2014

Uma revolução na Fórmula 1

O Campeonato da Fórmula 1 de 2014, o 65º promovido pela Federação Internacional de Automobilismo, marcou o início de uma nova fase, uma verdadeira revolução na história da Fórmula 1, a principal categoria mundial dos esportes motorizados. Várias mudanças implementadas nos regulamentos técnico e esportivo e as alterações nos equipamentos e no elenco das equipes deram o tom e o som aos 19 Grandes Prêmios do calendário da temporada, começando no dia 16 de março, na Austrália, e terminando no dia 23 de novembro, em Abu Dhabi.

A mudança mais impactante é a volta dos motores turbo, banidos em 1988. Os motores 1.6, V6, turbo substituíram os 2.4, V8, aspirados, usados desde 2006. O equipamento faz parte de uma Unidade de Energia, que inclui o ERS, sistema formado por duas unidades de recuperação de energia, uma delas o KERS, implantado em 2009, abandonado em 2010 e liberado como opcional em 2011. Os novos motores foram  fornecidos pela Ferrari, Mercedes e Renault, conforme quadro abaixo. A fábrica inglesa Cosworth, que equipou equipes da F1 entre 1963 e 2006 e tinha voltado à F1 em 2010, deixou definitivamente a categoria. A Marussia, que usava os motores da fábrica britânica desde 2003, passou a ser cliente da Ferrari. A Toro Rosso rompeu um acordo de 7 anos coma Ferrari e passou a usar as unidades de potência da Renault e a Williams fez o caminho inverso e trocou a fábrica francesa pela Ferrari.

No regulamento técnico da FIA, além dos motores, as principais novidades foram o rebaixamento do nariz do carro, para evitar que eles “voassem” num choque com a traseira de outro; a inclusão de uma 8ª marcha e a definição prévia da relação a ser usada por piloto durante todo o campeonato; o aumento do peso do carro para 691 kg; o limite de 100 kg de combustível por prova. No regulamento técnico, as inovações mais importantes foram a escolha do número pelo piloto; a criação de novas penalidades, uma “carteira de pontos” por punição e o limite de 5 motores ou elementos da unidade de potência, por piloto, durante toda a temporada. As trocas foram punidas com perda de posição no grid, segundo uma tabela criada pela FIA.

O calendário de corridas foi alterado, com o cancelamento dos GPs da Índia e da Coreia e a inclusão dos GPs da Rússia, no circuito de rua de Sochi, e da Áustria, no circuito da Red Bull, em Spielberg. No GP de Abu Dhabi, a contagem de pontos foi dobrada, com primeiro lugar valendo 50 pontos; o segundo 36 e assim por diante, o que tornou dramática a disputa pelo título de campeão na última corrida da temporada.

Nas equipes também houve muitas modificações, com a chegada novos pilotos ou a transferência de vários outros. Os novatos foram Kevin Magnussen, da McLaren; Daniil Kvyat, da Torro Rosso, e Marcus Ericsson, da Caterham, que também reabilitou o japonês Kamui Kobayashi. Felipe Massa deixou a Ferrari, depois de oito anos, e passou para a Williams, tendo como companheiro o finlandês Valtteri Bottas; Pastor Maldonado, substituído por Massa na Williams, foi para a Lotus, no lugar de Kimi Raikkonen, que se transferiu para a Ferrari; a Red Bull promoveu Daniel Ricciardo, que era da Toro Rosso, e sua vaga foi preenchida por Daniil Kvyat; Sérgio Pérez saiu da McLaren e foi para a Force India, sendo substituído por Kevin Magnussen; Nico Hulkenberg, da Sauber, voltou para a Force India; Adrian Sutil foi da Force India para a Sauber. Paul di Resta e Giedo van der Garde foram dispensados pela Force India e Caterham, respectivamente. Mark Webber, depois de 12 anos, trocou a Fórmula 1 pela provas de turismo na Alemanha e foi substituído por Daniel Ricciardo.

No final da temporada, devido grave acidente sofrido na pista de Suzuka, o francês Jules Bianchi, da Marussia, não pôde mais correr e por causa disso, na prova seguinte, na Rússia, a equipe levou para a pista apenas um carro, pilotado por Max Chilton. Até então, Bianchi tinha conquistado os únicos dois pontos da Marussia, que, falida, não participou das últimas três provas do campeonato. Também por problemas financeiros e disputa entre proprietários, a Caterham deixou de correr nos Estados Unidos e Brasil. Sob intervenção de um administrador legal, voltou à pista na última corrida, em Abu Dhabi, tendo como pilotos Kamui Kobayashi e o novato inglês Will Stevens, substituto de Marcus Ericsson, que abandonou a equipe e assinou contrato com a Sauber. No GP da Bélgica, Andre Lotterer, três vezes campeão das 24 horas de Le Mans, substituiu Kamui Kobayashi na Caterham. Suzie Wolff participou de um treino livre da Williams, tornando-se a primeira mulher a ir à pista com um F1, desde Giovanna Amati, que em 1992, não se classificou para o GP do Brasil.

 

Domínio absoluto

O campeonato de 2014 teve domínio absoluto da Mercedes, do início ao fim, com seus dois pilotos, Lewis Hamilton e Nico Rosberg, ganhando 16 das 19 corridas da temporada. As outras três foram vencidas pelos sorridente australiano Daniel Ricciardo (que prefere ser chamado de Ricardo, à italiana),  uma das maiores surpresas do campeonato, ao lado do finlandês Valtteri Bottas, da Williams.

Ao atingir 565 pontos, no GP da Rússia, em Sochi, Mercedes garantiu o título das construtoras com três rodadas de antecipação e, no final, com 761 pontos, logrou uma vantagem de 356  pontos sobre a segunda colocada, a Red Bull, que somou 405 pontos. A Williams, que na temporada anterior não tinha marcado nenhum ponto e ficara no 9º lugar, com a chegada de Felipe Massa e Valtteri Bottas teve um verdadeiro renascimento e conquistou o 3º lugar, superando a tradicional Ferrari (320 a 216).

O único problema enfrentado pela Mercedes durante toda temporada foi administrar a rivalidade entre seus dois pilotos, desde o início empenhados numa disputa pelo título, que fez estremecer uma amizade de longos anos, desde que ambos corriam de kart dividiam o quarto pelo mundo e só disputavam os pedaços de pizza nos restaurantes de Monte Carlo, onde viviam. A animosidade entre os dois, dentro e fora das pistas, que começou nas primeiras corridas, se acentuou em Mônaco, onde, com um acidente mal explicado, Rosberg provocou a interrupção da Q3, evitou que Hamilton o superasse e garantiu a pole position. E aumentou na Bélgica, quando o alemão bateu no carro do companheiro, tirando-o da corrida.  Apesar do clima tenso e a insistência dos pilotos, a Mercedes se recusou se definir por um deles, se recusou a fazer jogo de equipe e determinou aos dois: “disputem, mas não se toquem”.  Embora Hamilton tivesse sempre maior número de vitórias, a disputa com Rosberg, que liderava as poles, persistiu até a última corrida, que, por causa da contagem em dobro, poderia alterar a classificação. Com 17 pontos de vantagem (334 a 317), o inglês chegou a Abu Dhabi precisando apenas de um segundo lugar para ser campeão, mesmo que Rosberg ganhasse a corrida. Na pista, porém, houve o anticlímax… O piloto alemão largou mal, teve problemas no carro e acabou na 14ª posição.  Hamilton liderou a prova com tranquilidade, principalmente depois de saber que, mesmo que fosse obrigado a parar, o título estava garantido, e só nas últimas 11 voltas teve a vitória ameaçada por uma esplendida atuação de Felipe Massa. Lewis Hamilton foi campeão com 384 pontos, 11 vitórias, 16 pódios, 7 voltas mais rápidas e 7 poles. Nico Rosberg foi o vice-campeão, com 317 pontos, 5 vitórias, 15 pódios, 5 voltas mais rápidas, 11 poles positions. Daniel Ricciardo, da Red Bull (238), Valtteri Bottas, da Williams (186) e Sebastian Vettel, da Red Bull (167) completaram as cinco primeiras colocações.

Uma das razões mais fortes para o domínio da Mercedes foi a superioridade da sua unidade de potência em relação às concorrentes, que foi tema de discussões durante toda a segunda parte da temporada. Inconformadas com a diferença em relação à rival, as outras fábricas passaram a exigir da FIA o descongelamento do desenvolvimento dos motores, para se igualarem a ela, mas não foram atendidas. E, em novembro, a Comissão de Estratégia da FIA manteve o congelamento para 2015. Os custos da F1, criticados especialmente pelas pequenas equipes, compradoras de motores, foi outro assunto que proporcionou longas discussões. Porém, mesmo depois da falência da Marussia; dos problemas financeiros enfrentados pela Caterham e as reivindicações de melhor distribuição das receitas feitas pela Force India, Lotus e Sauber, a FIA e as equipes não chegaram a uma solução para o problema, que vai se arrastar para 2015.

 

Um título justo

Reginaldo Leme

O título mundial da Fórmula 1 da temporada de 2014 nas mãos do piloto que mais venceu e mais liderou corridas no ano, Lewis Hamilton, é justo. Só não foi justa a forma como Rosberg acabou fora da briga, por falha do carro. Hamilton campeão com onze vitórias, e Rosberg, vice com cinco, dominaram com sobra o primeiro ano dessa nova Fórmula 1, com motores turbo, dispositivos elétricos e um ronco mais suave, que desagradou muita gente.

A Fórmula 1 terminou de forma inversa à que começou. Na estreia na Austrália, Hamilton quebrou e Rosberg venceu. Na última corrida em Abu Dhabi, valendo o título, o carro deixou Rosberg fora da briga, enquanto Hamilton dominava. Esse tipo de falha tem sido recorrente na nova F-1 movida não apenas por motores à combustão, mas também por dispositivos elétricos que que fazem parte da tecnologia híbrida adotada este ano no Mundial. A própria Mercedes, que dominou o campeonato com tanta folga, sofreu esse tipo de problema que provoca um apagão nos sistemas que fazem o carro funcionar.

Além de problemas nos sistemas, a Mercedes teve de enfrentar uma rivalidade interna que um dia teria de estourar. O alemão Nico Rosberg, em seu quarto ano como piloto da equipe também alemã, dividiu as atenções com o inglês Lewis Hamilton, trazido no início de 2013. Ambos têm uma história de muitas coincidências. Nasceram em 1985 (Hamilton é cinco meses mais velho), começaram a carreira juntos no kart e dividiram equipes nas carreiras de acesso até chegarem à GP2. Rosberg chegou um ano antes, foi campeão e alcançou a F1 em 2006. Hamilton chegou um ano depois, correu pela mesma equipe de Rosberg, a ART Grand Prix, também foi campeão e, com isso, acabou sendo promovido à F1.

A porta de entrada é que foi diferente para cada um deles. Rosberg entrou pela Williams, já então uma equipe média, e passou quatro anos obtendo  resultados apenas razoáveis. Em 2010 foi convidado pela Mercedes, também uma equipe com longo aprendizado pela frente, e só veio a conseguir sua primeira vitoria na F1 em 2012 na China. Foi posto à prova dividindo a equipe com Michael Schumacher. Aprendeu bastante, pelo método mais difícil – obrigado a ser melhor do que o seu grande ídolo, também alemão.

Hamilton, ao contrário, embora tenha percorrido o mesmo caminho nas categorias de acesso, sempre teve aberta para quando chegasse o seu momento uma das portas mais desejadas da F1, a da McLaren. Adotado pela McLaren e a Mercedes desde os 11 anos de idade, quando ainda corria de kart, ele já estreou em um carro vencedor, que o levaria a lutar pelo título logo no ano de estreia. Também enfrentou uma dura batalha com Fernando Alonso, que, já bicampeão, pretendia ocupar o lugar de líder da equipe. Os dois bateram de frente. Por isso, nenhum deles ganhou o campeonato daquele ano. Ainda assim, a história do ano de estreia era bem diferente daquele de seu amigo desde os tempos de garotos. Hamilton acumulou quatro vitórias de cara e nunca mais parou de vencer. Da McLaren, foi para a Mercedes, outra equipe grande. Hoje, bicampeão, ele soma 33 vitórias, mais que o seu ex-rival Fernando Alonso, e já o britânico que mais venceu na história da F1. Com muito a fazer ainda pela frente.

Neste 2014, em que os amigos se tornaram grandes rivais na mesma equipe, o ambiente foi tenso. Houve acusações de ambas as partes, críticas, desafios através da mídia. E o momento mais crítico aconteceu em agosto na Bélgica, quando os dois se tocaram na primeira volta e Hamilton teve que parar com o pneu furado. A partir dali, o que houve foi uma guerra declarada. E a Mercedes interveio para acalmar os ânimos com o seguinte recado: “daqui para a frente, vocês lutam com tudo o que puderem, mas jamais permitam que os carros se toquem na pista.”

A determinação da Mercedes parecia ter deixado tudo em paz. Mas não foi bem assim. Só agora, ao terminar o campeonato, Lewis Hamilton resolveu contar um segredo que, pelo jeito, foi determinante para a conquista do título. Ele disse que, depois daquele problema na corrida da Bélgica, tomou uma atitude firme como nunca havia feito antes. Não por coincidência, dali em diante, nas últimas sete corridas, ele ganhou seis e terminou uma em segundo. Não se sabe o que, de fato, aconteceu, mas tudo indica que também fora da pista ele foi o mais forte.

Em Abu Dhabi, última corrida do ano, houve emoção na pista e também fora dela. Nas despedidas. Vettel saiu da RBR, que lhe deu quatro títulos; Alonso saiu da Ferrari, que não conseguiu dar nenhum dos muitos que ele esperava; Button saiu dando zerinhos pela pista, e deixando que os pneus cantassem a saudade que ele vai sentir desses quinze anos de F1.

E quem garantiu emoção nas últimas onze voltas da corrida, criando suspense e emoção na disputa pela vitoria em Yas Marina, além de uma boa expectativa para o Brasil em 2015, foi Felipe Massa. Ele voltou do último pit stop 14 segundos atrás de Hamilton e diminuiu rapidamente esta diferença para 2,5 segundos, fazendo com que o inglês perguntasse insistentemente a sua equipe o quanto Massa vinha andando mais rápido do que ele.

Na minha opinião, desde 2010, quando, em um GP de Alemanha exatamente um ano após o gravíssimo acidente de Hungaroring, ele sentiu a decepção de receber ordens da Ferrari para facilitar a passagem de Alonso, Massa não via assim tão próxima uma chance de vitória. Esta evolução do carro da Williams cria grandes esperanças para 2015, quando o Brasil terá, de novo, dois pilotos no Mundial. Felipe Massa, como um forte concorrente do ano, e Felipe Nasr, estreando na modesta Sauber.

Um balanço completo da temporada

Veja um balanço completo da temporada de 2014 da Fórmula, preparado pelo site da Rádio e Televisão Portuguesa (RTP):

 

Vitórias

 

Pilotos     Equipes
Lewis Hamilton

11

Mercedes

16

Nico Rosberg

5

Red Bull

3

Daniel Ricciardo

3

  • Lewis Hamilton, com 33 vitórias na carreira, ultrapassou Fernando Alonso, para ser o 6º piloto com mais triunfos, atrás de Schumacher, Prost, Senna e Vettel
  • Com 16 vitórias em 19 corridas da temporada, a Mercedes tornou-se recordista absoluta em número, mas, na média, ficou atrás da McLaren (15/16, em 1988), Ferrari (15/17, em 2002) e Ferrari (15/18, em 2004)
  • Com 11 dobradinhas, a Mercedes passou a McLaren, com Ayrton Senna e Alain Prost, em 1988.

Volta mais rápida

Pilotos Equipes
Lewis Hamilton

7

Mercedes

12

Nico Rosberg

5

Red Bull

3

Sebastian Vettel

2

Williams

2

Kimi Raikkonen

1

Ferrari

1

Felipe Massa

1

Force India

1

Sergio Perez

1

Valtteri Bottas

1

Daniel Ricciardo

1

 

Pódios

 

Pilotos Equipes
Lewis Hamilton

16

Mercedes

31

Nico Rosberg

15

Red Bull

12

Daniel Ricciardo

8

Williams

2

Valtteri Bottas

6

Ferrari

2

Sebastian Vettel

4

Force India

2

Felipe Massa

3

Fernando Alonso

2

Kevin Magnussen

1

Jenson Button

1

Sergio Pérez

1

Lewis Hamilton, com 70, é o 6º piloto com mais pódios na F1

  • Felipe Massa, em Abu Dhabi, completou 13 segundos lugares, igualando-se a Emerson Fittipaldi, Clay Regazzoni, Carlos Reutemann e Nico Rosberg
  • A Williams totalizou, em Abu Dhabi, 308 e a Mercedes, 63 pódios
  • Em Abu Dhabi, a Mercedes obteve o 19º pódio consecutivo, a 5ª sequencia na F1, igualando-se à Red Bull (2010-2011) e McLaren (2007-2008).

GPs nos pontos

Pilotos
Fernando Alonso 17
Valtteri Bottas 17
Nico Rosberg 16
Daniel Ricciardo 16
Lewis Hamilton 16
Sebastian Vettel 16
Nico Hulkenberg 15
Kimi Raikkonen 13
Jenson Button 13

 

Poles

Pilotos   Equipes
Nico Rosberg 11 Mercedes

18

Lewis Hamilton 7 Williams

1

Felipe Massa 1
  • A Mercedes completou 35 poles e ficou a 4 da Brabham
  • O motor Mercedes totalizou 118 poles, ficando atrás da Ford-Cosworth (139), Ferrari (208) e Renault (213).

Ultrapassagens

Total – 19 GPs – 828

Por GP – 43,58%

Pista seca –  17 GPs – 741

Por GP – 43, 50

 

Voltas na liderança

Pilotos Equipes
Lewis Hamilton

495

Mercedes

978 (87%)

Nico Rosberg

483

Red Bull

73 (6%)

Daniel Ricciardo

72

Williams

34 (3%)

Fernando Alonso

32

Ferrari

32 (3%)

Felipe Massa

30

Force India

16 (1%)

Sergio Pérez

11

Classificação na equipe

Nico Rosberg

12

Lewis Hamilton

7

Daniel Ricciardo

12

Sebastian Vettel

7

Fernando Alonso

16

Kimi Raikkonen

3

Romain Grosjean

15

Pastor Maldonado

4

Valtteri Bottas

13

Felipe Massa

3

Kamui Kobayashi

11

Marcus Ericsson

1

Kamui Kobayashi

1

Will Stevens

0

Andrea Lotterer

1

Marcus Ericsson

0

Jules Bianchi

12

Max Chilton

3

Nico Hulkenberg

12

Sergio Perez

7

Daniil Kvyat

12

Jean-Éric Vergne

7

Adrian Sutil

10

Esteban Gutierrez

9

Jenson Button

10

Kevin Magnussen

9

 

Mais presença na 1ª fila

Pilotos Equipes
Lewis Hamilton

15

Mercedes

30

Nico Rosberg

15

Red Bull

5

Sebastian Vettel

3

Williams

3

Daniel Ricciardo

2

Valtteri Bottas

2

Felipe Massa

1

 

Mais presença na Q3

Daniel Ricciardo

19

Nico Rosberg

19

Fernando Alonso

18

Lewis Hamilton

17

Valtteri Bottas

16

Kevin Magnussen

15

Felipe Massa

15

Sebastian Vettel

14

Kimi Raikkonen

13

Jenson Button

12

Nico Hulkenberg

8

Jean=Éric Vergne

8

Daniil Kvyat

8

Sergio Perez

4

Romain Grosjean

2

Adrian Sutil

1

 

Mais eliminações na Q1

Marcus Ericsson

16

Max Chilton

15

Kamui Kobayashi

14

Pastor Maldonado

14

Jules Bianchi

12

Adrian Sutil

7

Esteban Gutierrez

6

Romain Grosjean

4

Kimi Raikkonen

2

Felipe Massa

2

Fernando Alonso

1

Lewis Hamilton

1

Andrea Lotterer

1

Nico Hulkenberg

1

Sergio Perez

1

Jean=Éric Vergne

1

Will Stevens

1

 

 Pit stop

  • A Red Bull foi a equipe mais rápida nos pit stops na temporada, com 4 melhores e 5 segundos lugares com Vettel e 2 melhores e 4 terceiros com Daniel Ricciardo. A McLaren teve 3 melhores pit stops com Jenson Button e 3 com Kevin Magnussen. A Ferrari ganhou 3 vezes, com Kimi Raikkonen.

Abandonos (88)

 Pilotos

Adrian Sutil

8

Esteban Gutierrez

7

Romain Grosjean

7

Pastor Maldonado

7

Kamui Kobayashi

7

Jean=Éric Vergne

5

Marcus Ericsson

5

Jules Bianchi

5

Sergio Perez

5

Daniil Kvyat

5

Felipe Massa

4

Sebastian Vettel

3

Lewis Hamilton

3

Max Chilton

3

Jenson Button

2

Nico Rosberg

2

Fernando Alonso

2

Nico Hulkenberg

2

Daniel Ricciardo

2

Kevin Magnussen

1

Valtteri Bottas

1

Kimi Raikkonen

1

André Lotterer

1

 

Acidentes

Pilotos   Equipes
Felipe Massa

4

 Sauber

7

Sergio Perez

4

Marussia

5

Adrian Sutil

4

Force India

5

Esteban Gutierrez

3

Williams

4

Jules Bianchi

3

Caterham

2

Max Chilton

2

Toro Rosso

2

Kamui Kobayashi

1

Ferrari

1

Jean-Éric Vergne

1

Lotus

1

Kimi Raikkonen

1

Nico Hulkenberg

1

Romain Grosjean

1

Marcus Ericsson

1

 

Quebras

Pilotos   Equipes
Pastor Maldonado

7

Lotus

13

Romain Grosjean

6

Caterham

11

Kamui Kobayashi

6

Toro Rosso

9

Daniil Kvyat

5

Sauber

8

Jean-Éric Vergne

4

Mercedes

5

Marcus Ericsson

4

Red Bull

5

Adrian Sutil

4

McLaren

3

Esteban Gutierrez

4

Marussia

3

Sebastian Vettel

3

Ferrari

2

Leis Hamilton

3

Force India

1

Jules Bianchi

2

Williams

1

Jenson Button

2

Nico Rosberg

2

Fernando Alonso

2

Daniel Ricciardo

2

Sergio Perez

1

Kevin Magnussen

1

Valtteri Bottas

1

Andre Lotterer

1

Max Chilton

1

Nico Hulkenberg

1

Curiosidades

  • Lewis Hamilton é o primeiro bicampeão do mundo da Mercedes, desde Juan Manuel Fangio, em 1957.É o 4º britânico a ganhar pelo menos dois títulos, com Jim Clark e Graham Hill, com 2, e Jackie Stewart, com 3
  • Com 30 posições na 1ª fila, a Mercedes superou a Williams, em 1993
  • Em 2014, foi a primeira vez, desde 1983, que a Ferrari não venceu um GP na temporada
  • Adrian Sutil completou 128 GPs sem um pódio e superou a marca de 118 de Pierluigi Martini
  • A Mercedes foi a primeira fábrica não inglesa ou italiana a obter o título de campeão entre as construtoras

 Regulamento Técnico

Os motores devem ser turbo carregados, de 1.6 litros, formato V6, colocado a 90º, limitados a 15.000 rpm, com caixa semiautomática de 8 marchas e duração de 4 mil quilômetros.

O motor é parte da Unidade de Força, que inclui também o sistema ERS, constituído de duas subunidades, o Unidade Geradora de Energia-Calor, que armazena p calor residual do escapamento, e a Unidade Geradora de Energia Cinética (KERS), que recupera e armazena a energia cinética produzida na freada do carro e joga potência diretamente no virabrequim do motor. A combinação do funcionamento dessas duas subunidades dará um aumento da potência do motor de 161 bhp, durante 3,33 segundos por volta. Todos os carros devem ter sinal luminoso para indicar funcionamento do ERS.

Devido ao aumento de potência, as equipes poderão adotar dispositivos eletrônicos para frenagem das rodas traseiras.

O peso mínimo dos carros passa de 642 para 691 kg, por causa do aumento do peso da Unidade de Energia e as especificações dos pneus.

Para evitar o uso do difusor traseiro, o escapamento deve estar voltado para o alto, em direção à asa traseira.

Por questão de segurança, o nariz dos carros deve ser mais baixo do que nos anos anteriores. A ponta do nariz não poderá estar a mais de 185 milímetros do solo (antes eram 550 mm). A largura da asa dianteira deve ter no máximo 1.600 milímetros de largura.

A caixa de câmbio passa a ter 8 marchas e, antes do início do campeonato o piloto deve indicar a relação que vai usar durante toda a temporada. Porém, essa relação poderá ser revista uma vez durante o campeonato. Cada câmbio deve durar seis corridas.

O consumo de combustível durante uma corrida deverá ser de, no máximo, 100 kg. Após a bandeira quadriculada, o piloto deve levar o carro de volta aos boxes com a amostra de um litro de combustível para o exame de pós-corrida.

Qualquer sistema de comunicação de rádio entre o carro e pista deve ser autônomo e não pode transmitir ou receber outros dados. As comunicações devem ser abertas e acessíveis tanto a FIA quanto às emissoras que transmitem a corrida.

Todos os carros devem estar equipados com luzes LEDs, vermelha, azul e amarelas, de 5 centímetros de diâmetro e colocadas na linha de visão do piloto, para indicar sinais ou condições da pista.

Regulamento Esportivo

As equipes poderão fazer quatro testes, de dois dias, na Europa, durante a temporada, na semana seguinte ao GP realizado no circuito. Um desses dias será reservado aos testes para desenvolvimento dos pneus. Os testes para jovens pilotos no fim da temporada foram abolidos.

Um sistema de pontuação será empregado para punir os pilotos por infrações durante a corrida. As penas vão variar conforme a gravidade da infração. Ao pontos serão cumulativos e o piloto será suspenso da primeira corrida depois de totalizar 12 pontos. No retorno, recebe mais 5 pontos. A pontuação perdurará por 12 meses, sendo possível, assim que a punição possa ser cumprida no campeonato seguinte.

Os fiscais podem impor a qualquer piloto que se envolva em incidentes:
• drive-through – O piloto deve passar pela pit lane,e voltar à pista, sem parar
• Stop&go – punição de 10 segundos – O piloto deve entrar na pit lane, parar no seu box e depois de 10 segundos voltar à pista
• se qualquer uma dessas duas penalidades for aplicada durante as três últimas voltas, ou depois do final da corrida, serão acrescentados no tempo do piloto 20 segundos, no caso do drive-through, ou 30 segundos, no caso da stop&go
• advertência
• perda de posições no grid da corrida seguinte
• exclusão da classificação

A direção perigosa na saída dos boxes (saída insegura ou no caminho de outro carro) será punida com a perda de posição no grid da corrida seguinte.

O piloto poderá usar só 5 motores durante toda a temporada. Os que usarem um 6º motor, vão ter de largar da pit lane. O piloto também terá direito a 5 de cada um dos elementos Unidade de Força e a troca de cada um deles acarretará a perda de lugares no grid. Para isso, considera-se que a unidade de energia compreende seis elementos: o motor (ICE), a Unidade Geradora de Energia Cinética (MGU-K), a Unidade Geradora de Energia Calos (MGU-H), o depósito de energia, o propulsor e os controles eletrônicos. Se um piloto usar mais do que 5 desses elementos perde posição no grid no evento seguinte, a cada elemento usado, conforme esta tabela:
• Troca completa da unidade de força: o piloto deve largar da pit lane
• Na primeira vez que um 6º elemento é usado: perde 10 posições no grid
• Na primeira vez que um 6º dos outros elementos é usado: perde 5 posições no grid
• Na primeira vez que um 7º elemento é usado: perde 10 posições no grid
• Na primeira vez que um 7º dos outros elementos é usado: perde 5 posições no grid,
• e assim por diante

A unidade de energia ou qualquer um dos seis componentes serão considerados como tendo sido usados uma vez quando o transponder de tempo do carro mostrar que ele deixou a pit lane.

Se a pena de perda de posições no grid não puder ser cumprida totalmente numa corrida, deverá sê-lo na corrida seguinte. No entanto, nenhuma dessas penalidades será levada para mais de uma corrida.

O limite de velocidade pit lane será reduzido para a 80 km/h.

Os pilotos poderão escolher qualquer número de 2 a 99, que usará por toda a carreira e que deverá estar bem visível no carro e no capacete dele. O número 1 é reservado para o campeão do ano anterior.

Os pilotos que não puderem participar de uma das etapas de classificação ocuparão no grid a posição correspondente à média dos tempos das três últimas voltas nos treinos livres. Se dois pilotos se classificam para a Q3, mas não podem participar dela, ocupam a 9ª e a 10ª posição, de acordo com a média da P3. Antes, a decisão era pelo número do carro.

Durante a temporada, cada equipe pode usar 4 pilotos. As trocas poderão ser feitas a qualquer momento, antes da etapa de classificação, desde as propostas feitas depois das 16h do dia da vistoria dos carros seja aprovada pelos dirigentes. Todos os novos pilotos marcam pontos para o campeonato.

Na corrida, os pilotos devem usar a pista todo o tempo; para evitar dúvidas, as linhas brancas que definem as bordas são consideradas parte da pista, mas a borda de concreto, não. Se um carro sair da pista, pode voltar, desde que com segurança e sem tirar vantagem. A critério do diretor da prova, pode ser obrigado a devolver a vantagem que ganhou por sair da pista.

Não é permitida mais de uma mudança de direção para defender uma posição. Na volta à linha de corrida, depois de defender a posição, o piloto deve deixar espaço de pelo menos da largura de um carro entre o seu e o limite da pista na aproximação da curva.

O piloto que defende posição na reta, antes de qualquer área de frenagem, pode usar toda a largura da pista durante o primeiro movimento, desde que nenhuma parte significativa do outro carro esteja ao seu lado. Qualquer parte da asa dianteira do carro que tenta passar, ao lado da roda traseira do carro da frente, é considerada “parte significativa”

O carro que for alcançado por outro mais rápido deve dar passagem na primeira oportunidade. Se não fizer isso, será advertido por bandeiras azuis para que permita que o outro carro ultrapasse.

O nome ou emblema do construtor com no máximo 25 mm, deve aparecer na frente do nariz do carro. O nome do piloto deve aparecer lateral externa, claramente visível.

Durante um GP, nenhum piloto pode usar mais de doze conjuntos de pneus para tempo seco; sete de especificação “prime” e cinco de especificação ” opção” . Não poerão ser usados mais do que 4 jogos de pneus intermediários ou 3 conjuntos de pneus para pista seca. Se no primeiro ou no segundo treino livre a pista estiver molhada, um conjunto adicional de pneus intermediários será colocado à disposição dos pilotos, que deve ser devolvido antes do último treino livre.

A FIA dará um prêmio especial ao piloto que conquistar o maior número de poles positions durante a temporada.

O sistema de pontuação continuará a ser o mesmo da temporada anterior e só a última corrida terá a pontuação dobrada, para manter a disputa pelo título até o final do campeonato:
• 1º lugar – 25 pontos
• 2º lugar – 18
• 3º lugar – 15
• 4º lugar – 12
• 5º lugar – 10
• 6º lugar – 8
• 7º lugar – 6
• 8º lugar – 4
• 9º lugar – 2
• 10º lugar – 1
Caso a corrida dure menos de duas voltas, não haverá pontuação. Se durar mais de duas voltas, mas menos de 75% da distância original prevista, será atribuída a metade dos prontos previstos. Se o líder completar ao menos 75% da distância, a pontuação será completa.

Calendário / Vencedores

 Data País Circuito Vencedor Equipe Tempo
16/03 Austrália Melbourne Nico Rosberg Mercedes 1h32m58s710
30/03 Malásia Sepang Lewis Hamilton Mercedes 1h40m25s974
06/04 Bahrein Sakhir Lewis Hamilton Mercedes 1h39m42s743
20/04 China Xangai Lewis Hamilton Mercedes 1h33m28s338
11/05 Espanha Barcelona Lewis Hamilton Mercedes 1h41m05s155
25/05 Mônaco Monte Carlo Nico Rosberg Mercedes 1h49m27s661
08/06 Canadá Montreal Daniel Ricciardo Red Bull 1h39m12s830
22/06 Áustria Spielberg  Nico Rosberg
Mercedes
1h27m54s967
06/07 Inglaterra Silverstone  Lewis Hamilton  Mercedes  2h26m52s024
20/07 Alemanha Hockenheim  Nico Rosberg  Mercedes  1h33m42s914
27/07 Hungria Hungaroring  Daniel Ricciardo  Red Bull  1h53m05s058
24/08 Bélgica SPA  Daniel Ricciardo  Red Bull  1h24m36s556
07/09 Itália Monza  Lewis Hamilton  Mercedes  1h19m10s236
21/09 Cingapura Marina Bay  Lewis Hamilton  Mercedes 2h00m04s795
05/10 Japão Suzuka  Lewis Hamilton  Mercedes  1h51m43s021
12/10 Rússia Sochi  Lewis Hamilton  Mercedes  1h31m50s744
02/11 EUA Austin  Lewis Hamilton  Mercedes  1h40m04s785
09/11 Brasil Interlagos  Nico Rosberg  Mercedes  1h30m02s555
23/11 Abu Dhabi Yas Marina  Lewis Hamilton  Mercedes   1h39s02s619

Participantes

Equipe

Carro

Motor

Pilotos

País

Red Bull RB10 Renault Energy F1 2014

1
3

Sebastian Vettel
Daniel Ricciardo
Alemanha
Austrália
Mercedes F1 W05 Mercedes PU106A Hibrido

6
44

Nico Rosberg
Lewis Hamilton
Alemanha
Inglaterra
Ferrari F14T Ferrari 059/3

7
14

Kimi Raikkonen
Fernando Alonso
Finlândia
Espanha
Lotus E22 Renault Energy F1
2014

8
13

Romain Grosjean
Pastor Maldonado
Suíça
Venezuela
McLaren MP4-29 Mercedes PU106A Hibrido

20
22

Kevin Magnussen
Jenson Button
Dinamarca
Inglaterra
Sauber C33 Ferrari 059/3

21
99

Esteban Gutierrez
Adrian Sutil
México
Alemanha
Force India VJN07 Mercedes PU106S Hibrido

11
27

Sérgio Perez
Nico Hulkenberg
México
Alemanha
Williams FW36 Mercedes PU106A
Hibrido

19
77

Felipe Massa
Valtteri Bottas
Brasil
Finlândia
Toro Rosso STR9 Renault Energy F1 2014

25
26

Jean-Éric Vergne
Daniil Kvyat
França
Rússia
Caterham CT05 Renault Energy f1
2014

9
10

Marcus Ericsson
Kamui Kobayashi
Suécia
Japão
Marussia MR03 Ferrari 059/3

4
17

Max Chilton
Jules Bianchi
Inglaterra
França
Red Bull Mercedes

Sebastian Vettel

Sebastian Vettel

Daniel Ricciardo

Daniel Ricciardo

Nico Rosberg

Nico Rosberg

Lewis Hamilton

Lewis Hamilton

Ferrari Lotus

Fernando Alonso

Fernando Alonso

Kimi Raikkonen

Kimi Raikkonen

Romain Grosjean

Romain Grosjean

Pastor Maldonado

Pastor Maldonado

McLaren Sauber

Kevin Magnussen

Kevin Magnussen

Jenson Button

Jenson Button

Esteban Gutierrez

Esteban Gutierrez

Adrian Sutil

Adrian Sutil

Force India Williams

Sergio Pérez

Sergio Pérez

Nico Hulkenberg

Nico Hulkenberg

Valtteri Botts

Valtteri Botts

Felipe Massa

“Felipe Massa”

Toro Rosso Caterham

Jean Éric Vergne

Jean Éric Vergne

Daniil Kvyat

Daniil Kvyat

Marcus Ericsson

Marcus Ericsson

Kamui Kpobayashi

Kamui Kpobayashi

Marussia

MaxChilton

Max Chilton

JulesBianchi

Jules Bianchi