1955

Juan Manuel Fangio tornou-se bicampeão com tranquilidade, vencendo quatro das sete etapas. Chegou em primeiro na Argentina, Bélgica, Holanda  Itália. Maurice Trintignant, da Ferari, venceu em Mônaco; Bob Sweikert, da Kurt Kraft, ganhou as 500 Milhas de Indianápolis, e Stirling Moss, da Mercedes, chegou na frente na Inglaterra. Esse ano ficou marcado por um grande acidente no automobilismo esportivo.

Na disputa das 24 Horas de Le Mans, na França, Pierre Levegh perdeu o controle do seu carro na reta, em frentes aos boxes. O carro foi lançado sobre o público na arquibancada, matando vários torcedores e ferindo muitos outros. Na corrida de Indianápolis também morreu o piloto Bill. Vukovich.

Por causa desse grave acidente, a Mercedes decidiu afastar-se das provas da Fórmula 1, mas já antes do final da temporada, Fangio tinha brigado com a fábrica alemã. Não concordou com a ordem do diretor Alfred Neubauer para que permitisse a vitória do seu companheiro de equipe, o inglês na Stirling Moss, no Grande Prêmio da Inglaterra. Antes de abandonar a Fórmula 1, a fábrica alemã estava bem à frente das outras equipes com o desenvolvimento do modelo W 196, com o qual Fangio fora campeão em 1954 e criara também um inovador freio aerodinâmico.

Campeão de 1955, Juan Manuel Fangio

Juan Manuel Fangio

A equipe alemã dominou o campeonato, com cinco vitórias em sete corridas e Fangio, conquistou o título, seguido de Stirling Moss, também da Mercedes. No primeiro GP, na Argentina, Fangio chegou em primeiro com 1’ 29” 6 de vantagem sobre os segundos colocados, Farina, Gonzales e Maurice Trintignant, que se revezaram na condução de uma Ferrari. A outra Ferrari, que se classificou em terceiro lugar também foi dirigida por três pilotos: Umberto Maglioli, Farina e Trintignant. No Grande Prêmio seguinte, em Mônaco, num acidente inusitado: o Lancia de Alberto Ascari saiu da pista e caiu no mar. Além do banho inesperado, o piloto  só teve fratura no nariz. Mas, quatro dias depois, em Monza, ele viria sofrer o acidente que lhe tirou a vida. Depois do acidente, a Lancia se retirou do campeonato.

   1955 – Classificação – Pilotos

Pos. Piloto Páis Equipe Pts

Juan Manul Fangio Argentina Mercedes 40

Stirling Moss Inglaterra Mercedes 23
Eugenio Castelloti Itália Lancia 12

Maurice Trintignant França Ferrari 11,5

Nino Farina Itália Ferrari 10,5

Piero Tarufi Itália Merceedes 09

Bob Swiker EUA Kurtis Kraft 08

Robert Mières Argentina Maserati 07

Tony Bettenhausen EUA Kurtis Kraft 06
Jean Behra França Maserati 06
Luigi Musso Itália Maserati 06

12º

Karl Kling Alemanha Mercedes 05

13º

Jimmy Davies EUA Kurtis Kraft 04

14º

Paul Frère Bélgica Ferrari 03
Johnny Thmson EUA Kuzma 03
  16º José Froilan Gonzalez Argentina Ferrari 02
Cesare Perdisa Itália Maserati 02
Luigi Villoresi Itália Lancia 02
Carlos Menditeguy Argentina Maserati 02
Wali Faulkner EUA Kurtis Kraft 02
 21º’ Umberto Maglioli Itália Ferrari 1,5
 22º Hans Herrmann Alemanha Mercedes  01

Os outros 59 participantes do campeonato não pontuaram.

O Grande Prêmio da Holanda, no dia 19 de junho de 1955, marcou a participação de outro brasileiro na Fórmula 1. É Hernando da Silva Ramos, que corria com Gordini. Da Silva Ramos, como era citado nas publicações da época, saiu em penúltimo lugar e conseguiu uma honrosa oitava colocação, entre os 11 dos 16 concorrentes que completaram a prova, a sete voltas do vencedor,  nessa primeria corrida.

Na corrida seguinte, o GP da Inglaterra, Da Silva Ramos começou melhor, era o 18º entre 25 corredores no grid de largada. Na 27ª das 90 voltas, porém, teve de abandonar por quebra de motor. No GP da Itália, em Monza, a 11 de setembro, Da Silva Ramos saiu em 16º, entre  22 competidores. E outra vez teve de abandonar a prova, agora, por problemas na transmissão.