1975

GP da Áustria

Com vitória em cinco dos catorze Grandes Prêmios e fazendo oito pole-positions, o campeão de 1975 foi o austríaco Niki Lauda, com a Ferrari 312T, com câmbio transversal, usado a partir da terceira prova da temporada, na África do Sul. Nas duas primeiras, na Argentina e no Brasil, Lauda correu com o 312B3.

Lauda e seu companheiro de equipe Clay Regazzoni também deram à Ferrari o título do Campeonato Mundial de Marcas, onze anos depois do último título da equipe italiana, conquistado pelo inglês John Surtees em 1964. A liderança de Niki Lauda e da Ferrari foi incontestável, mas esse ano foi cheio de confusões, com protestos dos pilotos, autódromos fechados, corridas canceladas e uma série de acidentes.

A confusão aumentou extraordinariamente na fase européia, iniciada com o Grande Prêmio da Espanha, onde os pilotos protestaram contra a falta de segurança no circuito de rua de Montjuich.

Niki Lauda

Niki Lauda

No final da corrida, a irresponsabilidade dos organizadores provocou a morte de cinco pessoas, quando o piloto Rolf Stommelen perdeu a direção da sua Lola-Hill batendo numa arquibancada especial (preços mais caros) que ficava a apenas um metro da pista.  Nesse ano, a melhora de tempos, em todas as pistas, foi frequente e os técnicos atribuiram isso ao progresso na área da aerodinâmica, único aspecto em que a Fórmula 1 se desenvolveu na temporada.

A primeira prova do campeonato, na Argentina, foi também a estréia da malograda tentativa de se criar uma equipe brasileira de Fórmula 1, a Copersucar. Dirigido por Wilson Fittipaldi, o carro saiu em último lugar e abandonou na 12ª volta. A equipe brasileira foi uma das 20 que participaram da temporada. As outras foram: Marlboro Texaco McLaren, Elfe Tyrrel, JPS Lotus, Martini Brabham, March Beta, Lavazza March, Ferrari, BRM, UOP Shadow, Surtees, Williams, Embassy Lola, Hesketh, Parnelli, First Nacional City Bank Penske, Embassy Hill, Ensign, Lyncar e Maki.

O Grande Prêmio do Brasil, no dia 26 de janeiro, em Interlagos, foi novamente vencido por um piloto brasileiro, José Carlos Pace,  com a Brahmam BT 44. No terceiro GP da temporada, na África do Sul, pressionada pelos sucessivos fracassos, a Ferrari lançou o 312 T. Lauda, que o dirigia, acabou em 5º lugar e depois da prova se disse insatisfeito com o motor, embora o carro lhe agradasse. No final do campeonato, porém, Lauda não tinha do que reclamar; foi o campeão. Emerson Fittipaldi saiu na frente na classificação, ganhando o GP da Argentina e ficando em segundo no Brasil. Ao seu lado, depois das três primeiras corridas estava José Carlos Pace, que venceu no Brasil e foi 4º na África do Sul.

A partir da quarta corrida, porém, Lauda ultrapassou Emerson:; venceu em Mônaco, na Bélgica e Suécia; ficou em segundo (James Hunt foi o 1º) na Holanda, e voltou a ganhar na França. Com a vitória na Inglaterra, Emerson voltou a ameaçar a liderança de Lauda, mas, depois de três provas em que os dois ocuparam posições secundárias, o austríaco ganhou nos Estados Unidos e assegurou o título.

Participaram do campeonato 52 pilotos. Só os primeiros colocados na prova recebiam pontos (9, 6,4,3,2,1). Para a classificação final, foram descartados um resultado das oito primeiras corridas e outro das últimas seis.

No final do ano, no dia 29 de novembro, num desastre de avião, morreu Graham Hill, que havia participado pela última vez de um GP da Fórmula 1 no Brasil e anunciado a sua retirada no dia 19 de julho, em Silverstone. Com ele, morreram quase todos os integrantes da equipe que havia formado havia pouco,  a Embassy Hill, inclusive o jovem Tony Brise, de 23 anos, apontado com uma das revelações da Fórmula 1.

1975 –  Campeonato Mundial de Construtores

Pos.

Equipes

Pts.

Ferrari

72,5

Brabham

54

MacLaren

53

 4º Hesketh

33

Tyrrell

25

Shadow

9,5

Lotus

09

March

6,5

Williams

06

10º

Parnelli

05

11º

Penke

04

12º Hill

03

13º Ensign

01

   1975– Classificação – Pilotos

Pos. Piloto Páis Equipe Pts

Niik Lauda Áustria Ferrari 64,5

Emerson Fittipaldi Brasil McLaren 45

Carlos Reutemann Argentina Brabham 37

James Hunt Inglaterra Hesketh 33

 5º

Clay Regazzoni Suiça Ferrari 25

José Carlos Pace Brasil Brabham 24

Jody Scheckter África do Sul Tyrrell 20
Jochen Mass Alemanha McLaren 20

Patrick Depailler França Tyrrell 12

10º

Tom Pryce Inglaterra Shadow 08

11º

Vittorio Brambila Itália March 6,5

12º

Jacques Laffite França Williams 06
Ronnie Peterson Suécia Lotus 06

14º

Mário Andretti EUA Parnell 05
  15º Mark Donohue EUA March 04
  16º Jacky Ickx Bélgica Lotus 03
 17º Alan Jones Austrália Hill 02
 18º Jean Pierre Jarier França Hill 1,5
 19º Tony Brise Inglaterra Ensign 01
Gijs Van Lennep Holanda Ensign 1
21º Lella Lombardi Itália Williams 0,5

 

1975  –  Grandes Prêmios

 
Dia GP Circuito Voltas Vencedor Equipe Tempo
12/01 Argentina B. Aires 53 –316,304 km E. Fittipaldi McLaren 1h39m26s29
26/01 Brasil Interlagos 40 – 318,400  km Carlos Pace Brabham  1h44m41s17
01/03 A. do Sul Kyalami 78 – 320, 112 km J. Scheckter Tyrrell 1h43m16s90
27/04 Espanha Montjuich 29 – 109,910 km Jochen Mass McLaren 00h42m16s7
11/05 Monaco Monte Carlo 75 – 245,850  km Nik Lauda Ferrari 2h01m21s31
25/05 Bélgica Zolder 70-  298,340 km Nik Lauda Ferrari 1h43m53s98
08/06 Suécia Anderstorp 80 – 321.440 km Nik Lauda Ferrari 1h59m18s310
22/06 Holanda Zandvoort 75 – 316,950  km James Hunt Hesketh 1h46m57s40
06/07 França Lê Castellet 54 – 313,740 km Nik Lauda Ferrari 1h40m18s84
19/07 Inglaterra Silverstone 56– 264,264  km E. Fittipaldi McLaren 1h22m05s
03/08 Alemanha Nurburgring 14–  319,690  km C. Reutemann Brabham 1h41m14s1
17/08 Austria Osterreichring 29 – 171,418  km V. Brambilla March 00h57m56s69
07/09 Italia Monza 52 – 300,560  km C,. Regazzoni Ferrari 1h22m426
05/10 EUA WatkinsGlen 59 – 320,665  km Niki  Lauda Ferrari 1h42m58s175