de uma aprovação prévia da FIA.

Além disso, há uma série de requisitos que se aplicam aos carros e às equipes. Todo carro deve ter um número de corrida do piloto, que deve estar visível aos expectadores em sua parte frontal. O nome do piloto também deve aparecer na parte externa do carro. A escuderia, por sua vez, deve deixar visível seu nome ou emblema no bico do carro.

Para ajudar a diferenciar os dois carros da mesma equipe, as câmeras de bordo, que ficam na parte superior da estrutura de rolagem, devem ser coloridas de forma distinta. No primeiro carro, deve ser predominantemente “vermelha fluorescente” e, no segundo, “amarela fluorescente”.

Classificação

Todo piloto que completar ao menos 90% da distância total do Grande Prêmio será classificado, mesmo que não esteja mais na pista quando a bandeirada final for dada ao vencedor da prova.

Se a prova for suspensa antes de ter sua distância total percorrida, a classificação válida será aquela ao final de duas voltas antes da paralisação. Por exemplo, se a corrida é paralisada na volta 60, valerão as posições alcançadas ao final da volta 58.

Pontuação

Os dez primeiros colocados em cada Grande Prêmio marcarão pontos tanto para o mundial de pilotos, quanto para o mundial de construtores, de acordo com a seguinte escala:

  1. 1º – 25 pontos
  2. 2º – 18 pontos
  3. 3º – 15 pontos
  4. 4º – 12 pontos
  5. 5º – 10 pontos
  6. 6º – 8 pontos
  7. 7º – 6 pontos
  8. 8º – 4 pontos
  9. 9º – 2 pontos
  10. 10º – 1 ponto

(A única exceção nessa escala acontecerá em caso da prova ser suspensa e não puder ser reiniciada. Se o GP tiver menos de 75% de sua distância total percorrida, somente a metade dos pontos será contabilizada. E, se menos de duas voltas forem completadas, nenhum ponto será dado).

Como exemplo de pontuação normal: se numa prova Lewis Hamilton, da McLaren, terminar na segunda colocação, enquanto Jenson Button, seu companheiro de equipe, ficar na quinta posição, então Hamilton ganhará 18 pontos e Button 10 para o mundial de pilotos. A McLaren, por sua vez, acumulará 28 pontos (10 + 8) para o mundial de construtores.

Os títulos mundiais de pilotos e construtores serão dados ao piloto e a equipe que marcarem o maior número de pontos ao longo da temporada. Em caso de empate, o piloto ou a equipe com o maior número de resultados maiores será o vencedor.

Mudança e adição de pilotos

As equipes podem usar até quatro pilotos durante a temporada, sendo que todos podem pontuar individualmente. Uma troca de pilotos pode ser realizada com a permissão dos comissários em qualquer momento antes do início dos treinos classificatórios. O novo piloto tem de aproveitar o motor e os pneus que seriam usados pelo piloto original.

Além disso, nos treinos livres de sexta-feira, as escuderias podem usar pilotos extras, mas toda equipe tem o limite de uso de dois carros nos treinos. Qualquer competidor que tiver a “Super Licença” poderá correr como piloto adicional, mas os comissários devem ser informados sobre os planos da equipe antes do final das verificações técnicas na quinta-feira antes do treino.

Protocolo de direção e punições

Os fiscais de prova têm o poder de impor penalidades para pilotos que cometerem alguma infração durante uma corrida. Queimar a largada, causar um acidente evitável, bloquear outro piloto de modo injusto, bloquear outro piloto quando for retardatário, exceder o limite de velocidade na área dos boxes ou se aproveitar de uma área do circuito que não seja o traçado da corrida são exemplos de infrações que podem ser punidas pelos oficiais.

As punições mais comuns são a Penalidade Drive-through e a Penalidade de Dez Segundos. Na primeira, o piloto tem de entrar na área dos boxes, respeitar o limite de velocidade e atravessá-lo, sem parar. A segunda é parecida, mas o piloto tem de ficar parado dez segundo nos boxes. Durante esse tempo, não é permitido que sua equipe mexa no carro.

Depois que é avisado de que recebeu uma dessas punições, o piloto tem três voltas para entrar no pit lane. Não respeitar esse limite pode causar sua exclusão da prova. A única exceção a isso é quando o piloto está a cinco voltas ou menos do final da corrida. Neste caso, ele pode terminá-la, mas serão adicionados 25 segundos ao seu tempo total.

Em casos mais extremos, os fiscais de prova têm o poder de impor punições mais severas. Eles podem determinar que um piloto vá perder um certo número de posições no grid da próxima corrida (exemplo: um piloto que fez a pole e foi punido com dez posições na corrida anterior largará em 11º). Eles podem também impor penalidades no tempo do piloto, adicionando segundos a seu tempo total, advertir um competidor, excluí-lo da prova e/ou suspendê-lo da próxima corrida.

Oficiais

Em todos os Grandes Prêmios, há uma equipe de sete oficiais que monitoram e controlam as atividades dos fiscais e dos funcionários para garantir a segurança do evento, sempre de acordo com as regras da FIA.

Cinco dos sete oficiais são escolhidos pela FIA. São eles: o Diretor de Prova (atualmente, Charlie Whiting), um juiz permanente e três fiscais adicionais ” um deles será nomeado Presidente dos Fiscais. Todos têm de ter a Super Licença da FIA.

Os outros dois oficiais são escolhidos pelas autoridades esportivas do país sede. Eles ocuparão os cargos de Oficial do Circuito e de oficial adicional da prova (esse segundo deve ser nascido no país sede). Os dois também precisam ter a Super Licença da FIA.

O Oficial do Circuito presta consultoria ao Diretor de Prova, que é a autoridade maior entre os oficiais. Da relação entre os dois, saem as instruções para a ação dos funcionários durante o fim de semana da corrida.

O Diretor de Prova, o Oficial do Circuito e o Delegado Técnico da FIA (atualmente, Jo Bauer) devem estar presentes desde às 10 horas da manhã de quinta-feira (em Mônaco, excepcionalmente às 10 da manhã de quarta-feira) no local em que a prova será disputada.

O Diretor de Prova, o Oficial do Circuito e o Presidente dos Fiscais têm de estar em contato via rádio enquanto os pilotos estão na pista. Além disso, o Oficial do Circuito precisa estar na sala de controle da prova, em contato via rádio com todos os funcionários da pista.

Parc Ferme

O “Parc Ferme” é uma área fechada e segura dentro do paddock, onde os carros são pesados e outras checagens solicitadas pelos oficiais da corrida são realizadas. As equipes devem deixar o carro no local a partir de, no máximo, três horas e meia após o fim dos treinos de classificação de sábado até cinco horas antes do início da volta de apresentação do domingo.

Entretanto, os carros devem seguir as condições estabelecidas no parc ferme por muito mais tempo. Desde sua primeira saída dos pits durante a classificação até o momento da corrida.

Sob essas condições, o trabalho das equipes deve ficar limitado a procedimentos de rotina específicos, que podem ser realizados apenas sob o olhar da Delegação Técnica da FIA e dos comissários da corrida. O combustível pode ser adicionado ao carro, os pneus trocados e os freios sangrados. Pequenos ajustes nas asas dianteiras também são permitidos. Esse controle significa que as equipes não podem fazer alterações muito significativas no bólido entre a classificação e a corrida.

A única exceção a essas regras acontece quando há uma mudança nas condições climáticas. Por exemplo, uma sessão classificatória no seco seguida de uma corrida com chuva, ou vice-versa. Nesse caso, a FIA dará às equipes permissão para fazer mudanças mais aprofundadas nos carros.

Procedimentos nos boxes

As áreas de boxes em todos os circuitos são divididas em duas pistas. A pista mais próxima da parede dos boxes é conhecida como “pista rápida”, enquanto a pista mais próxima das garagens é chamada de “pista interna”.

A FIA aloca garagens em uma área na “pista interna” onde as equipes devem trabalhar, e há uma posição dentro de cada espaço ” chamado box ” onde os pit stops devem ser feitos durante os treinos livres, classificatórios e as corridas.

Além de secar e varrer, as equipes são proibidas de melhorar a aderência de suas posições nos boxes. O pessoal das escuderias só pode entrar nas pistas do pit imediatamente antes da parada dos carros e deve se retirar para as garagens assim que o trabalho estiver completo. Também é responsabilidade da equipe liberar o carro de sua parada apenas quando puder fazer isso com segurança.

Durante os treinos, o reabastecimento só é permitido na garagem dos times. O piloto deve permanecer no carro, mas os motores devem estar desligados. Todo o pessoal que trabalha no carro deve usar roupas resistentes ao fogo e é necessária sempre a presença de um assistente com um extintor de incêndio ao lado do carro durante o reabastecimento.

As equipes ficam livres para alterar a quantidade de combustível durante os treinos e os classificatórios, mas desde 2010 o reabastecimento durante as provas está proibido.

Treinos livres e classificatórios

Em todos os Grandes Prêmios, todos os pilotos podem participar, na sexta-feira (excepcionalmente quinta-feira, em Mônaco), de duas sessões de treinos livres de uma hora e meia de duração. No sábado, têm de participar de um treino livre com uma hora de duração, e do treino classificatório, com a mesma duração. Embora não seja obrigatório participar de todas as sessões, o piloto tem de ter corrido em ao menos um dos treinos do sábado para poder participar da corrida no domingo.

O treino classificatório é dividido em três partes diferentes, cada uma com vários pilotos simultaneamente na pista. Nas três partes, os pilotos podem dar quantas voltas quiserem. Estas são as três partes:

Q1: Os 24 carros têm 20 minutos para entrar na pista. Ao final desse tempo, os sete pilotos com os tempos mais lentos são eliminados das outras duas sessões, e largarão nas oito últimas posições do grid, respectivamente. Porém, qualquer piloto que tiver um tempo 107% ou mais lento do que o mais rápido da sessão será eliminado da corrida.

(Em circunstâncias especiais, que podem incluir estabelecer um tempo adequado durante os treinos livres, os oficiais podem permitir que o piloto participe da prova. Se mais de um piloto for aceito dessa maneira, os oficiais decidirão suas posições no grid).

Q2: Depois de uma pausa de sete minutos, os tempos serão zerados e os 17 pilotos restantes terão 15 minutos para correr. Os sete pilotos com os tempos mais lentos serão eliminados da sessão seguinte, e vão largar entre a 11ª e a 17ª posições no grid.

Q3: Depois de uma pausa de oito minutos, os tempos serão zerados e os dez pilotos restantes terão dez minutos para correr. O piloto mais rápido nessa sessão será o pole position, e os outros largarão entre a 2ª e a 10ª posições, respectivamente.

Se os fiscais julgarem que um piloto parou desnecessariamente na pista e atrapalhou ou impediu a volta de outro piloto, eles têm o poder para cancelar seus tempos.

Atenção, caso 22 carros participem do classificatório, seis serão eliminados após o Q1 e seis após o Q2.

Procedimento para o início das corridas

Para o início de todos os Grandes Prêmios, as equipes e os pilotos devem seguir uma série de procedimentos severos. Isso acontece antes de 30 minutos para a formação da volta de apresentação, quando os boxes são abertos.

Os pilotos ficam então livres para completar o reconhecimento da pista antes de alinhar nas posições corretas do grid. Se os pilotos quiserem fazer algumas voltas de reconhecimento a mais, ele é obrigado a passar sempre pelos boxes, a fim de ignorar o grid.

Os boxes são fechados 15 minutos antes da volta de formação. Qualquer piloto que ainda estiver nos boxes nesse momento, terá de largar de lá.

Dez minutos antes do início da volta de formação, a pista deve ser liberada, com exceção da equipe técnica das escuderias, dos oficiais da prova e dos pilotos. Três minutos antes do início, todos os carros têm de estar com as rodas preparadas (qualquer carro que não seguir essa orientação será punido em 10 segundos).

Quando faltar um minuto para a volta de formação, os pilotos têm de ligar o motor dos carros. Todo o pessoal restante deve abandonar a pista com pelo menos 15 segundos antes das luzes verdes aparecerem no sinal para o começo da volta de formação.

Qualquer piloto que tiver algum problema antes das luzes verde aparecerem, deverá levantar o braço para avisar a falha. Feito isso, o carro poderá ser levado aos boxes.

Durante a volta de apresentação, não é permitido treino de largada. Ultrapassagens também são proibidas, a não ser que sejam feitas em cima de um carro com problemas técnicos. Se os problemas forem reparados ainda durante a volta de apresentação, o carro deve “re-ultrapassar” os adversários, para que as posições originais no grid sejam respeitadas.

Entretanto, qualquer piloto que continuar parado no grid quando todos os outros já tiverem dado início à volta de formação, mas depois conseguir sair, não poderá retomar sua posição original e deverá largar na última colocação.

Uma vez que todos os carros ocuparem seus espaços corretos ao final da volta de apresentação, cinco luzes vermelhas vão aparecer em intervalos de um segundo cada. As luzes vermelhas depois se apagarão, o que significa o início da prova.

Se um piloto tiver problemas imediatamente antes do início da prova, poderá levantar o braço e a largada será abortada. Uma nova volta de apresentação, que contará como volta normal do GP, terá de ser feita.

As únicas exceções a esses procedimentos de largada estão ligadas ao clima. Se começa a chover três minutos antes da largada, as luzes para abortar a prova serão acesas e haverá um adiamento de 10 minutos no procedimento de largada, para que as equipes possam colocar pneus apropriados nos carros.

Se o tempo estiver muito ruim, o diretor da corrida pode escolher cancelar a largada e dar início à prova somente quando as condições climáticas melhorarem. Como alternativa, ele pode decidir começar a prova com o safety car na pista.

Safety Car

A função principal do Safety Car é ajudar a manter as condições da pista seguras durante o fim de semana de um Grande Prêmio. Ele é dirigido por um piloto com experiência no circuito, e tem como copiloto um observador da FIA que fica em contato via rádio com os organizadores da prova.

Se acontecer um acidente que não é grave o suficiente para que a corrida seja cancelada, mas que faça com que as bandeiras amarelas não sejam suficientes, o Safety Car será chamado para entrar na pista e desacelerar os carros.

Ele vai entrar com suas luzes laranjas acesas e todos os pilotos têm de formar uma fila atrás dele. Enquanto estiver na pista, ultrapassagens não são permitidas. O Safety Car vai usar luzes verdes para permitir a ultrapassagem de possíveis retardatários, até que o líder da corrida esteja imediatamente atrás.

Caso o acidente bloqueie a pista, o Oficial do Circuito pode instruir o Safety Car a guiar os pilotos pelos boxes. Os carros ficam livres para parar caso isso aconteça.

Quando o Safety Car estiver pronto para deixar o circuito, ele apagará suas luzes, indicando para os pilotos que vai voltar aos boxes ao final da volta. Os pilotos então devem continuar em fila até passar pela linha do Satefy Car, onde luzes verdes indicarão que eles podem correr normalmente.

Em circunstâncias excepcionais, como em chuvas muito fortes, uma corrida pode começar já com o Safety Car na pista, que deve acender suas luzes a no máximo um minuto antes da prova para mostrar a decisão para os pilotos. O Safety Car então liderará a fila de pilotos, na ordem do grid, na primeira volta.

Não será permitido ultrapassar na primeira volta, a não ser que um carro tenha problemas na largada. Nesse caso, será permitido para o piloto retornar à sua posição original (se ele não conseguir voltar até o final da volta, ele deverá entrar no pit lane e sair somente depois que toda a fila tiver passado pela área dos boxes). O Safety Car vai para os boxes no final da volta e os pilotos estarão livres para correr normalmente assim que cruzarem a linha do Safety Car.

Checagem e Pesagem

Um time de especialistas tem o poder de checar os carros a qualquer momento durante um fim de semana de Grande Prêmio para garantir que eles estejam totalmente de acordo com as leis técnicas e de segurança.

Todo carro é inicialmente examinado na quinta-feira que antecede um GP (excepcionalmente na quarta-feira em Mônaco) e um carro não poderá fazer parte do evento caso não passe pela checagem. Um carro precisará ser reexaminado pelos especialistas caso seja relevantemente alterado por sua equipe, ou caso envolva-se em um acidente.

Além da checagem, os carros também são pesados durante o fim de semana de um Grande Prêmio para garantir que estejam de acordo com o peso mínimo garantido (640kg). Carros que forem eliminados após o Q1 e o Q2 serão chamados aleatoriamente para serem pesados, enquanto carros que participarem do Q3 serão pesados após a sessão. Os carros que conseguirem completar a prova serão pesados novamente após a corrida.

Qualquer competidor que não cumprir a regra do peso mínimo vai perder seu tempo do treino classificatório ou ser excluído da corrida, a não ser que seu peso seja diretamente afetado pela perda de uma parte do carro em acidente.

Disponibilidade de carros, motores e embreagens

O regulamento da FIA impõe que as equipes só podem ter dois carros disponíveis para serem usados ao mesmo tempo. Carro reserva não são mais permitidos, mas os carros podem usar chassis extras que podem ser usados durante o evento caso um chassi original seja danificado a ponto de não poder ser restaurado.

Se um piloto troca de carro entre o treino classificatório e a corrida, ele deverá largar do pit lane. Não é permitido trocar de carro depois que uma corrida já tiver começado.

O uso de motores e embreagens também é restrito. Um piloto não pode usar mais do que oito motores durante uma temporada. Se fizer isso, perderá dez posições no grid no evento em que uma peça adicional tiver de ser usada.

Um piloto não pode usar mais do que uma embreagem durante cinco eventos consecutivos. Caso precise usar uma segunda, o piloto vai perder cinco posições no grid na corrida em que precisar usar uma peça extra.

Se um piloto não conseguir completar uma prova por conta de problemas que estiverem além do controle dele e/ou da equipe, será permitido que ele use uma embreagem extra na próxima corrida sem sofrer penalizações.

Em 2011, os pilotos poderão usar uma embreagem extra livre de penalizações, com a peça extra podendo ser usada durante o restante do fim de semana em que a troca foi necessária. Essa peça extra não poderá ser usada no último fim de semana da temporada.

Suspensão e retomada de corrida

Se uma corrida for suspensa por conta de um acidente ou por conta das más condições da pista, a bandeira vermelha será mostrada ao longo do circuito. Quando isso acontecer, a saída do pit será fechada e os pilotos terão de se dirigir lentamente para o grid, sem que ultrapassagens sejam permitidas, e se colocar em formação, com o primeiro carro a chegar se colocando na pole position. Qualquer piloto que for para os boxes depois que as bandeiras vermelhas forem sinalizadas receberá uma Punição Drive-Through.

O Safety Car será levado para frente da fila. Enquanto a corrida estiver paralisada, membros da equipe podem ir para a pista a fim de trabalhar nos carros, mas reabastecer não será permitido.

Carros que já estiverem no pit quando as bandeiras vermelhas forem sinalizadas podem receber trabalho da equipe em suas respectivas garagens. Esses carros só poderão voltar para a pista quando a corrida for retomada.

Pelo menos dez minutos antes da retomada da corrida, um sinal será emitido. A corrida recomeçará com o Satefy Car na pista, que liderará os competidores na primeira volta.

Se por qualquer motivo retomar a corrida tornar-se impossível, as regras dizem que os pilotos receberão pontos de acordo com a classificação na penúltima volta antes da sinalização das bandeiras vermelhas.

Testes

Com o crescimento da demanda técnica do esporte nos últimos anos, cresceu também a importância dos testes. Mas com a preocupação da FIA com relação aos custos crescentes da categoria, desde 2009 os times estão limitados a ter no máximo 15 mil quilômetros de testes durante o calendário anual.

Os treinamentos só poderão ser realizados em locais aprovados pela FIA. Antes das sessões, as equipes têm de informar os organizadores a respeito do seu planejamento, assim um observador pode ser apontado se for necessário. Todos os carros devem estar de acordo com os padrões da FIA.

Desde 2009, os testes durante a temporada regular foram banidos (da semana que precede o primeiro Grande Prêmio até o dia 31 de dezembro), com exceção de um pequeno número de testes de aerodinâmica. Há também restrições com relação aos testes em túnel de vento ” a escala dos modelos usados não podem ser maiores do que 60% e o limite de velocidade é de 50 metros por segundo.

Pneus

A Fórmula 1 conta com um fornecedor único de pneus, a Pirelli. A vantagem disso é dar maior equilíbrio às corridas e reduzir os custos de testes e de desenvolvimento dos pneus.

Em cada Grande Prêmio, cada equipe terá acesso a dois tipos de pneus de pista seca. A não ser que a pista esteja molhada, os pilotos são obrigados a usar os dois tipos durante uma corrida. O tipo de pneu pode ser visto pela cor da marca “Pirelli”: vermelho = super macio, amarelo = macio, branco = médio, prateado = duro.

Durante o fim de semana da corrida, cada piloto terá acesso a 11 jogos de pneus de pista seca (seis do tipo duros, cinco de um tipo de macio, à sua escolha), quatro jogos de intermediários e três jogos de pista molhada.

Durante os testes de sexta-feira, os pilotos podem usar no máximo três jogos de pista seca (um duro, dois macios). Um jogo deverá ser devolvido para o fornecedor antes do segundo treino, e um jogo de cada tipo deverá ser devolvido antes dos treinos de sábado.

O piloto receberá então oito jogos de pista seca (quatro de cada tipo) para usar no restante do evento, mas um jogo de cada tipo precisará ser devolvido para o fornecedor antes do treino classificatório. No início da corrida, os carros que participaram do Q3 deverão estar usando os pneus que usaram para estabelecer seu tempo mais rápido.

Em certos eventos, as equipes poderão receber jogos extras de pistas secas para as duas primeiras sessões de treinos livres, como o propósito de avaliá-los. As equipes serão avisadas com uma semana de antecedência quando isso for acontecer.

Equipes estão livres para usar pneus de pista molhada durante os treinos classificatórios e as corridas quando julgarem necessário. No entanto, dependendo das condições do treino classificatório, poderão ser usados somente quando o Diretor de Prova declarar que a pista está molhada. Se uma corrida começar com Safety Car devido à chuva forte, o uso de pneus de pista molhada é obrigatório. Os pneus de pista molhada podem ser identificados pela cor laranja na marca “Pirelli”. Os intermediários podem ser identificados pela cor azul.

A não ser que os pneus de pista molhada tenham sido usados, os pilotos têm de usar os dois tipos de pista seca escolhidos ” caso contrário, serão excluídos da corrida. Se uma corrida for suspensa e não puder ser retomada, 30 segundos serão adicionados ao tempo do piloto que não tiver usados os dois tipos de pneus.

Todos os pneus têm um código de barra para garantir que a FIA possa monitorar de perto o cumprimento dessas regras por parte das equipes.

CALENDÁRIO

Etapa Data Hora Brasil Corrida Local Vencedor Tempo
1 26/03 2h GP da Austrália  Melbourne  Sebastian Vettel 1h24m11s670
2 09/04 3h GP da China Xangai Lewis Hamilton 1h37m36s158
3 16/04 12h GP do Bahrein Sakhir Sebastian Vettel  1h33m53s374
4 30/04 9h GP da Rússia Sochi Valtteri Bottas 1h27m08s743
5 14/05 9h GP da Espanha Barcelona Lewis Hamilton 1h35m56s497
6 28/05 8h GP de Mônaco Mônaco  Sebastian Vettel 1h44m44s340
7 11/06 15h GP do Canadá Montreal  Lewis Hamilton   1h33m05s154
8 25/06 10h GP do Azerbaijão Baku Daniel  Ricciardo 2h03m55s570
9 09/07 9h GP da Áustria Spielberg Valtteri Bottas 1h21m48s523
10 16/07 9h GP da Inglaterra Silverstone  Lewis Hamilton 1h21m27s430
11 30/07 9h GP da Hungria Budapeste  Sebastian Vettel 1h39m46s713
12 27/08 8h GP da Bélgica SpaFrancorchamps  Lewis Hamilton 1h24m42s820
13 03/09 9h GP da Itália Monza Lewis Hamilton 1h15m32s312
14 17/09 9h GP de Cingapura Marina Bay Lewis Hamiltn 2h2m
15 01/10 4h GP da Malásia Kuala Lumpur Max Verstappen  1h30m01s290
16 08/10 2h GP do Japão Suzuka  Lewis Hamilton 1h27s31s194
17 22/10 17h GP dos EUA Austin  Lewis Hamilton  1h33m50s991
18 29/10 17h GP do México Hermanos Rodrigues  Max Verstappen 1h36m26552
19 12/11 14h GP do Brasil Interlagos  Sebastian Vettel 1h31m26s262
20 26/11 15h GP de Abu Dhabi Yas Marina  Valtteri Bottas 1h34m14s062

 Classificação

Classificação

Pilotos

 

Pos. Piloto Equipe Pontos
1 Lewis Hamilton Mercedes 363
2 Sebastian Vettel Ferrari 317
3 Valtteri Bottas Mercedes 305
4 Kimi Raikkonen Ferrari 205
5 Daniel Ricciardo Red Bull 200
6 Max Verstappen Red Bull 168
7 Sergio Perez Force India 100
8 Esteban Ocon Force India 87
9 Carlos Sainz Toro Rosso 54
10 Nico Hulkenberg Renault 43
11 Felipe Massa Williams 43
12 Lance Stroll Williams 40
13 Romain Grosjean Haas 28
14 Kevin Magnussen Haas 19
15 Fernando Alonso McLaren 17
16 Stoffel Vandoorne Mc Laren 13
17 Jolyon Palmer Renault 8
18 Pascal Wehrlein Sauber 5
19 Daniil Kvyat Toro Rosso 5
20 Marcus Ericsson Sauber 0
21 Pierre Gasly Toro Rosso 0
22 Antonio GIovinazzi Ferrari 0
23 Brendon Hartley Toro Rosso 0
24 Jenson Button McLaren 0
25 Paul di Resta Williams 0

Equipes

Pos. Equipe Pontos
1 Mercedes 668
2 Ferrari 522
3 Red Bull 368
4 Force India 187
5 Williams 83
6 Renault 57
7 Toro Rosso 53
8 Haas 47
9 McLaren 30
10 Sauber 5

Equipes/Nomes

Nomes oficiais País Base
Scuderia Ferrari Itália Maranelo – Itália
Mercedes AMG Petronas Formula 1 Alemanha Brackley – Inglaterra
Red Bull Racing Áustria Milton Keynes – Inglaterra
Williams Martini Racing Inglaterra Inglaterra
Scuderia Toro Rosso Itália Faenza – Itália
Sauber F1 Team Suíça Hinwil – Suíça
Renault Sport Formula One Team França Enstone – Inglaterra
Manor Racing MRT Inglaterra Banbury – Inglaterra
Haas F1 Team EUA Kannapolis – EUA
Sahara Force India Formula One Team Índia Silverstone – Inglaterra
McLaren Honda Formula 1 Team Inglaterra Woking – Inglaterra

Equipes/Composição

Equipe Construtor Chassi Motor Pilotos País
Mercedes Mercedes  F1W08 EQ  Mercedes M08 Lewis Hamilton
Valtteri Bottas
44

77

Inglaterra
Finlândia
Ferrari Ferrari SF70-H Ferrari 062 Sebastian Vettel
Kimi Raikkonen
5

7

Alemanha
Finlândia
Red Bull Renault-TAG Heuer RB13 Renault-TAG Heuer Daniel Ricciardo
Max Verstappen
3

33

Austrália
Holanda
Williams Mercedes FW40 Mercedes M08 EQ Power Felipe Massa
Lance Stroll
19

18

Brasil
Canadá
McLaren McLaren MCL32 Honda RA617H Fernando Alonso
Stoffel Vandoorne
14

2

Espanha
Bélgica
Force India  Force India/Mercedes VJM10 Mercedes M08 EQ Power Sérgio Perez
Esteban Ocon
11

31

México
França
Haas F1 Haas-Ferrari VF-17 Ferrari 062  Romain Grosjean
Kevin Magnussen
8

20

França
Dinamarca
Sauber Sauber/Ferrari C36 Ferrari 061 Marcus Ericsson
Pascal Wehrlein
9

94

 Suécia
Alemanha
Toro Rosso Toro Rosso/Ferrari  STR12 Renault R.E.17 Carlos Sainz Jr.
Daniil Kvyat
55

26

Espanha
Rússia
Renault Renault R.S.17 Renault R.E.12 Nico Hulkenberg
Jolyon Palmer
27

20

Alemanha
Inglaterra
Red Bull Mercedes

JMax Verstappen

Max Verstappen

Daniel Ricciardo

Daniel Ricciardo

Valtteri Bottas

Valtteri Bottas

Lewis Hamilton

Lewis Hamilton

Ferrari Haas

Sebastian Vettel

Sebastian Vettel

Kimi Raikkonen

Kimi Raikkonen

Romain Grosjean

Romain Grosjean

Kevin Magnussen

Kevin Magnussen

McLaren Sauber

Fernando Alonso

Fernando Alonso

StoffelVandoorne

Stoffel Vandoorne

Pascal Wehrlein

Pascal Wehrlein

Marcus Ericsson

Marcus Ericsson

Force India Williams

Sergio Pérez

Sergio Pérez

Esteban Ocon

Esteban Ocon

Lance Strol

Lance Strol

Felipe Massa

Felipe Massa

Toro Rosso  Renault

Daniil Kvyat

Daniil Kvyat

Carlos Sainz Jr.

Carlos Sainz Jr.

Nico Hulkenberg

Nico Hulkenberg

Jolyon Palmer

Jolyon Palmer