1986

Alain Prost conquistou o segundo título consecutivo na Fórmula 1, correndo novamente pala McLaren, que ficou em segundo lugar no Campeonato Mundial de Construtores.

A equipe campeã foi a Williams, com Nélson Piquet e Nigel Mansell. Piquet terminou o campeonato em terceiro lugar e Ayrton Senna em quarto. Concorreram durante a temporada 32 pilotos. Participaram as equipes Marlboro McLaren, Tyrrel, Williams, Brabham Olivetti, JPS Lotus, Zakspeed, Lola Haas, Arrows, Benetton, Osella, Minardi, Ligier e Ferrari.

O Grande Prêmio do Brasil abriu a temporada no dia 23 de março, com a vitória do brasileiro Nélson Piquet. Ayrton Senna, com a Lótus, foi o segundo. Entre os cinco primeiros carros, quatro tinham motor Renault. Piquet foi o pole position, mas Ayrton Senna tomou a ponta logo após a largada, com Nigel Mansell em segundo. Ainda na primeira volta, ao tentar ultrapassar o brasileiro, Mansell tocou na Lotus de Ayrton, saiu da pista e foi obrigado a abandonar a prova.

Ayrton e Piquet se revezaram na liderança e no final Ayrton se conformou com a segunda colocação. Pela primeira vez desde 1975, uma dobradinha brasileira subiu ao pódio.  No segundo GP da temporada, na Espanha, Ayrton Senna fez a 100ª pole da Lotus, mas na corrida teve de enfrentar duro combate com Nigel Mansell, cruzando a linha de chegada a apenas 0,014 segundos do inglês.

Alain Prost

Alain Prost

Em Ímola, no GP da Itália, o vencedor Alain Prost, teve de balançar o carro, dando guinadas de um lado para o outro, para fazer o motor chupar o último meio litro de gasolina que lhe restava e conseguir ultrapassar a linha de chegada. Piquet foi o segundo colocado na prova e Ayrton Senna abandonou por problemas no rolamento da Lotus. Na prova seguinte, Prost venceu pela terceira vez consecutiva em Mônaco; Mansell terminou em segundo e Ayrton, em terceiro. A corrida foi marcada por incrível acidente com Patrick Tambay.

A Lola do francês bateu no carro de Brundle na descida para Mirabeau, deu uma cambalhota no ar e caiu com as quatro rodas no chão. Nos GPs seguintes, Mansel ganhou na Bélgica e no Canadá; Senna foi o primeiro em Detroit; Mansell voltou a vencer  na França e na Inglaterra. No Grande Prêmio da Hungria, os brasileiros voltaram a fazer dobradinha, com Piquet em primeiro e Senna em segundo.

Nessa corrida, Nelson Piquet fez uma ultrapassagem considerada das mais bonitas de toda a Fórmula 1. Para passar por Senna,  entrou na curva por fora, derrapou nas quatro rodas até a metade da curva e saiu acelerado na frente de Senna. Prost venceu na Austria; Piquet foi o primeiro no GP da Itália, mas Mansell ganhou de novo em Portugal e chegou ao México quase campeão. A vitória inesperada de Gerhard Berger, porém, frustrou suas expectativas. E três pilotos chegaram à prova final, em Adelaide, com condições de conquistar o título: Mansell, Piquet e Prost. Mansell abandonou a prova, com pneus estourados; Piquet ficou em segundo, a quatro segundos de Prost, que  venceu a prova e o campeonato.

O campeonato de 1986 foi dos mais disputados da Fórmula 1, desde o GP do Brasil, no dia 23 de março, até o GP da Austrália, em Adelaide, a 26 de outubro. Os brasileiros fizeram três dobradinhas, sempre com Piquet em primeiro e Senna em segundo: no Brasil, Alemanha e Hungria. Tiveram também seis vitórias e dez poles, oito delas conseguidas por Senna.

O campeonato foi disputado só por motores turbo, mas no final da temporada, Jean Marie Balestre, presidente da FISA – Federação Internacional de Automobilismo Esportivo – anunciou modificações no regulamento, segundo ele, com  o objetivo é diminuir a potência dos  turbos e os custos. Em 1987, os motores turbo deveriam usar uma válvula para limitar a pressão a 4 bares. Em 1988, o limite seria de 2,5 bares. Além disso, ficariam proibidos os injetores de água, turbos de estágios múltiplos, intercooler e pistões ovais. O peso mínimo dos carros turbinados seriam de 540 quilos.

O limite de combustível de 195 litros em 1987 e 150 litros em 1988. Para os motores aspirados, o peso mínimo seria de 500 quilos, com limite de 195 litros de combustível em 1987 e sem limite em 1988. A cilindrada máxima dos motores convencionais, de 3.500 cm3 e 12 cilindros.

1986 – Campeonato Mundial de Construtores

Pos.

Equipes

Pts.

Williams

141

McLaren

96

Lótus

58

Ferrari

37

Ligier

29

Bentton

19

Tyrrell

11

Lola

06

Brabham

02

10º

Arrows

01

   1986 – Classificação – Pilotos

Pos. Piloto Páis Equipe Pts

Alain Prost França McLaren 72

Nigel Mansell Inglaterra Willims 70

Nelson Piqut Brasil Williams 69

Ayrton Senna Brasil Lotus 55

 5º

Stefan Johansson Suécia Ferrari 23

Keke Rosberg Finlandia McLaren 22

Geraherd Berger Áustria Benetton 17

Jacques Laffite França Ligier 14
Michele Alboreto Itália Ferrari 14
René Arnoux França Ligier 14

11º

Marin Brundle Inglaterra Tyrrell 08

12º

Alan Jones Austrália Lola 04

13º

Johnny Danfrie Inglaterra Lotus 03
Philippe Streif França Tyrrell 03
  15º Patrick Tambay França Lola 02
Teo Fabi Itália Benetton 02
Riccardo Patree Itália Brabham 02
18º Christian  Danner Alemanha Arrows 01
Phillippe Aliot França Ligier 01

 

1986 –  Grandes Prêmios

 
Dia GP Circuito Voltas Vencedor Equipe Tempo
23/03 Brasil Jacarepagua 61  – 306.891 km Nelson Piquet Williams 1h39m32s583
13/04 Espanha Jerez 72 – 303,696 km Ayrton Senna Lotus 1h48m47s735
27/04 San Marino Ímola 60 – 302,400 km Alain Prost McLaren 1h32m28s408
11/05 Mônaco Monte Carlo 78 – 259,584 km Alain Prost McLaren 1h55m41s060
25/05 Belgica Spa 43– 298,420 km Nigel Mansell Williams 1h27m56s925
15/06 Canadá Montreal 69 –304,290 km Nigel Mansell Williams 1h42m26s415
22/06 EUA Leste Detroit 63 – 253,449 km Ayrton Senna Lotus 1h51m12s847
08/07 França Le Castellet 80 – 305,040 km Nigel Mansell Williams 1h37m19s272
13/07 Inglaterra Brands Hatch 75 – 315,525 km Nigel Mansell Williams 1h30m38s471
27/07 Alemanha Hockenheim 44 – 299,068  km Nelson Piquet Wlliam 1h22m08s263
10/08 Hungria Hungaroring 76 – 305,064 km Nelson Piquet Wlliam 2h00m34s508
17/08 Austria Osterreichring 52 –308,984 km Alain Prost McLaren 1h21m22s531
07/09 Italia Monza 51 – 295,800  km Nelson Piquet Williams 1h17m42889
21/09 Portugal Estoril 70 – 304,500  km Nigel Mansell Williams 1h37m21s
12/10 México H. Rodriguez 68 –300,628 km G. Berger Benetton 1h33m20s700
28/10 Austrália Adelaide 82 – 309.960 km Alain Prost McLaren 1h54m20s388