2016

Mercedes domina pelo terceiro ano consecutivo

A Mercedes conquistou o título de campeã dos construtores, quatro corridas antes do fim da temporada, e manteve, em 2016, o domínio da Fórmula 1, que assumiu em 2014, com a introdução dos motores híbridos. A equipe alemã, com sede na Inglaterra, totalizou 765 pontos, contra 462, da Red Bull, e 392 da Ferrari.

Nico Rosberg, da Mercedes, ganhou o seu primeiro título de piloto, na última corrida do ano. Com 9 vitórias, 16 pódios e um total de 385 pontos, com o 2º lugar nessa última etapa, em Abu Dhabi, superou o companheiro Lewis Hamilton, que venceu a prova e terminou o campeonato com 10 vitórias, 17 pódios e 380 pontos. Nico Rosberg foi o segundo piloto da F1 filho de um campeão mundial a repetir o feito do pai, Keke Rosberg, que obteve o título em 1982. O outro foi Damon Hill, campeão de 1997, filho de Graham Hill, bicampeão, em 1952 e 1968.

A de 2016 foi a 67ª temporada do Campeonato do Mundo de Fórmula 1,  promovido pela Federação Internacional de Automobilismo e da categoria mais alta do automobilismo. Esse foi o campeonato mais longo da história da categoria, com 21 Grandes Prêmios, que começaram no dia 20 de março, na Austrália e terminaram no dia 27 de novembro, em Abu Dhabi. O calendário se expandiu com a volta do GP da Alemanha e a introdução do GP da Europa, no circuito de rua de Baku, no Azerbaijão.

O número de equipes também aumentou para 11, com a entrada da escuderia Haas, dos Estados Unidos.  A fábrica francesa Renault voltou às pistas como equipe 4 anos depois de ter retirado e após comprar a Lotus. Com isso, o número de carros no grid subiu para 22.

A Haas F1 Team, formada pelo proprietário da NASCAR Sprint Cup Series Gene Haas, tornou-se a primeira equipe dos Estados Unidos da América a competir na F1, desde a Haas Lola, 1986. Ela foi equipada por unidades de potência da Ferrari, com um chassi desenvolvido pela fábrica italiana Dallara, que participou da Fórmula 1 pela última vez em 2010, como o fabricante do chassi para Hispânia (HRT). A Marussia, que entrou em liquidação judicial teve seu nome mudado por novos proprietários para Manor Racing MRT” e trocou os motores Ferrari de 2015 por um Mercedes 2016 spec. A Red Bull rompeu uma  parceria de 9 anos com  a Renault,  no final da temporada de 2015, sob alegação de falta de desempenho do Renault Energy-F1 2015. Mas continuou usando as unidades Renault, rebatizadas como TAG Heuer.

A Renault voltou à Fórmula 1 como uma equipe de fábrica, depois de ter comprado a Lotus da Genii Capital, grupo de capital de risco ao qual vendeu a mesma equipe em 2010 e forneceu motores até o final de 2014. A Sauber mudou de dono em julho, na semana anterior ao Grande Prêmio da Hungria, sendo comprada pela Longbow Finance, grupo do Reino Unido da área de investimentos financeiros. Apesar da venda e da aposentadoria do fundador da equipe Peter Sauber, o nome original foi mantido.

A Toro Rosso, não seguiu a líder do grupo e passou a usar unidades de energia da Ferrari, depois de a Renault deixar de fornecer a clientes, mas foi equipada com o modelo 060, de 2015.

Na “dança das cadeiras” dos pilotos, Romain Grosjean, que deixou a Lotus, no final da temporada de 2015, foi para a Haas e formou dupla com ex-piloto da Sauber Esteban Gutiérrez e que tinha passado uma temporada como piloto de teste e reserva da Ferrari.  Jolyon Palmer, campeão da GP2 de 2014, fez sua estreia em Melbourne com a Renault. Apesar de ter assinado um contrato com a Lotus para 2016, Pastor Maldonado deixou de correr pela Renault por falta de patrocinadores. Foi substituído por Kevin Magnussen, liberado pela McLaren.  A Manor contratou dois novatos: o campeão do DTM, o Pascal Wehrlein, e Rio Haryanto, que, com apoio do governo da Indonésia, se tornou o primeiro piloto indonésio a competir na Fórmula 1. Will Stevens e Roberto Merhi, que dirigiram para a Marussia, foram dispensados. Ambos se mudaram para o Campeonato Mundial de Endurance da FIA, com a Manor Motorsport, enquanto Alexander Rossi, que também correu para a equipe em 2015, passou a piloto de testes e reserva, antes de ingressar na IndyCar. No Grande Prêmio do Bahrein, Stoffel Vandoorne, campeão da GP2 e reserva da McLaren substituiu Fernando Alonso, que teve costela quebrada num choque com Esteban Gutierrez, na corrida anterior, na Austrália.

Daniil Kvyat e Max Verstappen trocaram lugares antes do Grande Prêmio da Espanha. O holandês foi promovido à Red Bull Racing e o russo voltou à Toro Rosso. Segundo a Red Bull, a troca teve como objetivo aliviar a pressão sobre o Kvyat, após críticas por seu papel em acidente na primeira volta no Grande Prêmio da Rússia e desfazer a tensão entre Verstappen e seu colega de equipe Carlos Sainz Jr., na Toro Rosso. O campeão de 2015 da GP3 e piloto de testes da Renault Esteban Ocon, a partir do Grande Prêmio da Bélgica, substituiu Rio Haryanto, que não teve apoio financeiro para continuar no grid.

A partir do fim de semana da corrida de Mônaco, a FIA permitiu que os pilotos passassem a escolher capacete alternativo para um GP por temporada, o que era proibido e ele obrigados a usar o mesmo design para torná-los mais reconhecíveis pelos espectadores e audiências de televisão.

Os carros passaram a ter uma válvula separada para os gases do escapamento, numa tentativa de aumentar o ruído dos carros, após as críticas, desde a introdução dos motores híbridos de 2014.

A FIA aumentou o número de tokens (fichas) para o desenvolvimento da unidade de potência em 2016. Inicialmente, os fabricantes foram autorizados a usar 15 tokens na temporada, mas o número foi aumentado para 32, o mesmo número que em 2014, a fim de permitir que a Renault e a Honda pudessem melhorar o seu desenvolvimento. Essa decisão permitiu ainda o desenvolvimento de peças que estavam congeladas, o cárter superior e inferior, o acionamento da válvula, a cambota, o sistema de válvulas de ar e as unidades auxiliares. A partir de 2016, o número de testes de pré-temporada foi reduzido de três para dois.

A Pirelli, que continuou a ser a única fornecedora de pneus, introduziu um quinto composto para pista seca, o ultramacio. A fábrica aumentou a oferta de pneus, levando para as corridas três compostos secos, em vez de dois. Os compostos eram anunciados duas semanas antes de cada evento. Os pilotos podiam escolher dois desses compostos e um terceiro, o mais suave deveriam ser usados no Q3. Os pilotos selecionavam os dez conjuntos restantes e entre os três compostos, dois de pneus para pista seca deveriam ser usados durante a corrida. Os compostos empregados na Q2 deveriam ser usados na largada para a corrida.

Os comissários passaram a ter maior controle sobre os limites da pista e os pilotos obrigados a respeitar as linhas brancas das extremidades de limites de pista. A ultrapassagem desses limites com as quatro rodas era passível de pena de 5 segundos no pit. A mudança foi introduzida depois que uma investigação da Pirelli sobre estouro de pneus de Sebastian Vettel, em alta velocidade, Grande Prêmio Belga de 2015 concluiu que as saídas da pista tinham sido um fator significativo do incidente. Qualquer piloto que fizesse com que o início da corrida fosse abortado era obrigado a sair do pit lane na relargada.

O Safety Car Virtual passou a ser utilizado também nas sessões de treinos.  para evitar o uso desnecessário de sinalizadores vermelhos e interrupção da sessão. As regras para uso do sistema de redução de arrasto, o DRS, que é desativado nos períodos de Safety Car Virtual, foram também alteradas e os sistema só era reativado duas voltas depois da saída do SCV.

O processo de classificação foi modificado duas semanas antes do início da temporada, com introdução de eliminação progressiva nos três períodos. Porém, devido à crítica geral, nas rodadas iniciais, no GP da China voltou-se ao sistema anterior.

Na sequência de uma série de penalidades nos Grandes Prémios da Inglaterra e da Hungria e do prolongado debate sobre a aplicação das regras, a FIA atenuou as restrições à comunicação pelo rádio introduzidas no início da temporada. A partir do Grande Prêmio da Alemanha, as limitações passaram a ser aplicadas apenas na volta de formação. Em contrapartida, foi proibido o auxílio da equipe ao piloto no procedimento de largada.

Para a concessão da superlicença a novos pilotos, a FIA passou a exigir a idade mínima de 18 anos e a participação em 80% de duas temporadas com a obtenção de pontos em categorias inferiores. As mudanças foram causadas pela controvérsia criada pela admissão de Max Verstappen, que conseguiu a superlicença aos 16, depois de apena sum ano na GP2 europeia.

Eis os números do campeonato de 2016, um balanço da Radio e Televisão Portuguesa:

VITÓRIAS EM  2016
PILOTOS EQUIPES
Lewis Hamilton 10 Mercedes 19
Nico Rosberg 9 Red Bull 2
Max Verstappen 1
Daniel Ricciardo 1

 

VOLTAS MAIS RÁPIDAS DE 2016
PILOTOS EQUIPES
Nico Rosberg 6 Mercedes 9
Daniel Ricciardo 4 Red Bull 5
Lewis Hamilton 3 Ferrari 4
Sebastian Vettel 3 Force India 1
Daniil Kvyat 1 McLaren 1
Nico Hulkenberg 1 Toro Rosso 1
Kimi Raikkonen 1
Fernando Alonso 1
Max Verstappen 1

 

PÓDIOS
PILOTOS EQUIPES
Lewis Hamilton 17 Mercedes 33
Nico Rosberg 16 Red Bull 15
Sebastian Vettel 8 Ferrari 12
Daniel Ricciardo 7 Force India 2
Max Verstappen 7 Williams 1
Kimi Raikkonnen 4
Sergio Perez 2
Valtteri Bottas 1
Daniil Kvyat 1

 

POLE  POSITIONS DE 2016
PILOTOS EQUIPES
Lewis Hamilton 12 Mercedes 20
Nico Rosberg 8 Red Bull 1
Daniel Ricciardo 1
PRIMEIRAS FILAS DE 2016
PILOTOS EQUIPES
Nico Rosberg 20 Mercedes 35
Lewis Hamilton 15 Red Bull 5
Daniel Ricciardo 4 Force India 1
Valtteri Bottas 1 Williams 1
Nico Hulkenberg 1
Max Verstappen 1

 

Classificações na equipe
Valtteri Bottas 17 Felipe Massa 4 Williams
Pascal Wehrlein 9 Rio Haryanto 3 Manor GP
Pascal Wehrlein 7 Esteban Oco 2 Manor GP
Daniel Ricciardo 4 Daniil Kvyat 0 Red Bull
Daniel Ricciardo 11 Max Verstappen 6 Red Bull
Fernando Alonso 15 Jenson Button 5 McLaren
Stoffel Vandoorne 1 Jenson Button 0 McLaren
Carlos Sainz Jnr 12 Daniil Kvyat 6 Toro Rosso
Carlos Sainz Jnr 1 Max Verstappen 3 Toro Rosso
Kevin Magnussen 12 Jolyon Palmer 9 Renault
Marcus Ericsson 12 Felipe Nasr 9 Sauber
Romain Grosjean 12 Esteban Gutierrez 9 Haas GP
Lewis Hamilton 12 Nico Rosberg 9 Mercedes
Kimi Raikkonen 11 Sebastian Vettel 10 Ferrari
Nico Hulkenberg 11 Sergio Perez 10 Force India

* Lewis Hamilton – 60ª pole da carreira. Está a 5 poles de igualar Ayrton Senna como 2º piloto com mais poles.

* Mercedes – 72ª pole position, a 5ª escuderia com mais poles

* Mercedes conquistou a sua 48ª primeira fila completa no grid.

* Mercedes obteve 47 primeiras filas completas de 57 possíveis.

* Motores Mercedes: 155ª pole da história. Mais na frente só Ferrari 209 e Renault 213.

* Lewis esteve na 1ª fila por 104 vezes, menos apenas de Schumacher, 116.

 

PIT STOPS MAIS RÁPIDOS
PILOTO EQUIPE PIT
Felipe Massa Williams 8
Lewis Hamilton Mercedes 4
Valtteri Bottas Williams 3
Nico Rosberg Mercedes 3
Sebastian Vettel Ferrari 1
Sergio Perez Force India 1
Max Verstappen Red Bull 1

 

 

VOLTAS NA LIDERANÇA  EM 2016
PILOTOS EQUIPES
Lewis Hamilton 566 (45%) Mercedes 1054
Nico Rosberg 488 (38%) Red Bull 116
Sebastian Vettel 91 Ferrari 98
Daniel Ricciardo 74
Max Verstappen 42
Kimi Raikkonen 7

 

 

ABANDONOS
MECANICOS   55
PILOTOS EQUIPES
Daniil Kvyat 6 Toro Rosso 8
Jenson Button 5 McLaren 8
Jolyon Palmer 4 Renault 8
Esteban Gutierrez 4 Haas 6
Kevin Magnussen 4 Sauber 6
Fernando Alonso 3 Williams 5
Felipe Massa 3 Ferrari 4
Marcus Ericsson 3 Force India 4
Nico Hulkenberg 3 Manor GP 3
Felipe Nasr 3 Red Bull 2
Romain Grosjean 2 Mercedes 1
Carlos Sainz 2
Sebastian Vettel 2
Pascal Wherlein 2
Max Verstappen 2
Kimi Raikkonen 2
Valtteri Bottas 2
Ryo Harianto 1
Sergio Perez 1
Lewis Hamilton 1

 

ACIDENTES/RODADAS 30
PILOTOS EQUIPES
Pascal Wehrlein 3 Manor GP 5
Romain Grosjean 3 Renault 4
Rto Haryanto 2 Ferrari 4
Kevin Magnussen 2 Haas 4
Nico Hulkenberg 2 Sauber 3
Sebastian Vettel 2 Mercedes 2
Marcus Ericsson 2 McLaren 2
Kimi Raikkonen 2 Force India 2
Jolyon Palmer 2 Toro Rosso 2
Fernando Alonso 1 Red Bull 1
Esteban Gutierrez 1 Williams 1
Lewis Hamilton 1
Nico Rosberg 1
Felipe Nasr 1
Max Verstappen 1
Daniil Kvyat 1
Jenson Button 1
Felipe Massa 1
Carlos Sainz 1
TOTAL DE ABANDONOS EM 2016      85
PILOTOS EQUIPES
Daniil Kvyat 7 Renault 11
Jenson Button 6 Toro Rosso 11
Jolyon Palmer 6 Haas 10
Pascal Wehrlein 5 McLaren 9
Nico Hulkenberg 5 Sauber 9
Marcus Ericsson 5 Manor GP 8
Romain Grosjean 5 Ferrari 8
Esteban Gutierrez 5 Williams 7
Kevin Magnussen 5 Force India 6
Fernando Alonso 4 Mercedes 3
Sebastian Vettel 4 Red Bull 3
Felipe Nasr 4
Felipe Massa 4
Kimi Raikkonen 4
Carlos Sainz 4
Ryo Harianto 3
Max Verstappen 3
Lewis Hamilton 2
Valtteri Bottas 2
Nico Rosberg 1
Sergio Perez 1

 

ABANDONOS POR PILOTO
TOTAL ACIDENTE MECÂNICO
Daniil Kvyat 7 1 6
Jolyon Palmer 6 2 4
Kevin Magnussen 6 2 4
Jenson Button 6 1 5
Pascal Wehrlein 5 3 2
Romain Grosjean 5 3 2
Marcus Ericsson 5 2 3
Nico Hulkenberg 5 2 3
Esteban Gutierrez 5 1 4
Sebastian Vettel 4 2 2
Kimi Raikkonen 4 2 2
Fernando Alonso 4 1 3
Felipe Massa 4 1 3
Felipe Nasr 4 1 3
Ryo Harianto 3 2 1
Carlos Sainz 3 1 2
Max Verstappen 3 1 2
Valtteri Bottas 2 0 2
Lewis Hamilton 2 1 1
Nico Rosberg 1 1 0
Sergio Perez 1 0 1
Daniel Ricciardo 0 0 0

Classificação Pilotos

1º – Nico Rosberg – 385

2º – Lewis Hamilton – 380

3º – Daniel Ricciardo – 256

4º – Sebastian Vettel – 212

5º – Max Verstappen – 204

6º – Kimi Raikkonen – 186

7º – Sergio Perez – 101

8º – Valtteri Bottas – 85

9º – Nico Hulkenberg – 72

10º – Fernando Alonso – 54

11º – Felipe Massa – 53

12º – Carlos Sainz Jr. – 46

13º – Romain Grosjean – 29

14º – Daniil Kvyat – 25

15º – Jenson Button – 21

16º – Kevin Magnussen – 7

17º – Felipe Nasr – 2

18º  – Jolyon Palmer – 1

19º – Pascal Wehrlein – 1

20º – Stoffel Vandoorne – 1

21º – Esteban Gutiérrez – 0

22º – Marcus Ericsson – 0

23º – Esteban Ocon – 0

24º – Rio Haryanto  -0

 

Classificação de Equipes

1º Mercedes 765
2º Red Bull 468
3º Ferrari 398
4º Force India 173
5º Williams 138
6º McLaren 76
7º Toro Rosso 63
8º Haas 29
9º Renault 8
10º Sauber 2
11º Manor 1

Temporada teve 866 ultrapassagens

Segundo balanço divulgado pela Pirelli, a temporada de 2016 da F1 teve 866 ultrapassagens, com média de 41,2 em cada uma das 21 corridas.

O maior número de ultrapassagens em pista seca foi no GP da China, 128. O maior número em pista molhada  foi no Brasil, 64. E o menor número em pista seca foi na Hungria, 10.

O piloto com mais ultrapassagens foi Max Verstappen, com 78. E o piloto com mais manobras de ultrapassagem numa só corrida foi Hamilton, 18, na China.

O piloto que fez mais ultrapassagem na primeira volta foi Fernando Alonso, 41.

A equipe que fez mais ultrapassagens, a Red Bull, 136, sendo 61 por Daniel Ricciardo; 60 por Max Verstappen e 15 por Daniel Kvyat.

A equipe menos ultrapassada foi a Mercedes, 7 vezes, 4 de Rosberg e 3 de Hamilton.

A ultrapassagem é contada quando ocorre em duas voltas completas e é mantida até a chegada à linha de partida. As trocas de posição por problemas mecânicos não são contadas.

O número total de pit stops durante a temporada foi de 933, com média de 44,4 por corrida e 2,01 por piloto. O maior número de paradas nos boxes oi na Rússia, 26.

A corrida mais demorada foi o GP do Brasil: 2h03m01s335. A mais curta foi o GP da Itália, 1h17m28s089. A prova mais rápida foi o o GP da Itália, com a velocidade média de 237,558 km/, de Nico Rosberg. O maior  número de voltas mais rápidas: Lewis Hamilton, 15 (3 em corridas e 12 em classificação).

Durante a temporada foram usados 42.792 pneus, dos quais 38.112 em corridas e 4.680, em testes. Do total de pneus, 28.188 foram slicks e 14.604, intermediários ou de chuva.

O Campeonato de 2016, o 67º da história da Fórmula 1, começou uma  temporada de grandes mudanças na categoria. Houve novidades em quase todos os setores da competição promovida pela Federação Internacional de Automobilismo. Pela primeira vez, o calendário tem 21 corridas, com a volta do GP da Europa, no Azerbaijão, e do GP da Alemanha, que não foi disputado no ano passado. O número de equipes aumentou com a entrada da norte-americana Haas e a Renault volta ao grid, substituindo a Lotus. A Pirelli acrescentou mais um composto, o ultramacio, na sua gama de pneus.

Calendário

Etapa

Data

Corrida

Local

Vencedor

Tempo

1

20/03

GP da Austrália

Melbourne  Nico Rosberg  1h48m15s565

2

03/04

GP do Bahrein

Sakhir  Nico Rosberg  1h33m44s978

3

17/04

GP da China

Xangai  Nico Rosberg 1h38m53s891

4

01/05

GP da Rússia

Sochi  Nico Rosberg 1h32m41s997

5

15/05

GP da Espanha

Barcelona  Max Verstappen  1h41m40s017

6

29/05

GP da Mônaco

Monte Carlo  Lewis Hamilton 1h59m29s133

7

12/06

GP do Canadá

Montreal  Lewis Hamilton 1h31m05s296

8

19/06

GP da Europa

Baku  Nico Rosberg  1h32m52s366

9

03/07

GP da Áustria

Spielberg  Lewis Hamilton  1h27m38s107

10

10/07

GP da Inglaterra

Silverstone  Lewis Hamilton 1h34m55s831

11

24/07

GP da Hungria

Budapeste  Lewis Hamilton  1h40m30s115

12

31/07

GP da Alemanha

Hockenheim  Lewis Hamilton 1h30m44s200

13

28/08

GP de Bélgica

Spa-Francorchamps  Nico Rosberg 1h44m51s058

14

04/09

GP da Itália

Monza  Nico Rosberg 1h17m28s089

15

18/09

GP de Cingapura

Marina Bay Nico Rosberg 1h55m48s950

16

02/10

GP da Malásia

Kuala Lumpur Daniel Ricciardo 1h37m12s776

17

09/10

GP do Japão

Suzuka Nico Rosberg 1h26m43s333

18

23/10

GP dos EUA

Austin Lewis Hamilton 1h38m12s618

19

30/10

GP do México

Hermanos Rodriguez Lewis Hamilton 1h40m31s402

20

13/11

GP do Brasil

Interlagos Lewis Hamilton 3h01m01s335

21

27/11

GP de Abu Dhabi

Yas Marina Lewis Hamilton 1h38m04s013

 Classificação

A mais surpreendente  mudança da Fórmula 1, que seria a do formato da classificação para a corrida não se concretizou. O sistema  chamado jocosamente de “dança das cadeiras” foi usado nos GPs da Austrália e do Bahrein, mas depois abandonado, a partir do GP da China. No formato imposto pela FIA para dar mais emoção ao fim de semana de corridas, após 7 minutos da Q1, os seis carros mais lentos iam sendo eliminados após após 8m30s, 10m0s, 13m0s e 14m30s, ficando apenas 16 carros para continuar. Na Q2, seis minutos depois da iniciada a sessão, o piloto mais lento era eliminado e os demais após 7m30s, 9m0s, 10m30s, 12m0s e 13m30s. Os oito pilotos restantes disputavam a Q3, as eliminações se davam aos 5m, 6m30s, 8m0s, 11m0s e 12m30s.  Os dois restantes disputavam a pole position.

O formato foi abandonado porque nas duas primeiras sessões provocava alguma emoção, pela disputa por uma vaga na etapa seguinte, mas na última fase, para poupar pneus, os pilotos apenas marcavam presença na pista e a pole acaba sendo decidida 4 ou 5 minutos antes do tempo regulamentar. Diante das reclamações das equipes, dos pilotos e do público em geral, a FIA propôs uma outra mudança, mantendo a formato das Q1 e Q2 e voltando ao sistema antigo na Q3, mas a proposta foi recusada e, por unanimidade, se decidiu retornar ao formato usado desde 2005 a 2015.  

Calendário/grid

• Pela primeira vez o calendário da F1 terá 21 corridas, com a inclusão do Azerbaijão, que promoverá o Grande Prêmio da Europa, e a volta do GP da Alemanha, no circuito de Hockenheim. O Grande Prêmio da Malásia, que era realizado nos primeiros meses do ano, desde 2001, passa a ser disputado no dia 2 de outubro, uma semana antes do GP do Japão, marcado para o dia 9. O GP da Rússia, ao contrário, foi antecipado de outubro para 1º de maio, a quarta corrida da temporada.
• O grid também será ampliado para 22 carros, com a entrada da norte-americana Haas F1 Team, de uma nova equipe, a Renault, que volta às pistas como construtora, no lugar da Lotus e com a Manor na vaga da Marussia. A Haas, que disputa a NASCAR dos EUA e é a primeira equipe norte-americana a participar da F1, desde a saída da Lola, em 1986, vai usar motores da Ferrari e chassi desenvolvido pela fábrica italiana Dallara. A Manor trocou os motores Ferrari, que seriam os de 2015, pelos Mercedes de 2016.
• A Red Bull, que pretendia romper com a Renault, mas não encontrou quem lhe fornecesse motores, continua com a fábrica francesa, mas com as unidades de potência rebatizadas como Renault-TAG Heuer.
• A Scuderia Toro Rosso volta a usar as unidades de energia Ferrari, como até 2013, depois que a Renault anunciou que deixaria de fornecer motores de clientes. A equipe da fábrica de energéticos Red Bull usa o motor 059/4 que equipou a Ferrari em 2015

Trocas e estreias

• Romain Grosjean, que deixou a Lotus no final de 2015, foi contratado pela Haas e fará dupla com Esteban Gutierrez, ex-piloto da Sauber e reserva do Ferrari.
• Outros três pilotos fazem a sua estreia na F1: o inglês Jolyon Palmer, campeão da GP2 de 2014 faz dupla na Renault com o dinamarquês Kevin Magnussen, dispensado pela McLaren, no ano passado; o indonésio Rio Haryanto, 4º colocado na GP de 2015, com apoio oficial do governo do sue país, ganhou uma vaga na Manor, que também contratou o novato oriundo da Mercedes, Pascal Wehrlein,campeão de turismo na Alemanha. .
• Pastor Maldonado deixou a Fórmula após ter perdido o patrocínio da PDVSA (Petróleo da Venezuela S.A,), enquanto Will Stevens, Roberto Merhi e Alexander Rossi, que em 2015 correram pela Marussia, perderam a disputa por um assento na Manor.

Regulamento

• A mudança dos regulamentos técnicos determina que os carros deverão ter uma válvula de descarga separada para os gases do escapamento, em uma tentativa de aumentar o ruído dos carros.
o No regulamento técnico, o número de tokens de desenvolvimento de unidade de potência permitidos durante o campeonato serão distribuídos da seguinte forma sobre as próximas temporadas:

2016-32
2017-25
2018-20
2019-15

• Qualquer novo fabricante de motor receberá 15 fichas no seu primeiro ano, e 32 no segundo. As áreas acolchoadas ao redor da cabeça do piloto serão aumentadas de espessura para maior segurança.
• A FIA aumentou para 32. O mesmo de 2014, o número de fichas para atualização da unidade de energia em 2016, para permitir que fabricantes como Renault e Honda possam melhorar o seu desenvolvimento. Esta decisão também permite um maior desenvolvimento em peças que foram inicialmente planejadas para serem fechadas, incluindo o cárter superior e inferior, unidade de válvula, virabrequim, sistema de ar válvula e auxiliares de unidade.
• A partir de 2016, o número de testes de pré-temporada foi reduzido de três para dois.
• Os comissários têm maiores poderes na aplicação de limites de pista. Todos os pilotos deverão ficar entre as linhas brancas que marcam as bordas do circuito, exceto em casos de erro de do piloto. A alteração foi introduzida após uma investigação da ter concluído que as saídas da pista tinham sido fator significativo do estouro do pneu de Sebastian Vettel no final do GP da Bélgica de 2105.
• Qualquer piloto que faça abortar a largada terá de iniciar a corrida da pit lane
• Está proibida a comunicação pelo rádio, entre a equipe e o piloto, durante a corrida.
• O Safety Car Virtual (VSC) agora pode ser usado em sessões de treinos, bem como em corridas, a fim de reduzir os tempos de parada, enquanto o DRS irá ser reativado imediatamente após um período de VSC
• vermelhas e paralisações de sessão.

Pneus

• A Pirelli oferece um quinto composto de pneus, o ultramacio, roxo, disponível para circuitos de rua. Com esse novo composto Sebastian Vettel fez o melhor tempo dos quatro dias de testes da pré-temporada, em Barcelona entre 22 e 25 de fevereiro. A fábrica também leva para as corridas três compostos para pista seca, em vez de dois, anunciados duas semanas antes da prova.
• A Pirelli indicará dois desses compostos e os pilotos que passarem ao Q3 poderão escolher um terceiro de sua preferência, geralmente o mais macio disponível. Os pilotos compõem o restante dos dez conjuntos entre os três compostos e devem usar pelo menos um dos dois indicados pela Pirelli entre os dois conjuntos de pista seca escolherem.

Equipes

 

Nomes oficiais

País

Base

Scuderia Ferrari

Itália

Maranelo – Itália

Mercedes AMG Petronas Formula 1

Alemanha

Brackley – Inglaterra

Red Bull Racing

Red Bull Racing

Milton Keynes – Inglaterra

Williams Martini Racing

Inglaterra

Inglaterra

Scuderia Toro Rosso

Itália

Faenza – Itália

Sauber F1 Team

Suíça

Hinwil – Suíça

Renault Sport Formula One Team

França

Enstone – Inglaterra

Manor Racing MRT

Inglaterra

Banbury – Inglaterra

Haas F1 Team

EUA

Kannapolis – EUA

Sahara Force India Formula One Team

India

Silverstone – Inglaterra

McLaren Honda Formula 1 Team

Inglaterra

Woking – Inglaterra

 

Equipe

Construtor

Chassi

Motor

Pilotos

País

Mercedes Mercedes W07 Hibrido PU106C – Hibrido Lewis Hamilton
Nico Rosberg

44
6

Inglaterra
Alemanha
Ferrari Ferrari SF16-H Ferrari 059/5 Sebastian Vettel
Kimi Raikkonen

5
7

Alemanha
Finlândia
Red Bull Renault-TAG Heuer RB12 Renault-TAG Heuer Daniel Ricciardo
Daniil Kvyat

3
26

Austrália
Rússia
Williams Mercedes FW38 PU106C-Hibrido Felipe Massa
Valtteri Bottas

19
77

Brasil
Finlândia
McLaren McLaren-Honda MP4-31 Honda RA616H Fernando Alonso
Jenson Button

14
22

Espanha
Inglaterra
Force India Force India/Mercedes VJM09 Mercedes PU106C-Hibrido Sérgio Perez
Nico Hulkenberg

11
27

México
Alemanha
Haas F1 Haas-Ferrari VF-16 Ferrari 059/5 Romain Grosjean
Esteban Gutierrez

8
21

França
México
Sauber Sauber/Ferrari C35 Ferrari 059/5 Marcus Ericsson
Felipe Nasr

9
12

Suécia
Brasil
Toro Rosso Toro Rosso/Ferrari STR11 Ferrari 059/5 Max Verstappen
Carlos Sainz Jr.

33
55

Holanda
Espanha
Renault Renault RS16 Renault RE12 Kevin Magnussen
Jolyon Palmer

20
30

Dinamarca
Inglaterra
Manor MRT-Mercedes MRT05 Mercedes PU106C Hibrido Rio Haryanto
Pascal Wehrlein

88
94

Indonésia
Alemanha

Participantes

Red Bull Mercedes
Daniil Kvyat
Daniil Kvyat
Daniel Ricciardo
Daniel Ricciardo
Nico Rosberg
Nico Rosberg
Lewis Hamilton
Lewis Hamilton
Ferrari Renault
Sebastian Vettel
Sebastian Vettel
Kimi Raikkonen
Kimi Raikkonen
Magnussen
Kevin Magnussen
Palmer
Jolyon Palmer
McLaren Sauber
Fernando Alonso
Fernando Alonso
Jenson Button
Jenson Button
Felipe Nasr
Felipe Nasr
Marcus Ericsson
Marcus Ericsson
Force India Williams
Sergio Pérez
Sergio Pérez
Nico Hulkenberg
Nico Hulkenberg
Valtteri Botts
Valtteri Bottas
Massa
Felipe Massa
Toro Rosso  Manor
JMax Verstappen
Max Verstappen
Carlos Sainz Jr.
Carlos Sainz Jr.
Haryanto
Rio Haryanto
Wehrlein
Pascal Wehrlein
                                                                                                Haas
Grosjean
Gutierrez

Romain Grosjean                                                                                               Esteban Gutiérrez

 

Pré-temporada 2016

Ferrari foi a mais rápida, mas a Mercedes mais confiável

 

Embora a Ferrari tenha liderado na cronometragem seis dos oito dias de treinos da pré-temporada no circuito de Barcelona, segundo assinala Reginaldo Leme  no seu blog Sinal Verde, a Mercedes foi a equipe que “conseguiu treinar mais, a que menos problemas  enfrentou e, portanto, alcançou o objetivo de cumprir toda a programação de testes”. Segundo o site motorsport.com, os fãs da Ferrari não podem ter entusiasmo excessivo: o SF16-H , “é certamente um carro bem nascido, que reduziu a diferença em relação aos Flechas de Prata, mas ainda não parece capaz de ultrapassar o W07 Hibrido, da Mercedes”.

Durante os oito dias de treinos a Mercedes percorreu 6.029 quilômetros, equivalentes a 27 GPs, e quase o dobro da distância de quase todas as outras equipes, exceto a Toro Rosso, que aproveitou muito bem o período e alcançou 4.538 quilômetros. Ainda segundo Reginaldo Leme, “se a gente levar em conta que nos treinos livres cada equipe faz diferentes tipos de testes e nenhuma sabe exatamente o que as outras estão testando, mais importante do que a marca conseguida na cronometragem é a quilometragem percorrida”. Só nos últimos quatro dias, a  Mercedes acumulou 619 voltas, revelando que a confiabilidade é um dos seus porta-estandartes.  Atrás dela, como surpresa, ficou a Toro Rosso, com 602 voltas, enquanto a Ferrari ficou bem longe, com apenas 501. A Williams completou 479 voltas e a outra surpresa foi o MP4-31, da McLaren, que, depois de desistir da filosofia do “tamanho zero” conseguiu dar 453 voltas.

A Toro Rosso com Carlos Sainz, mostrou que STR11 pode ter a ambição disputar o quinto lugar no campeonato dos construtores.  A unidade de potência da Ferrari de 2015 e a aerodinâmica sofisticada  é uma combinação que pode dar grande satisfação à equipe liderada por Franz Tost.

 

Os números da pré-temporada foram estes:

 

TESTES

Posição

Piloto

Equipe

Tempo

Voltas

DIA 1
1 Vettel Ferrari 1m24.939s    69
2 Hamilton Mercedes 1m25.409s  156
3 Ricciardo Red Bull 1m26.044s    87
4 Bottas Williams 1m26.091s    80
5 Celis Force India 1m26.298s    58
6 Button McLaren 1m26.735s    84
7 Sainz Toro Rosso 1m27.180s    55
8 Ericsson Sauber 1m27.555s    88
9 Wehrlein Manor 1m28.292s    54
10 Grosjean Haas 1m28.399s    31
11 Palmer Renault 1m29.356s    37
 DIA 2
1 Vettel Ferrari 1m22.810s  126
2 Ricciardo Red Bull 1m23.525s  112
3 Perez Force India 1m23.650s  101
4 Rosberg Mercedes 1m24.867s  172
5 Ericsson Sauber 1m25.237s  108
6 Gutierrez Haas 1m25.524s    79
7 Bottas Williams 1m25.648s  134
8 Wehrlein Manor 1m25.925s    71
9 Alonso McLaren 1m26.082s  119
10 Palmer Renault 1m26.189s    42
11 Verstappen Toro Rosso 1m26.539s  121
 DIA 3
1 Hulkenberg Force India 1m23.110s    99
2 Grosjean Haas 1m25.874s    82
3 Raikkonen Ferrari 1m25.977s    78
4 Magnussen Renault 1m26.014s  111
5 Rosberg Mercedes 1m26.084s    74
6 Sainz Toro Rosso 1m26.239s  161
7 Nasr Sauber 1m26.392s  115
8 Hamilton Mercedes 1m26.421s    88
9 Kvyat Red Bull 1m26.497s    74
10 Massa Williams 1m26.712s  109
11 Button McLaren 1m26.919s    51
12 Haryanto Manor 1m28.249s    78
 DIA 4
1 Raikkonen Ferrari 1m23.477s   80
2 Kvyat Red Bull 1m24.293s   96
3 Celis Force India 1m24.840s   75
4 Magnussen Renault 1m25.263s  153
5 Verstappen Toro Rosso 1m25.393s  110
6 Nasr Sauber 1m26.053s  121
7 Rosberg Mercedes 1m26.187s   86
8 Hamilton Mercedes 1m26.295s   99
9 Massa Williams 1m26.483s   54
10 Gutierrez Haas 1m27.802s   89
11 Haryanto Manor 1m28.266s   51
Alonso McLaren No time    3
 DIA 5
1 Rosberg Mercedes 1m23.022s   82
2 Bottas Williams 1m23.229s  123
3 Alonso McLaren 1m24.735s   93
4 Raikkonen Ferrari 1m24.836s   72
5 Kvyat Red Bull 1m25.049s   69
6 Hamilton Mercedes 1m25.051s   90
7 Verstappen Toro Rosso 1m25.176s  144
8 Hulkenberg Force India 1m25.336s  121
9 Nasr Sauber 1m25.493s  103
10 Magnussen Renault 1m25.760s  119
11 Gutierrez Haas 1m26.661s   23
12 Haryanto Manor 1m27.625s   45
 DIA 6
1 Bottas Williams 1m23.261s  108
2 Hamilton Mercedes 1m23.622s   73
3 Magnussen Renault 1m23.933s  126
4 Vettel Ferrari 1m24.611s  151
5 Button McLaren 1m25.183s  121
6 Ricciardo Red Bull 1m25.235s  135
7 Sainz Toro Rosso 1m25.300s  166
8 Perez Force India 1m25.593s  128
9 Rosberg Mercedes 1m26.298s   91
10 Wehrlein Manor 1m27.064s   79
11 Ericsson Sauber 1m27.487s   55
Gutierrez Haas No time    1
 DIA 7
1 Raikkonen Ferrari 1m22.765s  136
2 Massa Williams 1m23.193s  119
3 Hulkenberg Force India 1m23.251s  137
4 Verstappen Toro Rosso 1m23.382s  159
5 Rosberg Mercedes 1m24.126s   81
6 Nasr Sauber 1m24.760s  116
7 Alonso McLaren 1m24.870s  118
8 Wehrlein Manor 1m24.913s   48
9 Kvyat Red Bull 1m25.141s  121
10 Palmer Renault 1m26.224s   98
11 Hamilton Mercedes 1m26.488s   63
12 Grosjean Haas 1m27.196s   78
 DIA 8
1 Vettel Ferrari 1m22.852s  142
2 Sainz Toro Rosso 1m23.134s  133
3 Massa Williams 1m23.644s  129
4 Perez Force India 1m23.721s   60
5 Hamilton Mercedes 1m24.133s   69
6 Ricciardo Red Bull 1m24.427s  123
7 Button McLaren 1m24.714s  121
8 Palmer Renault 1m24.859s   90
9 Ericsson Sauber 1m25.031  132
10 Grosjean Haas 1m25.255s   66
11 Gutierrez Haas 1m25.422s   25
12 Haryanto Manor 1m25.899s   58
13 Rosberg Mercedes 1m26.140s   70
 PILOTOS

POS.

PILOTO

EQUIPE

VOLTAS

TEMPO

DIA

1 Raikkonen Ferrari

366

1:22.765

7

2 Vettel Ferrari

488

1:22.810

2

3 Rosberg Mercedes

656

1:23.022

5

4 Hulkenberg Force India

357

1:23.110

3

5 Sainz Toro Rosso

515

1:23.134

8

6 Massa Williams

411

1:23.193

7

7 Bottas Williams

445

1:23.229

5

8 Verstappen Toro Rosso

534

1:23.382

7

9 Ricciardo Red Bull

457

1:23.525

2

10 Hamilton Mercedes

638

1:23.622

6

11 Perez Force India

289

1:23.650

2

12 Magnussen Renault

509

1:23.933

6

13 Kvyat Red Bull

360

1:24.293

4

14 Button McLaren

377

1:24.714

8

15 Alonso McLaren

333

1:24.735

5

16 Nasr Sauber

455

1:24.760

7

17 Celis Force India

133

1:24.840

4

18 Palmer Renault

267

1:24.859

8

19 Wehrlein Manor

252

1:24.913

7

20 Ericsson Sauber

383

1:25.031

8

22 Grosjean Haas

257

1:25.255

8

23 Gutierrez Haas

217

1:25.422

8

24 Haryanto Manor

232

1:25.899

8

 EQUIPES

EQUIPE

VOLTAS

TEMPO

DIA

Ferrari

854

1:22.765

7

Mercedes

1294

1:23.022

5

Force India

779

1:23.110

3

Toro Rosso

1049

1:23.134

8

Williams

856

1:23.193

7

Red Bull

817

1:23.525

2

Renault

776

1:23.933

6

McLaren

710

1:24.714

8

Sauber

838

1:24.760

7

Manor

484

1:24.913

7

Haas

474

1:25.255

8

  MOTOR

MOTOR

VOLTAS

TEMPO

DIA

Ferrari

3215

1:22.765

7

Mercedes

3413

1:23.022

5

Renault

1593

1:23.525

2

Honda

710

1:24.714

8