1956

Com a retirada da Mercedes, Fangio e Moss se transferiram respectivamente, para a Ferrari e Maserati. E correndo pela primeira vez com a nova fábrica, Juan Manuel Fangio obteve o tricampeonato, embora tenha vencido apenas duas das seis provas disputadas. O título desse ano foi o mais discutido de sua brilhante carreira. Porque ele, que havia saído da Mercedes por não aceitar a ordem da equipe para deixar o seu companheiro vencer o Grande Prêmio da Inglaterra, foi beneficiado pelo seu parceiro da Ferrari, o inglês Peter Collins.

Campeão de 1956, Juan Manuel  Fangio

Juan Manuel Fangio

Os jornalistas da época atribuiram a vitória de Fangio no campeonato ao cavalherismo de Collins. No GP da Itália, ele cedeu seu carro para que o piloto argentino continuasse na corrida. Na primeira prova, em seu país, Fangio também tivera problemas com o seu carro e teve de abandoná-lo na 23ª volta. Continuou com a Ferrari do italiano Luigi Musso e terminou mais uma vez em primeiro lugar diante do seu público. Nos registros oficiais, contudo, a vitória é atribuída a Musso. Só 13 carros participaram da largada e apenas seis completaram a prova. Nessa corrida, dois brasileiros voltaram às pistas da Fórmula 1. Francisco (“Chico”) Landi dividiu a direção de uma Maserati com o italiano Gerino Gherini, terminando ambos em 4º lugar. Hernando da Silva Ramos saiu em penúltimo, e no final obteve um honroso 5º lugar, entre os 8 carros que completaram a corrida, marcando seus únicos dois pontos do campeonato.

Em Mônaco, Stirling Moss foi o vencedor, com Fangio e Peter Collins dividindo a segunda colocação, mas  Peters Collins venceu as duas corridas seguintes, na Bélgica e na França.  Fangio ganhou os GPs da Inglaterra e Alemanha, e Stirling Moss foi o primeiro na última prova, o GP da Itália. Para a classificação final, foram computados cinco dos oito resultados (incluindo-se as 500 milhas).

   1956 – Classificação – Pilotos

Pos. Piloto Páis Equipe Pts

Juan Manuel Fangio Argentina Ferrari 30

Stirling Moss Inglaterra Maserati 27
Peter Collins Inglaterra Ferrari 25

Jean Behra França Maserati 22

Pat Flakerty EU Watson 08

Eugenio Castellotti Itália Ferrari 7,5

Sam Hanks EUA Kurtis Kraft 06
Paul Frère Bélgica Ferrari 06
Paco Godia Espanha Ferrari 06

10º

Jack Fairman Inglaterra Connaught 05

11º

Mike Hawthorn Inglaterra BRM 04
Don Freeland EUA Philips 04
Ron Flockhart Inglaterra Connaught 04
Luigi Musso Itália Ferrari 04
   15º Johnnie Parsons EUA Kurtis Kraft 03
Harry Schell EUA Vanwall 03
Cesare Perdisa Itália Maserati 03
Alfonso de Portago Espanha Ferrari 03
  19º Louis Rosier França Maserati 02
Luigi Villoresi Itália Maerati 02
Hermano da Silva Ramos Brasil Gordini 02
Horace Gould Inglaterra Maserati 02
Olivier Gendebien Bélgica Ferrari 02
Dick Rathmann WUA Kurtis Kraft 02
 25º Gerino Gerini Itália Naserari 1,5
Chico Landi Brail Maserati 1,5

O campeonato teve a participação de 79 comcorrentes e  53 não obtiveram ponto.

Nessa temporada, o brasileiro Hermano Silva Ramos (Nano, para os íntimos), obteve seu melhor resultado na Fórmula 1: foi 5º colocado no GP de Mônaco, disputado no dia 13 de maio,  Ramos não largou para o GP da Bélgica, mas reapareceu no GP da França, saindo em 14º lugar e chegando em 8º. Na corrida seguinte, na Inglaterra, foi o último dos 28 corredores no grid de largada e parou na 72ª das 101 voltas, por problemas na transmissão. Na última prova do campeonato, o brasileiro teve menos sorte ainda: saiu em 20º lugar, entre 24 competidores, e parou logo na 3ª volta, por quebra de motor. Essa foi a sua última participação no campeonato da Fórmula 1.