1992

O inglês Nigel Mansell conquistou seu primeiro título mundial na Fórmula 1 por antecipação, faltando 5 provas para o final da temporada, com o seu companheiro de equipe da Williams, Riccardo Patrese, em segundo, seguidos por Michael Shumacher, agora na Benetton, e Ayrton Senna, da McLaren. A Williams foi a campeã do Campeonato Mundial de Construtores.

A crise voltou à Fórmula 1, falando-se até em extinção. Uma das polêmicas foi criada pela presença de pilotos desconhecidos, que conseguiam vagas com verbas próprias, como Ukyo Katayma, Giovanna Amati, Paul Belmondo e Enrico Bertaggia. Os patrocinadores diminuiram e apenas 26 pilotos (dos 38 que iniciaram) e 13, das 17, equipes, chegaram ao final da temporada. Iniciaram o campeonato a Marlboro McLaren Honda, Tyrrel Ilmor, Williams Renault, Brabhjam Judd, Footwork Mugen, Lotus Ford, Fondmetal Ford, March Ilmor, Benetton Ford, Dallara Ferrari, Minardi Lamborghini, Ligier Renault, Ferrari, Larousse-Venturi, Lamborghini, Jordan Yamaha e Andrea Moda Judd. Com o FW14B, com motor Renault V10, e suspensão ativa, a Williams quebrou uma hegemonia de quatro anos da McLaren, A equipe ganhou dez das 16 corridas e fez 15 pole-positions.

A McLaren não foi feliz com o MP4/7, com câmbio semi-automático, dotado de controle eletrônico de aceleração, chamado “fly by wire” e um sistema antierro (impede que o piloto mude de marcha equivocadamente: se ele tentar a terceira,, quando os giros do motor pedem uma quinta, a marcha não entra).

Nigel Mansell

Nigel Mansell

O comportamento do McLaren durante toda a temporada não agradou ao brasileiro Ayrton Senna e no fim do campeonato, forçando a saída da equipe, desabafou: “Se a Williams quiser, eu guio até de graça”. A força da Williams ficou patente já nos treinos para o primeiro GP do ano na África do Sul, que voltou ao circuíto internacional depois de um boicote internacional de seis anos, substituindo o GP dos Estados Unidos. Mansell dominou todas as sessões de treinos e ganhou a corrida de ponta a ponta. A supremacia da Williams continuou no México, no Brasil, na Espanha e San Marino, com vitórias sucessivas de Mansell. A série foi interrompida em Mônaco, quando Mansell teve problemas numa roda do seu carro; teve de parar no box e cedeu a primeira colocação a Ayrton Senna.

Com esse resultado, Senna igualou o recorde de Graham Hill, completando cinco vitórias em Mônaco, quatro delas consecutivas. Mansell perdeu de novo no Canadá, mas voltou ao primeiro lugar do pódio na França e na Inglaterra (em dobradinha com Riccardo Patrese), e na Alemanha (com Senna em segundo) e garantiu a conquista do título com um segundo lugar na 9ª corrida da temporada, na Hungria, onde Senna chegou em primeiro.

Esse quarto lugar foi o pior resultado de Senna no campeonato, desde 86. Na corrida de Ímola, a 30 graus de calor, Senna teve de ser atendido pelos médicos ao final da prova e nem pode subir ao pódio para receber o prêmio pelo terceiro lugar. Os brasileiros Roberto Pupo Moreno e Mauricio Gugelmim fizeram uma péssima temporada, não pontuando em nenhuma das provas, e o estreante Christian Fittipaldi terminou a temporada com apenas um ponto. O campeão Nigel Mansell anunciou no final da temporada que não renovaria o seu contrato, trocando a Fórmula 1 pela Indy. E mais um brasileiro entrou para a Fórmula 1, Rubens Barrichello, que correria na temporada seguinte pela Jordan.

1992–  Campeonato Mundial de Construtores

Pos.

Equipes

Pts.

Williams

164

Mclaren

99

Benetton

91

Ferrari

21

Lotus

13

Tyrrell

08

Footwrok

06

Ligier

06

March

03

10º

Dallara

02

11º

Larouse

01

Lamboghini

01

Minardi

01

Jordan

01

   1992 – Classificação – Pilotos

Pos. Piloto Páis Equipe Pts

Nigell Mansell Inglaterra Williams 108

Riccardo Patrese Itália Williams   56

Michael Schumacher Alemanha Benetton   53

Ayrton Senna Brasil McLaren   50

 5º

Gerhard Berger Áustria McLaren    49

Martin Brundle Inglaterra Benetton    38

Jean Alesi França Ferrari    18

Mika Hakkinen Finlandia Lotus    11

Andreá de Cesaris Itália Tyrrell     08

10º

Michele Alboreto Itália Arrows    06

11º

Eric Comas França Ligier    04

12º

Karl Wendlinger Áustria Match    03
Ivan Capelli Itália Ferrari    03

14º

Thierry Boutsen Bélgica Ligier    02
Johnny Herbert Inglaterra Lotus    02
Pierluigi Martini Itália Dallara    02
  17º Stefano Modena Itália Jordan    01
Christian   Fittipaldi Brasil Minardi    01
 Bertrand Gachot França Larousse    01

 

1992 – Grandes Prêmios

 
Dia GP Circuito Voltas Vencedor Equipe Tempo
01/03 A. do Sul Kyalami 72 – 306,792 km Nigel Mansell Williams 1h36m45s320
22/03 México H. Rodriguez 69 – 306,049 km Nigel Mansell Williams 1h31m53587
05/04 Brasil Interlagos 73 – 307,075 km Nigel Mansell Williams 1h36m51s856
03/05 Espanha Catalunha 65 – 308,555 km Nigel Mansell Williams 1h56m10s674
17/05 S. Marino Ímola 60 – 302,400 km Nigel Mansell Williams 1h28m40s929
31/05 Mônaco Monte Carlo 78 – 259,584 km Ayrton Senna McLaren 1h50m59s372
14/06 Canadá Montral 69 – 306,670 km Gerhard Berger McLaren 1h37m08s299
05/07 França Magny-Cours 69 –  293,250 km Nigel Mansell Williams 1h38m08s459
12/07 Inglaterra Silverstone 59 – 308,334 km Nigel Mansell Williams 1h25m42s991
26/07 Alemanha Hochenheim 45 – 306,675 km Nigel Mansell Williams 1h18m22s032
16/08 Hungria Hungaroring 77 – 305,536 km Ayrton Senna McLaren 1h46m19s216
30/08 Bélgica Spa 44 –  306,856 km M. Schumnacher Benetton 1h36m10s721
13/09 Itália Monza 53 – 307,400 km Ayrton Senna McLaren 1h18m15s349
27/09 Portugal Estoril 71 – 308,850 km Nigel Mnsell Williams 1h34m46s659
25/10 Japão Suzuka 53 – 310,792 km Riccardo Patrese Williams 1h33m09s533
08/11 Australia Adelaide 81 – 306,180 km Gerhard Berger McLaren 1h46m54s786